Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

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Ícone bizantino de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Igreja em homenagem à santa em Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Santa Maria / RS.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título conferido a Maria, mãe de Jesus, representada em um ícone de estilo bizantino. Na Igreja Ortodoxa é conhecida como Mãe de Deus da Paixão, ou ainda, a Virgem da Paixão.

Um ícone célebre é venerado desde 1865 em Roma, na igreja de Santo Afonso, dos redentoristas, na Via Merulana. Tendo vindo da ilha de Creta e estado antes na Igreja de S. Mateus, igualmente em Roma, onde tinha sido solenemente entronizado no ano de 1499, e do qual se contam muitos milagres e histórias[1] .

A tipologia da Mãe de Deus da Paixão está presente no repertório da pintura bizantina desde, no mínimo, o século XII, apesar de rara. No século XV, esta composição que prefigura a paixão de Jesus, é difundida em um grande número de ícones.

Andreas Ritzos, pintor grego do século XV, realizou as mais belas pinturas neste tema. Por esta razão, muitos lhe atribuem este tipo iconográfico. Na verdade a tipologia é bizantina, e quase acadêmica a execução do rígido panejamento das vestes; mas é certamente novo o movimento oposto e assustado do menino, de cujo pé lhe cai a sandália, e ainda a comovente ternura do rosto da mãe.

O ícone é uma variante do tipo hodigítria cuja representação clássica é Maria em posição frontal, num braço ela porta Jesus que abençoa e, com o outro, o aponta para quem, olha para o quadro, aludindo no gesto à frase “é ele o caminho”.

Na representação da Virgem da Paixão, os arcanjos Gabriel e Miguel , na parte superior, de um lado e do outro de Maria, apresentam os instrumentos da paixão. Um dos arcanjos segura a cruz e o outro a lança e a cana com uma esponja na ponta ensopada de vinagre (Jo 19,29).

Ao ver estes instrumentos, o menino se assusta e agarra-se à mãe, enquanto uma sandália lhe cai do pé.

Sobre as figuras no retrato, estão algumas letras gregas. As letras “IC XC” são a abreviatura do nome “Jesus Cristo” e “MP ØY” são a abreviatura de “Mãe de Deus”. As letras que estão abaixo dos arcanjos correspondem à abreviatura de seus nomes.

Devoção popular[editar | editar código-fonte]

Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, bairro Cohab-Anil, São Luis (Maranhão).
Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - São João da Boa Vista-SP

O ícone da Mãe de Deus da Paixão é muito difundido no Oriente Bizantino. Exemplares desta representação encontram-se nos museus de Atenas, Moscou, Creta, São Petersburgo e no Instituto Helênico de Estudos Bizantinos e Pós-bizantinos de Veneza.

A devoção no Ocidente à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro deve-se à ação dos Missionários Redentoristas que difundiram esta prática religiosa em suas áreas de atuação.

Nomes atribuídos à tipologia do ícone[editar | editar código-fonte]

Virgem da Paixão, Madona de Ouro, Mãe dos Missionários Redentoristas, Mãe dos Lares Católicos. O mais difundido no ocidente é Mãe do Perpétuo Socorro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Basacchi, Mário. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: história e novena. São Paulo: Paulinas, 2006.
  • Bisinoto, Eugênio Antônio. Quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: um dos ícones mais conhecidos. Aparecida: Santuário, Academia Marial, 2004. (Coleção Cadernos Marianos).
  • Dicionário mariano. Porto: Perpétuo Socorro, 1988.
  • Donadeo, Maria. Ícones da Mãe de Deus. São Paulo: Paulinas, 1997. 148 p.
  • Gharib, G. Ícone. In: Fiores, Stefano; Meo, Salvatore. Dicionário de Mariologia. São Paulo: Paulus, 1995. 1381 p. p. 577-583.
  • Megale, Nilza Botelho. Invocações da Virgem Maria no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1998. 478 p. pp. 380-382.
  • Pelaquin, Ronaldo. Historia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em pinturas. Aparecida: Santuário, 2002.
  • Schneider, Antônio. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: história, culto e devoção. Aparecida: Santuário, 1991.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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