Eduardo Campos

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Eduardo Campos
55.° Governador de Pernambuco Bandeira de Pernambuco.svg
Mandato 1 de janeiro de 2007
até 4 de abril de 2014
Antecessor(a) Mendonça Filho
Sucessor(a) João Lyra Neto
Ministro de Ciência e Tecnologia do  Brasil
Mandato 23 de janeiro de 2004
até 18 de julho de 2005
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Roberto Amaral
Sucessor(a) Sérgio Machado Rezende
Deputado federal por  Pernambuco
Mandato -1 de janeiro de 1995
até 1 de janeiro de 1999
-1 de janeiro de 1999
até 1 de janeiro de 2003
-1 de janeiro de 2003
até 1 de janeiro de 2007
Deputado estadual por  Pernambuco
Mandato 1 de janeiro de 1991
até 1 de janeiro de 1995
Vida
Nascimento 10 de agosto de 1965 (48 anos)
Recife, PE
Dados pessoais
Partido PSB
Profissão Economista

Eduardo Henrique Accioly Campos (Recife, 10 de agosto de 1965) é um economista e político brasileiro, pré-candidato à Presidência da República. Foi governador de Pernambuco até abril de 2014, e é atualmente presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Nascido no Recife, capital pernambucana, Campos é graduado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Aprovado no vestibular desta instituição com 16 anos, concluiu a faculdade aos 20, como aluno laureado e orador da turma. Neto do também político pernambucano Miguel Arraes – que em 1979 retornou ao Brasil após 15 anos no exílio - Eduardo desde cedo conviveu com nomes emblemáticos da política local e nacional.[1] Exerceu mandatos de deputado estadual, deputado federal, secretário da Fazenda de Pernambuco e ministro da Ciência e Tecnologia.

Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.[2] Em 2010, por duas vezes, ocupou a primeira colocação no Ranking de Governadores do Instituto Datafolha de Pesquisas, chegando à marca de 80% de aprovação entre os pernambucanos (dezembro de 2010). É apontado como possível candidato à presidência da república em 2014.

Família e formação[editar | editar código-fonte]

É neto de Miguel Arraes (1916-2005), ex-governador de Pernambuco, sendo considerado seu principal herdeiro político. É filho da ex-deputada federal e atual ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes (1947) com o escritor Maximiano Accioly Campos (1941-1998). É sobrinho de Guel Arraes, cineasta e diretor da Rede Globo de Televisão [3] .

Eduardo Campos formou-se em Economia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). É casado com a também economista e auditora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco Renata Campos, com quem tem cinco filhos, o último nascido no dia 28 de janeiro de 2014[4] . Seu filho mais novo, Miguel, foi diagnosticado com Síndrome de Down.

Política[editar | editar código-fonte]

Começou sua trajetória política ainda na universidade, em 1985, como presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco. Campos abdicou do mestrado que faria nos Estados Unidos para se envolver na campanha que elegeu o avô Miguel Arraes como governador de Pernambuco.[5] [6] Em 1987, passou a atuar como chefe de gabinete do governador eleito Miguel Arraes, tendo participado da criação da primeira Secretaria de Ciência e Tecnologia do Nordeste em 1987 e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE) em 1989.

Assembleia Legislativa[editar | editar código-fonte]

Em 1990, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e conquistou seu primeiro mandato, o de deputado estadual. Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, foi líder e um dos mais destacados parlamentares da bancada da oposição. No terceiro governo de Arraes, em 1994, foi seu secretário da Fazenda.[1]

Ganhou o Prêmio Leão do Norte, entregue pela Assembleia Legislativa aos parlamentares mais atuantes.[7] [1]

Congresso Nacional[editar | editar código-fonte]

Eduardo Campos em 2010.

Em 1994, Campos chegou ao Congresso Nacional como deputado federal com 133 mil votos. Contudo foi convocado pelo governador Miguel Arraes a exercer os cargos de secretário de Governo e secretário da Fazenda durante a gestão do avô, entre os anos de 1995 e 1998. Neste último ano voltou a disputar um mandato de Deputado Federal e atingiu o número recorde de 173.657 mil votos – a maior votação no estado.

Em 2002, atuando pela terceira vez no Congresso Nacional, Eduardo Campos ganhou destaque e reconhecimento como articulador do governo Lula nas reformas da Previdência e Tributária. Por três anos consecutivos esteve na lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso.

Eduardo Campos e sua esposa, Renata Campos, em reunião sobre o programa "Mãe Coruja".

No decorrer de sua vida pública no Congresso Nacional, Eduardo Campos participou de várias CPI, como a de Roubo de Cargas e a do Futebol Brasileiro (Nike/CBF).[8] Nesta última, atuou como sub-relator, onde denunciou o tráfico de menores brasileiros para o exterior fato que, inclusive, teve ampla repercussão na imprensa nacional e internacional.

Como deputado federal, Eduardo foi ainda presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural Brasileiro, criada por sua iniciativa em 13 de junho de 2000. A Frente tem natureza suprapartidária e representa, em toda a história do Brasil, a primeira intervenção do Parlamento Nacional no setor.

Eduardo é também autor de vários projetos de lei. Entre eles, o que prevê um diferencial no FPM para as cidades brasileiras que possuem acervo tombado pelo IPHAN; o do uso dos recursos do FGTS para pagamento de curso superior do trabalhador e seus dependentes; o que tipifica o sequestro relâmpago como crime no código penal; e o da Responsabilidade Social, que exige do Governo a publicação do mapa de exclusão social, afirmando seu compromisso com os mais carentes.

Ministério da Ciência e Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Em 2004, Eduardo Campos assumiu o Ministério da Ciência e Tecnologia, o mais jovem integrante entre os nomeados neste primeiro mandato.[9] Em sua gestão, o MCT reelaborou o planejamento estratégico, revisou o programa espacial brasileiro e o programa nuclear, atualizando a atuação do órgão de modo a assegurar os interesses do país no contexto global.

Como ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos também tomou iniciativas que repercutiram internacionalmente, como a articulação e aprovação do programa de biossegurança, que permite a utilização de células-tronco embrionárias para fins de pesquisa e de transgênicos.[10] Também conseguiu unanimidade no Congresso para aprovar a Lei de Inovação Tecnológica[11] , resultando no marco regulatório entre empresas, universidades e instituições de pesquisa.[12] Outra ação importante à frente da pasta, foi a criação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas - considerada a maior olimpíada de Matemática do Mundo em número de participantes.

Presidência do Partido Socialista Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Eduardo Campos assumiu a presidência nacional do PSB no ano de 2005. A solenidade de posse no cargo foi uma expressiva demonstração de que ele é hoje uma das principais referências da política brasileira. Após seu discurso, Eduardo foi aplaudido de pé pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o vice-presidente, José Alencar; seis ministros, os presidentes nacionais de vários partidos e outras lideranças.

No início de 2006, se licenciou da presidência nacional do PSB para concorrer ao governo de Pernambuco, pela Frente Popular. Em 2011, foi reeleito presidente do partido, com mandato até 2014. Foi reconduzido ao cargo, por aclamação, e sem concorrentes. [13] [14]

Governador de Pernambuco[editar | editar código-fonte]

Primeira gestão[editar | editar código-fonte]

Eduardo Campos junto com os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, 6 de março de 2007.

Em 2006 se lançou candidato ao governo do estado de Pernambuco, tendo como coordenadores o ex-deputado estadual José Marcos de Lima, também ex-prefeito de São José do Egito. Mas também contou com apoio de importantes lideranças do interior do estado, como o deputado federal Inocêncio Oliveira e o então prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho.

O primeiro turno apresentou um fato curioso: o presidente Lula manifestou apoio para dois candidatos à sucessão estadual: Eduardo Campos, do PSB, e Humberto Costa, do PT. Tal posicionamento foi encarado pelos críticos políticos como uma estratégia dos partidos de esquerda do estado para quebrar a hegemonia do ex-governador Jarbas Vasconcelos, que apoiava a reeleição do candidato pelo PFL Mendonça Filho, governador que assumiu o poder após a renúncia de Jarbas em abril de 2006, que saiu do governo para disputar uma vaga de senador, visando a levar as eleições estaduais para o segundo turno.

Lula e Hugo Chávez visitam o canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, acompanhados do governador Eduardo Campos.

Eduardo Campos iniciou a campanha eleitoral, de acordo com as pesquisas eleitorais, na terceira colocação. Mas a coligação que apoiava Mendonça Filho, utilizou extensivamente denúncias de corrupção que pesavam sob o candidato Humberto Costa quando ocupou o cargo de ministério da Saúde, no governo Lula. Os aliados de Mendonça Filho e Jarbas Vasconcelos acreditavam que os votos dos potenciais eleitores de Humberto poderiam migrar naturalmente para Mendonça. Afirmavam que, mesmo as eleições sendo levadas para um segundo turno, o candidato Eduardo Campos seria um alvo mais fácil para ser atacado na campanha por causa do seu envolvimento, como secretário da Fazenda , nas operações dos precatórios no último governo de Miguel Arraes; o que eles não contavam é que ainda no período eleitoral ele e o governo do avô foram inocentados na justiça, em última instância, sobre o caso.

O segundo turno das eleições estaduais repetiu o clima de adversidade que tinha marcado a campanha de 1998. Dessa vez estavam em campos opostos o candidato de Jarbas Vasconcelos, Mendonça Filho, e o neto e herdeiro político do ex-governador Miguel Arraes, Eduardo Campos. Os aliados de Mendonça, como era esperado, utilizaram o caso da venda dos precatórios no governo de Arraes extensivamente nos discursos e propagandas gratuitas na rádio e televisão, da mesma forma como foi utilizado por Jarbas Vasconcelos na sua campanha de 1998 para o governo do estado. A tática não surtiu efeito, e caiu no vazio.

Humberto Costa, que saiu da campanha do primeiro turno na terceira colocação, manifestou logo de imediato apoio a Eduardo Campos. O candidato do PSB conseguiu aglutinar em seu palanque quase todas as forças sociais e partidos opositores de Mendonça Filho e Jarbas Vasconcelos. O governador candidato a reeleição, Mendonça Filho, não conseguiu se eleger e Eduardo Campos foi eleito com mais de 60% dos votos válidos para governador no segundo turno.[15] [16]

Segunda gestão[editar | editar código-fonte]

Eduardo Campos e Dilma Rousseff.

Eduardo tomou posse como governador no dia 1º de janeiro de 2007, tendo como vice o ex-prefeito de Caruaru e empresário do setor de transportes João Lyra Neto. A cerimônia de posse foi marcada pela presença de várias lideranças populares, inclusive camponeses, repetindo, para muitos, o clima que marcou a posse de Miguel Arraes nos seus dois últimos governos. Nesse mesmo ano, o jornalista carioca Paulo Alonso escreveu o artigo "Eduardo Campos, coragem para mudar", publicado no Diário de Pernambuco, Seção Opinião, em 14/06, e ainda veiculado no Jornal de Brasília e no Jornal do Commercio. O Deputado Sérgio Leite, pela importância do teor da matéria escrita, requereu ao Presidente da Assembleia Legislativa, Deputado Guilherme Uchoa, que o texto fosse transcrito nos Anais da Casa (diário oficial de 19/06).

Logo ao assumir, prometeu implementar projetos com apoio do Governo Federal, objetivando realizar parcerias para realizar obras estruturadoras para o Estado, como a Transnordestina, a Refinaria de Petróleo Abreu e Lima em Suape, a Hemobrás e a recuperação da BR-101.

Eduardo Campos e Aécio Neves.

Na sua gestão, colocou as contas públicas de Pernambuco na internet com o Portal da Transparência do Estado - considerado pela ONG Transparência Brasil o segundo melhor do país entre os vinte e sete estados da federação. Um dos destaques do governo de Eduardo foi a remodelação do serviço de saúde pública com a construção de três novos hospitais e 14 Unidades de UPA's. Entre os projetos de qualificação profissional esteve a implantação de 13 escolas técnicas em todas as regiões do Estado. A redução dos índices de violência também teve grande destaque. Com o Pacto Pela Vida, programa do Plano Estadual de Segurança Pública, o índice de criminalidade (junho/2011) caiu em 27% em todo o Estado, 36% na Região Metropolitana e 40% no Recife. Em 2014 Eduardo Campos recebeu, na sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, nos Estados Unidos, o Prêmio Governante: A Arte do Bom Governo. O Pacto Pela Vida foi premiado na categoria Governo Seguro: Boas Práticas em Prevenção do Crime e da Violência.[17]

Cquote1.svg Esse prêmio é um reconhecimento muito especial, porque é o maior prêmio de gestão pública do mundo. Vamos recebe-lo com muita alegria em nome de tantos, que no anonimato, diariamente nos ajudam no Pacto Pela Vida. Estamos no caminho certo para transformar Pernambuco no lugar mais seguro do País Cquote2.svg
Sobre o prêmio conquistado pelo Pacto pela Vida[18]

O estado de Pernambuco cresceu, em seu governo, acima da média nacional (3,5% em 2009) e batido sucessivos recordes de investimento (mais de R$ 2,4 bilhões em 2009, contra média histórica de R$ 600 milhões/ano.[19] [20] [21] [22] [23] [24] A administração de Eduardo Campos foi reconhecida como uma das mais eficazes do país, premiada pelo Movimento Brasil Competitivo, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público que busca contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira, por meio do aumento da competitividade no país. Em 2013, enfrentou a greve dos rodoviários em seu estado. [25]

Aprovação[editar | editar código-fonte]

Campos e Marina Silva, em 2013.

Em 2009, Eduardo Campos foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano.[26] Em 2010, alcançou por duas vezes a primeira colocação no Ranking de Governadores estabelecido pelo Instituto Datafolha de Pesquisas, sendo uma dessas com 80% de aprovação entre os pernambucanos (dezembro/2010).[27] [28] Em 2011, foi considerado, na pesquisa Ibope/Band (dezembro/2011) como o melhor governador do Brasil e novamente, pela Revista Época, um dos 100 brasileiros mais influentes do ano. [29] [30] [31]

Reeleição[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de 2010, disputou a reeleição ao governo de Pernambuco e, contando com o apoio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, obteve a vitória no primeiro turno, com mais de 80% dos votos válidos, derrotando o seu maior adversário político, o senador Jarbas Vasconcelos[32] . Esta foi a maior votação proporcional para governador no Brasil nesta eleição.[33] [34] [35]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Presidente do PSB
  2. Época - NOTÍCIAS - Os 100 brasileiros mais influentes de 2009. revistaepoca.globo.com. Página visitada em 20 de Dezembro de 2009.
  3. Blog da Folha de São Francisco. Junho de 2011
  4. Folha de S. Paulo, Daniel Carvalho (12 de junho de 2013). Mulher de Eduardo Campos está grávida do quinto filho. Página visitada em 30 de setembro de 2013.
  5. Miguel Arraes governou Pernambuco três vezes
  6. Eduardo Henrique Accioly Campos - Governo de Pernambuco
  7. Troféu Leão do Norte
  8. Entrevista/Eduardo Campos
  9. (Terra) Eduardo Campos deixa o ministério amanhã
  10. Eduardo Campos defende aprovação da Lei de Biossegurança
  11. Promulgação da Lei de Inovação é bem recebida
  12. (Câmara dos Deputados) Campos assume ministério e Casagrande será líder
  13. (Jornal Nacional) Eduardo Campos é reeleito presidente nacional do PSB
  14. (R7) Eduardo Campos é reeleito presidente nacional do PSB
  15. (Terra) Eduardo Campos é eleito governador de PE
  16. (Estadão) Eduardo Campos se elege novo governador de Pernambuco
  17. [1]
  18. Pacto Pela Vida recebe prêmio da ONU
  19. (Invest NE) Indústria de Pernambuco cresce acima da média nacional
  20. (UFPE) Pernambuco é o estado que mais cresce no Brasil
  21. (FIEPE) Indústria de Pernambuco cresce acima da média nacional
  22. (PSB) Pernambuco é o estado que mais cresce no Brasil
  23. (Pe360graus) Economia de Pernambuco cresce mais do que a do Brasil no primeiro semestre
  24. (Banco Gerador) Pernambuco cresce acima da média do país
  25. Governador afirma que greve é briga política e que não vai interferir em negociações (em português). O Diário de Pernanbuco. Página visitada em 27 de julho de 2013.
  26. (Revista Época) Os 100 brasileiros mais influentes de 2009
  27. (G1) Governador de PE tem melhor avaliação, aponta Datafolha
  28. (Folha) Eduardo Campos é o governador mais bem avaliado do país, diz Datafolha
  29. (PSB) Pesquisa aponta Eduardo Campos como o melhor governador do País.
  30. (Brasil 247) Eduardo Campos é o governador mais bem avaliado do Brasil
  31. (Brasil 247) Eduardo entre os 100 mais influentes de Época
  32. (Folha.com) Eduardo Campos é eleito governador em Pernambuco com 82% dos votos
  33. (Terra) Campos comemora título de governador mais votado do País
  34. (Terra) Mais votado do País, Eduardo Campos assume 2° mandato em PE
  35. (Estadão) Eduardo Campos, o governador mais votado do Brasil (82% em PE)

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