Edifício Martinelli

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Edifício Martinelli
Edifício Martinelli in São Paulo.jpg
O Edifício Martinelli visto da Avenida São João.
São Paulo, SP
 Brasil
Inauguração 1929
Período de construção 1924-1934
Uso Escritórios
Altura
Telhado 130 metros
Construção
Arquiteto William Fillinger

O Edifício Martinelli localiza-se no triângulo formado pela Rua São Bento nº405, Av. São João nº 35 e Rua Libero Badaró nº 504, no centro de São Paulo, no Brasil. Com 105 metros de altura e 30 pavimentos, foi entre 1934 e 1947 o maior arranha-céu do país e, durante um tempo, o mais alto da América Latina.

História[editar | editar código-fonte]

Erguido com a técnica construtiva de alvenaria de tijolos e estrutura de concreto. Atualmente, considerado o símbolo arquitetônico mais importante do momento de transição da cidade baixa. A construção foi iniciada em 1924 e inaugurada em 1929 com 12 andares. Os trabalhos foram retomados e seguiram até 1934, finalizando a obra com 30 andares e 105 metros de altura. Ao terminar, o Martinelli ultrapassou o Edifício A Noite, localizado no Rio de Janeiro, o mais alto arranha-céu do Brasil e da América Latina, que havia sido inaugurado em 1929.[1] [2] Em 1935, o posto de mais alto da América Latina passou a ser do Edifício Kavanagh, levantado em Buenos Aires, que media 120 metros de altura.[1]

Foi projetado pelo arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas-Artes de Viena. Sem apoio governamental para terminar a obra, Martinelli foi obrigado a vender uma parte do empreendimento ao "Istituto Nazionale di Credito per il Lavoro Italiano all´Estero" do Governo Italiano, motivo pelo qual o Governo Brasileiro tomou o prédio para si, em 1943.

Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, abrigou em seus terraços superiores, uma bateria de metralhadoras antiaéreas, para defender São Paulo do ataque dos chamados "vermelhinhos", os aviões do Governo da República, que sobrevoavam a cidade ameaçando bombardeá-la.

Vários partidos políticos tiveram suas sedes no Edifício Martinelli: o antigo PRP, PC, PI, posteriormente a UDN. Os clubes da cidade também ocupavam as suas dependências como o Palestra Itália, hoje o Palmeiras, a Portuguesa de Desportos e o IT Clube, hoje desaparecido.

A partir da década de 50, o edifício entrou em uma fase de degradação extrema, ocupado por moradores de muito baixa renda, com o lixo sendo jogado nos buracos do elevador e servindo de cenário para alguns dos crimes mais famosos da época.[3]

Em 1975 foi desapropriado pela prefeitura e completamente reformado pelo Prefeito Olavo Setúbal. Reinaugurado em 1979, hoje abriga as Secretarias Municipais de Habitação e Planejamento, as empresas Emurb e Cohab-SP, a sede do Sindicato dos Bancários de SP além de diversos estabelecimentos comerciais na parte térrea do edifício.

No 26º andar existe um belíssimo terraço do qual se tem uma visão panorâmica da cidade, avistando-se o Pico do Jaraguá, as antenas da Paulista e os milhares de prédios que compõe a paisagem urbana da cidade. Também nesse espaço foi construída a "Casa do Comendador", réplica de uma villa italiana, onde a elite de São Paulo se reunia em suntuosas festas. Foi construída como moradia da família Martinelli para "provar" ao povo que o prédio não cairia.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b Rogério Daflon. Primeiro arranha-céu do Brasil, A Noite passará por obra O Globo, 12 de maio de 2012.
  2. Ítalo Nogueira. Gigante abandonado. Folha de São Paulo, 29 de outubro de 2012
  3. Piratininga - O Edifício Martinelli. Visitado em 13 de julho de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Edifício A Noite
Edifício mais alto do Brasil
1934 - 1947
105 m
Sucedido por
Edifício Altino Arantes