Jô Soares
| Jô Soares | |
|---|---|
| Jô Soares no estudio de seu talk show, o Programa do Jô. | |
| Nome completo | José Eugênio Soares |
| Outros nomes | Jô Soares Jô |
| Nascimento | 16 de janeiro de 1938 (74 anos) Rio de Janeiro, RJ |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | humorista apresentador de televisão escritor artista plástico diretor teatral ator músico |
| Altura | 1,68 m |
| Atividade | 1966 - até hoje |
| Página oficial do Programa do Jô Página oficial IMDb: (inglês) (português) |
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José Eugênio Soares (Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1938), mais conhecido como Jô Soares ou simplesmente Jô, é um humorista, apresentador de televisão, escritor, artista plástico, dramaturgo, diretor teatral, músico e ator brasileiro.
Índice |
[editar] Biografia
Filho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona de casa Mercedes Leal, Jô queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio São Bento do Rio de Janeiro e em Lausanne na Suíça, no Lycée Jaccard, com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inata o apontavam para outra direção.[1]
Dono de um talento versátil, além de atuar, dirigir, escrever roteiros, livros e peças de teatro, Jô Soares também é apreciador de jazz e chegou a apresentar um programa de rádio na extinta Jornal do Brasil AM, no Rio de Janeiro, além de uma experiência na também extinta Antena 1 Rio de Janeiro.
[editar] Vida pessoal
Entre 1959 e 1979, Jô Soares foi casado com a atriz Teresa Austregésilo. Com ela teve um filho: Rafael Soares (nascido em 1964). De 1980 a 1983, a atriz Sílvia Bandeira, doze anos mais nova, foi sua esposa. Já namorou a atriz Mika Lins. Em 1987, casou-se com a designer gráfica Flávia Junqueira Pedras Soares, de quem se separou em 1998. Atualmente os dois tem sido vistos juntos novamente.[2] O apresentador admitiu sofrer de TOC. Em sua casa os quadros precisam estar tombados levemente para a direita.[3] É sobrinho de Kanela, ex-técnico da seleção brasileira de basquete.
[editar] Poliglota
O apresentador fala, com diferentes níveis de desenvoltura, cinco idiomas estrangeiros: inglês, francês, italiano, alemão e espanhol. Traduziu edições de Barbarella do francês.
[editar] Filmografia
- 1954 - Rei do Movimento, de Victor Lima e Hélio Barroso
- 1956 - De Pernas pro Ar, de Victor Lima
- 1957 - Pé na Tábua, de Victor Lima com roteiro de Chico Anysio
- 1959 - Aí Vêm os Cadetes, de Luiz de Barros
- 1959 - O Homem do Sputnik, de Carlos Manga
- 1960 - Vai que É Mole, de J. B. Tanko
- 1960 - Tudo Legal, de Victor Lima
- 1965 - Pluft, o Fantasminha, de Romain Lesage a partir do texto teatral de Maria Clara Machado
- 1965 - Ceará contra 007, de Marcos Cesar
- 1968 - Hitler III Mundo, de José Agrippino di Paula
- 1968 - Papai Trapalhão, de Victor Lima
- 1969 - Agnaldo, Perigo à Vista (participação), de Reynaldo Paes de Barros
- 1969 - A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla
- 1971 - Nenê Bandalho, de Emílio Fontana a partir de uma curta história de Plínio Marcos
- 1973 - Amante muito Louca, de Denoy de Oliveira
- 1979 - Tangarela, a Tanga de Cristal, de Lula Campelo Torres
- 1976 - O Pai do Povo, com roteiro e direção de Jô Soares
- 1986 - Cidade Oculta, de Chico Botelho, com participação de Arrigo Barnabé
- 1995 - Sábado, roteiro e direção de Ugo Giorgetti
- 2001 - O Xangô de Baker Street, produção cinematográfica a partir do romance homônimo dele mesmo Jô Soares, com direção de Miguel Faria Júnior. O filme contou com as participações internacionais de Maria de Medeiros e Joaquim de Almeida.
- 2003 - Person, documentário de Marina Person
- 2004 - A Dona da História, a partir da peça teatral homônima de João Falcão com direção de Daniel Filho
[editar] Carreira como ator de televisão
- 1967 - Em "Família Trapo", roteirizava ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega e atuava como Gordon, o mordomo - TV Record-SP.
- 1970 - "Faça Humor, Não Faça Guerra" foi primeiro humorístico da TV Globo a contar a com a participação do comediante. O programa em meio à Guerra Fria e ao conflito do Vietnã brincava com o slogan pacifista hippie "Make love, don't make war" (Faça amor, não faça a guerra).
- 1973 - "Satiricom", novo humorístico da TV Globo, com direção de Augusto César Vanucci, realizava roteiros com Max Nunes e Haroldo Barbosa. A atração satirizava o título do filme homônimo de Federico Fellini - "Satyricon". Na promoção do programa, todavia, diziam que era a "sátira da comunicação" num mundo que tinha virado uma "aldeia global", expressão que esteve na moda depois dos primeiros anos da TV via satélite.
- 1976 - "Planeta dos Homens", nova sátira com o cinema - desta vez, a série cinematográfica "O Planeta dos Macacos", atuava com roteiros de Haroldo Barbosa.
- 1981 - "Viva o Gordo", com direção de Walter Lacet e Francisco Milani, foi o primeiro programa solo dele. Tinha roteiros de Armando Costa. Deu origem ao espetáculo do gênero "one man show" de Jô chamado "Viva o Gordo, Abaixo o Regime" (sátira explícita ao Golpe Militar de 1964 ainda vigente àquela época). As aberturas do programa brincavam com efeitos especiais usando técnica de inserção de imagens de Jô entre cenas famosas do cinema (como em "Cliente Morto Não Paga" e "Zelig") ou "contracenando" com políticos nacionais e internacionais, como Orestes Quércia, Jânio Quadros, Ronald Reagan etc.
- 1982 - Participação no "Chico Anysio Show".
- 1983
- Participação no musical infantil "Plunct, Plact, Zuuum".
- Comentários no Jornal da Globo até 1987.
- 1988 - "Veja o Gordo", estreia no SBT com o mesmo estilo do "Viva o Gordo" da Rede Globo.
- 2000 - Participação no especial de Natal do programa "Sai de Baixo" - episódio "No Natal a Gente Vem Te Mudar" (sátira ao título da peça de Naum Alves de Souza, "No Natal a Gente Vem Te Buscar". Também neste ano estréia o talk-show Programa do Jô, na Rede Globo, onde entrevista diversas personalidades das mais variadas áreas, seguindo até hoje no ar.
[editar] Publicações
- O astronauta sem regime, L&PM - 1985;
- A copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar, Cia. das Letras - 1994;
- O Xangô de Baker Street, Cia. das Letras - 1995;
- O Homem que Matou Getúlio Vargas, Cia. das Letras - 1998;
- Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, Cia. das Letras - 2005;
- As Esganadas, Cia. das Letras - 2011.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Jô Soares (em inglês) no Internet Movie Database
- Perfil interativo de Jô Soares (em português)
- Página do Programa do Jô (em português)
- Reportagem (em português) na revista Época
- Memória Globo - Jô Soares (em português)