Estação Antártica Comandante Ferraz
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| Mapa da área com a localização da estação e dos refúgios brasileiros. | ||
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| Território | Antártica Brasileira | |
| Estabelecida | 6 de fevereiro de 1984 | |
| População | ||
| - Total | 100 | |
| - Horário de verão | BRT (UTC-3) | |
| Código postal | 20001-971 | |
| www.mar.mil.br | ||
A Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) é uma base antártica pertencente ao Brasil localizada ilha do Rei George, a 130 km da Península Antártica, na baía do Almirantado, Antártica.
Começou a operar em 6 de fevereiro de 1984, levada à Antártica, em módulos, pelo navio oceanográfico Barão de Teffé e diversos outros navios da Marinha do Brasil. Atualmente abriga cerca de 60 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e funcionários, militares e civis.
O nome da estação homenageia Luís Antônio de Carvalho Ferraz, um comandante da Marinha do Brasil, hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente Antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos. Ferraz desempenhou importante papel ao persuadir o Brasil a desenvolver um programa antártico (o PROANTAR).
Índice |
[editar] Estrutura
A estação dispõe de todas as instalações necessárias como se fosse uma pequena cidade. O total atual de módulos é de sessenta e duas unidades. Recentemente, passou a fazer parte da EACF um heliponto, construído de acordo com as normas internacionais.
Até 2004 a composição modular chegou a sessenta habitáculos com capacidade de viverem confortavelmente 48 pessoas, parecendo uma pequena vila em meio ao gelo antártico. A estação opera durante todo o ano. A estrutura é composta por depósitos, oficinas, biblioteca, salas de lazer e estar, enfermaria, sala de comunicações, ginásio de esportes, cozinha e refeitório.
A administração da estação é executada por militares da Marinha do Brasil, que ali permanecem durante um ano, sendo trocados ao final do período.
[editar] População
No inverno, os pesquisadores são em pequena quantidade, pois dependem do solo exposto e de mar aberto para efetuar a coleta de amostras cujos dados serão compilados e enviados às instituições-sede. Nessa época, o transporte depende da Força Aérea Brasileira, pois não se consegue chegar à base através do mar utilizando o NApOc Ary Rongel (H-44). São realizados sete vôos anuais com aeronaves C-130 Hercules. As instalações da base são capazes de abrigar 46 pesssoas.[1]
[editar] Condições climáticas
No verão, naturalmente em condições menos adversas, a população na estação aumenta, o que se traduz em maior nível de atividade. É nesta época que são executados os serviços de manutenção, ampliação, reabastecimento e apoio aos projetos científicos, tecnológicos e pesquisas de maior vulto. As condições de locomoção e transporte se dão com maior facilidade, há menos gelo a dificultar as atividades dos habitantes. Os ventos são mais fracos, e a temperatura também é mais amena, chegando aos 5°C.
[editar] Pesquisa
Os programas de pesquisas permitiram estudar o impacto das mudanças ambientais globais na Antártica e suas consequências para as Américas inclusive a Amazônia. Ali foi detectado o aumento da temperatura global, o efeito estufa, o aumento do buraco da camada de ozônio, o aumento do nível dos oceanos, além de recolhidos elementos provenientes da poluição causada em sua maioria pelos países do hemisfério norte. Todas as alterações detectadas pela Estação Antártica Comandante Ferraz mostram claramente a interação entre os hemisférios e sua interferência nas mudanças globais.
[editar] Incêndio
Na madrugada do dia 25 de fevereiro de 2012, 2h, com 60 pessoas na base, ocorreu um incêndio iniciado por uma explosão sem causa estimada na Praça das Máquinas, onde ficam os geradores de energia da estação. Por ser anexa ao restante das instalações, o fogo se alastrou. Um suboficial e um primeiro-sargento morreram porque não conseguiram deixar a Praça das Máquinas e um sargento foi ferido, mas levado com vida para a estação polonesa onde recebeu primeiros socorros e posterior transferência para uma base chilena. O militar seria mais tarde transportado para o Hospital das Forças Armadas do Chile, em Punta Arenas.[2] Para a base antártica do Chile foram transportados também todos os civis, encaminhados então também para a cidade de Punta Arenas, no Chile, e por fim de volta ao Brasil, em um avião da Força Aérea Brasileira.[3][4]
O combate ao incêndio seguiu pelo dia com o grupo de 12 militares que manteve-se na base até que a Marinha decidiu interromper o trabalho devido às condições climáticas adversas, características da Antártida. Junto a um navio da Armada Chilena, planejou voltar ao local para avaliação dos danos.[5] e estimou destruição de 70% da base. O prédio principal, que incluía os alojamentos e alguns laboratórios, foi completamente destruído. As unidades que ficavam isoladas da instalação central salvaram-se: laboratórios de meteorologia, química e estudo da alta atmosfera, além de contêiners com material de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.[2][6]
O governo federal anunciou dias depois um programa de 20 milhões de reais para a construção de uma nova base antártica, com projeto mais moderno, com prazo de conclusão de 2 anos.[7][6]
[editar] Ver também
Referências
- ↑ A Estação Comandante Ferraz. Estação de Apoio Antártico.
- ↑ a b Fábio Fabrini (26 de fevereiro de 2012). Incêndio destruiu 70% do centro de pesquisa, diz Marinha. O Estado de S. Paulo. Página visitada em 27 de fevereiro de 2012.
- ↑ Sergio Torres (25 de fevereiro de 2012). Incêndio em base brasileira na Antártida deixa dois mortos. O Estado de S. Paulo. Página visitada em 25 de fevereiro de 2012.
- ↑ Fogo em base brasileira na Antártida deixa dois mortos
- ↑ Marinha interrompe combate a incêndio na Antártida devido a mau tempo. O Estado de S. Paulo (25 de fevereiro de 2012). Página visitada em 25 de fevereiro de 2012.
- ↑ a b Roberto maltchik (27 de fevereiro de 2012). Reconstruir base brasileira na Antártica deve levar dois anos. O Globo. Página visitada em 28 de fevereiro de 2012.
- ↑ Roberto Maltchik, Vivian Oswald (27 de fevereiro de 2012). Dilma determina reconstrução da base brasileira na Antártica. O Globo. Página visitada em 28 de fevereiro de 2012.