Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

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Correios
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
Slogan Soluções que aproximam
Tipo Pública
Fundação 25 de janeiro de 1663 (Correio-Mor)

20 de março de 1969 (ECT)

Sede Brasília, Brasil
Pessoas-chave Wagner Pinheiro presidente
Empregados 125.337 [1]
Produtos serviço postal
Lucro Aumento R$ 4,295 bilhões (2011)
Página oficial www.correios.com.br

Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ou, simplesmente, Correios, é uma empresa pública federal responsável pela execução do sistema de envio e entrega de correspondências no Brasil.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Edifício Sede da ECT, em Brasília

Os Correios tiveram sua origem no Brasil em 25 de janeiro de 1663, com a criação do Correio-Mor no Rio de Janeiro, então capital da Colônia. Em 1931 o decreto 20.859, de 26 de dezembro de 1931[2] funde a Diretoria Geral dos Correios com a Repartição Geral dos Telégrafos e cria o Departamento dos Correios e Telégrafos.[3]

A ECT foi criada a 20 de março de 1969, como empresa pública vinculada ao Ministério das Comunicações mediante a transformação da autarquia federal que era, então, Departamento de Correios e Telégrafos (DCT).

A mudança não representou apenas uma troca de sigla, foi seguida por uma transformação profunda no modelo de gestão do setor postal brasileiro, tornando-o mais eficiente.

Nos anos que se seguiram, vários serviços foram sendo incorporados ao portfólio da empresa. Além dos tradicionais serviços de cartas, malotes, selos e telegramas, entre os novos serviços podem ser destacados os pertencentes à família SEDEX, serviço de encomendas expressas. Ao todo são mais de cem produtos e serviços oferecidos pela maior empregadora do Brasil (no início de 2008 com mais de 109 mil empregados próprios, além dos terceirizados), sendo a única empresa a estar presente em todos os municípios do país, com uma vasta rede de unidades próprias e franqueadas. Diversos dos produtos e serviços da ECT podem ainda ser adquiridos pela internet.

Museu Postal e Telegráfico da ECT[editar | editar código-fonte]

A ECT criou em Brasilia, em 1980, o Museu Postal e Telegráfico da ECT. Atulamente denomina-se Museu Nacional dos Correios e de acordo com a página oficial[4] tem mais de um milhão de peças da história postal, telegráfica e filatélica brasileira.

Monopólio postal no Brasil[editar | editar código-fonte]

A constituição federal do Brasil prevê a exclusividade da união sobre a entrega de correspondências de interesse específico do destinatário.

Essa prática, em maior ou menor grau, é adotada por quase todos os países do mundo, até mesmo por aqueles com histórico de liberalização de mercado, como os Estados Unidos, sendo utilizado como alternativa para financiar o operador na universalização dos serviços postais, garantindo sua presença em regiões remotas, principalmente nos locais onde não existe o interesse das empresas privadas na sua operacionalização.

No Brasil esse serviço reservado só pode ser prestado, exclusivamente, pelo operador encarregado pela sua universalização, a ECT, como forma de financiar a prestação dos serviços deficitários aos cidadãos - Decreto-Lei nº 509/69, ratificado pela Lei nº 6.538/78.

A legislação brasileira prevê o monopólio somente nos serviços de:

  • carta: objeto de correspondência, com ou sem envoltório, sob a forma de comunicação escrita, de natureza administrativa, social, comercial, ou qualquer outra, que contenha informação de interesse específico do destinatário;
  • cartão postal: objeto de correspondência, de material consistente, sem envoltório, contendo mensagem e endereço;
  • correspondência agrupada: reunião, em volume, de objetos da mesma ou de diversas naturezas, quando, pelo menos um deles, for sujeito ao monopólio postal, remetidos a pessoas jurídicas de direito público ou privado e/ou suas agências, filiais ou representantes; e
  • telegrama: mensagem transmitida por sinalização elétrica ou radioelétrica, ou qualquer outra forma equivalente, a ser convertida em comunicação escrita, para entrega ao destinatário.
Painel de obra em uma agência.

Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos[editar | editar código-fonte]

O Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis) é um fundo de pensão que gerencia a previdência complementar dos funcionários da Correios. É o maior fundo de pensão em número de participantes no país.[5]

Produtos e serviços[editar | editar código-fonte]

Espaço Cultural Correios de Juiz de Fora.[6]
Uma antiga e tradicional caixa de correio

Produtos e serviços postais e filatélicos[editar | editar código-fonte]

Logomarca do Correio do Brasil poliedrada na calçada de uma agência.

Produtos e serviços de conveniência[editar | editar código-fonte]

Agência dos Correios em Coronel Fabriciano, Minas Gerais.
  • Achados e Perdidos
  • Agenda
  • Caixas para embalagens
  • Camisas da Griffe Via Postal
  • Canal virtual de compras CorreiosNet Shopping
  • Cartão telefônico
  • Declaração anual de isento
  • Declaração de Imposto de Renda
  • Envelope
  • Emissão de CPF
  • Pin
  • Quebra-cabeças
  • Recebimento de Contas
  • Serviços bancários (Banco postal)

350 anos[editar | editar código-fonte]

Em 25 de janeiro de 2013 o serviço postal oficial brasileiro fez 350 anos — em 1663 foi criado o cargo de Correio-mor das cartas do mar — e os Correios, para celebrar a data, lançou selos e logomarca alusivas ao evento.[7]

Referências

  1. http://www.correios.com.br/sobreCorreios/empresa/quemSomos/principaisNumeros.cfm
  2. Decreto nº 20.859, de 26 de Dezembro de 1931 Cria o Departamento dos Correios e Telégrafos pela fusão da Diretoria Geral dos Correios com a Repartição Geral dos Telégrafos e aprova o regulamento da nova organização administrativa. Acesso em 16/03/2013. Disponível em http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-20859-26-dezembro-1931-503678-publicacaooriginal-1-pe.html
  3. BARROS NETO, João Pinheiro de.Administração Pública no Brasil: uma breve história dos correios. São Paulo; annablume, 2004. ISBN 8574194476
  4. [ Museu Nacional dos Correios http://www.correios.com.br/sobreCorreios/educacaoCultura/museuPostal/default.cfm]Correios.com.br. Acesso em 05/08/2103
  5. Exame - Faltou R $1 bilhão para o fundo de pensão dos Correios
  6. Espaço Cultural Juiz de Fora. Correios. Página visitada em 10 de setembro de 2011. "O Espaço Cultural Correios (ECC) está localizado no centro comercial de Juiz de Fora, no térreo do prédio sede dos Correios [...]."
  7. Revista Correios, publicação comemorativa dos 350 anos dos correios. Página acessada em 2 de abril de 2013 http://www.correios.com.br/sobreCorreios/empresa/publicacoes/arquivos_pdf/20130124-revista-350-anos-web.pdf

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]