Campina do Monte Alegre

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Campina do Monte Alegre
Bandeira de Campina do Monte Alegre
Brasão de Campina do Monte Alegre
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 19 de maio de 1991 (23 anos)
Gentílico monte-alegrense
Prefeito(a) José Benedito Ferreira
(2013–2016)
Localização
Localização de Campina do Monte Alegre
Localização de Campina do Monte Alegre em São Paulo
Campina do Monte Alegre está localizado em: Brasil
Campina do Monte Alegre
Localização de Campina do Monte Alegre no Brasil
23° 35' 31" S 48° 28' 37" O23° 35' 31" S 48° 28' 37" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Itapetininga IBGE/2008[1]
Microrregião Itapetininga IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes (N) Paranapanema, (S) Capão Bonito, (L) Angatuba e Itapetininga, ( O) Buri[2]
Distância até a capital 229 km
Características geográficas
Área 184,077 km² [3]
População 5 567 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 30,24 hab./km²
Altitude 612 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,742 alto PNUD/2000[5]
PIB R$ 65 312,082 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 11 806,23 IBGE/2008[6]
Página oficial

Campina do Monte Alegre é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 23º35'31" sul e a uma longitude 48º28'38" oeste, estando a uma altitude de 612 metros. Sua população estimada em 2004 era de 5.876 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1870 morava às margens dos rios Paranapanema e Itapetininga as famílias Gomes e Libâneo, que eram proprietárias das terras. Onório Gomes tinha apenas cinco anos quando saiu de sua casa em busca de animais pelos campos e acabou encontrando a imagem de um Santo dentro de um cupim. Na segunda vez que foi ao local, Onório levou a imagem para casa. A imagem tinha mais ou menos 20 cm, estava envolvida por um manto vermelho e tratava-se da imagem de São Roque.

Tempos depois, as famílias Gomes e Libâneo decidiram construir uma Capela onde tinha sido achada a imagem. A capela de São Roque foi construída de pau à pique e coberta com folhas de indaiá. Com isso muitas pessoas começaram a mudar para a capelinha, como estava sendo chamado o local. Formou-se então ali um pequeno povoado. José Libâneo, Maria Martins Vieira, Domingos Soares Camacho, Manoel Antunes Rodrigues, Elias Seabra de Lima e Maria Theodoro de Arruda doaram as terras para formação do povoado em 1912. A partir daí o local passou a ser chamado de "Terras de São Roque". Havia também na região outra família, a família Aranha, que diziam ser os proprietários da Terra de São Roque, devido a isso o local recebeu o apelido de "Campina dos Aranhas".

"Campina dos Aranhas" foi rota do caminho ao sul, muitos tropeiros que por aqui passavam, acabavam por hospedar-se nos campos. Deixaram uma forte influência gaúcha.

Durante a Revolução de 1932, "Campina dos Aranhas" foi campo de batalha. Sendo o sineiro da igreja de São Roque, alvo de um dos bombardeios. As terras onde se fixaram os habitantes da Campina do Monte Alegre é banhado por dois rios, o rio Itapetininga e o rio Paranapanema, que estão entre os únicos rios não poluídos do estado de São Paulo. Dois lugares eram privilegiados: o encontro das águas e a queda d'água. O encontro das águas acontece quando o rio Itapetininga deságua no rio Paranapanema ao pé de um monte, que é um marco, pois é avistado de todos os pontos do povoado. Por isso os moradores decidiram mudar o nome da cidade e incluir o monte nesse novo nome, para eles o monte era motivo de grande alegria, embelezava a cidade: o nome de Campina do Monte Alegre.

Campina do Monte Alegre foi emancipada por uma comissão presidida por Jorge Alberto Ferreira em 19 de maio de 1991.

Cruzeiro do Sul[editar | editar código-fonte]

Barracões da fazenda.
O tijolo com a suástica.

A fazenda Cruzeiro do Sul perto de Campina do Monte Alegre, comprada no começo do século passado pelo patriarca Luis Rocha Miranda e mantida pelos filhos, simpatizantes do movimento nazista brasileiro Ação Integralista Brasileira (AIB), foi palco de um esquema escravista e uma colônia assumidamente nazista nos anos 30. Os irmãos Rocha Miranda empregaram cerca de 50 meninos órfãos negros batizadas por números como escravos, trazidos do orfanato Casa da Roda de Rio de Janeiro, poucos meses depois da Machtergreifung (tomada de poder de Adolf Hitler) em 1933.

Na fazenda foram descobertos diversos edifícios construídos com tijolos com a marca da suástica nazista. Depoimentos de sobreviventes, fotografias e documentos revelaram ainda símbolos e cerimônias tipicamente nazistas empregados na época, como a obrigação de fazer o "anauê", saudação oficial entre os simpatizantes do movimento integralista.

Depois da extinção da AIB após a instauração do Estado Novo em 1937 a fazenda foi limpada pela família Rocha Miranda e as crianças soltas. No começo dos anos 60 a fazenda foi adquirida por Arndt von Bohlen und Halbach, herdeiro da dinastia industrial alemã Krupp AG e filho de Alfried Krupp von Bohlen und Halbach. Serviu como local de férias para o filho e a mãe Anneliese, mas acabou ser vendida poucos anos depois.[7] [8] [9]

Com a divisão dos municípios, atualmente a sede da fazenda (tem cerca de 300 alqueires paulista) fica no município de Itaí e uma boa parte da fazenda no município de Paranapanema e Itapeva. Inclusive a capela da sede que foi construída com tijolos com a suástica está na localização geográfica: 23º35'35,52" sul, 48º49'56,49" oeste e este ponto está no município de Itaí.[10]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População Total: 5.186

  • Urbana: 4.180
  • Rural: 1.029
    • Homens: 2.676
    • Mulheres: 2.533

Densidade demográfica (hab./km²): 28,28

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 20,97

Expectativa de vida (anos): 68,71

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 3,15

Taxa de Alfabetização: 87,27%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,742

  • IDH-M Renda: 0,660
  • IDH-M Longevidade: 0,728
  • IDH-M Educação: 0,839

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Campina do Monte Alegre

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. [1].
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. Rede Record - Cruzeiro do Sul. www.rederecord.com.br. Página visitada em 2009-06-25.
  8. Nazi-Sklaven in Brasilien - einestages, 25.06.2009 (em alemão). einestages.spiegel.de. Página visitada em 2009-06-25.
  9. Jornal Cruzeiro do Sul: Marcas nazistas na região. www.cruzeirodosul.inf.br. Página visitada em 2009-06-25.
  10. http://WikiMapia.org/#lat=-23.596082&lon=-48.8323402&z=15&l=9&m=b

Ligações externas[editar | editar código-fonte]