Angatuba
| Município de Angatuba | |||||
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| Hino | |||||
| Fundação | 11 de março de 1862 | ||||
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| Gentílico | angatubense | ||||
| Prefeito(a) | Carlos Augusto Moraes Turelli (PSDB) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Itapetininga IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Itapetininga IBGE/2008 [1] | ||||
| Municípios limítrofes | Itatinga, Bofete, Guareí, Itapetininga, Campina do Monte Alegre, Buri e Paranapanema | ||||
| Distância até a capital | 210 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 1 028,702 km² [2] | ||||
| População | 22 211 hab. Censo IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 21,59 hab./km² | ||||
| Altitude | 624 m | ||||
| Clima | subtropical Cfb | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,762 médio PNUD/2000 [4] | ||||
| PIB | R$ 291 722,149 mil IBGE/2008[5] | ||||
| PIB per capita | R$ 12 751,77 IBGE/2008[5] | ||||
Angatuba é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população estimada em 2010 era de 22.211 habitantes.
Índice |
[editar] Toponímia
Angatuba é termo indígena que significa abundância de ingás. Do tupi ingá: angá ou ingá, a fruta adocicada do ingazeiro; e tyba: grande quantidade, abundância.
[editar] História
Angatuba foi fundada em 1862, quando o capitão José Marcos de Albuquerque comprou por duzentos e cinquenta mil réis, um vasto terreno de matas virgens de propriedade de Maria Genoveva dos Santos, e seus herdeiros João Martins dos Santos e Domingos Leite do Prado. Nessa época, o terreno situado no município de Itapetininga, chamava-se "Bairro Palmital". Esta seria a primeira denominação do município.
Ali, José Marcos de Albuquerque juntamente com Teodoro Arruda, Salvador Pereira de Albuquerque, Salvador Rodrigues, Felisberto Ramos, Teodoro Rodrigues, José Vicente Ramos e Dominiciano Ramos iniciaram a construção de uma capela.
A construção foi interrompida com o falecimento do Capitão José Marcos de Albuquerque e retomada após a viúva, D. Paula Maria de Camargo, casar-se com o tenente-coronel Tomás Dias Batista Prestes.
O coronel Prestes constituiu comissão para retomada da construção com o Alferes José Antônio Vieira, Salvador Ferreira de Albuquerque, Salvador Rodrigues dos Santos, Teodoro José Vieira e Domiciano Ramos. Estes, apoiados pela população do local, concluíram a construção da capela feita em madeira que foi denominada "Capela do Ribeirão Grande do Palmital". E este foi o segundo nome dado a Angatuba: "Capela do Ribeirão Grande do Palmital".
Tomás Dias Batista Prestes presenteou a comunidade com um pombo de prata, imagem que representa o Divino Espírito Santo, que se tornou o padroeiro da capela.
Em 11 de março de 1872, a lei provincial nº. 7, elevou o povoado à categoria de Freguesia do Espírito Santo da Boa Vista.
Em maio de 1873, o tenente Tomás Dias Batista Prestes, consegue a escritura do terreno da capela e em setembro o terreno é anexado ao patrimônio da "Capela do espírito Santo da Boa Vista".
Em 1885 a Freguesia teve anexado território desmembrado de Itapetininga e foi elevada a município pela lei nº. 27 de 10 de março do mesmo ano.
A instalação efetuou-se em 5 de fevereiro de 1887.
Em 1908 a Lei n. 115, alterou o nome para Angatuba que, em tupi-guarani significa "assembleia dos espíritos", "morada dos espíritos" ou "mansão das almas". Existem historiadores que afirmam que Angatuba significa, em tupi-guarani, "fruta-doce", ou Anga= fruta e tuba= doce.
O primeiro vigário da paróquia da Vila foi o padre Caetano Tedeschi.
A comarca criada pela lei 5285 de 18 de fevereiro de 1959, foi instalada no dia 29 de maio de 1966.
[editar] Revolução de 1932
Por uma semana, durante os embates da Revolução de 1932, o município de Angatuba foi ocupado por tropas gaúchas. Consta que com a previsão da invasão do "exército-do-sul" e o medo da população devido a fama de que os gaúchos "destruíam casas e atacavam mulheres", os moradores esconderam suas esposas e filhos pequenos em sítios e/ou cidades vizinhas. Fato curioso foi que com a demora da chegada dos soldados, aos poucos o povo foi retornando para suas casas. Os Gaúchos chegaram quando não mais se imaginava que o município seria tomado. Felizmente nenhum incidente foi registrado e os dias de ocupação foram tranquilos.
[editar] Clubes de serviços e associações
- Rotary Club de Angatuba: Fundado em 27 de dezembro de 1995, tendo como padrinho o Rotary Club de Itapetininga qual está sob administração do Distrito 4620 de Rotary Internacional desde Mairinque até Ourinhos, passando pelos municípios de Sorocaba, Avaré e Itapeva. O mesmo mantém diversos projetos sociais e ambientais, cabe destaque a edição anual da Limpeza do Rio Paranapanema, a qual retira certa 100m³ de detritos das margens, lembrando que é o único rio no estado de São Paulo livre de poluição.
- Associação Comercial e Industrial de Angatuba
[editar] Campina do Monte Alegre
Fato importante na história de Angatuba foi o desmembramento de parte de seu território para criação do município da Campina do Monte Alegre.
A área assemelha-se a um apêndice situado a sul do centro geográfico e foi criado pela Lei Estadual nº 7.664, de 30 de dezembro de 1991. O município foi instalado em 1993.
[editar] Geografia
[editar] Demografia
Dados do Censo - 2010
População total: 22.211
- Urbana: 15.954
- Rural: 6.257
- Homens: 11.246
- Mulheres: 10.965
Densidade demográfica (hab./km²): 24.12
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 19,37
Expectativa de vida (anos): 69,45
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,53
Taxa de alfabetização: 90,38%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,762
- IDH-M Renda: 0,695
- IDH-M Longevidade: 0,741
- IDH-M Educação: 0,850
(Fonte: IPEADATA)
[editar] Hidrografia
[editar] Rodovias
[editar] Intendentes e prefeitos
- desde 1887
- Ludovico Antônio Homem de Góis - (1887-1888-1891)
- Noel Prestes Albuquerque - (1889-1890)
- Francisco Prestes Bicudo - (1896-1898)
- Fernando de Camargo Melo - (1901)
- Joaquim Policarpo Ferreira - (1892-1905)
- João Batista da Silveira - (1902-1904)
- Lindolfo de Morais Rosa - (1905-1906)
- João Alberto de Oliveira - (1907)
- Antônio Arruda Campos - (1908)
- Antônio Pereira de Morais - (1909)
- João Sátiro de Almeida Leme - (1910-1914-1916)
- Francisco Turelli - (1911)
- Juviniano Pereira de Moraes - (1912-1913)
- Brasílio Munhoz - (1917-1918)
- Antônio Vieira Sobrinho - (1919-1922)
- Pedro Mariano de Barros - (1923)
- Antônio José de Oliveira - (1924-1925-1928-1938-1956)
- Francisco Basile - (1926)
- Luís Macedo - (1927)
- Cornélio Vieira de Morais - (1929-1930-1936-1937)
- Pùblio de Almeida Melo - (1930)
- Alberto Fischer - (1931)
- Juvenal Pereira de Morais - (1932-1933-1935-1941)
- Benedito de Almeida Leme - (1934)
- Aurélio Moura - (1945)
- Rodrigo Martins de Camargo - (1945)
- Dorival Martins Cury - (1946-1947)
- Ulisses Turelli - (1948-1951)
- Francisco Alcides de Moraes - (1952-1955)
- Vicente Orsi Neto - (1955)
- Ivens Vieira - (1960-1963)
- João Orsi Júnior - (1961)
- Clóvis Vieira de Morais - (1964-1967)
- Gentil Néry - (1968)
- Natal Favali - (1968)
- Roberto Ivens Vieira - (1969-1972)
- Alfio Verardi - (1973-1976)
- Francisco José Rodrigues - (1977-1982)
- Lauro Lemos Piedade - (1982)
- José Emílio Carlos Lisboa - (1983-1988-1993-1996-2001-2004-2005-2008)
- Lélio Moura - (1989-1992)
- Antônio Pedro Quirino - (1997-2000)
- Pedro Valter Climeni - (2000)
- Carlos Augusto Moraes Turelli - (2009-2012)
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
[editar] Ver também
[editar] Personalidades
- Carlos Alberto da Costa Nunes - poeta e tradutor
- José Carlos de Morais ("Tico-tico") - repórter pioneiro da televisão brasileira
- Antonio Lisboa 1889/1985 - músico e maestro
- Dina Lisboa - atriz
- João Francisco Benedan o "João Gordo" - ativista do "Punk-Rock", vocalista do Ratos de Porão, grupo de renome mundial, apresentador de programas do tipo "talk show" na televisão e no rádio.
- Fernando Prestes de Albuquerque - presidente do estado de São Paulo no período de 1898 a 1900.
- João Francisco Turelli, Angatuba, 1943, Rio de Janeiro 1993 filho de Cetézio Turelli e Oswalda Mádero, estudou em São Paulo no colégio Visconde de Porto Seguro. Dominava completamente o idioma inglês, por isso consegui emprego no consulado Americano em São Paulo, onde trabalhou por vários anos. Após, transferiu-se para o município do Rio de Janeiro, foi locutor da rádio Continental e também teria trabalhado na radio Jornal do Brasil, porém João Francisco destacou-se com seu trabalho no estúdio Herbert Richers onde foi diretor, tradutor e dublador em diversos filmes principalmente de desenho animado. Entre um de suas dublagens, registra-se no ano de 1986 quando fez o personagem Lanterna Verde no seriado Super Amigos levado ao ar pela Rede Globo, SBT e Gazeta.
- Francesco Turelli, nasceu em Bondeno, Provincia di Ferrara (Italia), 5 Novembro 1851 - faleceu em Angatuba 7 Agosto 1923, filho de Mariano Turelli. Sua familia era de Pievepelago, Provincia di Modena. Imigrou para o Brasil em 1873. Francesco (Francisco, no Brasil) foi plantador de café e dono da principal loja de comércio da Angatuba, localizada na praça central. Foi Prefeito de Angatuba em 1911.