Paulo Henrique Amorim

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Paulo Henrique Amorim
Paulo Henrique Amorim dando uma palestra durante a 1ª Conferência Nacional de Comunicação Social, 2009.
Nome completo Paulo Henrique dos Santos Amorim
Nascimento 22 de fevereiro de 1943 (69 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Brasil
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação jornalista

Paulo Henrique dos Santos Amorim (Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1943) é um jornalista brasileiro. Além de escrever para diversos jornais e revistas do país, apresenta o Domingo Espetacular pela Rede Record desde 2006 e alimenta o blog Conversa Afiada com notícias e opiniões sobre o Brasil e o mundo.

Índice

Carreira

Filho do jornalista e estudioso do espiritismo Deolindo Amorim, passou a maior parte da sua vida trabalhando para a revista Veja e a Rede Globo, tendo aberto sucursais para esses veículos em Nova Iorque. Sua primeira cobertura para o jornal A Noite, do Rio, foi em 1961, quando o presidente Jânio Quadros renunciou e o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola formou a Cadeia da Legalidade para garantir a posse do vice, João Goulart.[carece de fontes?]

Repórter e correspondente internacional na maior parte de sua carreira, cobriu a guerra civil de Ruanda, a rebelião zapatista do México, a eclosão do vírus ébola na África, a eleição do presidente norte-americano Bill Clinton, o terremoto e os distúrbios raciais de Los Angeles.[carece de fontes?]

Entre os anos de 1997 e 1999 esteve na Rede Bandeirantes, onde apresentou o Jornal da Band e o programa Fogo Cruzado. Na TV Cultura, onde trabalhou entre 2001 e 2002 apresentou o talk-show Conversa Afiada.[carece de fontes?]

Mudou-se para a Record em 2002, onde já apresentou o Jornal da Record 2ª edição, Edição de Notícias e o Tudo a Ver, uma revista eletrônica exibida às tardes, com Janine Borba e posteriormente com Patrícia Maldonado. Desde fevereiro de 2006 apresenta o programa Domingo Espetacular, com Fabiana Scaranzi e Janine Borba.[carece de fontes?]

Atualmente possui o blog Conversa Afiada.

Projetos paralelos

Publica artigos na revista Carta Capital. Em 2005 publicou o livro Plim-Plim: A peleja de Brizola contra a fraude eleitoral, no qual denuncia o que considera uma trama que teria manipulado as eleições para o governo do estado do Rio de Janeiro no ano de 1982, com suposto apoio da Rede Globo (Caso Proconsult) jamais confirmada.[1]

O caso iG

Durante mais de dois anos, manteve o blog Conversa Afiada no portal iG, em cuja página principal tinha um quadro de destaque permanente. A política era o assunto mais corriqueiro, e Paulo Henrique Amorim mantinha uma seção intitulada "Não coma gato por lebre", cujo objetivo, segundo ele, era deixar claro para o leitor as preferências e gostos do jornalista, de modo a não passar aos usuários uma falsa imagem de imparcialidade.

Em 18 de março de 2008, porém, o iG retirou abruptamente o blog do ar. Em nota, o iG alegou que a audiência esperada estava aquém das expectativas e que os custos de sua manutenção não se justificavam mais, o que motivara a finalização do contrato antes de dezembro de 2008, o prazo final previsto. Paulo Henrique Amorim afirmou que o contrato havia sido encerrado devido às críticas que fez ao suspeito processo de fusão da Brasil Telecom e a Oi, formando a BrOi, segundo o qual o jornalista afirmava que várias personalidades políticas se beneficiaram ilicitamente no processo.

Paulo Henrique Amorim relançou seu blog, Conversa Afiada, acusado pelo jornalista Reinaldo Azevedo de ser mantido com o patrocínio do governo brasileiro, através da Caixa Econômica Federal;[2] seu advogado Marcos Bitelli obteve na Justiça uma mandado de segurança [3], e Amorim reuperou os arquivos de tudo o que tinha produzido no iG.

Críticas

Polêmica nas eleições de 2010

A apenas 5 dias das eleições de 2010, o responsável pelo instituto de pesquisa Vox Populi, Marcos Coimbra, garantiu em entrevista que Dilma Rousseff venceria as eleições no primeiro turno.[4] Com base nos dados do referido instituto, Paulo Henrique Amorim defendeu a tese de vitória de Dilma expressa pelo Vox Populi:[5]

Cquote1.svg Coimbra joga a credibilidade de seu passado profissional e a integridade de sua empresa nessa afirmação: Dilma venceria no primeiro turno. Cquote2.svg
Paulo Henrique Amorim sobre a previsão do Vox Populi de vitória de Dilma no primeiro turno das eleições presidenciáis de 2010.

Além disso, atacou agressivamente o Datafolha, ao qual se refere pejoratimente como Datafalha, e seu responsável, Otávio Frias Filho, que apontava um cenário indefinido:[5]

Cquote1.svg Se o Otavinho tivesse a envergadura intelectual do Coimbra. Se o Datafalha tivesse a consistência técnica da Vox Populi. [...] Mas, o Datafalha não merece a confiança nem do dono. Cquote2.svg
Paulo Henrique Amorim sobre a previsão do Datafolha de indefinição sobre o segundo turno nas eleições presidenciáis de 2010.

No entanto, as apurações definiram o segundo turno, contrariando assim as previsões do Vox Populi e de Paulo Henrique Amorim.[6]

Acordos e condenações judiciais

Paulo Henrique Amorim já foi condenado por violar o código de ética do jornalismo, por agir sem isenção e imparcialidade, agredindo intencionalmente.[7] De acordo com seus críticos, o jornalista promoveria o Partido dos Trabalhadores[8] e atacaria incansavelmente seus desafetos com a intenção de prejudicar determinadas pessoas.[7]

Em fevereiro de 2012, firmou acordo judicial com o também jornalista Heraldo Pereira, da Rede Globo, em que ambos reconheceram a completa ausência de conotação racista nas declarações em que Paulo Henrique Amorim escreveu em seu blog que Heraldo Pereira era um "negro de alma branca".[9] Nos termos do acordo, assinado e reconhecido pelas partes envolvidas, Paulo Henrique Amorim se comprometeu a doar R$ 30 mil para uma instituição de caridade indicada por Heraldo Pereira, bem como a veicular uma nota de retratação, acerca do processo, nos jornais Estado de São Paulo e Correio Braziliense.[10]

Ver também

Referências

Obras

  • AMORIM, Paulo Henrique, PASSOS, Maria Helena - Plim-Plim: A peleja de Brizola contra a fraude eleitoral. São Paulo: Conrad Editora, 2005. 230 páginas. ISBN 8576160951

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