Síndrome de Wolff-Parkinson-White

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Síndrome de Wolff-Parkinson-White
A onda delta (apontada pela seta) é um achado característico do eletrocardiograma de pacientes com Síndrome de Wolff-Parkinson-White.
Classificação e recursos externos
CID-10 I45.6
CID-9 426.7
OMIM 194200
DiseasesDB 14186
eMedicine emerg/644 med/2417
MeSH C14.280.067.780.977
Star of life caution.svg Aviso médico

A síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) é uma arritmia cardíaca que faz com que os impulsos elétricos sejam conduzidos ao longo da via acessória dos átrios até os ventrículos, denominada feixe de Kent, é também uma forma de taquicardia, formada por uma condução atrioventricular adicional que impede condução normal do estímulo do átrio que vai até o nódulo atrioventricular, causando o que chamamos de taquicardia supraventricular.

Devido os avanços da Medicina, o caminho extra formado por esta síndrome é fácilmente localizado.

A síndrome de Wolff-Parkinson-White é a causa mais comum de taquiarritmia em bebês e crianças (distúrbio da freqüência cardíaca acelerada) e atinge em média 4 a cada 100.000 pessoas. A Wolff-Parkinson-White pode levar à morte súbita em alguns casos vinculados ao excesso de exercícios ou esporte, se não for devidamente tratada e acompanhada.

A síndrome de WPW é geralmente diagnosticada com o exame do eletrocardiograma (ECG) de uma pessoa assintomática. Neste exame é manifestada uma onda delta, que é uma onda no complexo QRS em formato da letra grega Delta, associada com um intervalo PR diminuído.

Seu tratamento pode ser medicamentoso ou através da destruição da via acessória por ablação com cateter.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Uma batida cardíaca na derivação V2 do eletrocardiograma característica de uma pessoa com WPW. Observe a onda delta característica, o pequeno intervalo PR de 0,08 segundos e o longo complexo QRS de 0,12 segundos.

A principal característica eletrocardiográfica do WPW é a pré-excitação ventricular, que torna o intervalo PR curto (< 120 ms), com a ativação dos ventrículos iniciando-se pela porção miocárdica em contato com a via acessória e não passando pelo sistema His-Purkinje, portanto mais lenta, formando uma aberrância no QRS conhecida como onda delta (uma onda com formato da letra grega Delta). Antes do término da ativação ventricular, o restante das fibras do sistema His-Purkinje são ativadas, tornando portanto a parte final do QRS estreita.

Frequentemente verificam-se alterações da repolarização do segmento ST-T secundárias.

O Estudo Eletro-Fisiológico (EEF) é um exame invasivo que precede a ablação, localiza o feixe anômalo para direcionar a aplicação da radiofrequência, complementa o diagnóstico e ainda é usado para induzir a taquicardia associada à síndrome.

Existe ainda uma variante, o chamado "Wolff oculto", em que a pré-excitação ventricular não se evidencia no ECG de superfície e somente é demonstrada no EEF.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Seu tratamento pode ser medicamentoso ou através da destruição da via acessória por ablação com cateter. A ablação é eficaz em 95% dos casos, e os riscos de morte são menos de 1 para cada 1000. Entretanto, algumas pessoas não conseguem eliminar a via acessória na primeira vez em que se submetem a ablação. A ablação é feita por cateterismo e radiofreqüência.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências