Sérgio Guerra

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Sérgio Guerra
Sérgio Guerra em 2009
Deputado federal por  Pernambuco
Período de governo 1 de fevereiro de 1991
até 31 de janeiro de 2003
(3 mandatos consecutivos)
1 de fevereiro de 2011
até 6 de março de 2014
Senador por  Pernambuco
Período de governo 1 de fevereiro de 2003
até 31 de janeiro de 2011
Deputado estadual de  Pernambuco
Período de governo 1983 até 1991
(3 mandatos consecutivos)
Vida
Nascimento 9 de novembro de 1947
Recife (PE)
Morte 6 de março de 2014 (66 anos)
São Paulo (SP)
Dados pessoais
Partido PMDB (1981–1986)
PDT (1986–1989)
PSB (1989–1999)
PSDB (1999–2014)
Profissão Economista
Assinatura Assinatura de Sérgio Guerra
linkWP:PPO#Brasil

Severino Sérgio Estelita Guerra (Recife, 9 de novembro de 1947São Paulo, 6 de março de 2014) foi um economista e político brasileiro. Seus últimos cargos na vida pública foram os de presidente nacional do PSDB e deputado federal por Pernambuco.[1]

Veio de uma família de políticos: o pai, Pio Guerra, e um de seus irmãos, José Carlos Guerra, também haviam sido deputados federais[2] .

Formado em economia pela Universidade Católica, militou no movimento estudantil. Teve dois filhos e duas filhas, e foi genro do ceramista Francisco Brennand. Trabalhou na Fundação Joaquim Nabuco e na iniciativa privada. Era também pecuarista e criador de cavalos de raça[3] . Morreu em 6 de março de 2014 em decorrência de um câncer de pulmão.[4]

Política[editar | editar código-fonte]

Filiou-se ao PMDB em 1981[5] e no ano seguinte foi eleito deputado estadual. Em 1986, já pelo PDT, foi reeleito ao cargo. Em 1989, filiou-se ao PSB e ocupou os cargos de secretário estadual de Indústria, Comércio e Turismo e de Ciência e Tecnologia no governo Miguel Arraes. Obteve pelas urnas o cargo de deputado federal em 1990, reelegendo-se em 1994 e 1998.

Assumiu novamente a secretaria de Indústria e Comércio entre 1997 e 1998, no último mandato de Miguel Arraes.

Em 1999, deixou o PSB e filiou-se ao PSDB, onde se manteve desde então. Participou do primeiro governo Jarbas Vasconcelos em Pernambuco, ocupando a Secretaria Extraordinária.

Sérgio Guerra e o senador Álvaro Dias.

Guerra disputou em 2002 o cargo de senador pelo PSDB de Pernambuco. Foi o 2° colocado naquela disputa, eleito com 1.675.779 votos (26,9% dos válidos) – eleito juntamente com Marco Maciel (PFL), o 1° colocado.[6] Nas eleições de 2006, foi o coordenador nacional da campanha presidencial de Geraldo Alckmin.[3]

Em 2010, foi o sexto candidato a deputado federal mais votado em Pernambuco. Elegeu-se com 167.117 votos (3,79% dos válidos).

Dirigente partidário[editar | editar código-fonte]

Em 23 de novembro de 2007, Sérgio foi eleito presidente do PSDB substituindo Tasso Jereissati, cargo que ocupou até 18 de maio de 2013, quando o senador Aécio Neves foi eleito. Defendeu que o partido deve utilizar o legado de Fernando Henrique Cardoso em sua atuação política.

À frente da sigla, coordenou as duas últimas campanhas presidenciais tucanas – com Geraldo Alckmin, em 2006, e José Serra, em 2010.

No ano de 2012, Guerra implementou um processo de reestruturação do partido. O PSDB passou a investir mais no uso das redes sociais, como Facebook e Twitter, e também incrementou o diálogo com diferentes setores da sociedade, como as mulheres, os jovens e os sindicalistas.

Outra proposta idealizada por Sérgio na presidência do PSDB é a adoção de eleições prévias para a escolha de candidatos majoritários, quando 2 ou mais membros colocarem-se à disposição para o cargo.

Atuação[editar | editar código-fonte]

Como deputado estadual[editar | editar código-fonte]

Durante seus mandatos como deputado estadual na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Sérgio ocupou a presidência de duas comissões - Defesa do Meio Ambiente, entre 1986 e 1987, e Área das Secas e Negócios Municipais, entre 1989 e 1990.

Como senador[editar | editar código-fonte]

Entre outras realizações, Sérgio foi o autor do projeto de lei 240/2005, que instituiu o Fundo de Apoio ao Biodiesel. O parlamentar também propôs a regulamentação da atividade de propaganda comercial na modalidade de mídia exterior.

Sérgio integrou as CPIs do Banestado, Apagão Aéreo, ONGs, Petrobras, Ambulâncias e Correios. Foi membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

E, ao longo de seu período no Senado, participou como titular das seguintes comissões: Comissão de Assuntos Econômicos, Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, Comissão de Educação, Cultura e Esporte, Comissão de Serviços de Infraestrutura, Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, Conselho da Ordem do Congresso Nacional, Comissão de Agricultura e Reforma Agrária.

Como deputado federal[editar | editar código-fonte]

Em seu quarto mandato na Câmara, Sérgio integrou as comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional, da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul e de debate do PL3555/04, que prevê uma nova regulamentação para o setor de seguros.

Decisões, votos e posições políticas[editar | editar código-fonte]

A seguir, lista de decisões e posicionamentos políticos, publicamente expostos:

  • PEC_37
    • Votou a favor desta emenda constitucional, que foi derrotada por 430 votos a 9 (2 abstenções).[carece de fontes?]

Referências