Geraldo Alckmin

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Geraldo Alckmin
Alckmin em novembro de 2012.
35º Governador de São Paulo São Paulo
Período de governo 1º de janeiro de 2011
até a atualidade
vice-governador Afif Domingos (2011-2015)
Marcio França (2015-2019)
Antecessor(a) Alberto Goldman
31º Governador de São Paulo São Paulo
Período de governo 22 de janeiro de 2001
até 31 de março de 2006
vice-governador nenhum (2001-2003)
Cláudio Lembo (2003-2006)
Antecessor(a) Mário Covas
Sucessor(a) Cláudio Lembo
Vice-governador de São Paulo São Paulo
Período de governo 1º de janeiro de 1995
até 22 de janeiro de 2001
Governador Mário Covas
Antecessor(a) Aloysio Nunes
Sucessor(a) Cláudio Lembo
Secretário Estadual de Desenvolvimento de São Paulo São Paulo
Período de governo 19 de janeiro de 2009
até 1º de abril de 2010
Indicado por José Serra
Antecessor(a) Alberto Goldman
Sucessor(a) Luciano Almeida
Deputado federal por São Paulo São Paulo
Período de governo 15 de março de 1987
até 31 de dezembro de 1994
Deputado estadual de São Paulo São Paulo
Período de governo 15 de março de 1983
14 de março de 1987
Prefeito de Pindamonhangaba Bandeira Pindamonhangaba SaoPaulo Brasil.svg
Período de governo 15 de março de 1977
até 15 de março de 1982
Vereador de Pindamonhangaba Bandeira Pindamonhangaba SaoPaulo Brasil.svg
Período de governo 15 de março de 1973
até 14 de março de 1977
Vida
Nascimento 7 de novembro de 1952 (62 anos)
Pindamonhangaba, São Paulo
Nacionalidade  brasileiro(a)
Progenitores Mãe: Míriam Penteado
Pai: Geraldo José Rodrigues Alckmin
Dados pessoais
Primeira-dama Maria Lúcia Alckmin
Partido PMDB (1976-1988)
PSDB (1988-atualidade)
Religião Católico
Profissão Médico, político

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (Pindamonhangaba, 7 de novembro de 1952) é um médico e político brasileiro. É o 35º e atual governador de São Paulo, cargo que ocupa pela terceira vez.

Nascido em Pindamonhangaba, Alckmin foi prefeito de sua cidade natal entre 1977-1982. Foi deputado estadual entre 1983-1987, e deputado federal entre 1987-1994. Entre 1995-2001 foi vice-governador, assumindo o cargo de governador em 2001, após a morte do então governador Mário Covas. Na eleição estadual de 2002 foi reeleito, ficando assim inelegível para concorrer a governador na eleição seguinte.

Alckmin renunciou ao cargo em março de 2006, afim de concorrer à presidência na eleição do mesmo ano. Acabou indo para o segundo turno, sendo então derrotado pelo presidente Lula. Foi candidato na eleição municipal de São Paulo em 2008, tendo sido derrotado no primeiro turno. Em 2009 ocupou o cargo de secretário de desenvolvimento do estado de São Paulo, e nas eleições estaduais de 2010 foi eleito governador no primeiro turno, sendo o segundo governador da história a vencer a eleição no primeiro turno — na eleição anterior, José Serra tinha sido o primeiro a conseguir esse feito.

Início de vida, educação e carreira[editar | editar código-fonte]

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho nasceu em 7 de novembro de 1952 na cidade paulista de Pindamonhangaba, Vale do Paraíba. É filho de Geraldo José Rodrigues Alckmin e Míriam Penteado.[1] . Geraldo Filho é sobrinho de José Geraldo Rodrigues de Alckmin, que foi ministro do Supremo Tribunal Federal. Segundo a revista Época, Geraldo recebia formação cristã da prelazia católica Opus Dei, tendo declarado à revista que o seu tio José Geraldo Rodrigues de Alckmin era do Opus Dei e seu pai franciscano.[2]

É casado com Lu Alckmin desde 1979, com quem tem três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz.[3] É formado pela Faculdade de Medicina de Taubaté (ligada à Universidade de Taubaté) com especialização em anestesiologia no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual.[4] [5]

Início da carreira política[editar | editar código-fonte]

Alckmin filiou-se ao antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) aos dezenove anos, quando ainda estava no primeiro ano da faculdade de medicina. Iniciou a carreira política elegendo-se vereador no município paulista de Pindamonhangaba em 1972.[6] [7] Foi eleito com 1 447 votos, sendo o vereador mais votado entre os eleitos e o vereador proporcionalmente mais bem votado da cidade até hoje, com mais de 10% dos votos válidos.[8] [3] No primeiro mandato, foi escolhido presidente da Câmara Municipal.

Quatro anos depois, em 1976, Alckmin foi candidato à prefeitura de Pindamonhangaba. Venceu a eleição por uma diferença de 67 votos, tendo 23,8%, contra 23,4% do candidato da Arena.[9] Como ainda precisava concluir a faculdade de medicina, seu pai foi nomeado chefe de gabinete da prefeitura, o que gerou acusações de nepotismo.[3] Nas eleições de 1982, foi eleito deputado estadual de São Paulo com 96 232 votos.[10]

Deputado federal[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de 1986, Alckmin foi eleito deputado federal constituinte com 125 127 votos.[11] [12] Em 1988, descontente com os rumos do PMDB, Alckmin, Franco Montoro, José Serra, Bresser Pereira, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas e outros dissidentes fundam o PSDB.[8]

Foi reeleito deputado federal nas eleições de 1990, desta vez com 55 639 votos, sendo o quarto mais votado dentre os candidatos do PSDB.[11] Neste segundo mandato, Alckmin foi autor do projeto que se transformou na Lei 8078/90, o Código de Defesa do Consumidor, que apresentou para apreciação do congresso em 16 de novembro de 1988.[13] Foi relator, na Câmara dos Deputados, do projeto que se converteu na Lei de Benefícios da Previdência Social.[12] Também foi autor de um dos projetos que se converteram na Lei Orgânica da Assistência Social - Loas, e relator do projeto de lei que facilita e disciplina a doação de órgãos para transplantes.[12]

Vice-governador[editar | editar código-fonte]

Entre 1991 a 1994, Alckmin foi presidente estadual do PSDB de São Paulo.[4] Como presidente do partido, Alckmin fundou diretórios e atraiu aliados pelo interior do estado.[14] Esse trabalho despertou a atenção de Mario Covas, que em 1994, durante eleições daquele ano, foi escolhido como candidato à vice-governador em sua chapa para a disputa ao governo de São Paulo, onde saíram vitoriosos, derrotando em segundo turno Francisco Rossi.[14] [15]

No primeiro ano de seu mandato, Covas nomeou Alckmin para a presidência do Programa Estadual de Desestatização (PED), um programa complexo que previa a privatização de importantes empresas estatais e concessão de trechos de rodovias e ferrovias à iniciativa privada.[16] Naquele momento, o governo do estado passava grande crise financeira, estando o Banespa, então o principal banco estatal do estado, sob intervenção do Banco Central do Brasil desde 31 de dezembro de 1994.[17] O governo também estava impedido de contrair novos empréstimos e rolar dívidas. O programa foi o único estado da federação que cumpriu todas as metas de privatização estipuladas pelo governo federal.[18]

Alckmin tornou-se também um dos principais articuladores políticos de Covas no interior paulista, principalmente no Vale do Paraíba e Litoral Norte, o que lhe garantiu a permanência como candidato a vice de Covas na campanha para a reeleição de 1998, onde ambos foram vitoriosos contra o então candidato a governador Paulo Maluf.[carece de fontes?]

Na eleição municipal em 2000, por indicação de Covas, Alckmin se licenciou do cargo de vice-governador e foi o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, tendo ficado em terceiro lugar. Semi-desconhecido na capital, partiu de índices de intenção de votos minúsculos para uma votação de 17,21%, ficando apenas 7 691 votos atrás do segundo colocado, Maluf (então no PPB), que foi para o segundo turno contra Marta Suplicy (PT).[19] [20] Marta acabou vencendo a eleição,[21] e Alckmin voltou ao cargo de vice-governador. Essa foi a oitava eleição que Alckmin disputou, tendo sido a primeira em que foi derrotado[19] .

Primeiro mandato como governador[editar | editar código-fonte]

Alckmin fala aos jornalistas após uma reunião com José Dirceu, o então ministro-chefe da Casa Civil.

Em 22 de janeiro de 2001, com o agravamento da saúde de Mário Covas,[22] Alckmin assumiu interinamente o governo do Estado de São Paulo.[23] A saúde de Covas ficou debilitada devido a um câncer na bexiga e teve piora rápida de seu estado de saúde, vindo a falecer por falência múltipla dos órgãos em 6 de março de 2001.[24] [25] Alckmin foi empossado definitivamente no cargo no mesmo dia, com um mandato que terminaria em 1º de janeiro de 2003.[23]

Eleições estaduais em 2002[editar | editar código-fonte]

Sua candidatura à reeleição em 2002 foi contestada por alguns partidos.[26] PT e o PPB entraram com uma ação na justiça pedindo a invalidade sua candidatura e de seu vice, Cláudio Lembo.[26] Os partidos contestaram que Alckmin foi vice-governador por dois mandatos consecutivos e tornou-se governador após a morte de Covas, o que configuraria um terceiro mandato.[26] Apesar da controvérsia, Alckmin foi candidato pela coligação "São Paulo em Boas Mãos" (PSDB-PFL-PSD).[27]

Nas pesquisas iniciais, Alckmin aparecia atrás do ex-governador Paulo Maluf.[28] Apenas após 14 de setembro de 2002 que ele passou a liderar as pesquisas. [29] Outras pesquisas foram realizadas até a eleição, que confirmaram o crescimento de Alckmin. Na última pesquisa realizada, pelo Datafolha, Alckmin tinha uma vantagem de 12% em relação a Maluf.[29]

No primeiro turno, realizado em 6 de outubro, Alckmin conseguiu 7,5 milhões de votos (38,28%), classificando-se para o segundo turno, juntamente com José Genoino.[30] No segundo turno, Alckmin tinha vantagens consideráveis em todas as pesquisas que foram realizadas.[31] Os resultados das pesquisas confirmaram-se e Alckmin foi reeleito, tendo 12 008 819 votos (58,64%), cerca de 3,5 milhões de votos a mais que Genoino (41,36%).[32]

Segundo mandato como governador (2003 - 2006)[editar | editar código-fonte]

Em 27 de outubro de 2002, Geraldo Alckmin foi reeleito em 2º turno para o seu segundo mandato como Governador do Estado de São Paulo. Foi o seu primeiro mandato conquistado como candidato a governador, e o segundo consecutivo, uma vez que, na qualidade de governador empossado, concluiu o mandato de Mario Covas.

Aprovação[editar | editar código-fonte]

Segundo pesquisas realizadas pelo Datafolha em 4 de janeiro de 2004, Alckmin foi considerado o segundo melhor governador do país, tendo recebido nota 7,1 (numa escala de 0 a 10), perdendo somente para o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que havia recebido 7,2.[33]

Segundo outra pesquisa do mesmo instituto, divulgada em 17 de março de 2006, Alckmin conseguiu manter a alta popularidade e obteve o melhor índice de aprovação de seu mandato: 68% da população considerou a administração ótima ou boa, 23% regular e apenas 6% ruim ou péssima. A nota média do governo Alckmin subiu para 7,3. Segundo o próprio instituto, poucos foram os governadores que alcançaram avaliação tão positiva quanto a de Alckmin até hoje, considerando pesquisas feitas desde 1995.[34]

Renúncia[editar | editar código-fonte]

Alckmin deixou o governo do estado em 30 de março de 2006 devido à data-limite para sua desincompatibilização, tendo em vista a candidatura à Presidente da República. Passou o cargo para o vice-governador Cláudio Lembo (PFL) em uma cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes.[35]

Campanha presidencial em 2006[editar | editar código-fonte]

Em 14 de março de 2006, Alckmin foi escolhido pelo PSDB como candidato na eleição presidencial de 2006,[36] após a desistência do prefeito paulistano, José Serra, preferido pela cúpula do partido.[37] [38]

Alckmin e família, durante a campanha eleitoral, vestindo camisetas promocionais.
Alckmin e o candidato a vice José Jorge, durante formalização da aliança entre PSDB e PFL para a eleição presidencial.

Seu programa de governo, intitulado "Caminhos para o desenvolvimento", enfatizava o crescimento econômico com redução de impostos.[39] Objetivava também melhorar os seguintes aspectos: educação, saúde, segurança pública, inclusão social. Pretendia oferecer transparência e eficiência em sua gestão, em um verdadeiro "choque gerencial e de decência".[40] Em seus discursos, Alckmin acusou parlamentares petistas, citando principalmente o chamado "mensalão".[41]

O candidato à vice-presidente da chapa de Alckmin ficou para ser escolhido pelo PFL, em uma convenção que foi realizada em maio de 2006.[42] [43] Nesta convenção, haviam dois candidatos do partido à vice-presidência na chapa de Alckmin: os senadores José Jorge, de Pernambuco, e José Agripino, do Rio Grande do Norte. O PFL organizou um colégio eleitoral composto por deputados federais, senadores, governadores, prefeitos de capitais e outros membros da executiva nacional que não cumpriam mandato. Esse colégio eleitoral escolheu, por 51 votos, o senador José Jorge, que venceu Agripino por uma diferença de seis votos.[43] [44]

No primeiro turno, muitos já davam como certa a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,[45] do Partido dos Trabalhadores, pois este aparecia com mais de 51% das intenções de voto nas pesquisas de institutos como Ibope,[46] Vox Populi[47] e Datafolha.[48] Até que, em setembro, poucas semanas antes das eleições, estourou um escândalo envolvendo pessoas ligadas à campanha do presidente: o Escândalo do Dossiê, uma operação montada para comprar um dossiê contra o candidato ao governo do estado de São Paulo, José Serra e Geraldo Alckmin.[49] [50] O dossiê seria comprado em São Paulo, dos chefes da Máfia das Ambulâncias, Darci e Luiz Vedoin, por 1,7 milhão de reais — R$ 1,168 milhão e mais US$ 248 mil.[51] [52]

Atribui-se ainda ao não-comparecimento ao debate na Rede Globo entre os candidatos à presidência, ao qual compareceram Alckmin, Cristovam Buarque, e Heloísa Helena, uma queda nas intenções de voto em Lula.[53] [54] Em uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha sobre o debate da Globo, 45% dos entrevistados responderam que Alckmin foi o candidato que se saiu melhor, seguido por Heloísa Helena (24%) e Cristovam Buarque (10%).[53] Pela primeira vez em muito tempo, as pesquisas de intenção de voto demonstraram que Alckmin se aproximava do presidente nas pesquisas.[55] No primeiro turno, ocorrido no dia 1º de outubro, Alckmin e Lula foram ao segundo turno.[56] Lula recebeu mais de 46 milhões de votos, somando 48,6% dos votos válidos, enquanto Alckmin recebeu quase 40 milhões de votos, ficando com 41,63% dos votos válidos.[57] [58]

No segundo turno, Alckmin teve uma postura mais agressiva em relação à disputa, principalmente no primeiro debate — desta vez, Lula compareceu a todos.[59] [60] [61] Muitos analistas da imprensa consideraram que Alckmin venceu os debates do segundo turno,[62] mas, se vitoriosa, sua atuação não repercutiu nas pesquisas de intenção de voto, que apontavam o crescimento de Lula.[63] A vantagem deste foi atribuída por muitos aos boatos de que o tucano, se eleito, privatizaria empresas estatais como o Banco do Brasil, Petrobras e Caixa Econômica Federal,[64] e que acabaria com o programa Bolsa Família. No segundo turno, ocorrido no dia 29 de outubro, Lula se reelegeu com mais de 58 milhões de votos, 60,82% dos votos válidos. Alckmin obteve 39,17% dos votos válidos, 2,4 milhões de votos a menos no segundo turno que no primeiro.[57] [65] [66]

Atividades entre a campanha presidencial e o governo paulista[editar | editar código-fonte]

No segundo semestre de 2007, Alckmin viajou para a cidade de Cambridge, em Massachusetts, nos Estados Unidos, com a filha e a esposa. Ele foi aluno visitante do Centro de Relações Internacionais de Weatherhead (em inglês, Fellow of the Weatherhead Center for International Affairs), cursando diversas disciplinas na John F. Kennedy School of Government, na Universidade Harvard.[67]

Eleição municipal de São Paulo em 2008[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2007, Alckmin liderava uma pesquisa do Datafolha sobre as intenções de votos para a eleição municipal de São Paulo em 2008. Nela, ele tinha 30% dos votos, seguido por Marta Suplicy (24%), Paulo Maluf (11%), Gilberto Kassab (10%) e Luiza Erundina (9%).[68] A candidatura de Alckmin foi oficializada em 22 de junho.[69] No mesmo mês, o Ibope divulgou outra pesquisa em que Marta liderava a disputa (30%), estando tecnicamente empatada com Alckmin (28%).[70] Na simulação do segundo turno, Alckmin vencia Marta por uma diferença de dez pontos percentuais — 50-40%.[70] Nas vésperas da eleição, o Datafolha mostrava Alckmin fora do segundo turno, ficando na terceira colocação com 20% das intenções de voto.[71] No primeiro turno, Alckmin teve 1 431 670 votos (22,48%), ficando em terceiro lugar e fora do segundo turno.[72] [73] Seu partido anunciou apoio à Kassab,[74] [75] que acabou sendo reeleito.[76]

Secretário estadual de Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em 19 de janeiro de 2009, o governador do estado de São Paulo, José Serra, anunciou Alckmin como o novo secretário estadual de Desenvolvimento, cargo que até então era ocupado pelo vice-governador, Alberto Goldman.[77] [78] Ele deixou a secretaria em 1º de abril de 2010 para concorrer ao governo do estado.[79]

Terceiro mandato como governador (2011 - 2014)[editar | editar código-fonte]

Em 3 de outubro de 2010, Geraldo Alckmin foi eleito em 1º turno para o seu terceiro mandato como Governador do Estado de São Paulo.

Campanhas eleitorais[editar | editar código-fonte]

2010[editar | editar código-fonte]

Na convenção do PSDB, realizada em 13 de junho de 2010, Alckmin foi oficializado como o candidato do partido ao governo de São Paulo.[80] Sua coligação, que recebeu o nome de "Unidos Por São Paulo", foi formada por DEM, PMDB, PPS, PSC, PHS e PMN.[81] O candidato a vice-governador foi Guilherme Afif Domingos, do DEM.[82] A coligação de Alckmin teve como candidatos ao senado o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que acabou desistindo da candidatura para tratar de um câncer de próstata,[83] e o ex-secretário da Casa Civil de São Paulo Aloysio Nunes Ferreira, que acabou sendo eleito o senador mais votado da história do país.[84]

Alckmin foi eleito governador no primeiro turno com 11,5 milhões de votos (50,63% dos votos válidos), derrotando o senador Aloizio Mercadante (PT), que obteve oito milhões de votos (35,23%).[85] [86] No mesmo ano, Alckmin foi considerado pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano,[87] destaque que recebeu também no ano seguinte.[88]

2014[editar | editar código-fonte]

Em 29 de junho de 2014, o diretório estadual tucano oficializou a candidatura de Alckmin à reeleição.[89] Sua coligação tem o nome de "Aqui é São Paulo" e é composta por PSDB, DEM, PEN, PMN, PT do B, PTC, PTN, Solidariedade, PPS, PRB, PSB, PSC, PSDC e PSL.[90] O candidato a vice-governador é Márcio França, do PSB.[91]

Posse[editar | editar código-fonte]

Alckmin durante o Fórum Econômico Mundial de 2011.

Alckmin assumiu o governo pela terceira vez em 1º de janeiro de 2011, durante uma cerimônia na Assembleia Legislativa do Estado.[92]

Protestos gerais em 2013[editar | editar código-fonte]

Sua administração enfrentou, em 2013, greves na educação e na saúde.[93] [94] Após o reajuste nas passagens dos trens metropolitanos e do metrô, iniciaram-se grandes manifestações de protestos, que também aconteceram por todo o Brasil, e que tiveram várias causas e objetivos. Esse reajuste foi posteriormente suspenso por Alckmin e pelo prefeito de São Paulo Fernando Haddad.[95]

Aprovação[editar | editar código-fonte]

Em março de 2011, uma pesquisa do Datafolha mostrou que 48% dos paulistas consideravam o governo de Alckmin como ótimo ou bom, 29% consideravam como regular e 14% como ruim ou péssimo.[96] Em junho de 2013, 52% consideravam sua gestão como ótima ou boa, 31% como regular e 15% como péssima.[96]

Durante a onda de manifestações de junho a julho de 2013, o Datafolha indicou que o número de cidadãos que aprovavam a sua administração caiu, enquanto os que reprovavam aumentou. A pesquisa inicial sobre o desempenho de Alckmin frente aos protestos mostrou que pouco mais da metade dos habitantes da capital reprovavam a sua atuação. Esses índices caíram sucessivamente nas pesquisas posteriores.[97] [98] No final de 2013, sua popularidade teve um leve aumento, indo a 41% de ótimo ou bom.[99]

Quarto mandato como governador (2015 - 2018)[editar | editar código-fonte]

Em 5 de outubro de 2014, Geraldo Alckmin foi reeleito em 1º turno para o seu quarto mandato como Governador do Estado de São Paulo, que se iniciará em 1 de janeiro de 2015. Ao final de seu quarto mandato, Geraldo Alckmin terá sido o governador a permanecer por mais tempo no comando do Estado, e também o primeiro governador a ser eleito e reeleito em 1º turno, pois, embora José Serra tenha sido o primeiro governador do estado eleito em 1º turno, ele não foi candidato à reeleição.

Cronologia sumária[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  2. Eliane Brum e Ricardo Mendonça (16 de janeiro de 2006). O Governador e a Obra Época. Visitado em 29 de agosto de 2013.
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  5. GERALDO ALCKMIN (PSDB) G1 (21 de agosto de 2006). Visitado em 29 de agosto de 2013.
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  7. Ivy Farias (5 de outubro de 2008). Para especialistas, é melhor que Alckmin se alie a Kassab no segundo turno e a Serra em 2010 Agência Brasil. Visitado em 29 de agosto de 2013.
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  9. Caio Junqueira (3 de abril de 2006). Alckmin via sensibilidade social em Médici Valor Econômico Senado Federal do Brasil. Visitado em 29 de agosto de 2013.
  10. 10ª Legislatura 1983/1987 Assembleia Legislativa de São Paulo. Visitado em 29 de agosto de 2013.
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  96. a b Após protestos, aprovação de Alckmin e Haddad cai Folha de São Paulo (1 de julho de 2013). Visitado em 8 de dezembro de 2013.
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  98. Após protestos, aprovação de Alckmin e Haddad cai Folha de São Paulo (1 de julho de 2013). Visitado em 4 de julho de 2013.
  99. Alckmin tem leve reação após protestos Folha de São Paulo (2 de dezembro de 2013). Visitado em 8 de dezembro de 2013.

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