Inibidor da enzima de conversão da angiotensina

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Os inibidores da enzima de conversão da angiotensina ou IECAs são fármacos usados no tratamento da hipertensão arterial, ou seja, são agentes anti-hipertensivos.

Farmacologia[editar | editar código-fonte]

Os IECAs são compostos que inibem a enzima conversora da angiotensina que converte a angiotensina I em angiotensina II. A angiotensina II é um potente vasoconstritor e estimula a produção de aldosterona, a qual promove retenção de sódio e água nos túbulos renais, aumentado a volemia. A enzima conversora da angiotensina é estimulada pela renina secretada pelos rins, em resposta à diminuição da sua perfusão sanguínea. Ao inibir essa enzima, os IECAs produzem vasodilatação periférica, diminuindo a pressão arterial.

A enzima de conversão de angiotensina é uma Cininase, isto é, igualmente responsável pela degradação das cininas, como a bradicinina, que são vasodilatadoras. Alguns dos efeitos não desejados dos IECAs, como a tosse, são devidos ao acúmulo destas cininas. Entretanto, o efeito vasodilatador da bradicinina é atualmente investigado como coadjuvante na efetividade dos inibidores da enzima de conversão.

Efeitos[editar | editar código-fonte]

  • Diminui a pressão arterial: efeito mais pronunciado para pressões altas que para pressões normais.

Efeitos adversos[editar | editar código-fonte]

  • Hipotensão postural
  • Tosse seca: devido à acumulo de bradicinina.
  • Dor de cabeça
  • Fadiga
  • Problemas renais

Usos clínicos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Bakris G L. (2009). "Is blockade of the renin-angiotensin system appropriate for all patients with diabetes?". Journal of the American Society of Hypertension 3 (5): 288-290. DOI:10.1016/j.jash.2009.07.001.

Ver também[editar | editar código-fonte]