Chavantes

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Município de Chavantes
Indicativo na entrada da cidade

Indicativo na entrada da cidade
Bandeira de Chavantes
Brasão de Chavantes
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1887 (127–128 anos)
Gentílico chavantense
Prefeito(a) Osmar Antunes
(2013–2016)
Localização
Localização de Chavantes
Localização de Chavantes em São Paulo
Chavantes está localizado em: Brasil
Chavantes
Localização de Chavantes no Brasil
23° 02' 20" S 49° 42' 32" O23° 02' 20" S 49° 42' 32" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Assis IBGE/2008 [1]
Microrregião Ourinhos IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Canitar, Ipaussu, Santa Cruz do Rio Pardo, Timburi e Ribeirão Claro (PR)
Distância até a capital 370 km
Características geográficas
Área 188,212 km² [2]
População 12 482 hab. Censo IBGE/2014[3]
Densidade 66,32 hab./km²
Altitude 563 m
Clima Subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,776 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 175 856,506 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 13 899,50 IBGE/2008[5]
Página oficial

Chavantes é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 23º02'20" sul e a uma longitude 49º42'34" oeste, estando a uma altitude de 563 metros. Sua população estimada em 2014 era de 12.482[3] habitantes.

Atualmente, o cargo de prefeito e preenchido por Osmar Antunes

Gentílico: Chavantense

História[editar | editar código-fonte]

Fundação: 1887

Fundador: João Inácio da Costa Bezerra.

Elevado a distrito em 8 de outubro de 1917 (97 anos) e a município em 4 de dezembro de 1922 (92 anos).

Histórico Biblioteca Municipal[editar | editar código-fonte]

Em 1887, João Inácio da Costa Bezerra estabeleceu-se nas margens do riacho da Cachoeira no Vale do Paranapanema, abrindo a fazenda conhecida como da Cachoeirinha ou Santana da Cachoeira. Começou o desbravamento de uma região até então coberta de mata e habitada pelos índios xavantes, distante de povoados como Ilha Grande, hoje município de Ipaussu, e Santa Cruz do Rio Pardo. Três anos mais tarde, para abrigar a população que começa a chegar ao local, os pioneiros cotizam-se e doam 19 alqueires de terra para formar um patrimônio, conhecido como Cachoeira ou Santana da Cachoeira. Em 22 de outubro de 1909, o povoado foi elevado a distrito do município de Santa Cruz do Rio Pardo com o nome de Irapé. Importante centro regional, já contava com um teatro e iniciava a construção de uma ponte pênsil de madeira que deveria transpor os 80 metros de canal do rio Paranapanema, obra do engenheiro Celso Valle. Essa ligação entre os estados de São Paulo e Paraná fez de Irapé um ponto estratégico durante a revolução tenentista de 1924 e a revolução de 1930. Em 1910, a Estrada de Ferro Sorocabana, devido a dificuldades com a topografia, construiu sua estação a 3 quilômetros da sede distrital batizando-a de Xavantes. A população, assim como os serviços e os negócios, passaram a ser atraídos para o entorno da estação, dando origem ao próspero povoado de Xavantes. Em 8 de outubro de 1917, o distrito assumiu o nome desse povoado, porque sua sede foi transferida para lá. Tornou-se município em 4 de dezembro de 1922, com território desmembrado de Santa Cruz do Rio Pardo. A grafia do nome da cidade foi alterada para Chavantes em 5 de janeiro de 1982.

Histórico (Prefeitura)[editar | editar código-fonte]

A história da nossa terra começa quando, no ano de 1887, aqui chegou, juntamente com sua família, o pioneiro João Ignácio da Costa Bezerra. Este pioneiro, atraído por esta terra fértil, pelo seu excelente clima e pela beleza do Vale do Paranapanema, resolveu aqui se instalar às margens do riacho da Cachoeira ou Igarapé da Cachoeira, provavelmente nas proximidades onde se encontra hoje instalada a Sermec S/A Indústrias Mecânicas, e principiou ali a abertura de uma clareira que daria origem ao primeiro núcleo de moradias e posteriormente, o surgimento do Distrito de Irapé, e consequentemente, ao Município de Chavantes. Nos idos de 1887, tudo aqui era sertão bruto, e segundo consta do livro de Borba Gato, somente o grande Bandeirantes Fernão Dias Paes Leme, em suas andanças pelo Brasil, à procura de esmeraldas, principalmente, aqui esteve e fez suas escavações na tentativa de encontrar as tão sonhadas pedras. Nem mesmo as hostilidades deste sertão bruto impediram o progresso desta localidade, cujo grupo de pessoas era formado pelo destemido João Ignácio da Costa Bezerra e sua família, aliado ao seu companheiro também recém-chegado João Francisco Machado, e mais algumas famílias. Pensaram logo em fundar ali um Patrimônio, e para isso recorrendo às pessoas de sua amizade que faziam parte da comunidade, começando a angariar alguns alqueires de terras para este fim. Destacou-se nestas doações, o Sr. Joaquim Custódio de Souza e sua família . Foram assim angariados 19 alqueires de terra, e ficou designado o dia 07 de outubro de 1900 para ter lugar a anunciação do novo patrimônio com o nome de Patrimônio de Santana da Cachoeira. Como vemos, este povoado, recebeu, desde o seu início muitas denominações, ou seja: Fazenda Santana da Cachoeira, - Patrimônio Santana da Cachoeira, - Vila de Santana da Cachoeira e, finalmente, culminaria com o progresso Distrito de Irapé, que atingiria o seu auge Econômico, Político e Cultural entre os anos de 1909 e 1925. A partir daí, perderia importância e cederia a sua hegemonia ao Distrito e posteriormente Município de Chavantes que passaria a liderar e tomar as decisões sobre este pedaço de chão e sua gente. Mas antes do Distrito de Irapé perder a sua importância em favor do Distrito de Chavantes na época, o primeiro distrito que deu origem ao nosso Município, foi palco de importantes acontecimentos, pois Irapé era o "QG" dos coronéis na época. Dada esta importância, este Distrito era, centro de decisões regionais, que influíam nos negócios Estaduais e Federais. Tamanha era a importância deste Distrito que, muitas obras de vulto, aqui foram construídas. Entre elas poderíamos destacar:

1915 - É construída a Igreja Matriz do Distrito de Irapé, sendo inaugurada em 25/08/1918.

1918 - São feitos os estudos para a construção da Ponte "Alves Lima" - PONTE PÊNSIL DE CHAVANTES".

1921 - É construído o Teatro São José, Teatro Distrital do Irapé, sendo o 1º a ser construído no Oeste Paulista. Na época, existiam muitas atividades no Distrito de Irapé, e uma intensa vida Política, Social, Econômica e Cultural, dominava este local. Somente na Rua Central do Irapé, havia um grande número de prédios com mais de sessenta casas comerciais oferecendo produtos nacionais estrangeiros de toda ordem. No Distrito de Irapé, se reuniam todos os comerciantes, homens de negócio e moradores da região, para fazerem as suas transações comerciais.

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Distrito criado com a denominação de Irapé, pela lei estadual nº 1772, de 22-10-1909, subordinado ao município de Santa Cruz do Rio Pardo.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Irapé figura no município de Santa Cruz do Rio Pardo Pela lei estadual n.º 1554, de 08-10-1917, o distrito de Irapé passou a denominar-se Chavantes.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de I-IX-1920, Chavantes (ex-Irapé) figura no município de Santa Cruz do Rio Pardo.

Elevado à categoria de município com a denominação de Chavantes, pela lei estadual nº 1885, de 04-12-1922, desmembrado do município de Santa Cruz do Rio Pardo. Sede no antigo distrito de Chavantes. Constituído do distrito dede. Instalado em 08-02-1923.

Em divisão administrativa referente a 1933, o município de Chavantes é constituído do distrito sede. Pelo decreto-lei nº 7064, de 06-04-1935, é criado o distrito de Irapé e anexado ao município de Chavantes.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído de 2 distritos: Chavantes e Irapé.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Chavantes e Irapé, e pertence ao termo de Ourinhos, da comarca de Ourinhos.

Pelo decreto-lei nº 14334, de 30-11-1944, é criado o distrito de Canitar e anexado ao município de Chavantes.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Chavantes, Canitar e Irapé. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 8092, de 28-02-1964, altera a grafia do município de Chavantes para Xavantes.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 3 distritos: Xavantes (ex-Chavantes), Canitar e Irapé. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979.

Pela lei nº 3223, de30-12-1981, altera a grafia do município de Xavantes para Chavantes.

Pela lei estadual nº 7644, de 30-12-1991, desmembra do município de Chavantes o distrito de Canitar. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada em 1995, o município é constituído de 2 distritos: Chavantes (ex-Xavantes) e Irapé.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.

Retificação de grafia[editar | editar código-fonte]

Retificação de grafia Chavantes para Xavantes, teve sua grafia alterada pela lei estadual nº 8092, de 28-02-1964. Xavantes para Chavantes teve sua grafia alterado, por força da lei nº 3223, de 30-12-1981.

Alteração toponímica distrital[editar | editar código-fonte]

Irapé para Xavantes, alterado pela lei estadual nº 1554, de 08-10-1917.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ponte Pensil Alves de Lima[editar | editar código-fonte]

A ponte Alves Lima, que permite a ligação entre Ribeirão Claro (PR), e Chavantes (SP) é uma das três pontes pênseis construídas no Brasil. As mais famosas são: a Hercílio Luz, em Florianópolis, e outra, por sinal a mais antiga (inaugurada em 1914), situada em São Vicente, permitiu a ocupação e o desenvolvimento de Praia Grande e demais localidades do litoral sul de São Paulo. 


Chama-se ponte pênsil aquela cujo tabuleiro é sustentado por cabos ancorados. Coincidentemente hoje as três pontes são bens tombados, visando assegurar a sua preservação. Também as três assistiram à construção de novas pontes nas suas proximidades, mais modernas, visando desafogar a grande demanda de tráfego que elas mesmas ajudaram a promover.

Norte Pioneiro foi colonizado através de uma ocupação espontânea de levas de paulistas e mineiros, trazendo a cultura do café para o Paraná. A transposição dos rios, como o Paranapanema, representou uma dificuldade a mais, principalmente na hora de escoar a produção. Meios de transporte precários e a inexistência de estradas eram o tormento daqueles que se estabeleceram nas novas terras que, se por um lado eram dadivosas, por outro dificultavam a transferência de suas riquezas para os centros consumidores. 

De início a transposição do rio Paranapanema era feita por balsa, que, além das dificuldades do transporte, não oferecia condições de segurança. Aumentando a produção cafeeira, os fazendeiros da região se movimentaram para superar as dificuldades, construindo uma estrada de ferro. 

A construção de uma ponte ligando Ribeirão Claro a Chavantes ocorreu no início dos anos 20, tendo à frente Manoel Antônio Alves Lima, proprietário da fazenda Monte Claro, localizada nas proximidades e à margem esquerda da Paranapanema. Com auxílio financeiro do município de Ribeirão Claro, a ponte foi construída dentro dos planos de ligar essa cidade com a Estação Chavantes da Estrada de Ferro Sorocabana. Embora seja mais conhecida como “Ponte Pênsil de Chavantes”, sua denominação oficial é Ponte Alves Lima, em homenagem ao seu construtor. 

Bastante estreita para os padrões atuais, ela representou a “salvação da lavoura” na época em que foi construída. Para comprovar a sua importância, a prefeitura de Ribeirão Claro chegou em 1926 a dar uma ajuda de três contos de réis para a construção da estrada, no Estado de São Paulo, ligando a ponte até Chavantes.

A ponte Alves Lima foi vítima de três fatalidades. Sua importância estratégica fez com que ela fosse abatida nas duas primeiras, tendo sucumbido pela terceira vez devido às forças da natureza. Foi destruída pela primeira vez em 1924, durante a Revolução Paulista, quando as tropas do capitão Alberto Costa invadiram a cidade de Chavantes. Laura Garrido, atualmente residente em Ribeirão Claro, lembra perfeitamente do fato: “Correu notícia na cidade de que a ponte estava queimando e viemos ver. Meus pais me trouxeram. Havia muita gente. Chegamos em tempo de ver as vigas caindo na água. Eu era pequena e sentia dó de tudo que estava acontecendo com nossa ponte”. Terminado o conflito, as obras de reconstrução foram iniciadas, terminando em 1928. 

Novo confronto armado destruiu, desta vez com dinamite, a “ponte da esperança”. Foi durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Tropas gaúchas ficaram aquarteladas em Ribeirão Claro, requisitando alimentos da população. Pessoas como Manoel Pereira Garrido, dono de uma padaria, armazém e posto de gasolina, chegavam à falência, pois eram obrigados a prover a manutenção dos invasores. Forçados pelos gaúchos, os revolucionários paulistas recuaram e dinamitaram a ponte para impedir a passagem dos sulistas. O governo paulista só veio a reerguê-la em 1936. A terceira tragédia aconteceu em junho de 1983, vitimada pela maior enchente de que se tem notícia na região. Mas ela foi recuperada dois anos depois. 

Na realidade ela é uma ponte mista: dos seus 164 m, apenas 82,5 m formam a parte pênsil, com 4,10 m de largura e 2,88 m livres na altura, o que só permite a passagem de veículos de pequeno porte. Uma placa, gravada em letras de chumbo, ilustra bem a trajetória histórica da única ponte pênsil do Paraná: “Em 1924 e 1932 revoluções armadas destruíram esta ponte. Em 1983 uma grande enchente a destruiu. Toda vez que um mal destruir um bem ele será reconstruído, para que não morra no coração dos homens a esperança. Jovens de Chavantes, 1985”. 

Para o coroamento de sua história, através da resolução n.º 65, de 2/3/85 a ponte foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População Total: 12.194

  • Urbana: 10.440
  • Rural: 1.754
  • Homens: 6.082
  • Mulheres: 6.112

Densidade demográfica (hab./km²): 64,97

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,79

Expectativa de vida (anos): 71,26

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,34

Taxa de Alfabetização: 88,93%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,776

  • IDH-M Renda: 0,709
  • IDH-M Longevidade: 0,771
  • IDH-M Educação: 0,848

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. a b Censo Populacional 2014 Censo Populacional 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Visitado em 1 de fevereiro de 2015.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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