Jô Soares

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Jô Soares
Nome completo José Eugênio Soares
Outros nomes Jô Soares
Nascimento 16 de janeiro de 1938 (76 anos)
Rio de Janeiro, RJ
 Brasil
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação Humorista
Apresentador
Escritor
Artista plástico
Dramaturgo
Diretor teatral
Ator
Músico
Artista Plástico
Cônjuge Teresa Austregésilo (1959-1979)
Sílvia Bandeira (1980-1983)
Cláudia Raia (1984-1986)
Flávia Junqueira (1987-1998)
Atividade 1958-presente (56 anos)
Página oficial
IMDb: (inglês)

José Eugênio Soares, mais conhecido como Jô Soares ou simplesmente (Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1938), é um humorista, apresentador de televisão, escritor, artista plástico, dramaturgo, diretor teatral, ator, músico e pintor brasileiro.

Atualmente, apresenta o Programa do Jô, na Globo. No dia 25 de julho de 2014, Jô Soares foi internado no Hospital Sírio-Libanês, para tratar de uma pneumonia, permanecendo no hospital por 22 dias.[1] [2]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Filho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona de casa Mercedes Leal, Jô queria ser diplomata quando criança.

Estudou no Colégio de São Bento do Rio de Janeiro e em Lausanne, na Suíça, no Lycée Jaccard, com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inata o apontavam para outra direção.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Detentor de um talento versátil, além de atuar, dirigir, escrever roteiros, livros e peças de teatro, Jô Soares também é apreciador de jazz e chegou a apresentar um programa de rádio na extinta Jornal do Brasil AM, no Rio de Janeiro, além de uma experiência na também extinta Antena 1 Rio de Janeiro.

Críticas à Rede Globo de Televisão[editar | editar código-fonte]

No ano de 1987, no Troféu Imprensa do SBT, o qual venceu como melhor humorista na ocasião, pediu licença a Silvio Santos para ler um artigo que havia sido publicado no dia anterior, no Jornal do Brasil, onde critica a postura da Rede Globo de Televisão. E, além disso, revela a megalomania de Boni, in litteris:

Cquote1.svg Em 1947, os grandes produtores de Hollywood se reuniram no hotel Waldorf-Astoria, em Nova Iorque, e resolveram que artistas com tendências políticas em desacordo com seu ideário não trabalhariam mais em filmes. Surgia a lista negra e a consequente caça às bruxas. Em pouco tempo, não somente radicais ou liberais eram perseguidos; qualquer artista que desagradasse aos chefes de estúdio era listado e não conseguia mais trabalho. Com impecável senso de oportunidade, a TV Globo escolheu exatamente o momento da Constituinte no Brasil para inaugurar sua lista negra. Quem sair da emissora sem ter sido mandado embora corre o risco de não poder mais trabalhar em comerciais, sob a ameaça de que estes não serão lá veiculados. Como a rede detém quase o monopólio do mercado, os anunciantes não ousam nem pensar em artistas que possam desagradá-la. Neste ponto, alguém pode achar que eu estou falando por interesse pessoal. Garanto que não. Não falo pelo fato de os meus comerciais não poderem ser exibidos, nem pelo fato mais recente, das chamadas pagas do meu novo espetáculo no Scala 2 “O Gordo ao vivo” terem sido proibidas. Sou um artista muito bem remunerado e meus espetáculos têm outros meios de divulgação. Graças a Deus meus shows de humor já lotavam teatros antes que eu fosse para a Globo. Que as chamadas de “O Gordo ao vivo” não passariam na emissora eu já sabia desde outubro, pelo próprio Boni, que me disse em sua sala quando fui me despedir: – Já mandei tirar todos os seus comerciais do ar. Chamadas do seu novo show no Scala 2, também, esquece. Estou vendo como te proibir de usar a palavra ‘gordo’. – claro que esta última ameaça ficou meio difícil de cumprir: a megalomania ainda não é lei fora da Globo. Logo, não é por isso que escrevo pela primeira vez sobre esse assunto. Saí da Globo, onde conservo grandes amigos, com a maior lisura, e nunca me aproveitei deste espaço, ou de nenhum espaço, em causa própria. Escrevo, isso sim, porque atores que trabalham no meu programa, como Eliéser Mota, como Nina de Pádua, foram vetados em comerciais. As agências foram informadas, não oficialmente, é claro – como acontece em todas as listas negras – que suas participações não seriam aceitas. É triste, nesse momento, em que se escreve diariamente a democracia no Congresso, que uma empresa que é concessão do Estado cerceie, impunemente, o artista brasileiro, de um modo geral já tão mal remunerado. Finalmente, eu gostaria de dizer que Silvio Santos foi tremendamente injusto quando chamou Boni numa entrevista de “office-boy de luxo”. Nenhum office-boy consegue guardar tanto rancor no coração.[4] Cquote2.svg

Assim, Jô Soares desabafou tendo concordância de Silvio Santos que disse:

Cquote1.svg Jô Soares, o seu troféu imprensa, eu faço minhas as suas palavras. E é uma pena, senhores telespectadores, é uma pena, que uma rede de televisão com esse comportamento ainda seja a primeira colocada em audiência em todo o Brasil e uma das melhores emissoras de televisão do Mundo, é uma pena que a Rede Globo de Televisão tenha esse procedimento, é uma pena, queira Deus que o Dr. Roberto Marinho seja mais uma vez iluminado para que essas atitudes não sejam frequentes na Rede Globo de Televisão. Cquote2.svg

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

Programas[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Emissora Nota
1966-1970 Familia Trapo Rede Record Gordon o Mordomo
196? Praça da Alegria Rede Record Alemão
1970-1973 Faça Humor, Não Faça Guerra Rede Globo Vários Personagens
1973-1976 Satiricom Rede Globo Vários Personagens
1976-1982 Planeta dos Homens Rede Globo Vários Personagens
1977-1978 Praça da Alegria Rede Globo Alemão
1981-1987 Viva o Gordo Rede Globo Vários Personagens
1982-1983 Chico Anysio Show Rede Globo Coronel Pantoja (participação)
1983 Plunct, Plact, Zuuum Rede Globo Mestre Cuca/Rei
1983-1987 Jornal da Globo Rede Globo Comentários
1988-1990 Veja o Gordo SBT Vários Personagens
1988-1999 Jô Soares Onze e Meia SBT Apresentador
1988 A Praça é Nossa SBT Alemão (participação)
2000-presente Programa do Jô Rede Globo Apresentador
2000 Sai de Baixo Rede Globo Papai Noel (participação)

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Entre 1959 e 1979, Jô Soares foi casado com a atriz Teresa Austregésilo. Com ela teve um filho: Rafael Soares (nascido em 1964). De 1980 a 1983, a atriz Sílvia Bandeira, doze anos mais nova, foi sua esposa. Em 1984 começou a namorar a atriz Claudia Raia, romance que durou dois anos.[5] Já namorou a atriz Mika Lins e em 1987, casou-se com a designer gráfica Flávia Junqueira Pedras Soares, de quem se separou em 1998. Atualmente os dois tem sido vistos juntos novamente.[6]

O apresentador admitiu sofrer de TOC. Em sua casa os quadros precisam estar tombados levemente para a direita.[7]

Jô é sobrinho de Kanela, ex-técnico da seleção brasileira de basquete. No dia 1 de outubro de 2012, levou ao ar um programa especial que reprisou uma entrevista com Lolita Rodrigues e Nair Bello em homenagem à apresentadora Hebe Camargo, com quem declarou ter vivido intensas alegrias.

O apresentador fala, com diferentes níveis de fluência, cinco idiomas: português, inglês, francês, italiano e espanhol, além de bons conhecimentos de alemão. Traduziu um álbum de histórias em quadrinhos de Barbarella, criação do francês Jean-Claude Forest[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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