Benjamin Constant Botelho de Magalhães

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Benjamim Constant
Benjamim Constant Botelho de Magalhães
Benjamim Constant
Vida
Nascimento 18 de outubro de 1833
Rio de Janeiro, RJ
Morte 22 de janeiro de 1891 (54 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg brasileiro
Dados pessoais
Partido Partido Republicano
Religião Católico
Profissão Militar, engenheiro, professor e estadista

Benjamin Constant Botelho de Magalhães (Niterói, 18 de outubro de 1833Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 1891) foi um militar, engenheiro, professor e estadista brasileiro.

Formado pelo Colégio de São Bento e, posteriormente, pela Escola Militar em engenharia, participou da Guerra do Paraguai (1865 - 1870) como engenheiro civil e militar. Esteve no Paraguai de agosto de 1866 a setembro de 1867, de onde voltou, por motivo de doença, acompanhado de sua mulher, que o fora buscar. As suas cartas, escritas sobretudo para a esposa e o sogro, nas quais critica duramente a direção da guerra em geral, e a Caxias, em especial, foram publicadas por Renato Lemos, no livro Cartas da guerra: Benjamin Constant na Campanha do Paraguai, editado pelo IPHAN e o Museu Casa de Benjamin Constant, em 1999. Como professor, lecionou nas escolas Militar (predecessora do Instituto Militar de Engenharia), Politécnica, Normal e Superior de Guerra, entre outras.

Adepto do positivismo, em suas vertentes filosófica e religiosa - cujas idéias difundiu entre a jovem oficialidade do Exército brasileiro -, foi um dos principais articuladores do levante republicano de 1889, foi nomeado Ministro da Guerra e, depois, Ministro da Instrução Pública no governo provisório. Na última função, promoveu uma importante reforma curricular.

A reforma curricular do ensino primário e secundário do Distrito Federal,antigo município da corte, Decreto nº 981, de 8 de novembro de 1890, estabeleceu novas diretrizes para a instrução pública, propunha a descentralidade da mesma, construção de prédios apropriados ao ensino, criação de novas escolas, inclusive Escolas Normais para formação adequada de professores e instituição de um fundo escolar.

As disposições transitórias da Constituição de 1891 consagraram-no como fundador da República brasileira.

Ação no governo provisório[editar | editar código-fonte]

A despeito de ter sido militar e ter sido condecorado como tal devido a sua participação na Guerra do Paraguai, era pacificista, pregando o fim das Forças Armadas em um futuro mais ou menos distante, reduzidas à mera atuação policial para manutenção da ordem pública. Essa opinião, calcada nas idéias de Auguste Comte (fundador do Positivismo), foi o que lhe permitiu criar a doutrina do "Soldado-Cidadão", segundo a qual, antes de serem soldados, os membros das Forças Armadas eram cidadãos de um regime republicano e como tais deveriam comportar-se.

Por outro lado, foi em reação à "civilização" (no sentido de reforço do papel civil, em oposição à atuação propriamente militar) iniciada na gestão de Benjamin Constant à frente da pasta da Guerra que, a partir da I Guerra Mundial, surgiu uma nova geração de militares e de intelectuais militares que propôs a "profissionalização" do Exército. Essa geração era a dos "jovens turcos" brasileiros e, procurando referências para suas doutrinas militares na Alemanha, constituiu o germe tanto do tenentismo quanto dos militares que chegaram, de uma maneira ou de outra, ao poder no Brasil a partir de 1930 até 1985.

Museus e instituições[editar | editar código-fonte]

Entrada do Instituto Benjamin Constant no Rio de Janeiro, nomeada com referência a Benjamin Constant.

Benjamin Constant também foi o terceiro Diretor do antigo Imperial Instituto dos Meninos Cegos, instituição criada em 1854 por d. Pedro II para cuidar da edução de crianças com deficiência visual. Em virtude de ter permanecido por longos anos à frente dessa instituição, em 1890 o governo provisório da recém-proclamada República renomeou-a como Instituto Benjamin Constant - que, apesar de inativo em alguns períodos, permanece em franca atividade até os dias atuais.

Além disso, em 1972 o governo brasileiro transformou a antiga residência de Benjamin Constant, no bairro de Santa Teresa, no município do Rio de Janeiro, no Museu Casa de Benjamin Constant, como uma homenagem - ainda que tardia - a esse valoroso líder político. Esse museu expõe para o público em geral a casa conforme ela arrumava-se no final do século XIX, quando lá morou Benjamin Constant. Para o público acadêmico, realiza pesquisas de caráter histórico e sociológico sobre o Brasil de fins do século XIX e início do século XX.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Rufino Enéas Gustavo Galvão
Ministro da Guerra do Brasil
18891890
Sucedido por
Eduardo Wandenkolk
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