Franca

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Município de Franca
Vista aérea da cidade
"Capital do Calçado Masculino"
"Cidade das Três Colinas"
"Capital do Basquete"
Brasão de Franca
Bandeira de Franca
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 28 de novembro
Fundação 28 de novembro de 1824
Gentílico francano
Lema
Prefeito(a) Sidnei Franco da Rocha (PSDB)
Localização
Localização de Franca
20° 32' 20" S 47° 24' 03" O20° 32' 20" S 47° 24' 03" O
Unidade federativa São Paulo
Mesorregião Ribeirão Preto IBGE/2008 [1]
Microrregião Franca IBGE/2008 [1]
Região metropolitana {{{região_metropolitana}}}
Municípios limítrofes Cristais Paulista, Restinga, Patrocínio Paulista, Ribeirão Corrente, Batatais, Claraval-MG e Ibiraci-MG
Distância até a capital 401 quilômetros
Características geográficas
Área 607,333 km²
População 327.176 hab. est. IBGE/2008 [2]
Metro {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 538,7 hab./km²
Altitude 1.040 metros
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,820 (SP: 62º) - elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 3.018.126.000,00 (BR: 96º) - IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 9.374,00 IBGE/2005 [4]

Franca é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo, sede da microrregião de Franca (14ª Região Administrativa de São Paulo). Localiza-se a 20º32'19" de latitude sul e 47º24'03" de longitude oeste, a uma altitude de 1.040 metros. Sua população estimada em 2008 é de 327.176 habitantes.[2]

Índice

[editar] História

A história da região denominada Sertão do Capim Mimoso próxima aos Rio Pardo e rio Sapucaí tem ínicio com os bandeirantes: A partir da bandeira do Anhangüera (o filho), em 1722, que construiu o "Caminho de Goiás", ou "Estrada dos Goiáses" que ligava a Cidade de São Paulo até as minas de ouro de Goiás que naquela época pertencia à Capitania de São Paulo.

Começa a surgir, a partir de então, os famosos "pousos" de tropeiros, locais onde os paulistas paravam para descansarem eles e os animais de carga, durante as viagens que faziam em sua busca pelo ouro no interior do Brasil. O Pouso que deu origem à cidade de Franca era conhecida, na época, pelos bandeirantes, por "Pouso dos Bagres".

No final do século XVIII, haviam dispersos na região vários desses pousos. Em 1779, moravam cerca de uma centena de pessoas, no Sertão do Rio Pardo pertencente à Vila de Mogi Mirim. Para uma melhor organização do local, foi criada uma Companhia de Ordenanças e nomeado, como seu Capitão, o português Manoel de Almeida e posteriormente comandou o distrito, a partir de 1804, o Capitão Hipólito Pinheiro.

No início do século XIX, os filhos de Manoel de Almeida (Antônio Antunes de Almeida e Vicente Ferreira de Almeida) doam suas terras para a construção de uma capela, benzida pelo Padre Joaquim Martins Rodrigues.

Juntam-se, depois, a essa população mineiros e goianos, que devida à decadência da mineração em suas regiões, começam a se instalar no "Belo Sertão do Rio Pardo", por incentivo do governador-geral da Capitania de São Paulo, Antônio José da Franca e Horta, ao qual se deve o nome da cidade.

Esses pioneiros reivindicaram junto ao governo geral do Brasil a criação de uma freguesia porque a freguesia mais próxima era a de Mogi Mirim a centenas de quilômetros de distância.

A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Franca, foi criada em 3 de dezembro de 1805, ficando pertencendo ao termo da Vila de Mogi Mirim.

O território original da Freguesia da Franca abrangia a região de Batatais e estendia-se até Igarapava e Guaíra.

Em 1821, é criada por Dom João VI a "Vila Franca del Rey", que só foi instalada em 28 de novembro de 1824, sendo o primeiro presidente da Câmara Municipal o Capitão José Justino Faleiros, empossado, junto com os demais vereadores, no dia 30 de novembro de 1824. Com a independência do Brasil, passa a se chamar Vila Franca do Imperador, uma homenagem a D. Pedro I do Brasil.

Em 1821, Minas Gerais tenta anexar a região, mas devido à resistência dos francanos, a tentativa falha. Esse episódio está registrado no brasão da cidade, com a cidade fortificada e o lema "GENTI MEAE PAULISTAE FIDELIS" (Fiel à minha grei Paulista).

Em 1838 houve em Franca uma rebelião que ficou conhecida como Anselmada. Em 1839 é criada a comarca da Franca. Neste ano, Franca perde grande parte de seu território para a criação da Vila de Batatais.

Pela lei provincial nº 21, de 24 de abril de 1856, Franca é elevada à categoria de cidade.

Na década de 1830, francanos, especialmente da família Garcia Leal e da família Souza, iniciaram a povoação da região de Santana do Paranaíba no atual Mato Grosso do Sul.

Com a expansão do café para o Oeste Paulista vêm os imigrantes, sobretudo italianos. A partir destes imigrantes, monta-se a primeira indústria da cidade, calçadista, que desenvolve-se principalmente a partir da década de 1920.

Franca participou da Guerra do Paraguai com os Voluntários da Franca e com o famoso guia Lopes.

Na década de 1890, Franca passa a ser servida pela Estrada de Ferro Mogiana, mas, no in´[início do século XX, o ramal de Franca foi abandonado e os trilhos retirados porque a Estrada de Ferro Mogiana construiu outro ramal, uma variante, ligando Ribeirão Preto a Uberaba sem passar por Franca.

A cidade empenha-se durante a Revolução Constitucionalista de 1932, na qual morreram por São Paulo seis cidadãos francanos.

Atualmente, destaca-se no setor da indústria de calçados masculinos, embora até hoje o café ainda faz parte ativa na economia da cidade.

[editar] Política

[editar] Símbolos

[editar] Brasão

Brasão de Armas da cidade de Franca, criado pelo historiador Dr. Affonso D'Escragnolle Taunnay

Escudo redondo português, encimado pela coroa mural privativa das municipalidades. No centro da coroa há um escudete, com a meia lua, que recorda o orago da cidade: Nossa Senhora da Conceição.

Criado pela lei municipal de 14 de abril de 1930. No primeiro (à esquerda), em campo vermelho (goles), um "gibão de armas" dos bandeirantes de São Paulo, ao natural, passado de três flechas de prata, e um rio de prata com três bagres nadantes de sable (preto), recordando que o toponímio bandeirante da Franca era "Pouso dos Bagres", para os sertanistas que se dirigiam às terras, hoje de Minas Gerais e de Goiás.

Partido (à direita), também de vermelho, com um leão rompente e duas coroas: uma real de Portugal em 1818 e outra imperial do Brasil.

O leão é o das armas da Vila Franca, em Portugal; e as coroas recordam que Franca se chamou Vila Franca Del Rei e Vila Franca do Imperador.

No segundo (em baixo), em campo azul (bleau), uma cidade fortificada, de prata, assente em terreno, ao natural, recorda a resistência tenaz, oposta pelos francanos à intrusão e invasão do território de sua Vila pelas autoridades limítrofes de Minas Gerais. A bandeira, arvorada no parapeito do baluarte, traz o braço armado de prata, sobre o fundo de goles do brasão da cidade de São Paulo.

Como tenentes: à senestra, um capitão general, fardado de gala, com as insígnias da Ordem de Cristo, recorda a personalidade de Antônio José de Franca e Horta, "Governador e Capitão General da Capitania de São Paulo, professo da Ordem de Christo, fidalgo da Casa de Sua Alteza Real"; à destra, um homem vestido de couro, armado de bacamarte e trazendo a garrucha à cinta, recorda a personalidade, célebre na história francana, de Anselmo Ferreira de Barcelos, promotor da Anselmada, a revolta de 1938 reivindicadora das liberdades populares espesinhadas pelos régulos locais daquele tempo.

No listel, enramados de ramos de café frutados, alusivos à grande lavoura do município, e de hastes de capim mimoso, tão característico dos nossos campos, a ponto de se chamar, antigamente, o território de Franca "Campos de Capim Mimoso", inscreve-se em letras de goles, em campo de prata, a divisa, que é alusiva à resistência de Franca às pretensões mineiras: "GENTI MEAE PAULISTAE FIDELIS" - "Fiel à minha grei paulista".

O Brasão é de autoria do historiador Dr. Affonso D'Escragnolle Taunnay e foi desenhado pelo artista Henrique Manza, de São Paulo.

A lei municipal nº 144 de 26 de janeiro de 1955 fez colocar no Brasão de Franca nove estrelas, simbolizando os noves voluntários francanos que tombaram durante a Revolução Constitucionalista de 32.

[editar] Geografia

Franca localiza-se na região nordeste do estado de São Paulo. Sedia a 14° Região Administrativa do estado. Faz fronteira com cidades paulistas como Batatais, Cristais Paulista e Patrocínio Paulista, e cidades mineiras de Ibiraci e Claraval.

Na hidrografia, destaca-se a bacia do Rio Canoas, maior manancial de abastecimento de água da cidade.

A cidade apresenta um relevo bastante elevado, com altitude próxima a 1.040 metros. Os solos são arenosos, destacando-se os arenitos Botucatu e Bauru. O cerrado domina a vegetação local, e as florestas restringem-se às encostas.

Hidrografia

[editar] Clima

A cidade de Franca situa-se em uma região de planalto; atingindo 1.040 metros de altitude oque resulta em um clima tropical de altitude, o qual se caracteriza por invernos secos e amenos, e verões quentes e chuvosos. A temperatura média anual e de cerca de 18°C. De acordo com a classificação climática de Köppen, o clima do município de Franca é Cwa.

Gráfico climático para Franca
J F M A M J J A S O N D
 
 
284
 
23
17
 
 
229
 
23
17
 
 
180
 
23
17
 
 
79
 
22
15
 
 
58
 
21
14
 
 
28
 
21
13
 
 
23
 
20
12
 
 
23
 
24
13
 
 
71
 
25
15
 
 
160
 
25
16
 
 
201
 
23
17
 
 
274
 
23
17
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: [5][6]

[editar] Economia

[editar] Setor primário

Destaca-se ainda como centro de uma das mais importantes regiões produtoras de café do Mundo, a "Alta Mogiana"[8]. O café produzido nessa região possui alta aceitação nos mercados nacional[9] e internacional, e é caracterizado pelo sabor de chocolate e pela sua doçura natural.

Grande parte da produção local de café é comercializada por meio da COCAPEC - Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas, que reúne inúmeros agricultores da região e participa das diversas etapas produtivas e de distribuição do café.

[editar] Setor secundário

Franca é a maior produtora de calçados do país, possuindo mais de 1000 indústrias de grande e médio porte, como Ferracini, Amazonas, Samello, Sândalo, HB, Pé de Ferro, Mariner, Bull Terrier e Democrata. Com produção em grande parte destinada à exportação, a cidade leva seus produtos a várias partes do mundo, como EUA, Europa, Ásia e América Latina, sendo também importantes indústrias de confecções, de fundição, de jóias e diamantes, metalúrgicas, de alimentação, de cosméticos e móveis entre outras. Franca é também um dos maiores pólos de lapidação de diamantes do mundo, no município encontra-se o único escritório do Brasil e da América do Sul especializado em diamantes.

[editar] Setor terciário

Franca também é conhecida na região como centro de produção e de difusão de conhecimento tecnológico, tendo atraído investimentos na melhoria dos processos de desenvolvimento de softwares comerciais - o que faz Franca ter o título de Cidade Digital - e com a instalação de dezenas de pequenas empresas vindas de outras regiões e empresas francanas formadas por ex-estudantes de cursos de tecnologias da cidade.

O comércio também se destaca na cidade. Além da população local, grande parte dos moradores da região dependem do comércio francano. Tem importantes empresas como Carrefour e Wal-Mart e dois shoppings o Franca Shopping e o Shopping do Calçado.

Franca possui o Shopping do Calçado que atualmente figura como o segundo maior shoppging da categoria em toda a América Latina. Possui cerca de 76 lojas com mais de 300 marcas para vendas no atacado e varejo. Fica localizado na Av. Dr. Hélio Palermo e está aberto às visitações de segunda à sábado das 10h às 20h e aos domingos das 13h às 18h.

[editar] Demografia

[editar] Etnias

Cor/Raça Porcentagem
Brancos 75,8%
Pretos 4,6%
Pardos 18,9%
Amarelos 0,1%
Indigenas 0,1%

Fonte: Censo 2000

[editar] Infra-estrutura

Saúde
Esgoto

Segundo a avaliação da empresa Trata Brasil, Franca é a cidade brasileira com melhor acesso ao tratamento de esgoto. Com um índice de cerca de 97%. De acordo com a Sabesp, o índice só não atinge 100% porque a existencia de voçorocas em um determinado bairro inviabiliza grandes obras subterrâneas.[3][4]

[editar] Educação

Franca conta com importantes instituições de ensino:

  • UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - cursos de graduaçao em Relaçoes Internacionais, Direito, Serviço Social e História; mestrado em Direito; mestrado e doutorado em História e Serviço Social.
  • Uni-Facef - centro universitário municipal; oferece oito cursos de graduação, sendo seis de bacharelado: Ciências Econômicas, Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda, Psicologia e Turismo e Hotelaria; e dois cursos de licenciatura: Letras e Matemática.
  • FATEC (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) - está em processo de instalação, no prédio que abrigou o Cefam (Centro de Formação do Magistério), e onde hoje está também a sede da Diretoria Regional de Ensino.
  • Está prestes a ser inaugurado o Cefet (Centro Federal de Ensino Tecnológico)
  • UAB (Universidade Aberta do Brasil), tem diversos cursos a distância.
  • Escolas técnicas em atividade: Colégio Técnico Agrícola "Carmelino Corrêa Junior", ETEC (Escola Técnica Estadual) "Dr. Júlio Cardoso" (ambas administradas pelo Centro Paula Souza), uma unidade do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e uma do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

[editar] Transportes

A cidade conta com o sistema "Passe Fácil", bilhete eletrônico com terminais de integração, como o Terminal Ayrton Senna, no Centro, e o Terminal Sabino Loureiro, na Estação. Atualmente, possui duas empresas de transporte: São José e Atual.

Possui um terminal Rodoviário, no Jardim América, que a liga Franca várias outras cidades, inclusive capitais.

O Aeroporto Estadual Tenente Lund Presotto possuia vôos regulares com a empresa Passaredo até dezembro de 2008.

Rodovias
  • SP-334 - Candido Portinari, (Franca a Ribeirão Preto - Franca a Araxá)
  • SP-345 - Engenheiro Ronan Rocha, (Franca a Minas Gerais)
  • SP-345 - Prefeito Fábio Talarico, (Franca a Barretos)
  • Felipe Calixto (Franca à Ribeirão Corrente)
  • João Traficante (Franca à Ibiraci/MG)
  • Engenho Queimado (Franca à Ribeirão Corrente)
  • Nestor Ferreira (Franca à Restinga)
  • Rio Negro e Solimões (Franca à Batatais)
  • Tancredo Neves (Franca à Claraval/MG)

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. 2,0 2,1 2,2 Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. [1]
  6. [2]
  7. 7,0 7,1 7,2 7,3 7,4 7,5 7,6 (Fonte: IPEADATA)
  8. http://www.terra.com.br/istoedinheiro/430/negocios/45o_novo_lod.htm
  9. http://www.amsc.com.br/noticias/003.htm

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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