São José do Rio Pardo

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Município de São José do Rio Pardo
Ponte metálica sobre o Rio Pardo, projetada por Euclides da Cunha.
"Cidade livre do Rio Pardo"
Brasão de São José do Rio Pardo
Bandeira de São José do Rio Pardo
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 4 de abril de 1865 (144 anos)
Gentílico rio-pardense
Lema
Prefeito(a) João Luís Cunha
Localização
Localização de São José do Rio Pardo
21° 35' 45" S 46° 53' 20" O21° 35' 45" S 46° 53' 20" O
Unidade federativa São Paulo
Mesorregião Campinas IBGE/2008 [1]
Microrregião São João da Boa Vista IBGE/2008 [1]
Região metropolitana
Municípios limítrofes Mococa, Tapiratiba, Casa Branca, Itobi, São Sebastião da Grama, Divinolândia, Caconde
Distância até a capital 264 quilômetros
Características geográficas
Área 419,017 km²
População 53.025 hab. est. IBGE/2008 [2]
Metro {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 129,2 hab./km²
Altitude 676 metros
Clima Subtropical Cwa
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,815 elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 679.896 mil IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 12.703,00 IBGE/2005 [4]

São José do Rio Pardo é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º35'44" sul e a uma longitude 46º53'19" oeste, estando a uma altitude média de 676 metros. Sua população estimada em 2008 era de 53 025 habitantes. Além da sede, o município tem um distrito, Espírito Santo do Rio Peixe.

Índice

[editar] História

Segundo Rodolfo José Del Guerra, historiador e cronista da cidade, em seu livro "São José do Rio Pardo: história que muitos fizeram", "(...)em 4 de abril de 1865 alguns fazendeiros se reuniram, traçando os planos para edificar a capela, primeira etapa para a criação da futura freguesia.

Em dezembro de 1868, a pedido de Antônio Marçal Nogueira de Barros, a Câmara Capitular de São Paulo concedeu licença para se benzer, na forma do ritual romano, depois de cercado, o cemitério do bairro de São José do Rio Pardo, distrito da freguesia do Espírito Santo do Rio do Peixe.

A 30 de maio de 1873, o Vigário Capitular do Bispado de São Paulo assinou documento autorizando bênção e celebração da missa e dos demais ofícios divinos na Capela de São José do Rio Pardo, filial da Matriz do Espírito Santo do Rio do Peixe. A primeira missa só foi celebrada em 19 de março de 1874.

A Capela Curada de São José foi elevada à categoria de freguesia em 14 de abril de 1880, pela Lei nº 70, da Assembleia Provincial. São José do Rio Pardo, desanexou-se da vila de Caconde, passando à de Casa Branca, constituindo-se em paróquia, confirmada pelo Bispo de São Paulo, em 1º de fevereiro de 1881.

Pela Lei nº 49, de 20 de março de 1885, a freguesia foi elevada à categoria de vila, vinte anos depois daquela primeira reunião dos fundadores. Mas outra lei determinava que sem o edifício da Casa de Câmara e Cadeia, construído às expensas dos respectivos povos, a Vila não poderia ser instalada.

Chegou 1889, o ano da Proclamação da República. Um acontecimento político, ocorrido em 11 de agosto, três meses antes da Proclamação, ressoou, projetando nacionalmente a Vila de São José do Rio Pardo. O episódio teve seu prelúdio em junho, quando membros da Sociedade Italiana XX de Setembro, infiltrada de republicanos, depois de uma festa de assentamento da pedra fundamental de sua sede, saíram às ruas, cantando a Marselhesa, defrontando-se com monarquistas. Houve agressão, confusão e envio de tropas. Dois meses passados, depois de aparente paz, a contenda recomeçou. Na noite de 10 de agosto, o Hotel Brasil, do republicano Ananias Barbosa, foi atacado pela polícia, depois de uma reunião e homenagens ao pregador republicano e líder, Francisco Glicério... A 11 de agosto de 1889, os republicanos (...) apoderaram-se do edifício da Casa da Câmara e Cadeia, que representava a força e a lei, hasteando, a bandeira revolucionária de Júlio Ribeiro, proclamando a República, sob o som da proibida Marselhesa."

No início do Século XX, São José do Rio Pardo acolheu grande quantidade de Imigrantes, principalmente Italianos. Também foi no município que Euclides da Cunha escreveu sua obra prima, Os Sertões, durante o período em que viveu e trabalhou no município, entre 1898 e 1901.

[editar] Euclides da Cunha

O escritor de Os Sertões redigiu o livro em 1902, juntamente com a construção da Ponte de São José do Rio Pardo. A chamada Casa de Zinco, feita de folhas de zinco, na qual Euclides escreveu e projetou suas obras está localizada à beira do rio Pardo e ao lado de sua ponte, protegida por uma casa de vidro. Devido à concepção d´Os Sertões nesse município, a Casa de Cultura Euclides da Cunha promove a Semana Euclidiana e a Maratona Euclidiana dos dias 9 a 15 de agosto; trata-se de eventos destinados a alunos das escolas do município e de outros.

[editar] Geografia

[editar] Relevo

O ponto mais alto do município é o Morro da Antena (canal 2), com 1.050 metros de altitude

[editar] Clima

O clima de São José do Rio Pardo é o Subtropical Cwa. A temperatura máxima registrada na cidade, entre 2001 e junho de 2009 foi de 36,4°C em 26/09/2003, e a mínima no mesmo período foi de 1,8°C, em 09/07/2002[5]. O clima da cidade é amenizado por sua localização geográfica no vale do Rio Pardo, entre as montanhas da Serra do Cervo (braço da Serra da Mantiqueira). A média das temperaturas máximas é próxima de 30°C entre novembro e fevereiro, e média das mínimas é próxima de 10°C entre maio e agosto.


Médias de temperatura para São José do Rio Pardo
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Máxima Recorde °C 35.0 34.7 34.0 33.0 30.1 30.4 29.5 33.3 36.4 35.8 36.0 33.6 36,4
Média máxima °C 29.3 29.4 29.2 27.9 26.1 25.1 25.4 27.7 28.9 29.1 29.1 28.9 28,0
Média mínima °C 18.2 18.4 17.7 15.2 12.5 11.2 10.7 12.1 14.2 15.9 16.6 17.7 15,0
Mínima Recorde °C 13.3 13.9 12.2 9.9 5.2 2.2 1.8 2.9 3.0 7.5 10.5 10.1 1,8
Precipitação (mm) 257.1 204.4 156.7 70.0 56.5 32.5 22.5 23.0 58.2 126.4 170.0 253.4 1 430,7
Fonte: [6] 16 de Junho de 2009.

[editar] Vegetação

A forma de vegetação predominante no município é a Floresta Estacional Semidecídual, conhecida também como Mata Atlântica de Interior. A característica mais marcante desta floresta é que ela perde suas folhas na estação seca, e principalmente de maio a setembro. Outra característica importante desta região é a presença de uma transição do Cerrado para Floresta Estacional, sendo facilmente encontrado matas com características de Cerrado e Floresta, muitos autores chamam isto de ecótono. No último levantamento vegetacional realizado pelo Instituto Florestal do estado de São Paulo, comprovou que São José do Rio Pardo carece de áreas florestais de grande porte, sendo mais comuns pequenos fragmentos de vegetação em topos de morros e fundo de vales.

[editar] Fauna

Por ser uma área de transição vegetacional (ecótono) existe uma rica fauna associada, inclusive de aves. Já foi visto na região espécies de onça-parda (Puma concolor), lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), este último muito comum nas fazendas. Nas últimas décadas houve um declínio de peixes provocado pelo barramento do Rio Pardo para geração de energia elétrica, sendo encontrado poucos exemplares de peixes nativos da bacia do Rio Pardo, sendo muito comum espécies introduzidas pelo homem como a Tilápia, por exemplo.

[editar] Conservação da biodiversidade

Apesar de estar inserido em uma área de extrema importância biológica (ver Ações prioritárias para conservação da biodiversidade brasileira), poucos estudos são no município feitos no sentido de estimar e conhecer a real biodiversidade local. Estes estudos são de vital importância para o planejamento correto do ecoturismo, atividade crescente na região. Além disso, não existe nenhum parque ou área protegida para conservar importantes resquícios de mata existentes naquela região. Atualmente existe somente a ONG (Grupo Ecológico Nativerde) trabalhando em prol do meio ambiente no município.

[editar] Transportes

[editar] Rodovias

O município de São José do Rio Pardo é servido por duas rodovias, a SP-350 e a SP-207.

[editar] Aeroporto

Aeroclube de São José do Rio Pardo (ICAO: SIPA)

[editar] Educação

O município possui duas instituições de ensino superior: a Faculdade Euclides da Cunha (FEUC) e um campus da Universidade Paulista (UNIP), além de uma unidade da Escola Técnica Estadual (Etec) do Centro Paula Souza

[editar] Igreja Católica

O município pertence à Diocese de São João da Boa Vista.

[editar] Administração

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. Cooxupé - Meteorologia 16 de Junho de 2009
  6. Clima dos Municípios Paulistas - Cepagri, Unicamp.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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