DERSA

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DERSA
DERSA - Desenvolvimento Rodoviário S.A
Indústria Infraestrutura
Fundação 6 de março de 1969
Sede São Paulo,  Brasil
Áreas servidas Estado de São Paulo
Proprietário(s) Governo do Estado de São Paulo
Presidente Saulo de Castro Abreu Filho1
Empregados 59.682 (2012)
Produtos Administração de rodovias e embarcações
Página oficial http://www.dersa.sp.gov.br/
Antigo pedágio do DERSA na Rodovia Dom Pedro I, em Itatiba, antes da rodovia ser concedida à iniciativa privada.

A DERSA - (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) é uma sociedade de economia mista brasileira, controlada pelo Governo do Estado de São Paulo, cujo objetivo é construir, operar, manter e administrar rodovias e terminais intermodais, algumas delas através de remuneração através de praças de pedágio.

História[editar | editar código-fonte]

A Dersa foi fundada em 6 de março de 1969,2 com a finalidade de proceder aos estudos de implantação, projeto e construção de uma nova ligação entre São Paulo e a Baixada Santista, tendo em vista que a Via Anchieta e o Rodovia Caminho do Mar, ambas sobre seu controle operacional, esta última datada do século XIX, estavam em vias de saturação.

O resultado foi a inauguração, em 1976 da Rodovia dos Imigrantes, celebrada até hoje como um dos maiores exemplos da vanguarda da construção civil brasileira. Com a construção desta rodovia, a empresa ganhou um grande know-how neste setor de planejamento, projeto e construção de rodovias com traçados modernos e eficientes, o que foi um feito, pois a rodovia vence quase 800 metros de declive entre o Planalto Paulista e o litoral, consubstanciado na Serra do Mar, que, na verdade, não se trata de uma serra, mas sim de uma cadeia de escarpas, formando o que ficou conhecido como Sistema Anchieta-Imigrantes de rodovias.

Findos os trabalhos de construção da pista ascendente da Rodovia dos Imigrantes, o Governo do Estado de São Paulo decidiu aproveitar toda esta experiência acumulada para a construção de uma nova ligação entre São Paulo e Campinas, com os mesmos parâmetros de qualidade e segurança utilizados no primeiro projeto, para aliviar o também saturado tráfego da Via Anhanguera, que também passou para seu controle, cujas obras se iniciaram ainda em 1976.

Assim, em 1978, foi inaugurada a Rodovia dos Bandeirantes, com um traçado moderníssimo, semelhante ao da Rodovia dos Imigrantes, embora seu projeto tenha tido um facilitador em relação ao da rodovia à Baixada Santista, que foi a ausência da Serra do Mar no seu caminho, formando o Sistema Anhanguera-Bandeirantes.

Satisfeito com os resultados, o Governo do Estado resolveu conceder à Dersa a construção e exploração de mais uma rodovia, que rumaria para o Vale do Paraíba, a fim de desafogar o trânsito na Rodovia Presidente Dutra.

O primeiro trecho desta rodovia, batizada na sua inauguração de Rodovia dos Trabalhadores, teve suas obras iniciadas em junho de 1980, sendo inaugurada em abril de 1982, ligando a capital a cidade de Guararema, num traçado de 50 quilômetros, além de um acesso à Rodovia Presidente Dutra, com mais 5 quilômetros (Rodovia José Roberto Magalhães Teixeira).

Nesta mesma época, o Governo do Estado passou para a administração da Dersa a Rodovia Dom Pedro I, que liga Campinas à Jacareí, incumbindo a nova administradora de realizar as obras de duplicação desta rodovia e de extensão para a então Rodovia dos Trabalhadores, visto que esta desembocava na Rodovia Presidente Dutra, e adequá-la aos padrões das demais rodovias por ela administrada.

Junto com a Rodovia dos Trabalhadores, foi inaugurada a Rodovia Hélio Smidt, ligação entre a nova rodovia, a Rodovia Presidente Dutra e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Em 1989, o Governo do Estado de São Paulo passou para a responsabilidade da Dersa a operação, implementação e construção de todos os terminais intermodais de carga sob a jurisdição do Estado de São Paulo. Com isso, a Dersa assumiu a responsabilidade pela operação do Porto de São Sebastião, e das travessias marítimas por balsa entre Santos e Guarujá, entre Guarujá e Bertioga, entre São Sebastião e Ilhabela, entre as áreas insular e continental deCananéia, entre Cananéia e Ilha Comprida, entre Iguape e a reserva Ecológica da Juréia e entre Iguape e Ilha Comprida, esta última desativada em 2001, com a inauguração de uma ponte ligando estas duas cidades.

Já no ano de 1990, o Governo do Estado decidiu dar início à segunda fase da implementação da então Rodovia dos Trabalhadores, extensão esta que recebeu a denominação de Rodovia Carvalho Pinto, inaugurada em dezembro de 1994, ligando a cidade de Guararema à cidade de Taubaté, facilitando o acesso às cidades do litoral norte do estado e às principais cidades do Vale do Paraíba (São José dos Campos e Taubaté), permitindo que, partindo-se da capital, se chegue a estes destinos sem a utilização da saturada Rodovia Presidente Dutra.

Com a inauguração da Rodovia Carvalho Pinto, e com o rebatismo da então Rodovia dos Trabalhadores para Rodovia Ayrton Senna, surgiu o terceiro sistema administrado pela Dersa, o primeiro totalmente implementado por esta, o Sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto.

Já no ano de 1998, dentro do Programa Estadual de Desestatização, foram concedidas á iniciativa privada os sistemas Anchieta-Imigrantes e Anhanguera-Bandeirantes, para exploração durante 30 anos, repassando para as concessionárias a responsabilidade de conclusão dos projetos originas destes sistemas, que seriam a construção da pista ascendente da Rodovia dos Imigrantes (inaugurada em 2001) e o prolongamento da Rodovia dos Bandeirantes até o município de Limeira (inaugurada em 2004).

Foram vencedores das concessões as empresas AutoBAn Sistema Anhanguera-Bandeirantes e Ecovias dos Imigrantes Sistema Anchieta-Imigrantes.

Em 1998, a Dersa foi incumbida de seu mais novo desafio: a implementação do Rodoanel Mário Covas, uma rodovia circular, de 170 quilômetros, que circundará a Região Metropolitana de São Paulo, cortando todas as rodovias que chegam e saem da capital, evitando que veículos em trânsito passem por dentro da área urbana da capital. O primeiro trecho, o Oeste, foi inaugurado em 2002, e corta as rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt, num traçado de 32 quilômetros.

O segundo trecho, o Sul, que interliga o trecho Oeste às rodovias Anchieta e Imigrantes, foi inaugurado em 2010.

Como o trecho Leste está sendo construído pela iniciativa privada, o próximo trecho a cargo da Dersa será o trecho Norte, com previsão de início das obras para o ano de 2012.

Pioneirismo[editar | editar código-fonte]

A Dersa foi a primeira operadora de rodovias do Brasil e da América Latina a implementar um sistema de ajuda aos usuários de suas rodovias. Implementado em 1976, no sistema Anchieta-Imigrantes, o SAU - Sistema de Ajuda ao Usuário garante auxílio rápido em casos de emergência, prestando serviços de guincho, socorro mecânico e primeiros socorros, de forma gratuita, prestando, desde sua implantação, mais de 5 milhões de atendimentos.[quando?]

Atualmente, a DERSA é considerada a melhor empresa estatal para administração de rodovias,[carece de fontes?] administrando também as travessias entre Santos e Guarujá, São Sebastião e Ilhabela, Iguape e Cananéia e Guarujá e Bertioga. Na travessia de São Sebastião para Ilhabela, opera com uma balsa com capacidade para 100 veículos, contando com um serviço de reserva de travessia com hora marcada.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Travessias litorâneas[editar | editar código-fonte]

Baixada Santista
Litoral Norte
Litoral Sul
  • Travessia Iguape-Juréia
  • Travessia Cananéia-Ilha Comprida
  • Travessia Cananéia-Ariri
  • Travessia Cananéia-Continente

Embarcações[editar | editar código-fonte]

Balsas[editar | editar código-fonte]

Em Uso

Designação Imagem Capacidade Construção Travessia em que Opera
FB-02 24 Veículos Santos/Guarujá
Originalmente possuía capacidade para 8 veículos, depois aumentada para 16, e depois para 24. Atualmente encontra-se atracada no lado de Santos, fora de operação.
FB-05 28 Veículos Santos/Guarujá
Construída com sucata de equipamentos da 2ª Guerra Mundial. Possuía cobertura para os carros (assim como as FB-01 e FB-21, que já foram retiradas).
FB-10 36 Veículos 1962 Santos/Guarujá
FB-11 36 Veículos 1962 São Sebastião/Ilhabela
FB-12 24 Veículos Cananéia/Ilha Comprida
FB-13 18 Veículos Cananéia/Ilha Comprida
Diferente da maioria das balsas, a FB-13 atraca de lado, ficando os carros na transversal.
FB-14 24 Veículos Santos/Guarujá
FB-15 24 Veículos e 132 Passageiros Guarujá/Bertioga
FB-16 12 Veículos Juréia/Iguape
FB-17 50 Veículos e 200 Passageiros Santos/Guarujá
Uma das duas a fazer a travessia mista de veículos,ciclistas e passageiros
FB-18 36 Veículos São Sebastião/Ilhabela
FB-19 55 Veículos Santos/Guarujá
FB-20 48 Veículos São Sebastião/Ilhabela
FB-21 28 Veículos 1979 Santos/Guarujá
Possuía cobertura para os carros (assim como as FB-12, FB-05 e FB-21, que já foram retiradas).
FB-23 60 Veículos e 302 Passageiros 2004 Santos/Guarujá
Outra que faz a travessia mista da veículos,passageiros e ciclistas
FB-24 62 Veículos 2006 Santos/Guarujá
Primeira embarcação a ter seu casco construído na forma de catamarã.
FB-25 100 Veículos 2006 São Sebastião/Ilhabela
Maior balsa em operação nas Travessias Litorâneas da DERSA.
FB-26 38 Veículos 2012 Santos/Guarujá Guarujá/Bertioga
Primeira das 5 novas balsas compradas pela DERSA em 2012, fazendo parte do plano de modernização das Travessias Litorâneas. Também foi a primeira balsa a vir com o novo padrão de pintura, branco com faixas azul e cinza.-
FB-27 62 veículos 2012 Santos/Guarujá
FB-28 50 Veículos 2012 Santos/Guarujá
FB-29 50 Veículos 2012 São Sebastião/Ilhabela
FB-30 70 Veículos 2012 São Sebastião/Ilhabela
FB-Bacharel 12 Veículos Guarujá/Bertioga
Atualmente, é a menor balsa do sistema. Também é a única que possuí cabine central.
FB-Cananéia Iguape/Juréia
Diferente da maioria das balsas, a FB-Cananéia atraca de lado, ficando os carros na transversal.
FB-Icapara 1972, MC Laren Iguape/Juréia
Diferente da maioria das balsas, a FB-Icapara atraca de lado, ficando os carros na transversal.
FB-Ribeira Cananéia/Continente
Diferente da maioria das balsas, a FB-Ribeira atraca de lado, ficando os carros na transversal.
VALDA-II 44 Veículos São Sebastião/Ilhabela

Desativadas

Designação Imagem Capacidade Construção Travessia em que Opera
FB-01 24 Carros 1930 Santos/Guarujá São Sebastião/Ilhabela
Primeira embarcação das travessias, inaugurou Santos/Guarujá e São Sebastião/Ilha Bela. Possuía capacidade originalmente para 8 carros, depois aumentada para 16, e depois 24. Nos últimos anos de operação, voltou á Santos, onde possuía cobertura para os carros (assim como as FB-05 e FB-21, que já foram retiradas).
FB-03 7 Carros Santos/Guarujá
FB-04 16 Carros Santos/Guarujá
FB-06 20 Carros Santos/Guarujá
FB-07 20 Carros Santos/Guarujá
FB-08 20 Carros Santos/Guarujá
FB-09 1962 Santos/Guarujá
Irmã das FB-10 e FB - 11, operaou até o meio da década passada.
FB-22 1976, Itajaí São Sebastião/Ilhabela
Naufragou devido ao mau tempo em 1988 quando ia para o estaleiro no Guarujá perto da Ilha Montão de Trigo.

Barcas[editar | editar código-fonte]

Em Uso

Nome Imagem Capacidade Construção Travessia em que Opera
Adhemar de Barros 400 Passageiros década de 50 Santos/Vicente de Carvalho
Foi substituída pelo catamarã LS-01 passando para a reserva e posteriormente sendo desativada
Canéu 170 Passageiros década de 60 Santos/Vicente de Carvalho
É a embarcação de menor capacidade da travessia.
Cubatão 200 Passageiros década de 70 Santos/Vicente de Carvalho
Substituída pela LS-02
Itapema 200 Passageiros década de 60 Santos/Vicente de Carvalho
Paecará 732 Passageiros década de 50 Santos/Vicente de Carvalho
É a embarcação de maior capacidade da travessia.Desativada devido a incidente envolvendo uma catraia e por incêndio no dia seguinte momentos antes da saída
Piaçaguera 185 Passageiros década de 60 Santos/Vicente de Carvalho
LS-01 Menina da Praia 370 Passageiros e 50 Bicicletas 2012 Santos/Vicente de Carvalho
Primeira das 4 novas lanchas tipo catamarã compradas pela DERSA em 2012,fazendo parte do Plano de Modernização das Travessias Litorâneas.A nova lancha é toda fechada e equipada com ar-condicionado,bicicletário,lixeiras,poltronas estofadas com encosto de cabeça,som ambiente e televisão.Construída com fibra resistente a corrosão marinha equipada com 2 motores eletrônicos de baixa rotação que dão maior velocidade a embarcação além da economia no combustível.Também é a primeira a vir com a cor branca e as faixas azul e cinza.O nome Menina da Praia foi escolhido através de voto popular no site do Jornal A Tribuna e em urnas nos terminais de Santos e de Vicente de Carvalho
LS-02 Sereia 370 passageiros e 50 bicicletas 2012 Santos/Vicente de Carvalho
Substitui a lancha Cubatão desativada em 2013
Valongo I Cananéia/Ariri

Desativadas

Nome Imagem Capacidade Construção Travessia em que Opera
Munduba Cananéia/Ariri

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências