Insuficiência cardíaca

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Insuficiência cardíaca
Classificação e recursos externos
CID-10 I50.0
CID-9 428.0
DiseasesDB 16209
MedlinePlus 000158
eMedicine med/3552
MeSH D006333
Star of life caution.svg Aviso médico

Insuficiência cardíaca é a incapacidade do coração para bombear o sangue em volumes suficientes para atender às demandas do metabolismo , se o faz, fá-lo à custa de uma pressão de enchimento diminuição crônica dos ventrículos do coração. A Insuficiência cardíaca é uma síndrome resultante de perturbações, do tipo estrutural ou funcional, que interferem com a função cardíaca. Não deve ser confundida com a perda de pulsação, que é chamado assistolia , ou com paragem cardíaca , quando a função normal do coração cessa, com subsequente colapso hemodinâmico, levando à morte. Como nem todos os pacientes apresentam sobrecarga de volume no momento das reavaliações inicial ou subsequente, a insuficiência cardíaca preferido termo na insuficiência cardíaca congestiva mais antiquada prazo.[1]


Insuficiência Cardíaca Aguda (ICA)[editar | editar código-fonte]

É um acontecimento súbito e catastrófico de grande risco e que ocorre devido à qualquer situação que torne o coração incapaz de uma ação eficaz.Geralmente a Insuficiência Cardíaca Aguda é conseqüente a um infarto do miocárdio, ou a uma arritmia severa do coração.Existem ainda as Insuficiências Cardíacas Agudas provocadas por doenças não cardíacas.A Insuficiência Cardíaca Aguda é uma situação grave, exige tratamento médico emergencial, e mesmo assim é, muitas vezes, fatal.

Exemplo delas são a hemorragia severa, o traumatismo cerebral grave e o choque elétrico de alta voltagem.

Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)[editar | editar código-fonte]

É o estado fisiopatológico em que o coração é incapaz de bombear sangue a uma taxa satisfatória às necessidades dos tecidos metabolizadores, ou pode fazê-lo apenas a partir de uma pressão de enchimento elevada [2]

A Insuficiência Cardíaca Congestiva pode aparecer de modo agudo mas geralmente se desenvolve gradualmente, às vezes durante anos. Sendo uma condição crônica, gera a possibilidade de adaptações do coração o que pode permitir uma vida prolongada, às vezes com alguma limitação aos seus portadores, se tratada corretamente.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

No mundo: 23 milhões de casos.

Nos EUA: Maior problema de saúde pública; 5,2 milhões de casos; 550 mil novos casos/ano; 12 a 15 milhões de consultas médicas; 6,5 milhões de dias de internamentos/ano; Reinternamentos em 30-50% em 6 meses; 300.000 mortes anuais; 54.000 mortes diretas; Custo de U$ 15 bilhões/ano/ internamentos.

No Brasil: 6,5 milhões de doentes; 30% é internado anualmente; 4% de todas as internações; 31% das internações cardiovasculares; 380 000 hospitalizações/ano; média de 5,8 dias cada; R$ 200 milhões anuais; 5,6 a 6,0% de mortalidade hospitalar.

Causas[editar | editar código-fonte]

Principais Causas[editar | editar código-fonte]

  • Um dos exemplos de Insuficiência Cardíaca é a estenose aórtica, onde uma das válvulas de saída do coração não se abre perfeitamente, e a insuficiência aórtica, onde uma das válvulas permite um refluxo de sangue, fazendo com que o volume de sangue ejetado diminua. Então o coração adota mecanismos para, em um primeiro momento, tentar compensar e aumentar o volume ejetado na sístole do ventrículo esquerdo.
  • Também, doenças que aumentam o metabolismo geral do organismo também levam à sobrecarga de trabalho cardíaco. Um exemplo é o hipertireoidismo, que é um excesso de hormônio de tireoide circulante.

Taquicardia[editar | editar código-fonte]

Fisiopatologia[editar | editar código-fonte]

Quando a IC se inicia por diminuição da força do miocárdio (músculo cardíaco), o processo segue com alterações no próprio músculo e no organismo como um todo.

O número de sistemas envolvidos é muito grande e apenas parcialmente conhecido. A interação entre estes múltiplos sistemas leva a progressiva diminuição da capacidade do coração funcionar como efetiva bomba propulsora sangue.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O médico faz o diagnóstico através de um exame clínico:

  • Auscultação cardíaca (sopros)
  • Auscultação pulmonar (chiado)
  • Edema dos membros inferiores

História clínica[editar | editar código-fonte]

A base do diagnóstico de qualquer doença é a história clínica, onde são identificados os sintomas da pessoa doente. Os possíveis sintomas de Insuficiência cardíaca são:

  • Dispneia (falta de ar) A falta de ar do portador de insuficiência cardíaca caracteristicamente se dá aos esforços físicos e quando o portador encontra-se deitado (ortopnéia)
  • Tosse
  • Fraqueza (astenia)
  • Edema (inchaço, ou aumento do volume dos membros)
  • Dor abdominal
  • Palpitação
  • Tonturas
  • Diminuição da emissão de urina.
    • Habitualmente, estão presentes em cada pessoa doente apenas uma parte dos sintomas acima, em graus variáveis. Uma pessoa tem mais tosse, a outra mais inchaço e assim por diante.
    • Os sintomas não são patognomônicos, ou seja, não são exclusivos desta doença. Uma pessoa pode ter o mesmo grau de inchaço que outra,e a primeira ter insuficiência cardíaca e a segunda ter varizes.
  • Falhando o ventrículo esquerdo, o território que congestiona é o pulmonar. Isso explica a falta de ar, que de início surge aos grandes esforços, depois aos médios, terminando pela falta de ar mesmo em repouso. Com a piora surge a ortopnéia, a falta de ar quando deitado. A pessoa pode acordar durante a noite devido a falta de ar o que a obriga a sentar para obter algum alívio. É a dispnéia paroxística noturna. Isso pode evoluir ainda para um quadro ainda mais grave de descompensação esquerda denominado de edema agudo de pulmão, grave, e que termina em morte se não tratado de urgência.
  • Falhando o ventrículo direito surge o edema, ou o inchaço, principalmente das pernas e do fígado, além de outros órgãos, tudo provocado pelo acúmulo de líquidos nesses órgãos.

Exame físico[editar | editar código-fonte]

No exame físico são identificados sinais da doença. Sinais são dados objetivos, que sensibilizam algum sentido do observador, como a visão ou o tato. São possíveis sinais da Insuficiência cardíaca:

Exames complementares[editar | editar código-fonte]

Existem numerosos métodos complementares que mostram alterações devida a Insuficiência cardíaca. Cada um deles tem o potencial de ver uma aspecto particular da doença, e como o próprio nome diz, completam a busca de informações feita pelo Terapeuta ao analisar a doença. Não existe um melhor, existe os indicados para aquela situação. São métodos comumente usados na avaliação da Insuficiência cardíaca:

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Há a necessidade de tratar, se possível, a doença subjacente que desencadeou a Insuficiência Cardíaca Congestiva, temos a estenose da válvula aórtica ou mitral, e a hipertensão arterial.

  • O tratamento para a insuficiência cardíaca envolve um grande número de opções.
  • As finalidades do tratamento são prolongar a vida do paciente e melhorar a sua qualidade de vida.
  • As modalidades de tratamento podem ser agrupadas em 3 áreas: Tratamento não farmacológico, Tratamento farmacológico e Procedimentos mecânico-cirúrgicos.

Deve-se também tratar o coração insuficiente. Para isso, restringe-se a ingestão de sal. É aconselhável emagrecer. Usam-se medicamentos chamados diuréticos, além de outros que agem diretamente no músculo cardíaco ou que corrigem as arritmias existentes.Com essas medidas, um médico consegue prolongar por anos a vida de um paciente acometido de Insuficiência Cardíaca Congestiva. Poderá haver necessidade de transplante cardíaco como última solução.

Tratamento não farmacológico[editar | editar código-fonte]

Neste grupo de medidas se enquadram:

  • Optimização do nível de atividade físico.
  • Utilização de Oxigênio.
  • Optimização do consumo de sal e de líquidos.
  • Medidas nutricionais.

Tratamento farmacológico[editar | editar código-fonte]

Neste grupo de medidas se enquadram as seguintes classes de medicações:

Existem muitas substâncias sob investigação, como:

Procedimentos Mecânico-Cirúrgicos[editar | editar código-fonte]

Neste grupo se enquadram os procedimentos que buscam corrigir defeitos estruturais do coração ou promover ajuda mecânica à contração.

Células Estaminais[editar | editar código-fonte]

Neste grupo estão as técnicas que procuram formar novo tecido muscular cardíaco a partir de células progenitoras, chamadas células estaminais. Esta terapia ainda está em estudo em seres humanos (2006), devendo vir a ser disponibilizada para prática clínica após o resultados dos últimos trabalhos científicos.

Referências

  1. Krumholz HM, Chen YT, Wang Y, Vaccarino V, Radford MJ, Horwitz RI. . "Predictors of readmission among elderly survivors of admission with heart failure" (1 Pt 1): 72-7 pp.. PMID 10618565.
  2. Braunwald e Bristow, 2000).