Educação no Chile

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Educação no Chile
Flag of Chile.svg
Responsável

Recursos nacionais para educação (3.03% (2014))
Alfabetização () 95.7%
Índice de educação  0,513[1] (52[1] º no mundo)
PISA 
Leitura
Matemática
Ciência



Diplomas
 • Educação secundária
 • Educação superior


Proporção Aluno x Professor ()
 • Educação primária
 • Educação secundária


ofissionais, verificar seu desenvolvimento, estabelecer sistemas de exame seletivo e de avaliação, recomendar sanções e realizar estudos sobre a educação superior.

Nos últimos cinco anos, houve duas grandes ondas de manifestações sobre o estado da educação no país. Nos últimos 20 anos, mais de 800 escolas municipais fechadas e apenas 36 por cento dos alunos são matriculados em escolas públicas.[2]

Sistema educacional[editar | editar código-fonte]

Os níveis de educação no Chile são:

  • Pré-escola: Para crianças com até 5 anos de idade, opcional para a 1ª série.
  • Escola primária, (Enseñanza básica) para crianças entre 5 e 13 anos de idade, dividida em oito séries.
  • Escola secundária, (Enseñanza media) para adolescentes para 13 a 18 anos de idade, dividida em quatro séries.
  • Escolas secundárias são também dividida em :
  • # Aproximação humana-científica: No Terceiro Medio (11ª série) na escola secundária, os alunos podem escolher uma especialização em ciência (matemática, física, química, biologia), ou humanas (literatura, história, sociologia), o que significa que eles terão mais lições naquela área de sua escolha.
  • #Educação técnico-profissional: Estudantes recebem uma educação extra nas chamadas áreas técnicas, como eletricidade, mecânica, metalúrgica, etc. Esse segundo tipo de educação é mais típico de escolas públicas, que dá aos estudantes de áreas mais pobres a chance de trabalhar.
  • Universidade, um sistema dividido em universidades públicas (ou do estado), e um sistema privado.

Educação infantil[editar | editar código-fonte]

A educaçãon infantil atende às crianças entre 83 dias e 6 anos, dividida nos seguintes níveis:

  • Sala cuna: (84 dias a 2 anos)
  • Medio: (de 2 a 4 anos)
  • Transición: (de 4 a 6 anos). Se diferencia neste nível o Primer nivel (prekinder, 4 a 5 anos) e Segundo Nivel (kinder, 5 a 6 anos).

A Junta Nacional de Jardines Infantiles (JUNJI, 1970) é um serviço público, dependente do Ministério da Educação, encarregado de criar, planejar, coordenar, promover, estimular e supervisionar a organização e o funcionamento dos jardins de infância.

Educação primária[editar | editar código-fonte]

A reforma de 1965 estabeleceu a educação primária como o ciclo inicial dos estudos. Antes da reforma, em 1920, a legislação do Chile tinha estabelecido um mínimo de 4 anos para a educação obrigatória. Os estabelecimentos particulares devem cumprir com os objetivos fundamentais e Conteúdos Mínimos Obrigatórios (OF-CMO) prescritos nos artigos 15 a 20 da LOCE. Estes requisitos e normas são estabelecidos pelo Ministério da Educação e pelo CSE.

Educação secundária[editar | editar código-fonte]

A escola secundária é dividida entre Humana-Científica (normal), Técnico-Profissional (vocacional) e Artística, sempre com duração de 4 anos. Os primeiros dois anos são os mesmos para os três tipos de escola, enquanto o terceiro e quarto são diferenciados de acordo com a orientação.

As escolas oferecendo programas técnico-profissional são denominadas:

Também se distinguem modalidades especiais de educação primária e secundária, como a educação de adultos e a educação especial (educação diferencial).

Acesso à Educação superior[editar | editar código-fonte]

Os estudantes podem escolher entre 25 universidades dos estados e 50 universidades privadas.[carece de fontes?]

Há um único sistema de admissão para todas as universidades do Estado e para vários universidades privadas, que integram o chamado Consejo de Rectores. O sistema, chamado PSU (Prueba de Selección Universitaria), é muito similar ao SAT Reasoning Test dos Estados Unidos. A criação e a correção dos testes é feita pela Universidad de Chile, enquanto o sistema em si é administrado pelo Ministério da Educação (Ministerio de Educación).

O teste consiste em dois exames obrigatórios, matemática e idioma, e vários outros testes específicos, como química, física, biologia, história, etc, dependendo de qual carreira o estudante deseja seguir. As notas da escola secundária também são levadas em conta no resultado do exame. Cada universidade dá pesos diferentes para os resultados dos vários exames.

Há uma grande diferença nas notas do PSU entre os estudantes mais pobres, a maioria estudou em escola pública, e os estudantes mais ricos, especialmente aqueles que estudaram em escola privada, e com isso os estudantes mais pobres tem muito menos chances de entrar para as melhores universidades, que exigem uma nota alta. Os estudantes pobres mais talentosos, aqueles que conseguem uma nota alta no PSU, podem obter uma bolsa de até 100% pelo governo, e várias universidades também tem seus próprios programas de bolsa para ajudar os estudantes pobres, apesar dos recursos serem insuficientes. Os estudantes que conseguem notas altas o suficiente para entrar para universidades públicas ou para uma universidade privada de prestígio, há um sistema do governo para fazer empréstimos através de vários bancos, mas a quantia e os termos do crédito não necessariamente se adequam às necessidades dos estudantes.

De acordo com a mídia e estatísticas oficiais, em 2006 um total de 241.390 estudantes fizeram o PSU.[3]

Educação superior[editar | editar código-fonte]

Estudantes da Escola secundária, em Santiago, no Chile

A educação superior se distingue em três tipos de estabelecimentos, criados pela reforma da educação superior em 1981, para os quais os estudantes escolhem seguir seus estudos depois da educação secundária :

  • (CFT) Centro de Formación Técnica|Centros de Formación Técnica, com duração de 2 anos e só podem emitir o título de técnico de nível superior;
  • (IP) Instituto Profesional|Institutos Profesionales, podem emitir títulos de técnico de nível superior, e títulos profissionais nas profissões que não requerem o grau acadêmico de licenciatura.
  • ('U) Universidades] que podem emitir todos os títulos profissionais e graus acadêmicos de licenciatura, mestrado e douturado.
  • Instituciones de educación superior de las Fuerza Armadas y de Orden foram incorporadas recentemente, e podem entregar através de suas instituições educativas títulos e graus acadêmicos, sendo parte das instituições de ensino superior.

Quem ingressa à educação sueprior universitária pode optar entre: universidades tradicionais ou privadas que recebem ajuda do Estado e se auto-financiam. São 25 instituições tradicionais agrupadas no Consejo de Rectores de las Universidades Chilenas e inclui as principais instituições de educação superior do país. O ingreso a elas é feito através de um sistema de seleçõa a nivel nacional, feito através da Prueba de Selección Universitaria (PSU). Apesar disso a pontuação no PSU não é o suficiente para o aluno entrar e se manter na universidade, já que ultimamente há tido estudantes que entraram nas universidades tradicionais mas tiveram que abandonar por problemas econômicos, já que o financiamento dado pelo estado a esses alunos não corresponde ao valor total, devendo o aluno pagar a diferença. Também há universidades privadas que se auto-financiam.

A cobertura da educação superior no Chile se duplicou desde 1990, exibindo um nível de matrícula de 47,2% entre as pessoas que tem entre 19 e 24 anos.[carece de fontes?]

Desde 2004 se iniciou um processo de avaliação da qualidade da educação superior através da Comisión Nacional de Acreditación de Pregrado (CNAP). A lei nº 20.129 de 2006[4] estabeleceu um sistema nacional de avaliação da qualidade do ensino superior (CFT, IP e universidades) de responsabilidade da Comisión Nacional de Acreditación (CNA-Chile). Seus principais objetivos são a avaliação institucional e avaliação de carreiras e programas da educação superior.

Mobilização estudantil[editar | editar código-fonte]

Estudantes ocupam o Instituto Nacional em Santiago, no Chile

Durante o mês de abril de 2006, ante os anúncios de um aumento no preço de inscrição na Prueba de Seleccão Universitaria (que durante o ano 2005 havia alcançado 19.000 pesos chilenos), devido às despesas que o exercício dava o Registro Educacional (DEMRE), dependente da ‘’Universidad de Chile’’, e de que o passe escolar somente poderia ser utilizado duas vezes por dia, diversos colégios de Santiago participaram de marchas na Avenida Bernardo O'Higgins, exigindo passe escolar liberado e gratuidade da PSU para os três primeiros quintos. Contudo, durante esses protestos a polícia deteve mil estudantes durante a marcha.[5] A mobilização estudantil foi reativado em setembro e outubro do mesmo ano. A mobilização foi informalmente conhecido como Revolução dos Penguins. Estima-se que mais de 100.000 estudantes de mais de cem escolas estavam em manifestações na sexta-feira 26 Maio.[6]

O movimento ressurgiu em abril de 2012, em resposta a proposta do governo de Piñera que atenderia a uma das principais exigências dos estudantes: acabar com o Crédito com Aval do Estado (CAE), instaurado em 2007 e concedido pelos bancos privados para facilitar o pagamento das mensalidades em universidades particulares, com uma taxa de juros três vezes maior do que a praticada pelas universidades públicas.[7] As mobilizações nacionais foram convocadas pela Confederação de Estudantes do Chile (CONFECH), uma organização que reúne as associações de estudantes das universidades. Os principais porta-vozes do movimento universitário foram Camila Vallejo, presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile e Giorgio Jackson.

Financiamento[editar | editar código-fonte]

O estado provê um sistema de vouchers educacionais, que cobrem cerca de 90% dos estudantes da educação primária e secundária.[carece de fontes?] Esse sistema é baseado no pagamento diretamente a escolas baseado na assistência. Em termos práticos, se o estudante se transfere para outras escolas, o pagamento de assistência se transfere também. Escolas são ou Municipal ou privada. Escolas privadas podem ser subsidiadas pelo governo ou não.

Cobertura e Qualidade[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, os países com melhores índices compostos da Educação ( alfabetização, gastos com educação, a taxa de escolarização bruta, os utilizadores da Internet por 100 pessoas, média de anos de escolaridade, anos de escolaridade esperados) em América Latina são Argentina (0,764) e Chile (0,757).[8] Segundo o Informe PISA de 2012, os estudantes chilenos foram posicionados sobre o 52 de 66 países que participaram da medição.[1]

No âmbito universitário, segundo o ranking de 2008 publicado no suplemento "Higher Education Supplement" (THES) do jornal britânico The Times, a Pontificia Universidad Católica de Chile ficou em 239º lugar, e a Universidad de Chile em 312º lugar, sendo ultrapassadas pela Universidad Nacional Autónoma de México, a Universidade de São Paulo e a Universidade Estadual de Campinas.[carece de fontes?]

Na classificação feita em 2007 pela Universidad Jiao Tong de Shanghái na China, a Pontificia Universidad Católica de Chile y la Universidad de Chile ficaram entre as 500 melhores universidades do mundo, sendo ultrapassadas pelas universidades brasileiras: a Universidade Estadual de Campinas e a Universidade Federal do Rio de Janeiro.[9]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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