Miracatu

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Município de Miracatu
Vista de Miracatu

Vista de Miracatu
Bandeira de Miracatu
Brasão de Miracatu
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1872 (141–142 anos)
Gentílico miracatuense
Prefeito(a) João Amarildo Valentin da Costa (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Miracatu
Localização de Miracatu em São Paulo
Miracatu está localizado em: Brasil
Miracatu
Localização de Miracatu no Brasil
24° 16' 51" S 47° 27' 36" O24° 16' 51" S 47° 27' 36" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Litoral Sul Paulista IBGE/2008[1]
Microrregião Registro IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Iguape, Pedro de Toledo, Ibiúna , Juquiá e Juquitiba.
Distância até a capital 129 km
Características geográficas
Área 1 000,736 km² [2]
População 20 595 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 20,58 hab./km²
Altitude 27 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,748 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 144 538,822 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 101,77 IBGE/2008[5]
Página oficial

Miracatu é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Microrregião de Registro e na Mesorregião do Litoral Sul Paulista, juntamente com Juquitiba, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, localizado na Serra do Cafezal[1] .

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Miracatu deriva do Tupi-guarani e significa "Terra de gente boa." O primeiro nome dado por euro-brasileiros foi Fazenda da Prainha. Como a "prainha" acabou desaparecendo e havia um município no NE do pais com o mesmo nome, escolheu-se finalmente "Miracatu," refletindo a origem tupi-guarani.

História[editar | editar código-fonte]

Pré-colonial[editar | editar código-fonte]

Os primeiros indícios de ocupação humana na atual região do município de Miracatu, remontam desde o início do período Holoceno, há mais de 9,000 anos AP . Possivelmente eram povos que viviam na região litorânea, construtores de sambaquis e que migraram ou expandiram em direção ao planalto, através do rio Ribeira de Iguape e seus afluentes. Seus vestígios podem ser encontrados nos inúmeros sítios concheiros (sambaquis fluviais) existentes por todo Vale do Ribeira e, seus construtores, ocuparam a região até meados do século VIII d.C.[6] . Estes sítios arqueológicos representam a ocupação mais antiga que se conhece para o vale do Ribeira, representada por sítios caracterizados pela presença abundante de conchas de um gastrópode terrestre denominado Megalobulimus[7] .

Posteriormente, a região foi ocupada por grupos caçadores-coletores, cujos sítios, a céu-aberto ou em abrigos e grutas, são diagnosticados pela ocorrência de abundante material lítico (lascas, raspadores diversos e pontas-de-projétil bifaciais), produzido pela técnica de lascamento da pedra, sílex em especial. Mais de 70 sítios líticos foram registrados na região, geralmente ocupando as porções mais fundas dos vales intermontanos[8] .

Mais recentemente, a região foi ocupada por populações horticultoras, produtoras de cerâmica. Vários sítios arqueológicos foram encontrados na região, geralmente localizados em porções de relevo colinar, preferencialmente na média vertente. Associados às aldeias e acampamentos, ocorrem cemitérios constituídos por uma sucessão de montículos cônicos de terra e pedras, dispostas circularmente da base ao topo das elevações. As características gerais da cerâmica indígena, composta de vasilhas normalmente pequenas, de tipo em geral simples, feitas pela técnica do acordelamento e usando antiplástico de areia, permitem inseri-la na grande tradição ceramista meridional Itararé, associado aos grupos de língua Jê[9] . O único registro de grupos de língua tupi foi encontrado no município próximo de registro, com o seu material cerâmico associado à Tradição Tupiguarani[10] .

Pós-1500[editar | editar código-fonte]

O município de Miracatu foi fundado em 1872, nas terras do francês Pierre Laragnoit, quando em julho de 1847, por um milhão de réis, Laragnoit comprou uma sesmaria de Domingos Pereira de Oliveira e sua esposa. O vilarejo que se formou à margem do Rio São Lourenço, emancipou-se de Iguape em 1938, tendo seu nome original, Prainha, substituído em 1944. O nome original, que o povoado ostentava desde 1830, deve-se à situação do povoado junto ao rio São Lourenço, onde aportavam canoas para o transporte de café, principalmente para Iguape. Este transporte, que também era feito pelo rio Ribeira, perdurou até 1914, “quando os trilhos da Sorocabana chegaram à região” [11] .

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 24º16'53" sul e a uma longitude 47º27'35" oeste, estando a uma altitude de 27 metros. Sua população estimada em 2004 era de 33.134 habitantes.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População total: 31.383

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Cachoeira na SP-222, trecho de Miracatu.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Régis Bittencourt no trecho da Serra do Cafezal
SP- 222, trecho de Miracatu

Administração[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b c Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. FIGUTI, L. et al. Investigações Arqueológicas e Geofísicas nos Sambaquis Fluviais do Vale do Ribeira de Iguape, Estado de São Paulo. São Paulo, MAE/USP, 2004.
  7. BARRETO, C.N.G.B. A Ocupação Pré-Colonial do Vale do Ribeira de Iguape, SP: os sítios concheiros do médio curso. Dissertação de Mestrado. São Paulo, FFLCH-USP, 1988.
  8. DE BLASIS, P. D. Indicadores da Transição do Arcaico para o Formativo na Região Montanhosa do Médio Vale do Ribeira. In: M.C.TENÓRIO (Org.), Pré-História da Terra Brasilis. Rio de Janeiro, UFRJ, 1991: 273-284.
  9. GONZÁLEZ, E. M. R. Diversidade Cultural entre os Grupos Ceramistas do Sul-Sudeste Brasileiro: o caso do Vale do Ribeira de Iguape. In: M.C.TENÓRIO (Org.), Pré-História da Terra Brasilis. Rio de Janeiro, UFRJ, 1991: 293-306.
  10. SCATAMACCHIA, M. C. M. A Ocupação Tupi-Guarani do Estado de São Paulo: fontes etno-históricas e arqueológicas. DÉDALO, 23:197-221. 1984.
  11. SQUEFF, E. (Org.) A origem dos nomes dos municípios paulistas. São Paulo, CEPAM/Imprensa Oficial, 2003.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]