Luiz Marinho

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Luiz Marinho
Em 13 de maio de 2008, o então ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, discursa durante a assinatura de portaria conjunta instituindo a Comissão Tripartite de Saúde e Segurança no Trabalho. Foto:Elza Fiúza/ABr
Prefeito de São Bernardo do Campo São Bernardo do Campo
Mandato 1 de janeiro de 2009
a atualidade
Antecessor(a) William Dib
Sucessor(a)
Ministro do Trabalho e Emprego do  Brasil
Mandato 12 de julho de 2005
até 29 de março de 2007
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Ricardo Berzoini
Sucessor(a) Carlos Lupi
Ministro da Previdência Social do  Brasil
Mandato 29 de março de 2007
até 3 de junho de 2008
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Nelson Machado
Sucessor(a) José Barroso Pimentel
Nascimento
Cosmorama
Dados pessoais
Esposa Nilza de Oliveira[1]
Partido PT
Profissão Sindicalista

Luiz Marinho (Cosmorama, 20 de maio de 1959) é um político e sindicalista brasileiro. Foi ministro do Trabalho e Emprego e ministro da Previdência Social no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente é prefeito de São Bernardo do Campo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

É casado com Nilza de Oliveira[1] e tem dois filhos. Bacharel em direito, foi metalúrgico na década de 1970, quando conheceu o presidente Luis Inácio Lula da Silva. Seu primeiro e único registro em carteira é de julho de 1978, data em que foi contratado para trabalhar na seção de pintura da Volkswagen de São Bernardo do Campo (SP), onde também começou sua carreira sindical como membro da CIPA, cargo para o qual foi reeleito na gestão seguinte.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Sindicato dos Metalúrgicos do ABC[editar | editar código-fonte]

Em 1984, foi eleito tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Nas gestões seguintes assumiu os cargos de secretário-geral e vice-presidente. Em 1996, foi eleito presidente do sindicato, cargo para o qual foi reeleito mais duas vezes (1999-2002 e 2002-2003).

Como sindicalista e negociador suas principais ações sindicais estão nas campanhas contra as demissões no setor automotivo em 1998, entre elas, no protelamento e diminuição em 10 mil cortes anunciados pela Volks e 2 800 da Ford.

Na década de 1990 um conjunto de fatores, entre eles, à abertura repentina e não planejada da econômica brasileira no Governo Collor, a reestruturação produtiva e tecnológica e os incentivos a industrialização do interior do País em detrimento da dos grandes centros, acarretaram em mudanças e fechamentos de industrias das Regiões Metropolitanas, em especial, na de São Paulo, como foi o caso da Brastemp de São Bernardo, e reestruturações em outras como na Volkswagen a qual na década de 1970 detinha a marca de 45 mil trabalhadores e atualmente emprega pouco mais de 13 mil com produção 3 vezes superior.

Estas mudanças produtivo-tecnológicas que acarretaram em seu processo, em desemprego em massa nas Regiões Metropolitanas brasileiras, em especial nas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, foram historicamente relacionadas aos sindicatos, os quais em diversos momentos foram culpados erroneamente como únicos responsáveis pela reestruturação industrial e "fuga de empregos", tal fato encobre outros fatores importantes neste processo, como os favorecimentos estratégicos dados históricamente pelos governos federal, estadual e por cidades do interior na atração de novos investimentos empresariais (mediante incentivos tributários, entrega de terrenos à industrias, criação de centros tecnológicos e incentivos a novos meios logisticos) em detrimento de reenvestimentos nas grandes capitais industriais do País.

De fato, para o País, a redistribuição espacial da base industrial foi benéfica ao desconcentrar das capitais o desenvolvimento, e proporcionar uma melhor redistribuição de renda e consequente inclusão social, porém, não houve equilíbrio no processo, o que acarretou a inúmeras dificuldades sociais, econômicas e ambientais nas regiões metropolitanas, as quais, inchadas, com milhões de habitantes, ainda hoje buscam processos de reestabilização objetivando especialmente a diminuição do desemprego, da consequente violencia e principalmente, na manutenção economica e qualitativa das cidades.

Neste cenário, Luiz Marinho participou de duas lutas, indo ao exterior para mitigar conflitos entre trabalhadores e capital: em Miami, negociou com a direção mundial da Whirpool a extensão do prazo de fechamento da fábrica da Brastemp em São Bernardo do Campo fechamento este que acarretou posteriormente, apesar de greves de fome e outras manifestações, na demissão de mais de 1.300 funcionários e, em Detroit, prorrogou a manutenção de postos de trabalho da Ford. Em negociações com a cúpula da montadora conseguiu garantias de emprego por cinco anos para os trabalhadores da unidade de São Bernardo e de quatro anos para os da unidade de Taubaté.

Em julho de 1998, assumiu a coordenação do Mova - Movimento de Alfabetização Regional ABC, que nasceu de uma parceria entre o Sindicato e a prefeitura de Diadema, em 1995, e se espalhou por todos os municípios do ABC, onde já foram alfabetizadas mais de 77 mil pessoas.

Governo de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Em 2002 foi candidato a vice-governador do Estado de São Paulo, na chapa encabeçada por José Genoino, do Partido dos Trabalhadores.

Central Única dos Trabalhadores[editar | editar código-fonte]

Em 7 de junho de 2003 foi eleito presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), quinta maior central sindical do mundo, durante o 8º Concut - Congresso Nacional da CUT, com 74% dos votos dos delegados presentes.

Entre 2003 e 2004 foi nomeado presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), responsável, entre outros projetos, pelos estudos que orientaram os investimentos oficiais no crédito à agricultura familiar.

Como presidente nacional da CUT, entre outras iniciativas, conduziu as negociações voltadas para a implantação do crédito consignado - fator estratégico na expansão no barateamento do crédito para os trabalhadores. E, junto com lideranças de todas as centrais sindicais do país, iniciou, em 2004, a luta pela recuperação do salário mínimo e pela formação da Comissão Quadripartite encarregada da formulação de política para recuperação no longo prazo do poder aquisitivo do salário mínimo.

Ministério do Trabalho[editar | editar código-fonte]

Em 12 de julho de 2005 assumiu o ministro do Trabalho, no lugar do seu companheiro de partido, Ricardo Berzoini, e comandou uma negociação histórica com representantes de todas as centrais sindicais para definir o valor do salário mínimo de 2006. Depois de várias reuniões, chegou-se a um consenso e o piso nacional passou de R$ 300 para R$ 350 - o que representa 13% de aumento real, ou seja, já descontada a inflação do período, o maior índice alcançado desde 1995 - e a antecipação do reajuste para abril.

Ministério da Previdência Social[editar | editar código-fonte]

Em 29 de março de 2007 assumiu o Ministério da Previdência Social. Em 3 de junho de 2008, deixou o ministério para concorrer à prefeitura de São Bernardo do Campo. Em seu lugar assume, interinamente, o secretário-executivo do ministério, Carlos Eduardo Gabas.[2] [3] O escolhido para sucedê-lo foi o deputado federal José Barroso Pimentel (PT/CE).[4]

Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo[editar | editar código-fonte]

Em 26 de outubro de 2008, é eleito prefeito de São Bernardo do Campo para o mandato de 2009 a 2012 obtendo em segundo turno, 58,19% dos votos válidos, superando em disputa acirrada, o Deputado Estadual Orlando Morando do (PSDB), que obteve 41,89%.

Durante as eleições municipais de 2008, teve apoio irrestrito e expressivo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Ministros do Governo Federal como a Ministra Dilma Roussef. No segundo turno, recebe o apoio do antes candidato, Alex Manente do Partido Popular Socialista assim como do também ex-candidato, Evandro de Lima do Partido Trabalhista do Brasil, consolidando a incorporação dos respectivos partidos políticos na base de campanha. Este fato complementou o apoio da Presidencia da República, que sob o nome do Presidente Lula, registra no período eleitoral de 2008, histórica aprovação popular no país. Consequentemente esta ampla e popular base política, proporcionou a vitória da coligação "São Bernardo de Todos" que ao final, detinha 15 partidos e cujo mote de campanha, fora "Esta Mudança Inclui Você!".

Destaca-se ainda a participação do cantor popular e Deputado Federal Frank Aguiar do Partido Trabalhista Brasileiro atual vice-prefeito, cujo o trabalho na condução de grande parte da campanha nos bairros periféricos da cidade, em equipe, com o ex-prefeito Maurício Soares, proporcionou vantagem expressiva para com os adversários de campanha.

No dia 22 de junho de 2010 os guardas da GCM de São Bernardo agrediram o repórter do programa CQC, em um quadro em que se cobram soluções para problemas denunciados pela população, ao ser questionado sobre essa agressão, pelo repórter agredido(Danilo Gentili) o prefeito fez comentários questionando a veracidade das marcas da agressão e fez comentarios irônicos em relação ao caso, mesmo com toda a agressão estando filmada.[5]

Após esse caso, foi grande a quantidade de internautas moradores da cidade de São Bernardo do Campo demonstrando repúdio ao ato anti-democrático do Prefeito Luiz Marinho, deixando claro, o estado de descontentamento e até de vergonha gerado pelo mesmo.

Seu governo vem sendo marcado pelos orçamentos participativos, reuniões periódicas abertas à comunidade onde as lideranças debatem as prioridades para cada região. A questão da saúde pública, considerado o como principal débito público em 2008, vem sendo tratada com um dinamismo talvez jamais visto no município. Contratos com prestadores foram revistos, gerando economia de aproximadamente 80 milhões de reais anuais; foi reconstruído todo o sistema de controle social através dos conselhos de saúde (municipal e locais, de base territorial ou não) e restabelecimento das conferências de saúde; pela revisão a ampliação dos cadastramentos, o repasse de verbas federais para o município quase dobrou; a implantação do modelo UPA de pronto-atendimento revolucionou o atendimento de urgência e emergência; os hospitais HMU e HE, que prestam serviços ao município receberam qualificação ministerial como hospitais de ensino; implantou-se a central de regulação, que organizou e protocolizou os fluxos internos à rede; descentralizou-se o atendimento da saúde mental; ampliou-se o PSF para quase 30% do município; ampliou-se o programa ACS para 100% do município; implantaram-se as farmácias populares, com medicamentos básicos fortemente subsidiados e gratuitos; implantou-se a auditoria municipal em saúde, a ouvidoria em saúde, os serviços de educação permanente e humanização em saúde, entre tantas outras conquistas, como a construção do Hospital de Clínicas, em andamento, com previsão de 180 leitos e o projeto do Hospital de Pronto-Socorro, em elaboração.

O orçamento municipal foi amplamente reforçado por verbas federais e suas respectivas contrapartidas, mediante os projetos apresentados pela administração nas áreas de infraestrutura, habitação e educação. Prevê-se um montante de mais de aproximadamente 600 milhões de reais para investimentos estruturais para 2011/2012.

Após um período conturbado na relação política com a câmara municipal, o presente é marcado por uma harmonização e apoio crescente de diversos segmentos da sociedade.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Entre os reconhecimentos públicos, coleciona o Prêmio Destaque do Ano de 1999, concedido pela revista Livre Mercado.

Também em 1999 foi apontado pela CNN-Time como uma das 50 lideranças latino-americanas para o novo milênio, em função da sua negociação com a Volks que evitou a demissão de 10 mil trabalhadores.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c IstoÉ Gente Online; Cesar Guerrero (17 de dezembro de 2001). O negociador implacável (em português). Página visitada em 5 de junho de 2008.
  2. Ministério da Previdência Social. Carlos Eduardo Gabas - Ministro Interino (em português). Página visitada em 4 de junho de 2008.
  3. Agência Brasil; Mylena Fiori (4 de junho de 2008). Substituto de Marinho na Previdência sai entre dez e quinze dias (em português). Página visitada em 4 de junho de 2008.
  4. Folha Online; Ana Carolina Oliveira (5 de junho de 2008). Lula convida Pimentel para a Previdência e novo ministro ficará no cargo até final de 2010 (em português). Página visitada em 12 de junho de 2008.
  5. IstoÉ Gente Online; Natália Leão (02 de julho de 2001). A absurda escola de Luiz Marinho (em português). Página visitada em 9 de julho de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Ricardo Berzoini
Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil
2005 — 2007
Sucedido por
Carlos Lupi
Precedido por
Nelson Machado
Ministro da Previdência Social do Brasil
2007 — 2008
Sucedido por
José Barroso Pimentel
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William Dib
Prefeito de São Bernardo do Campo
2009 — atualidade
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