Família Trapo

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A Família Trapo
Informação geral
Formato Seriado
Gênero Humorístico
Duração 60 min.
Criador(es) Jô Soares
Carlos Alberto de Nóbrega
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Elenco Ronald Golias
Renata Fronzi
Otello Zeloni
Jô Soares
Ricardo Corte Real
Cidinha Campos
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil TV Record
Transmissão original 25 de março de 19673 de julho de 1971

Família Trapo foi um programa humorístico da televisão brasileira da década de 1960. Seu enredo desenvolvia-se em torno da vida do personagem Carlos Bronco Dinossauro, o Bronco, interpretado por Ronald Golias.

Enredo[editar | editar código-fonte]

O nome Família Trapo foi inspirado da família von Trapp, do musical The Sound of Music e do filme A Noviça Rebelde (The Sound of Music). Era uma família confusa e divertida, que vivia em volta do Carlos Bronco Dinossauro (Ronald Golias), que era irmão de Helena Trapo, a mãe (Renata Fronzi). Era o cunhado folgado. Tinha como sua vítima maior o seu cunhado Peppino Trapo (Otello Zeloni), o pai. Verinha, a filha (Cidinha Campos) e o filho Sócrates (Ricardo Corte Real) e o mordono Gordon, que era interpretado por Jô Soares.

Os episódios giravam em torno do Bronco, que implicava com todos os componentes da família. Brincava com o Peppino Trapo, que a "..Itália era uma bota". E ainda falava que tinha "… uma fazenda em Mato Grosso, que era imensa e que media 7m x 4m". No especial em que aparece Pelé, que não é reconhecido por Bronco (que ainda por cima dá algumas dicas ao "Rei" de como jogar futebol), ele cantarola um hino fascista para irritar Zeloni.

Este clássico episódio faz parte de um dos três videotapes, que sobraram da Família Trapo. Os outros foram do Show do Dia 7, de 7 de Julho de 1967, onde a família recebe parte do elenco estelar da Record para comemorarem o aniversário de Bronco. O outro foi o da morte do Bronco, além das vinhetas de abertura e comerciais do programa.

Receberam diversos convidados como os futebolistas Pelé (Santos), Raul Plasmann - (goleiro galã do Cruzeiro), e atual comentarista esportivo da Rede Globo; e os cantores Roberto Carlos, Elis Regina etc. Sonia Ribeiro fez participação especial como arrumadeira da família.

Platéia[editar | editar código-fonte]

As apresentações eram "ao vivo", e os improvisos iam "ao ar", deixando o programa mais engraçado ainda. Num dos episódios que estava sendo feito e gravado, era a última cena do programa e o Golias dava um tiro, e o tiro falhou. Então, o Nilton Travesso um dos diretores do programa, entrou no palco e pediu ao público: dá para vocês rirem de novo? Por que nos temos que dar este tiro de novo.

A platéia era animada e enchia as dependências do Teatro Record -Consolação. Aliás, o povo aglomerado parava a rua da Consolação. Após um incêndio o programa passou a ser feito nos estúdios da TV Record (na avenida Miruna), e depois no Teatro Record-Centro, ex-Teatro Paramount e atual Teatro Abril, em São Paulo. O programa foi líder de audiência no horário, durante três anos consecutivos.

As garotas ficavam na saída do teatro esperando o Socrátes (Ricardo Corte Real) sair pela porta dos artistas, para ser agarrado por elas.

Um dos improvisos mais engraçados de Ronald Golias ocorreu quando Jô Soares, fingindo ser um extra-terrestre, disse para o colega: "Irmão, eu vim para levá-lo para o caminho da verdade, irmão!" ao que Ronald Golias respondeu, "Não, por favor, não! Deixa-me aqui mesmo no caminho das mentirinhas que está bom!"

Programas inspirados[editar | editar código-fonte]

O programa Família Trapo teve várias imitações, vindo de outros canais, principalmente a Rede Globo, que lançou A Grande Família, Toma Lá Dá Cá e Sai de Baixo.

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Em sua biografia Dercy de Cabo a Rabo (1994), Dercy Gonçalves conta a sua rápida passagem pelo programa, depois que saiu da TV Globo em 1969. Ela fazia uma namorada do Bronco.