CartaCapital

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CartaCapital
Capa da revista CartaCapital
Editor Mino Carta
Frequência Semanal
Editora Editora Confiança
Circulação Total: 73.400 (BDO Trevisan, maio/2008)
Categoria Política, economia, cultura, sociedade
País  Brasil
Idioma Português
Primeira edição 1994
cartacapital.com.br

A CartaCapital é uma revista de informações de periodicidade semanal publicada no Brasil pela Editora Confiança. Foi fundada em agosto de 1994 pelo jornalista ítalo-brasileiro Mino Carta, criador da revista Quatro Rodas, do Jornal da Tarde, do extinto Jornal da República e das semanais Veja e IstoÉ, juntamente como o jornalista "naturalizado baiano" Bob Fernandes, que foi seu editor chefe de 1997 a 2005.

Inicialmente com uma publicação mensal, depois quinzenal (em março de 1996), a partir de agosto de 2001 se tornou semanal. Possui atualmente uma tiragem média de 75 mil exemplares. Em 2001, CartaCapital ganhou o Prêmio Brasil de Mídia do Ano pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE), o que se repetiu em 2003.

Neste mesmo ano, a revista foi vencedora do Prêmio Comunique-se de Imprensa na categoria "Executivo de Veículo de Comunicação".[1] Em novembro de 2006, Mino Carta recebeu o prêmio de "Jornalista Brasileiro de Maior Destaque no Ano", da Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE).[2]

A CartaCapital teria sido concebida como uma alternativa às revistas similares que existiam então (e que efetivamente dominavam o mercado): Veja e IstoÉ.[carece de fontes?] Como não foi possível superá-las, em termos de fatia do mercado, assumiu ao longo do tempo uma postura de análise crítica, mais do que sua apresentação ou explicação. A revista possui, em contraste às supracitadas, uma equipe pequena (apenas 11 jornalistas) e procura dar uma visão aos acontecimentos da semana diferente das apresentadas pelos demais semanários e jornais.

Características editoriais[editar | editar código-fonte]

A CartaCapital é marcada por uma linha editorial assumidamente alinhada à esquerda política, e apesar de demonstrar (segundo o que diz a própria revista) inúmeras falhas ao governo Lula, adotou uma posição favorável em relação a continuidade de Lula e Dilma no poder desde a eleição de 2010.[3] . Alguns alegam[carece de fontes?] que a revista seria um exemplo de exercício da ativismo jornalístico,[4] uma modalidade de jornalismo que, intencionalmente e de forma transparente, adota um determinado ponto de vista, geralmente com algum objetivo social ou político.[4] Essa postura editorial gera controvérsias em torno da revista.[5]

Especialistas e intelectuais de diversas áreas do conhecimento escrevem nas diferentes editorias da revista, o que a torna nitidamente opinativa. Por vezes é frontalmente contrária às abordagens feitas pelas concorrentes. O finado Sócrates, ex-jogador da Seleção Brasileira de Futebol, por exemplo, escrevia semanalmente sobre futebol na coluna "Pênalti", mas abordando as questões políticas do esporte. O chef Márcio Alemão, na coluna "Refogado", fala sobre culinária de forma incomum (mais comum no jornalismo anglo-saxão e presente também n'O Estado de S. Paulo): combina filosofia, arte, história, humor e, é claro, comida em seu texto.

Na sua última edição de 2006 (especial de natal, nº. 425), a CartaCapital contou, dentre seus articulistas, com nomes como Delfim Netto, Luiz Gonzaga Belluzzo, Márcio Coimbra, Maria Regina Soares de Lima, Massimo D'Alema, Maurício Dias, Mino Carta, Otávio Velho, Paulo Henrique Amorim, Raimundo Rodrigues Pereira, Sócrates, Thomaz Wood Jr., Walter Fanganiello Maierovitch e Wanderley Guilherme dos Santos.

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Entrevista[editar | editar código-fonte]

No final do ano de 2005, na edição de nº 372, a revista publicou uma longa entrevista[6] com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. A entrevista foi alvo de críticas dos opositores do presidente, visto que sua pauta focalizou a gestão macroeconômica do governo e não a crise política e o escândalo do mensalão, que à época estavam em pauta na maior parte da imprensa.

A resposta da CartaCapital a esta alegação foi a de que denúncias de corrupção já veiculadas diariamente por todos os órgãos de divulgação do país e até por muitos livros de história do Brasil não se tornariam, para a revista, o fator fundamental na eleição que em breve elegeria o presidente do Brasil, esforçou-se por noticiar outros acontecimentos relevantes que considerava serem de maior interesse, e que vinham sendo relegados a um segundo plano pelo que a revista chama de "grande mídia", que optara, naquele período pré-eleitoral, por fazer uma cobertura crítica do último governo.[7]

Cobertura das eleições 2006[editar | editar código-fonte]

Numa série de reportagens publicadas entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial de 2006, entrou em uma polêmica jornalística com a cobertura realizada por outros veículos de comunicação como a Rede Globo e a Folha de São Paulo.[8]

Dentre os pontos principais das reportagens de Raimundo Rodrigues Pereira, destaca-se a maneira como foram divulgadas as fotos do dinheiro do Escândalo do Dossiê que foram "vazadas" para a imprensa pelo delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno[9]

Colunistas[editar | editar código-fonte]

Pesquisas publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Pesquisa Vox Populi sobre o aborto, 2007
  • Pesquisa do IUPERJ sobre a parcialidade dos jornais nas eleições presidenciais de 2006

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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