Planet of the Apes (1968)

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Planet of the Apes
O Homem que Veio do Futuro (PT)
O Planeta dos Macacos (BR)
 Estados Unidos
1968 • cor • 112 min 
Direção Franklin J. Schaffner
Produção Mort Abrahams
Arthur P. Jacobs
Produção executiva William Eckhardt
Roteiro Pierre Boulle (romance)
Michael Wilson
Rod Serling
Elenco Charlton Heston
Roddy McDowall
Kim Hunter
Género ficção científica, aventura
Idioma inglês
Música Jerry Goldsmith
Direção de arte Wah Chang
Greg C. Jensen
Direção de fotografia Leon Shamroy
Figurino Morton Haack
Cinematografia Leon Shamroy
Edição Hugh S. Fowler
Distribuição 20th Century Fox
Lançamento Estados Unidos 8 de fevereiro de 1968
Cronologia
Último
Último
Beneath the Planet of the Apes
Próximo
Próximo
Página no IMDb (em inglês)

Planet of the Apes (O Planeta dos Macacos (título no Brasil) ou O Homem que Veio do Futuro (título em Portugal)[1] ) é um filme norte-americano de ficção científica, baseado no romance de Pierre Boulle, La planète des singes. Estrelado pelo ator Charlton Heston, o enredo se baseia na experiência de um astronauta sobrevivente de uma missão espacial, que aterrissa em um planeta igual à Terra e descobre que uma raça de macacos falantes domina e escraviza seres humanos, que são mudos.

A cena final do filme é antológica e marcou a história do cinema sendo o filme considerado um libelo anti-Guerra Fria.

O filme teve quatro sequências, nenhuma alcançou o êxito do filme original.

Além da franquia cinematográfica, nos anos 70 o filme foi adaptado ainda para a televisão (série televisiva), desenhos animados e quadrinhos.

Depois de Heston, o grande astro da série foi o ator Roddy McDowall, que interpretou o macaco Cornelius. Depois do primeiro e com exceção do segundo, participou dos outros três filmes (no quarto e quinto, A Conquista do Planeta dos Macacos e a Batalha do Planeta dos Macacos, fez o filho de Cornelius chamado Caesar) e da série de televisão dos anos 70 (interpretou o macaco Galen).

Foi refilmado em 2001 por Tim Burton, com o conteúdo parcialmente modificado.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Uma nave espacial lançada da Terra viaja à velocidade da luz com quatro tripulantes, voluntários da missão que tenta provar que nessas condições o tempo passaria mais devagar para eles do que para quem ficou no planeta. Ao despertarem de uma hibernação induzida depois de uma viagem de 18 meses de seu tempo, o comandante Taylor comprova que na Terra já teriam se passado dois mil anos e que a teoria estava correta. A nave cai no mar de um planeta desconhecido e os tripulantes tem que abandoná-la às pressas, antes que a mesma afundasse. Agora são apenas três, pois um deles, a astronauta e única mulher do grupo chamada Stewart, morreu devido a um vazamento de ar em sua máquina de hibernação.

Quando chegam à terra firme, os astronautas, a princípio, não encontram sinais de vida inteligente, mas continuam procurando pois só dispõem de comida e água para três dias. Depois de uma longa caminhada, eles encontram os primeiros nativos, homens selvagens que não falam e que roubam seus equipamentos e roupas. Logo depois, os astronautas descobrem outra espécie nativa: violentos macacos que falam, se locomovem usando cavalos e atiram com rifles e não demonstram qualquer piedade ao matarem os humanos que encontram.

Taylor é ferido na garganta e fica incapaz de falar, enquanto seus dois companheiros não tem melhor sorte: um é morto e o outro desaparece. Taylor é levado para o laboratório da doutora psiquiatra de "animais" Zira que examina o cérebro dos humanos capturados, pois desconfia que os macacos são descendentes dos homens, teoria combatida pelo Doutor Zaius, chefe da religião e da ciência da comunidade símia. Ao se curar do ferimento e conseguir falar, Taylor é perseguido por Zaius que também ataca Zira e seu noivo, o arqueólogo Cornelius. A única forma de se livrarem da perseguição do doutor é provarem que as teorias negadas por ele são verdadeiras e assim Zira, Cornelius e Taylor fogem com a ajuda de outros companheiros e tentam achar provas no sítio arqueológico descoberto antes por Cornelius, que fica na misteriosa "Zona Proibida".

Diferenciações do livro[editar | editar código-fonte]

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O filme possui várias diferenças da obra original:

  • O herói não é um jornalista francês chamado Ulysse Mérou, mas um astronauta americano chamado George Taylor.
  • Os humanos usam roupas feitas de peles de animais, enquanto no livro estão nus.
  • A tecnologia da sociedade símia é bastante primitiva no filme. No livro, os macacos tinham equipamentos como carros, helicópteros, televisões, etc. A decisão de fazer o filme assim foi tomada pela produção para poupar gastos.
  • No filme, os macacos falam inglês, enquanto no livro falam uma língua completamente diferente. Ulysse tem que aprendê-la até poder se comunicar com os macacos, enquanto no filme, Taylor sofre um ferimento na garganta e não pode falar até se curar.
  • No filme, o planeta dos macacos é a Terra, enquanto no livro é apenas um similar a esta.

Sequências[editar | editar código-fonte]

O filme teve quatro sequências:

De Volta ao Planeta dos Macacos (br) / O Segredo do Planeta dos Macacos (pt)
, 1970
Fuga do Planeta dos Macacos, 1971
A Conquista do Planeta dos Macacos, 1972
Batalha do Planeta dos Macacos (br) / Batalha pelo Planeta dos Macacos (pt), 1973.

Premiação[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • A série animada Os Simpsons tem muitas referências ao filme. O início do episódio "Simpson Tide" é um sonho de Homer, em que ele está num julgamento, usando a mesma vestimenta que o personagem de Charlton Heston, sendo diferente porque ele está num planeta de rosquinhas. No episódio "A Fish Called Selma", um musical baseado no filme original "O Planeta dos Macacos" de 1968, chamado "Stop the Planet of the Apes, I want to get off!"(Parem o planeta dos macacos, eu quero sair!), estrelando Troy McClure, foi apresentado. O musical tinha músicas como "Dr. Zaius" e "You'll never make a monkey out of me"(nunca farão de mim um macaco). Em outro episódio da série, "Rosebud", que também parodia Cidadão Kane, no final, que se passa no ano 1.000.000 d.C., há uma referência ao Planeta dos Macacos. São mostrados dois chimpanzés com roupas verdes, provavelmente os personagens Cornelius e Zira, e, ao fundo, pode-se ver humanos acorrentados sendo chicoteados por macacos. No episódio "A Namoradinha de Bart", a cena inicial dos pais perseguindo os filhos lembra à que os macacos caçam humanos no filme.Em um episódio, bart e lisa estão olhando o futuro na maquina do Dr. Flin, e no futuro é mostrada uma placa escrito "Vote nos macacos, não irão se arrepender."
  • Muitos brinquedos baseados na série televisiva de 1974 foram produzidos, como armas de brinquedo e cenários.
  • A banda Frankenstein Drag Queens From Planet 13 fez uma música chamada "Planet Of The Apes", que saiu no álbum Viva Las Violence.
  • O grupo alternativo They Might Be Giants incluiu várias músicas escondidas com nomes dos títulos de cada um dos filmes da série original no álbum Severe Tire Damage.
  • A banda Screeching Weasel lançou uma música chamada "Planet Of The Apes" no álbum How to Make Enemies and Irritate People.
  • No filme O Império (do Besteirol) Contra-Ataca, o personagem Jay especula sobre Suzanne a orangotango ser a causa da ruína da humanidade. Ele se imaginou caindo na areia da praia ao ver a Estátua da Liberdade semi-enterrada como o personagem de Charlton Heston, na versão original.
  • A banda Jota Quest fez uma música intitulada "De Volta ao Planeta dos Macacos", sucesso em 1998.
  • A rede CBS estreou um seriado baseado no filme, em 1974, com novos personagens, mas cancelou após o 13º episódio, devido à baixa audiência.
  • Planeta dos Macacos foi um dos primeiros filmes de ficção científica a ter uma continuação. O filme ajudou a pavimentar o caminho para Star Wars.
  • Charlton Heston a princípio se recusou a estrelar o papel na época, pois estava muito resfriado, mas aceitou o desafio. Há uma cena em que ele está na cela e recebe jatos d'água, que precisou ficar um dia em casa para se recuperar.
  • As roupas e maquiagens do filme eram todas montadas na hora da filmagem, e feitas sob medida para todos os atores, o que fazia que cada macaco tivesse um rosto diferente um dos outros e por isso foi muito elogiada. Mas toda essa trabalheira desmotivou alguns atores a continuarem com o filme.
  • Há rumores de que Roddy McDowall seria alérgico aos componentes químicos usados na fabricação da máscara e só aceitou continuar na produção após a criação do pagamento de um "seguro" pela irritação de sua pele.
  • A frase "Take your stinking paws off me, you damn dirty ape!", dublada em português do Brasil para "Tire suas mãos de mim seu macaco imundo!" dita por Charlton Heston foi uma das mais citadas no mundo.
  • Os personagens do filme, como Dr. Zaius, inspirariam três anos depois a criação do vilão Doutor Gori e seu capanga Karas do seriado japonês Spectreman.
  • O jogo Another World ou Out of this world se assemelha muito ao universo da série cinematográfica.
  • Os Trapalhões fizeram uma paródia do filme em "O Trapalhão no Planalto dos Macacos", onde Didi, Dedé e Mussum (Zacarias ainda não fazia parte do grupo) enfrentam um grupo de macacos falantes idênticos ao do filme original.
  • Ainda nos anos 70, a Rede Globo lançou o programa humoristico "Planeta dos Homens".

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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