Geraldo Alckmin
| Geraldo Alckmin | |
|---|---|
| Governador de São Paulo |
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| Mandato | 1.º - 22 de janeiro de 2001 até 1 de janeiro de 2003 2.º - 1º de janeiro de 2003 até 31 de março de 2006 3.º - 1º de janeiro de 2011 até a atualidade |
| Antecessor(a) | Mário Covas (1.º) Alberto Goldman (3.º) |
| Sucessor(a) | Cláudio Lembo (2.º) |
| Vice-governador de São Paulo |
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| Mandato | 1º de janeiro de 1995 até 22 de janeiro de 2001 |
| Antecessor(a) | Aloysio Nunes |
| Sucessor(a) | Cláudio Lembo |
| Deputado federal por São Paulo |
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| Mandato | 15 de março de 1987 até 31 de dezembro de 1994 |
| Deputado estadual de São Paulo |
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| Mandato | 15 de março de 1983 14 de março de 1987 |
| Prefeito de Pindamonhangaba |
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| Mandato | 15 de março de 1977 até 15 de março de 1982 |
| Vereador de Pindamonhangaba |
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| Mandato | 15 de março de 1973 até 14 de março de 1977 |
| Vida | |
| Nascimento | 7 de novembro de 1952 (60 anos) Pindamonhangaba, SP |
| Nacionalidade | |
| Primeira-dama | Maria Lúcia Alckmin |
| Partido | PMDB (1976-1988) PSDB (1988-atualidade) |
| Religião | Católico |
| Profissão | Médico |
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (Pindamonhangaba, 7 de novembro de 1952) é um médico e político brasileiro. É o atual governador de São Paulo, cargo que ocupa pela terceira vez.1
Foi vice-governador entre 1995 e 2001 e governador de São Paulo por dois mandatos consecutivos, entre 2001 e 2006. Em 2006 foi candidato à presidência da República pelo PSDB, sendo derrotado. Em 2008 foi candidato à prefeitura paulistana, tendo sido derrotado no primeiro turno.1 Em 2009 ocupou o cargo de secretário de Desenvolvimento do estado de São Paulo2 3 , e nas eleições de 2010 foi eleito governador do estado de São Paulo no primeiro turno, com 50,63% dos votos válidos.1
Em 2010, após ser eleito em 1º turno1 governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano,4 destaque que recebeu também no ano seguinte.5
Índice |
Biografia [editar]
Geraldo é filho de Geraldo José Rodrigues Alckmin e de Míriam Penteado. É casado com Maria Lúcia Ribeiro Alckmin e tem três filhos. É formado pela Faculdade de Medicina de Taubaté (ligada à Universidade de Taubaté), com especialização em anestesiologia, no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Aos dezenove anos, ainda no primeiro ano da Faculdade de Medicina, Geraldo filiou-se ao antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Iniciou a carreira política elegendo-se vereador no município paulista de Pindamonhangaba em 1972.6 No primeiro mandato, foi escolhido presidente da Câmara Municipal. Em 1976, foi eleito prefeito de Pindamonhangaba, exercendo mandato de seis anos. Foi também deputado estadual, deputado federal e vice-governador de Mário Covas em 1994. Como vice-governador chefiou o "Programa Estadual de Desestatização" (PED). São Paulo foi o único estado da federação que cumpriu todas as metas de privatização estipuladas pelo governo federal. [carece de fontes]
Entre 1991 e 1994, foi presidente estadual do PSDB em São Paulo.
Ainda no seu segundo mandato de deputado federal, Geraldo Alckmin foi autor do projeto7 que se transformou na Lei 8078/90, o Código de Defesa do Consumidor, que apresentou para apreciação do congresso em 16 de novembro de 1988. Foi relator, na Câmara dos Deputados, do projeto que se converteu na Lei de Benefícios da Previdência Social. Também foi autor de um dos projetos que se converteram na Lei Orgânica da Assistência Social - Loas, e relator do projeto de lei que facilita e disciplina a doação de órgãos para transplantes. Tornou-se governador interino de São Paulo em 2001 quando a saúde de Covas ficou debilitada devido a um câncer na bexiga. Empossado definitivamente no cargo com o falecimento de Mário Covas, reelegeu-se em 2002
Nas eleições de 2006, como candidato à presidência da República, Alckmin acusou parlamentares petistas em seus discursos, citando principalmente o chamado "mensalão".8 Não alcançou votos suficientes para se eleger presidente, perdendo no segundo turno para Luís Inácio Lula da Silva.
No segundo semestre de 2007, Alckmin, depois de perder a eleição, viajou para a cidade de Cambridge, em Massachusetts, nos Estados Unidos, com a filha e a esposa. Ele foi aluno visitante do Centro de Relações Internacionais de Weatherhead (em inglês, Fellow of the Weatherhead Center for International Affairs), cursando diversas disciplinas na John F. Kennedy School of Government, na Universidade Harvard.9 10
No dia 19 de janeiro de 2009 o governador do estado de São Paulo, José Serra, anunciou o ex-governador Geraldo Alckmin como o novo secretário estadual de Desenvolvimento, cargo que até então era ocupado pelo vice-governador, Alberto Goldman.2 3
Em 3 de outubro de 2010 foi eleito governador do estado de São Paulo no primeiro turno, com 11.519.314 votos, somando 50,63% dos votos válidos.11 12 13
Segundo a revista Época14 Geraldo Alckmin recebia formação cristã da prelazia católica Opus Dei. Perguntado sobre sua ligação com o Opus Dei, o governador disse apenas que seu tio era do Opus Dei e seu pai franciscano. Em seguida, declarou-se amigo do rabino Henry Sobel e fez uma preleção sobre preconceito e pluralidade religiosos.
Livro biográfico [editar]
Em janeiro de 2006, em meio à disputa interna no PSDB para decidir quem seria o candidato do partido à presidência da república, foi lançado o livro Geraldo Alckmin - o menino, o homem, o político, uma biografia não autorizada escrita por Acir Filló, na qual foi contada a trajetória da vida do ex-governador.
Acusações [editar]
O lançamento do livro naquele momento gerou diversas críticas, algumas delas direcionadas a Geraldo Alckmin e outras direcionadas ao autor do livro. Alckmin foi acusado de usar o livro para beneficiar-se na campanha eleitoral, embora sempre tenha feito questão de destacar que aquele livro era uma biografia não autorizada, com a qual não teve nenhuma ligação.15
Ao autor do livro, Acir Filló, sobrou a acusação de que o mesmo teria aproveitado-se da disputa presidencial para promover seu livro. Diante dos questionamentos, Filló chegou a reconhecer que o lançamento do livro naquele momento foi intencional.16
Cronologia política [editar]
O início em Pindamonhangaba [editar]
Alckmin iniciou a vida política aos dezenove anos de idade, em 1972, ainda estudante de medicina e professor de cursinho pré-vestibular e supletivo/madureza, elegendo-se vereador (1973-1977) de sua cidade natal, Pindamonhangaba, pelo antigo MDB,6 posteriormente ingressando no PMDB.
Alckmin foi o vereador mais votado entre os eleitos e o vereador proporcionalmente mais bem votado da cidade até hoje, com mais de 10% dos votos válidos. Em seguida, foi escolhido para presidir a Câmara Municipal.
Quatro anos depois, em 1976, concorreu a prefeito da mesma cidade e se elegeu através de eleição direta para o período (1977-1981) postergado em mais dois anos pelo governo militar em função das eleições municipais coincidirem com as estaduais em 1982.
Alckmin foi considerado o mais jovem prefeito já eleito do Brasil. Como ainda precisava concluir a faculdade de medicina, seu pai era o chefe de gabinete da prefeitura. Um de seus motivos de orgulho na administração da cidade foi o asfaltamento. Alckmin teria iniciado a administração com dezenove ruas asfaltadas e deixado a cidade com duzentos vias nas mesmas condições.
Na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados [editar]
Nas eleições de 1982, foi eleito deputado estadual de São Paulo (1983-1987) com 96.232 votos. Em 1986 foi eleito deputado federal constituinte (1987-1991). Em 1988, descontente com os rumos do PMDB, Alckmin, Franco Montoro, José Serra, Bresser Pereira, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas e outros dissidentes fundam o PSDB.
Em 1990, Alckmin foi reeleito deputado federal por São Paulo como o quarto mais votado dentre os tucanos. Neste segundo mandato foi autor do projeto do Código de Defesa do Consumidor e relator, na Câmara dos Deputados, do projeto que se converteu na Lei de Benefícios da Previdência Social.
Foi eleito vice-governador em 1994 na chapa de Mário Covas para a disputa ao governo de São Paulo, onde saíram vitoriosos, derrotando em segundo turno Francisco Rossi.
Vice-governador de Covas (1995 - 2001) [editar]
Em 1995, logo no início de seu mandato, Covas delegou a Alckmin a tarefa de coordenar o Programa Estadual de Desestatização - PED, um programa complexo que previa a privatização de importantes empresas estatais e concessão de trechos de rodovias e ferrovias à iniciativa privada. Naquele momento, o Governo do Estado de São Paulo passava grande crise financeira, estando o Banespa, então o principal banco estatal do estado de São Paulo, sob intervenção do Banco Central do Brasil desde dezembro de 1994. O governo também estava impedido de contrair novos empréstimos e rolar dívidas.
Alckmin tornou-se também um dos principais articuladores políticos de Covas no interior paulista, principalmente no Vale do Paraíba e Litoral Norte, o que lhe garantiu a permanência como candidato a vice de Covas na campanha para a reeleição de 1998, onde ambos foram vitoriosos contra o então candidato a governador Paulo Maluf.
Candidato derrotado à prefeitura de São Paulo (2000) [editar]
Em 2000, por indicação de Covas, Alckmin se licenciou do cargo de vice-governador e foi o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, tendo ficado em terceiro lugar. Desconhecido na capital, partiu de índices de intenção de votos minúsculos para uma votação de 17,21%, ficando apenas 7,6 mil votos atrás do segundo colocado, Paulo Maluf (então no PPB), que foi para o segundo turno contra Marta Suplicy (PT). Marta acabou vencendo a eleição e Alckmin acabou voltando ao cargo de vice-governador.
Substituindo Mário Covas (2001-2002) [editar]
Em janeiro de 2001, com o agravamento da saúde de Mário Covas, Alckmin assumiu interinamente o governo do Estado de São Paulo. Covas teve piora rápida de seu estado de saúde e faleceu em março de 2001.
Com a morte do governador, foi confirmado no posto, para o qual se reelegeu em 27 de outubro de 2002, para o mandato 2003-2007, no segundo turno, com 58,64% dos votos válidos, derrotando José Genoíno (PT). Em 2006, sem poder mais tentar a reeleição, candidatou-se à presidência da República.
Geraldo Alckmin como governador de São Paulo [editar]
Alckmin governou o Estado de São Paulo de janeiro de 2001 a março de 2006, e recebeu da população uma aprovação acima da média.17 Segundo pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisas Datafolha em 4 de janeiro de 2004 [1], Alckmin foi considerado o segundo melhor governador do país, tendo recebido nota 7,1 (numa escala de 0 a 10), perdendo somente para o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que havia recebido 7,2.
Segundo nova pesquisa do mesmo instituto,18 divulgada em 17 de março de 2006, Alckmin conseguiu manter a alta popularidade e obteve o melhor índice de aprovação de seu mandato: 68% da população considerou a administração "ótima ou boa", 23% "regular" e apenas 6% "ruim ou péssima". A nota média do governo Alckmin subiu para 7,3. Segundo o próprio instituto, poucos foram os governadores que alcançaram avaliação tão positiva quanto a de Alckmin até hoje, considerando pesquisas feitas desde 1995. Geraldo Alckmin é o segundo governador desde o período citado, tendo sido antecedido apenas por Mário Covas, também do PSDB.
Na última semana como governador, antes de se descompatibilizar do cargo, sofreu denúncia do jornal Folha de São Paulo sobre suposto favorecimento do banco estatal Nossa Caixa na distribuição de algumas verbas publicitárias para aliados políticos, conhecido como escândalo da Nossa Caixa.19 Na ocasião, Alckmin negou com veemência qualquer envolvimento do Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista) neste assunto 20 Em entrevista, Geraldo Alckmin declarou que os R$43 milhões gastos com publicidade sem amparo legal seriam um "erro formal"21 , alegando inclusive que as investigações foram pedidas pelo próprio governo, porém aceitou a demissão de seu assessor de comunicação Roger Ferreira - citado na reportagem.
Acusações [editar]
"Investigações do Ministério Público apontaram ilegalidade na intermediação de verbas de publicidade da instituição para favorecer aliados do governo" (de Geraldo Alckmin).22
Caso Alstom [editar]
Um fato que vem sendo investigado é o escândalo do caso Alstom. Segundo o Wall Street Journal, no mês de maio de 2008 autoridades da polícia suíça se reuniram com policiais do Brasil para analisar pagamento de propina, no total de 6,8 milhões de dólares, que suspeitam ter sido pagos, na gestão Alckmin, por funcionários da Alstom a políticos integrantes do governo do Estado de São Paulo para ganhar uma licitação para instalar equipamentos na expansão do metro de São Paulo.23 24 25 26 Notadamente a Alstom desembolsou US$ 6,8 milhões em propinas para conseguir obter um contrato de 45 milhões de dólares na expansão do metrô de São Paulo,27 entre 1995 e 2003, durante as gestões dos governadores Geraldo Alckmin e Mário Covas.28 Em entrevista concedida a Heródoto Barbeiro na TV Cultura, no dia 5 de julho de 2008, Alckmin alegou não saber de nada.29
Segundo a Folha de S. Paulo o ex-governador e atual candidato a prefeito de São Paulo não quis comentar as investigações do caso Alstom. Segundo sua assessoria de imprensa, o tucano apoia as investigações relativas ao caso e alega desconhecer as supostas irregularidades apontadas até agora pelas autoridades.30
Mais da metade das propinas supostamente pagas, entre outubro de 1998 de abril de 2001, a pessoas ligadas ao governo de São Paulo, então sob o comando do PSDB, seriam oriundas de um único contrato de consultoria, fechado entre a Alstom e a offshore MCA Uruguay Ltda., que teria sido usado para dar cobertura à corrupção, dizem as investigações do Ministério Público da Suíça. Outras offshores, empresas com sede em paraísos fiscais, fecharam contratos da mesma natureza. Sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, a MCA era administrada pelo brasileiro Romeu Pinto Júnior31
Os supostos 'serviços de consultoria' foram formalizados em contratos para dar cobertura ao pagamento de comissões. O valor foi prometido para obter-se a assinatura de um contrato entre Alstom e Eletropaulo: o Gisel II, orçado, segundo os investigadores suíços, em 251,7 milhões de francos franceses (o equivalente a R$ 98,1 milhões, em valores de hoje).31
As propinas prometidas a servidores e pessoas ligadas ao governo paulista, durante a gestão de Geraldo Alckmin, pagas por meio da MCA e outras offshores, chegariam a 15% (37,7 milhões de francos franceses ou R$ 14,7 milhões) do valor total do contrato entre a Alstom e a Eletropaulo.31
Eleição presidencial de 2006 [editar]
Em 14 de março de 2006, Alckmin foi escolhido pelo PSDB como candidato às eleições presidenciais brasileiras de 2006, após a desistência do prefeito paulistano, José Serra, preferido pela cúpula do partido.
Alckmin deixou o governo do estado em 30 de março de 2006 devido à data-limite para sua desincompatibilização, tendo em vista a candidatura à Presidente da República do Brasil. No seu lugar assumiu Cláudio Lembo (PFL), vice-governador.
Simpatia e apoio do empresariado [editar]
Ao contrário de muitos colegas de partido, muitos empresários olharam com bons olhos a candidatura de Alckmin à presidência; julgaram que ele tem uma boa visão administrativa32 e.33 O presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Cláudio Vaz, declarou apoio à candidatura de Geraldo Alckmin34 e ressaltou: "Sinto que há uma aceitação e uma vontade majoritária de apoio ao Alckmin no meio do empresariado e na sociedade, em geral".
Plano de governo [editar]
Seu programa de governo, intitulado "Caminhos para o desenvolvimento", enfatizou o crescimento econômico com redução de impostos. Objetiva também melhorar os seguintes aspectos: educação, saúde, segurança pública, inclusão social. Pretendia oferecer transparência e eficiência em sua gestão, em um verdadeiro "choque gerencial e de decência".
Críticas positivas [editar]
- De acordo com a Revista Exame, empresários e líderes de diversos setores do mercado acreditam que Geraldo Alckmin implementaria ajuste fiscal e desoneração de tributos se eleito.35
- Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos disse: "Uma coisa é certa: o ministério da Indústria e do Comércio teria muito mais relevância [em um governo Alckmin] do que tem atualmente". A perspectiva otimista vem da atuação de Alckmin à frente da administração de São Paulo: "Ele foi de uma competência extraordinária".36
Críticas negativas [editar]
- Segundo a jornalista Tatiana Farah, do jornal O Globo,37 Alckmin aumentou em 20% os gastos com propaganda da Casa Civil nos últimos meses do seu governo. Segundo levantamento do PT, principal partido de oposição, o gasto real de publicidade de Alckmin cresceu ano a ano. De 2001 a 2005, o aumento foi de 53,8%: de R$ 35 milhões em 2001 a R$ 55,3 milhões em 2005. Nesse montante, não estão incluídos os gastos de publicidade das empresas estatais como a Sabesp. Alguns adversários questionaram sua ética quando era governador, dizendo que ele teria favorecido aliados com dinheiro da Nossa Caixa e abafado 69 CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito), apesar de o Poder Executivo não ter autoridade para autorizar ou barrá-las. Alckmin rebateu de imediato aos questionamentos éticos, dizendo que "em São Paulo não tem ladrão".
Desempenho nos primeiro e segundo turnos das eleições [editar]
No primeiro turno, muitos já davam como certa a reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, pois este aparecia com mais de 51% das intenções de voto nas pesquisas de institutos como Ibope, Vox Populi e Datafolha. Até que, em setembro, poucas semanas antes das eleições, estourou um escândalo envolvendo pessoas ligadas à campanha do Presidente: o Escândalo do Dossiê, uma operação montada para comprar um dossiê contra o candidato ao governo do estado de São Paulo, José Serra e Geraldo Alckmin. O dossiê seria comprado em São Paulo, dos chefes da Máfia das Ambulâncias, Darci e Luiz Vedoin, por 1,7 milhão de reais, em reais e dólares, cuja origem permanece desconhecida.
Atribui-se ainda ao não-comparecimetno ao debate na Rede Globo entre os candidatos à Presidência da República, ao qual compareceram Alckmin, Cristovam Buarque, do PDT, e Heloísa Helena, do PSOL, uma queda nas intenções de voto em Lula. Pela primeira vez em muito tempo, as pesquisas de intenção de voto demonstraram que Alckmin se aproximava do presidente nas pesquisas. No primeiro turno, ocorrido no dia 1º de outubro, Alckmin e Lula foram ao segundo turno. Lula recebeu mais de 46 milhões de votos, somando 48,6% dos votos válidos, enquanto Alckmin recebeu quase 40 milhões de votos, ficando com 41,63% dos votos válidos.38
No segundo turno, Geraldo Alckmin teve uma postura mais agressiva em relação à disputa, principalmente no primeiro debate - desta vez, Lula compareceu a todos. Muitos analistas da imprensa consideraram que Alckmin venceu os debates do segundo turno, mas, se vitoriosa, sua atuação não repercutiu nas pesquisas de intenção de voto, que apontavam o crescimento de Lula. A vantagem deste foi atribuída por muitos aos boatos de que o tucano, se eleito, privatizaria empresas estatais como o Banco do Brasil, Petrobras e Caixa Econômica Federal, e que acabaria com o programa Bolsa Família. No segundo turno, ocorrido no dia 29 de Outubro, Lula se reelegeu com mais de 58 milhões de votos, 60,82% dos votos válidos. Alckmin obteve 39,17% dos votos válidos, 2.425.191 votos a menos no segundo turno que no primeiro, conforme dados do TSE.38
Eleição municipal de 2008 [editar]
Em 2008, Geraldo concorreu pelo seu partido ao cargo de prefeito da cidade de São Paulo, ficando em terceiro lugar no primeiro turno das eleições municipais, sendo derrotado por Marta Suplicy do PT e Gilberto Kassab do DEM, que foram para o segundo turno.
2009 [editar]
Em 19 de janeiro de 2009, o então governador José Serra anunciou que nomearia Alckmin para Secretaria Estadual de Desenvolvimento,2 3 em substituição a Alberto Goldman.
2010 [editar]
Em 13 de junho, é lançado pelo PSDB como candidato ao Governo de SP,39 pela coligação formada por DEM, PMDB, PPS, PSC, PHS e PMN, a chapa teve Guilherme Afif Domingos (DEM) como candidato a vice-governador, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) e o ex-secretário da Casa Civil de São Paulo Aloysio Nunes Ferreira como candidatos ao senado sendo que algum tempo após o início da campanha, Orestes Quércia desistiria da candidatura para tratar de um câncer de próstata recém descoberto.
Eleito Governador de São Paulo [editar]
Geraldo Alckmin é eleito Governador do Estado de São Paulo no primeiro turno com 11.519.314 votos (50,63 % dos votos válidos) derrotando o Senador Aloizio Mercadante (PT) que obteve 8.016.866 votos (35,23% dos votos válidos).6 Com a vitória, Alckmin assume o governo pela terceira vez.
Cronologia sumária [editar]

Referências
- ↑ a b c d Geraldo Alckmin é eleito governador de SP. Gazetadopovo.com.br.
- ↑ a b c Alckmin é o novo secretário de Desenvolvimento de Serra. Folha.com.
- ↑ a b c Geraldo Alckmin assume secretaria em São Paulo. Clicrbs.com.br.
- ↑ "Época - NOTÍCIAS - Os 100 brasileiros mais influentes de 2010". Revista Época. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ "Época - NOTÍCIAS - Os 100 brasileiros mais influentes de 2011". Revista Época. Página visitada em 10 de dezembro de 2011.
- ↑ a b c Título não preenchido, favor adicionar. Uvesp.com.br.
- ↑ Consulta ao sítio da Câmara. Camara.gov.br.
- ↑ Folha de S. Paulo - Alckmin eleva o tom e diz que governo Lula é um "desastre" na questão ética. Folha.com.
- ↑ Alckmin retorna ao Brasil no domingo após realizar curso nos EUA, Folha de São Paulo. Folha.com (1 de junho de 2007).
- ↑ Lista de Former Fellows of the Weatherhead Center for International Affairs (em inglês). Wcfia.harvard.edu.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar. Geraldo45.org.br.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar. Tse.gov.br.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar. Eleicoes.folha.uol.com.br.
- ↑ O Governador e a Obra. Revista Época.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar. Jt.com.br.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar. Folha.com.
- ↑ Ranking de Governadores em janeiro de 2004, segundo o Datafolha. Folha.com.
- ↑ Pesquisa de Opinião Pública do Instituto Datafolha. Folha.com (17 de março de 2006 sobre a avaliação do governo Geraldo Alckmin).
- ↑ Notícia na Folha de São Paulo. Folha.com.
- ↑ SCINOCCA, Ana Paula e PEREIRA, Rodrigo. PT tenta aprovar CPI da Nossa Caixa em SP: Alckmin, pré-candidato do PSDB, diz que não se opõe à ideia. São Paulo: O Estado de S. Paulo. Estado.com.br (29 de março de 2006).
- ↑ VASCONCELOS, Frederico e PAGNAN, Rogério. Sob Alckmin, Nossa Caixa abrigou suspeitos de fraude. São Paulo: Folha de S. Paulo. Folha.com (23 de abril de 2006).
- ↑ SCINOCCA, Ana Paula e PEREIRA, Rodrigo. PT tenta aprovar CPI da Nossa Caixa em SP: Alckmin, pré-candidato do PSDB, diz que não se opõe à ideia. São Paulo. O Estado de S. Paulo. Estado.com.br (29 de março de 2006).
- ↑ CREDENDIO, José Ernesto, CARVALHO, Mario Cesar e MICHAEL, Andrea. Caixa 2 de FHC citava empresas da Alstom. São Paulo e Brasília: Folha de S. Paulo, 4 de julho de 2008
- ↑ Caixa 2 de FHC citava empresas da Alstom. Folha Online. Folha.com (4 de julho de 2008).
- ↑ DAHLKAMP, Jürgen, SCHMITT, Jörg e SIMONS, Stefan. THE FRENCH CONNECTION: Did Alstom Bribe like Siemens?. Spegel Online International, English site. Spiegel.de (7 de janeiro de 2008).
- ↑ CRAWFORD, David.French Firm Scrutinized In Global Bribe Probe.. Buenos Aires: Offnews.info. Offnews.info (5 de julho de 2008).
- ↑ La justice suisse soupçonne le groupe Alstom de corruption. Paris: Le Monde, AFP, e Reuters. Pnet.pt (22 de agosto de 2008).
- ↑ Metrô vai investigar contratos da Alstom fechados nas gestões de Covas e Alckmin. O Globo Online. Oglobo.globo.com (7 de maio de 2008).
- ↑ Metrô fechou R$ 556 milhões em contratos irregulares, diz TCE. Folha Online. Folha.com (16 de maio de 2008).
- ↑ Serra descarta investigação em caso Alstom; e Alckmin se cala. Mococa, SP: Folha de S. Paulo. Folha.com (31 de maio de 2008).
- ↑ a b c FILGUEIRAS, Sônia e REINA, Eduardo. Offshore MCA concentrou 50% das propinas para tucanos, diz Suíça. Relatório indica que Alstom pagou comissão de 15% para obter contrato com Eletropaulo. São Paulo: Nacional, O Estado de S. Paulo. Estado.com.br (31 de maio de 2008).
- ↑ Revista Exame: "Para empresários, boa gestão em SP torna Alckmin um candidato forte". Portalexame.abril.com.br.
- ↑ Jornalista Diego Casagrande: "Escolha de Alckmin é elogiada por líderes empresariais". Diegocasagrande.com.br.
- ↑ "Cláudio Vaz declara apoio à candidatura de Alckmin". Diário Comércio Indústria & Serviços (DCI). Dci.com.br (26 de março de 2006).
- ↑ Quem faz a cabeça de Alckmin. Portalexame.abril.com.br.
- ↑ Empresariado perde medo de Lula mas reduz apoio ao PT. Fndc.org.br.
- ↑ Observatório da Imprensa citando o jornal O Globo. Observatorio.ultimosegundo.ig.com.br (7 de março de 2006).
- ↑ a b Título não preenchido, favor adicionar. Tse.gov.br.
- ↑ PSDB lança Geraldo Alckmin candidato ao governo paulista. Folha.com.
Ligações externas [editar]
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