Carnaval de São Paulo

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O Carnaval de São Paulo é uma festa anual na cidade de São Paulo, composto pelo desfile das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi, bailes em clubes e blocos de rua.

História[editar | editar código-fonte]

Carro abre-alas da Mocidade Alegre.

Depois do embarque do mililique e do entrudo em terras brasileiras, a festa, que viria a se tornar o Carnaval, desenvolveu-se de forma diferente nos diversos lugares em que floresceu. Em São Paulo, sob forte influência das populações que migravam do campo para a cidade, já no contexto da crise da economia cafeeira, foi a população resultante do êxodo rural causado pela crise do café que desencadeou o início do Carnaval paulistano.[1]

As comemorações carnavalescas e o próprio samba diferiam pouco do Rio de Janeiro para São Paulo, exceto por uma nítida diferença de andamento, ou seja, a grosso modo, de velocidade, de tempo da música. O sambista paulista, acostumado à árdua lida nas lavouras de café e migrando para a cidade para o trabalho operário, fazia o que Plínio Marcos denominou de "samba de trabalho, durão, puxado para o batuque", contrastando com o lirismo e a cadência do samba carioca. Além disso, o samba paulistano era decisivamente influenciado por outros ritmos fortemente percurssivos, como o jongo-macumba, também conhecido por Caxambú. Data dessa época o início da relação entre o Carnaval e o direito: a repressão policial sofrida pelos sambistas, feita de forma dura e sem critério. Os sambistas, não só no Carnaval, mas durante todo o ano, eram vistos como vagabundos, marginais que eram duramente perseguidos pelas autoridades.

Na periferia marginalizada de uma São Paulo em construção, o som dos batuques anunciava uma cultura imigrante que mais tarde influenciaria a cultura brasileira de forma definitiva.

Data de 1885 a primeira intervenção da Prefeitura Municipal de São Paulo no Carnaval, promovendo o primeiro desfile carnavalesco dos cordões existentes à época.[carece de fontes?] Os cordões por longo tempo definiram a musicalidade da população operária paulistana, e neles é que se desenvolvia o samba paulistano. No entanto, as manifestações carnavalescas das classes menos abastadas, de forte influência negra, eram praticamente ignoradas pela grande imprensa da época, bem como pelo poder público, que por vezes as reprimia.[2]

Em 1914, foi criado o Cordão da Barra Funda, por Dionísio Barbosa, sendo este cordão um ancestral da Camisa Verde e Branco.[3] [4] Destacaram-se posteriormente outros como, Geraldinos, Mocidade do Lavapés, Ruggerone e Campos Elyseos, os maiores da cidade até então.

Década de 1930[editar | editar código-fonte]

Foi instituída em 1933 a Taça Arthur Friendenreich pela Frente Negra Brasileira, com o objetivo de valorizar as agremiações de raiz africana, até então excluídas dos certames oficiais. Dela participaram o Cordão da Barra Funda, Bloco do Boi, Cordão das Bahianas e Bloco da Mocidade.[2] Em 1934, o mesmo concurso foi novamente realizado, sendo vencido pelo Vae-Vae.[2]

Graças à influência da Rádio Nacional, que começara a transmitir os desfiles carnavalescos do Rio, nasce a Primeira de São Paulo, no ano de 1935, considerada a primeira escola de samba da capital paulista. Nesse ano, agremiações de cunho mais popular foram incluídas no Carnaval oficial da Prefeitura de São Paulo, que passou a oferecer local, arquibancadas, infraestrutura, além de apoiar e oficializar campeonatos[2] através do Conselho dos Festejos Populares, Recreações e Divertimentos da Cidade, ou das federações. Nessa época, não havia ainda uma diferenciação clara em São Paulo entre cordões, blocos e escola de samba, que desfilavam competindo pelo mesmo certame.[2]

Paralelamente, muitas agremiações já desfilavam pelas ruas da cidade.[5] Já existiam nessa época os ranchos Mimosa, Príncipe Negro e Diamante Negro; os Cordões: Ruggerone, Campos Elyseos, Geraldinos, Baianas Paulista Marujos Paulistas, Vai-Vai, Cordão Camisas Verdes, Maricota, A.A. Bom Retiro, 13 de Maio, Sabratino, Barra Funda e Flor da Mocidade; os Blocos: Artistas de Cor, Caprichosos de São Paulo, 11 Irmãos Patriotas, Nossa Vida é Um Mistério, Enxada, Moderado e Roma ; e as Escolas de Samba: Primeira de São Paulo, Desprezados da Penha, Grupo Regional Vim do Sertão e a Mocidade do Lavapés.

Os desfiles começavam no Largo São Bento, desciam a Rua Libero Badaró e acabavam na Praça Patriarca ou no Largo do São Bento, de forma ainda corriqueira, onde as escolas, ranchos e cordões se apresentavam em um tablado, com uma mesa julgadora, e lá cantavam Marchinhas, e apresentavam suas fantasias. A Campeã foi a Mocidade do Lavapés e a Vice Campeã foi a Desprezados da Penha.

Década de 1940[editar | editar código-fonte]

A década de 1940 é marcada, pela afirmação dos Blocos, Cordões e Escolas. Outros integrantes se reuniam no Largo da Banana (Onde é atualmente o Memorial da América Latina), entre danças, jogos de pernada, e baralho,começava a se formar um movimento muito forte do samba paulistano naquele espaço. Na Zona Leste de São Paulo, no antigo Largo da Penha (onde se encontra a Igreja da Penha), também surgia um movimento muito parecido com o que havia no Largo da Banana, com os negros e brancos pobres da região.

Mesmo com cerca de 4 Escolas de Samba ativas em São Paulo, os desfiles no Rio de Janeiro, começam a ser divulgados por todo Brasil, isso acaba atraindo o interesse da população da cidade, que começa a agregar e abraçar os desfiles da capital.

Em 1940 nasce a E.S. Preto e Branco, e também e criada a agremiação E.S. Henrique Dias, que tinha a frente do comando o Pres. Aparecido Durval de Oliveira, a escola tinha sua sede na Rua São Joaquim nº129, Centro da Cidade.

Durante esse período, também ganha força o colunista da Folha da Manhã "Lord Charuto" que fazia artigos contando sobre o samba paulista no jornal, além das instituições carnavalescas, apontando os favoritos e visitando os bairros onde se faziam desfiles, cortejos e bailes em geral

Em 1941 é criado o primeiro Grito de Carnaval, uma parceria do antigo Clube Roxy com a Primeira de São Paulo a frente dos festejos, acontecendo assim a primeira participação de uma escola de samba em um show de entretenimento,o Grito foi transmitido pela Rádio Record para todo país, também sendo a primeira transmissão de uma escola de São Paulo em todo Território Nacional .

Durante o pré-carnaval acontece o primeiro concurso de Escolas de Samba, Blocos e Cordões, no dia 16 de fevereiro, realizado em homenagem ao Folha da Manhã (Atual Folha de São Paulo), o desfile foi realizado no Largo do Arouche, no bairro da República. O desfile foi transmitido para toda Capital e Grande São Paulo pela antiga Rádio Cosmos.

Os participantes foram:

Ranchos: Diamante Negro, Rainha das Flores

Cordões: Camisa Verde, Campos Elíseos

Escolas de Samba: União Filme do Brasil, Primeira de São Paulo e Lavapés

Outro fato curiosíssimo, que marcou o pré carnaval naquele dia foi a competição da campeã de 1940 do Carnaval Carioca a Portela, que veio a São Paulo, disputar uma espécie de Rio-SP de escolas de samba, organizado pela quermesse da "Casa do Ator", juntou com a Campeã de São Paulo, União Filme do Brasil. A escola do Rio trouxe figuras famosas como seu cofundador Paulo da Portela, e Heitor dos Prazeres além de Cartola famoso compositor da Mangueira, a escola Filme do Brasil tinha os sambistas Edgard da Filme e Durval Soares.

A apresentação começa com a escola paulistana que conta com Edgard no microfone, segundo o jornal "Folha da Manhã"[6] cantou vários sambas e era dono de uma voz valorosa.

A Portela por sua vez canta o samba Pauliceia e o samba São Paulo, é aplaudida pelo público, que traz Heitor e Cartola ao microfone.

O resultado foi surpreendente, a escola União de Filme Brasil empata, e conquista talvez o maior resultado de uma escola até aquele momento. O Carnaval de São Paulo conquista seu primeiro grande resultado à enfrentar de igual para igual uma escola do porte da Portela, multicampeã da época. O resultado foi o seguinte:

União Filme do Brasil

Ritmo: 32 pontos

Cadencia: 24 pontos

Letra: 31 pontos

Harmonia: 30 pontos

Total: 117 pontos

Portela

Ritmo: 32 pontos

Cadencia: 33 pontos

Letra: 22 pontos

Harmonia: 30 pontos

Total: 117 pontos

O Carnaval do Povo (Como era chamado o concurso da prefeitura) fez vários torneios, em conjunto com Rádios e Imprensa da cidade, realizado no bairro do Bixiga, além do concurso, um dia antes foi realizado o desempate entre Filme do Brasil e Portela, houve tumulto tamanha foi a repercussão e torcida que foi a Casa do Ator acompanhar, segundo noticia, cerca de 5000 pessoas. Não houve resultado final divulgado infelizmente, porem fica mais um adendo a história do samba paulista que já atraia multidões as suas Organizações e Festas

No ano de 1941, o Torneio mais valoroso era o realizado na "Cidade Folia", onde a Rádio São Paulo e o C.C.R-SP (Clube dos Cronistas Radiofônicos de São Paulo) em conjunto com a FEPSC (Federação das Pequenas Sociedades Carnavalescas) realizava com total cobertura. Foram convidadas 19 instituições e o resultado foi o seguinte:

1º - Ruggerone

2º - Vai-Vai

3º - Primeira de São Paulo

Sendo assim então, em 1941 a verdadeira campeã do Carnaval Paulistano foi o bloco do Clube Ruggerone, composto por italianos e brancos trabalhadores da Lapa.

O Carnaval de 1942 tem seus primeiros suspiros ao começo de fevereiro, no dia 6 tem a "Primeira Batalha de Conffetti" , torneio realizado pelo CPCC e pela Prefeitura com o seu "Carnaval do Povo"[7] , na Praça Fernando Prestes, o carnaval passa a ser temático, as instituições são obrigadas a contar sobre alguma das 200 cidades paulistas que compunham até então o Estado.

O desfile percorreria a Fernando Prestes, passando pela Avenida Tiradentes e por fim a Rua Três Rios, onde estava instalada a tenda de julgadores, participaram as seguintes instituições:

Campos Elíseos, Mocidade do Lavapés, Ideal Juventude do Ipiranga, Som de Cristal, Vai-Vai, SRBE Lavapés, Primeira de São Paulo, Henrique Dias, Morro dos Perdizes, União Filme do Brasil, Caipiras da Guaiauna (Região onde fica hoje a Estação Penha do metrô), entre outras instituições mais.

O torneio transmitido pela PRE-7 (Rádio Cosmos), e o concurso liderado por João Turco, acabou sendo um verdadeiro sucesso. Tendo como campeã a União Filme do Brasil, que começava a rivalizar com a Primeira de São Paulo, como a maior escola de samba da cidade.

No dia 10/2 acontece mais um concurso do "Carnaval do Povo", dessa vez na Praça Santos Dumont, e a vencedora foi novamente a União Filme do Brasil, porém, nesse concurso especificamente houve uma divisão entre Corsos e Escolas de um lado, e de outro, Ranchos e Blocos, e o vencedor da então Taça Hoffman, foi a Geraldinos.

No dia 12/2 ocorre o penúltimo concurso do "Carnaval do Povo" no Largo do Cambuci, e o vencedor foi o Som de Cristal

No dia 13/2 o ultimo acontece no Largo do Arouche, o vencedor foi o Cordão Geraldinos

Porém o desfile principal aconteceria na Rua do Lavapés. Organizado pelo presidente dos Cravos Vermelhos, a "Taça Paulista do Carnaval de 1942", seria o maior concurso da cidade até então. O certame foi vencido pela E.S Preto e Branco, que já era uma das maiores de São Paulo.

Década de 1950[editar | editar código-fonte]

Na década de 1950, houve a popularização das escolas de samba, cujo ritmo era oriundo da marcha-rancho de Santana do Parnaíba, bem como do samba carioca e dos desfiles das Grandes Sociedades da Avenida Paulista.

No início da década, o carnaval de São Paulo era pequeno, a escola que mais se destacava era a SRBE Lavapés. E em 1954, a Brasil de Santos foi convidada pelas escolas de São Paulo, graças a uma rixa que existia, de quem possuía o maior carnaval do estado, em termos de escola, e o que foi comprovado com a chegada da Brasil de Santos, fato que se repetiu em 1955 num empate com a Garotos do Itaim Paulista, em 1956 dois fatos que marcaram o samba paulista, o nascimento da Unidos do Peruche. E nesse mesmo ano as vencedoras num empate ferrenho vieram da Zona Leste, com a Garotos repetindo o caneco junto com a Nenê de Vila Matilde, nesse mesmo ano a "Águia Guerreira", (apelido carinhoso que os integrantes da Nenê chamam a agremiação), apresenta o primeiro samba-enredo, e um enredo construído na história de São Paulo. No ano seguinte foi a vez da Unidos do Peruche inovar, traz o primeiro casal de Mestre Sala e Porta Bandeira no Carnaval Paulistano. Entre 1958 e 1960 a Nenê conquista um tricampeonato.

Década de 1960[editar | editar código-fonte]

Durante a década de 1960 várias agremiações mostram um crescimento, as de mais destaque no cenário paulistano são Unidos do Morro de Vila Maria hoje Unidos de Vila Maria, e Unidos do Morro da Casa Verde hoje Morro de Casa Verde, ambas presididas por Xangô e Zezinho do Banjo respectivamente. No ano de 1965, o carnaval dá o primeiro passo à profissionalização… Com a adesão de Moraes Sarmento, os desfiles passam a ser transmitidos por rádio, e ganham o respeito das instituições de cultura da cidade, até que em meados de 1967, o então prefeito Faria Lima, regulariza os desfiles para a Avenida São João, e assina a lei que torna a festa oficial, sendo então cuidada pela Secretaria de Turismo. Nos primeiros 3 anos, mais um tricampeonato da Nenê de Vila Matilde.

Porem graças a lacunas mal preenchidas, erros de administração, documentações perdidas infelizmente a oficialialização é feita pelo Prefeito José Vicente Faria Lima (carioca, nascido em Vila Isabel e apreciador de samba) em 1968, da Lei nº 7.100/67, destinada a regular a promoção do Carnaval pela Prefeitura Municipal de São Paulo, e regulamentada pelo Decreto nº 7.663/68. Essa lei, juntamente com a criação da Secretaria de Turismo e Fomento e as atividades por esta promovidas, encontrava-se num contexto de ampliação da atuação cultural da Municipalidade. Ainda como consequência desta política, foi idealizada no ano de 1968 e criada no ano de 1970 a Anhembi Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo S/A, (hoje chamada de SPTuris) sociedade de economia mista de capital aberto, que atualmente tem 77% de suas ações em propriedade da Prefeitura Municipal de São Paulo. A Anhembi teria, no futuro, papel de destaque nas transformações pelas quais passou o carnaval paulistano.

A edição da lei acima referida iniciou o fenômeno denominado "oficialização do Carnaval". Embora aparentemente extremamente bem intencionada, a atuação da Prefeitura revelou-se desastrosa do ponto de vista cultural. Isso porque, embora o parágrafo único do artigo 1° da lei estipulasse vários investimentos públicos em infraestrutura para acomodar festejos em vários pontos da cidade, além de instituir verbas e premiações, na prática os recursos foram destinados unicamente a organizar o desfile das Escolas de Samba, decretando, pela falta de incentivo e recursos, o fim dos cordões e da ligação do Carnaval paulistano com suas raízes culturais.

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Na década de 1970, chegam escolas "novas", a primeira foi a Mocidade Alegre, antes um bloco, presidida por Juarez da Cruz, passa por todos os grupos inferiores até que em 1971, recém-chegada ao Grupo 1, vence o carnaval e se torna tricampeã, surpreendendo a velha guarda do samba paulistano. Num jeito corsino de evolução, mais apresentando uma técnica completamente nova na construção de alegorias e fantasias, foi uma referência durante os anos em que venceu.

O ano de 1972 foi marcante pela morte definitiva dos cordões: Vai-Vai, Camisa Verde e Branco, Paulistano da Glória, Fio de Ouro não recebem mais apoio da prefeitura, e graças ao reconhecimento pela grandiosidade no segmento que elas então participavam, as maiores campeãs (Vai-Vai, Camisa Verde e Branco e Fio de Ouro), recebem um convite para participar do desfile principal de escolas, e já no primeiro ano todas elas surpreendem, a ponto do Camisa Verde e Branco, acabar com a série da Mocidade Alegre, e conquistar um tetracampeonato entre 1974-1977, e a partir daí, o que se viu foi um domínio das escolas corsinas, em 1978 com o enredo "Na Arca de Noel, Quem Entrou Não Saiu Mais", o Vai-Vai vence e conquista seu primeiro título entre as escolas.

Já no ano de 1979, com o excelente samba "Almôndegas de Ouro", o Camisa Verde e Branco novamente se torna campeão, ratificando assim, o título de maior escola de samba da década de 1970, além desse marco histórico do Camisa, neste ano a novata agremiação Pérola Negra com o enredo Carnaval, Intrigas e Opiniões conquista um honroso 5º lugar, ficando a frente da tradicional Rosas de Ouro. A escola da Vila Madalena conquistou no ano de 1979 sua melhor posição no Grupo Especial Paulistano. Outro fato que marcou foi a troca de passarela, saindo do Centro da cidade, passando para a Avenida Tiradentes em 1977. A pista então passava a ser maior com 732 m, e mais larga, forçando as escolas a "ziguezaguear" durante os desfiles, marcando um jeito de evoluir bem paulistano.

Outra vitória do Carnaval paulistano veio durante o programa Fantástico da TV Globo: No ano de 1978, o Paulistano da Glória vence o "1º Concurso Nacional de Sambas-Enredo", com "Epopeia da Glória", composto por Geraldo Filme, talvez um dos maiores compositores de samba do país. Já em 79 o concurso é vencido novamente por São Paulo, dessa vez com a representação da Nenê de Vila Matilde, com "Treze, Rei, Patuá". A década de 1970, mais uma vez marcou com a chegada da Sociedade Rosas de Ouro, escola do bairro da Vila Brasilândia, que nos anos 80 se firmaria como uma potência.

Em 1977 o desfile foi transferido para a Avenida Tiradentes, onde eram construídas arquibancadas que comportavam (ainda que com pouca infraestrutura) trinta mil pessoas.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Na chegada dos anos 80, a Mocidade Alegre vence com o enredo "Embaixada, Sonho de Bamba", um dos maiores sambas da história; vence as eliminatórias paulistas do Fantástico, e foi apresentado ao país todo. Nesse mesmo ano marca a primeira aparição de uma garota de 19 anos ao microfone de uma pequena escola de samba da Zona Leste, ela é Eliana de Lima, que puxa a escola Príncipe Negro da Vila Prudente. Mas não se deixem enganar, a primeira puxadora de samba em São Paulo foi Ivonete da Acadêmicos do Peruche, e logo após em 1977 aparece outra grande puxadora, Bernadete na Acadêmicos do Tatuapé. Em 1981 e 1982, a Vai-Vai, é campeã em uma disputa acirrada com a Nenê de Vila Matilde, que traz sambas épicos nesses dois anos "Axé, Sonho De Candeia" em 81 e "Palmares, Raiz da Liberdade" em 82, chegando ao vice-campeonato com este último, realizando um dos maiores desfiles da história. O ano de 1981 também marca a chegada de Dom Marcos, como puxador da Cabeções da Vila Prudente, e Royce do Cavaco, auxiliando Tunicão, na Rosas de Ouro.

O ano de 1983 é marcado pela vitória da Rosas de Ouro, num ano em que a chuva foi o fator marcante; a "Roseira", fez um desfile muito técnico na Tiradentes, com o enredo "Nostalgia", cantando São Paulo antiga. O presidente Eduardo Basílio, como estigma de sorte abandona enredos africanos e aposta na linha de fazer carnavais tipicamente paulistanos. Durante esse ano, a escola Flor de Vila Dalila, no seu primeiro ano traz o samba "Exaltação ao Criador", famosíssimo entre os sambistas da cidade, e graças a aceitação popular, conquistou um surpreendente 7º posto. E novamente a Nenê traz um samba que se torna um dos hinos do Carnaval de São Paulo. "Gosto é Gosto e Não Se Discute" foi aclamado pelo público e crítica, e ajudou a escola a emplacar mais um grande carnaval.

Em 1984, o que marca é novamente Rosas de Ouro, com o enredo que contava a história da Faculdade de Direito do Largo São Francisco em São Paulo, a escola chega ao bicampeonato. Talvez esse seja o ano mais disputado da história do samba paulistano, onde na disputa tranquilamente poderíamos ter 6 escolas brigando cabeça a cabeça pelo título (Rosas, Camisa, Nenê, Barroca, Mocidade e Vai-Vai), o que engrandeceu mais ainda essa conquista da Rosas de Ouro. Mas o samba em si, não teve grande aceitação popular, o samba mais cantado daquela noite foi o da União Independente da Vila Prudente, que trazia como tema Elis Regina. Outro fato que marcou o carnaval de 1984, foi a recém-chegada Águia de Ouro, com carros imensos, contando a história do Teatro, e com a promessa Royce do Cavaco, a escola foi muito aplaudida, a ponto de ser apontada até como favorita, mais pouco compreendida e sofrendo um claro boicote por ser uma novata caiu, o que até hoje é motivo de protesto lá pelas bandas da Pompeia.

O ano seguinte (1985), uma surpresa, a Secretária de Turismo, Anhembi e UESP, se unem junto as entidades que promovem a festa no Rio de Janeiro, e promulga: "O Vencedor do Carnaval Paulistano vai desfilar no Rio de Janeiro". A correria foi geral, o luxo tomou conta de todas as escolas, houve um esforço tremendo de todos, e a campeã foi a Nenê de Vila Matilde, acabando assim com uma fila que durava 15 anos sem título e se torna a primeira e única escola paulistana a desfilar na Sapucaí, e com muito mérito, pois até aquele ano a Nenê era a escola com mais títulos do carnaval de São Paulo, havia conquistado 10 até o momento. Mas naquela noite, talvez o que poucos saibam, é que a aclamada da noite foi a Barroca Zona Sul que com enredo "Chico Rei - O Esplendor de Uma Raça" fez na avenida o que a Vila Isabel faria só 3 anos depois com material rústico, palha, sisal e artesanatos diversos. O fator que tirou o título da escola foi o atraso no tempo de desfile, que tirou 6 pontos, e afastou a escola do primeiro lugar. Outra curiosidade foi a Unidos do Peruche, que tira Eliana de Lima da Barroca Zona Sul, e com o samba "Água Cristalina", conquista o Brasil e vence o concurso do Fantástico.

Em 1986, a organização das Escolas de Samba passou a ser feita nos moldes atuais, com a fundação da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo – LigaSP, que de certa forma, substituiu a UESP sem extingui-la, uma vez que a representação das agremiações tornou-se bipartite: as Escolas do Grupo Especial e do Grupo de Acesso (respectivamente a primeira e a segunda divisão) eram representadas pela LigaSP acima aludida; e as Escolas dos grupos inferiores, bem como os blocos pela UESP, que deixou de representar todas as Escolas como fazia desde a sua fundação. Em 1990, a Prefeita Luiza Erundina sancionou a Lei nº 10.831, que, de acordo com sua emenda "socializa o Carnaval da Cidade de São Paulo, revoga a Lei n° 7.100/67, e dá outras providências". Esta lei acomete à Prefeitura, por meio do artigo 3°C/c artigo 2°, II, a responsabilidade de organizar o Carnaval, por meio da Anhembi S/A. A lei também reconhece e institucionaliza a representação das Escolas de Samba por meio de entidades associativas, que, desde 1986, funcionava da maneira acima descrita.


A campeã foi a Vai-Vai e surge ali Thobias da Vai-Vai. Talvez a notícia triste ficou por conta da cisão que as agremiações tiveram com a UESP, em uma briga entre Walter Guaríglio, Eduardo Basílio, Chiclé do Vai-Vai, Carlos Thobias e Seu Nenê surge a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, muda-se o nome do desfile principal, que passa a se chamar Grupo Especial. A Nenê de Vila Matilde, fica na UESP, e perde muita força entre as grandes, ficando para segundo plano.Em 1986, a organização das Escolas de Samba passou a ser feita nos moldes atuais, com a fundação da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo – LigaSP, que de certa forma, substituiu a UESP sem extingui-la, uma vez que a representação das agremiações tornou-se bipartite: as Escolas do Grupo Especial e do Grupo de Acesso (respectivamente a primeira e a segunda divisão) eram representadas pela LigaSP acima aludida; e as Escolas dos grupos inferiores, bem como os blocos pela UESP, que deixou de representar todas as Escolas como fazia desde a sua fundação. Em 1990, a Prefeita Luiza Erundina sancionou a Lei nº 10.831, que, de acordo com sua emenda "socializa o Carnaval da Cidade de São Paulo, revoga a Lei n° 7.100/67, e dá outras providências". Esta lei acomete à Prefeitura, por meio do artigo 3°C/c artigo 2°, II, a responsabilidade de organizar o Carnaval, por meio da Anhembi S/A. A lei também reconhece e institucionaliza a representação das Escolas de Samba por meio de entidades associativas, que, desde 1986, funcionava da maneira acima descrita.


Em 1987, fica marcada a safra genial de sambas, e o aparecimento de agremiações como Acadêmicos do Tucuruvi e Colorado do Brás (que chegou em 1986), a disputa mais uma vez é grande, Unidos do Peruche aparece com um jeito novo de evoluir (o jeito que hoje se evolui), larga a mão do "ziguezague", traz alegorias e fantasias fora do padrão paulistano, graças ao intercâmbio que o presidente Walter Guaríglio fazia constantemente ao Rio de Janeiro. Camisa Verde e Branco com a ousadia do Mestre Divino , Mocidade Alegre chegou com o samba mais bonito da história cantado na primeira pessoa "50 Anos de Comunicação - Moraes Sarmento" e o Vai-Vai e o Nenê de Vila Matilde sambaram muito e tiveram seus sambas cantados e aceitos pela crítica. Mais a campeã no detalhe foi a Vai-Vai, graças a uma falha que tirou o título do Camisa Verde e Branco, onde uma alegoria se quebrou em frente a cabine de julgamento de alegoria.

No ano do centenário da abolição, se estudou um tema único para todas as escolas, mais a ideia não foi para frente causando um alívio geral aos carnavalescos das escolas. Em 1988, ficou marcado o crescimento absurdo do Unidos do Peruche que traz para a passarela paulistana, o maior intérprete da história Jamelão. Outros fatos que marcaram muito foi o Colorado do Brás, que com o maior samba depois de "Narainã - A Alvorada dos Pássaros" do Camisa Verde em 77, vem sem alegorias, somente com seu abre-alas e alguns tripés, cantando "Quilombo Catopês do Milho Verde - De Escravo a Rei da Festa", Flor de Vila Dalila, que traz ao microfone Carlinhos de Pilares, o já consagrado intérprete carioca, Nenê de Vila Matilde traz naquele ano um dos sambas mais amados pela sua comunidade, "Zona Leste Somos Nós" falava sobre a região que a escola representa, região mais populosa e pobre da cidade, mas a escola teve mudanças, contratou Chuveiro no lugar de Armando da Mangueira, que na escola da Zona Leste estava desde 1979, tendo passagem entre 1968 até 1975, onde foi para a Unidos do Peruche reeditar a parceria que fazia com Jamelão na década de 1960. Camisa Verde e Branco, traz pela última vez, "Dona Sinhá", que muito doente faz questão de desfilar pela escola, a escola é a primeira a trazer alegorias iluminadas à "Luz Neon" em São Paulo. Com o enredo "Boa Noite São Paulo - Um Convite Para Amar", a escola belisca um tri-vice. O samba-enredo do Rosas de Ouro, puxado por Royce do Cavaco, vira um clássico, eternizado em transmissões esportivas (por meio do refrão Pra frente é que se toca a bola. E a bola rola trazendo emoção…). Barroca que retornava trouxe "Novamente" do carnavalesco carioca consagrado Edson Machado e Pé Rachado pela ultima vez pisou na Avenida Tiradentes. Já o troféu vai para o Vai-Vai, fazendo um desfile arrebatador, e perfeito com o tema "Amado Jorge - A História da Raça Brasileira"

Em 1989, houve mais uma vez um assombroso salto, mas não de todas escolas. A escola Unidos do Peruche vinha há anos fazendo intercâmbios no Rio de Janeiro, crescendo desde 1985, em 1989 ela atinge o apogeu com "Os 7 Tronos dos Divinos Orixás", contando com ícones como Joãosinho Trinta, Laíla e Jamelão, a escola causa talvez o maior impacto que a Avenida Tiradentes já viu, com alegorias grandiosas, e uma qualidade sem igual em fantasia, o Peruche foi soberano a ponto de todas as escolas que vieram a seguir não passar de 278,00 pontos, de tão tamanha que foi a superioridade. Mas, mesmo vindo como franca favorita, o Peruche perde para um forte conjunto do Camisa Verde e Branco, que contou ainda com a ajuda de Dona Zica, torcedora da escola, que deu nota máxima apenas para a escola da Barra Funda, o que gerou grande polêmica na época. A outra surpresa da noite fica por conta da Leandro de Itaquera, que ao chegar do Grupo 1, traz Eliana de Lima e o enredo "Babalotim, a História dos Afoxés". O samba e a bateria do renomado Mestre Lagrila foram o ponto alto do desfile, e a interpretação da puxadora Eliana de Lima desse samba que é um primor de composição, considerado um dos melhores da história do carnaval.

Em 1986, a organização das Escolas de Samba passou a ser feita nos moldes atuais, com a fundação da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo – LigaSP, que de certa forma, substituiu a UESP sem extingui-la, uma vez que a representação das agremiações tornou-se bipartite: as Escolas do Grupo Especial e do Grupo de Acesso (respectivamente a primeira e a segunda divisão) eram representadas pela LigaSP acima aludida; e as Escolas dos grupos inferiores, bem como os blocos pela UESP, que deixou de representar todas as Escolas como fazia desde a sua fundação. Em 1990, a Prefeita Luiza Erundina sancionou a Lei nº 10.831, que, de acordo com sua emenda "socializa o Carnaval da Cidade de São Paulo, revoga a Lei n° 7.100/67, e dá outras providências". Esta lei acomete à Prefeitura, por meio do artigo 3°C/c artigo 2°, II, a responsabilidade de organizar o Carnaval, por meio da Anhembi S/A. A lei também reconhece e institucionaliza a representação das Escolas de Samba por meio de entidades associativas, que, desde 1986, funcionava da maneira acima descrita.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

A lei n° 10.831/90 desencadeou a última mudança de endereço dos desfiles de Carnaval, que se deu em 1991, quando passaram a ser realizados no Polo Cultural Grande Otelo, uma grande passarela de mais de quinhentos metros construída na Avenida Olavo Fontoura, e popularmente conhecido por Sambódromo do Anhembi. Este local, de propriedade da Anhembi S/A, sedia os desfiles desde então, e nele ainda são realizados diversos eventos das mais variadas naturezas.[1]

O ano seguinte foi marcado pelo fator tempo, assim como em 1983, choveu quase a noite toda, e o que se viu, foram escolas do calibre de Nenê de Vila Matilde, passar um dos piores momentos da sua história, com problemas de bastidores: o carnavalesco Antônio Carlos brigou com componentes da escola dias antes do desfile e na hora de levar os carros alegóricos para a Av. Tiradentes, os Matildenses encontram duas carretas impedindo a saída das alegorias de seu próprio barracão; como resultado a escola fica em 8º lugar a 1 ponto do rebaixamento. Outros fatos marcantes foram o desfile plano da escola GRES Pérola Negra, a chegada da Gaviões da Fiel e o primeiro empate da era moderna do nosso carnaval. Mostrando uma grandiosidade nas escolas de calibre como Rosas de Ouro, Unidos do Peruche e Vai-Vai, agremiações que trouxeram alegorias gigantescas e bem feitas, brigaram ponto a ponto… O Camisa Verde e Branco que corria por fora acabou empatada com a escola de Eduardo Basílio e as duas levaram o título.

Para 1991, ficou reservada a estreia do Sambódromo do Anhembi, construído as pressas pela Prefeita Luiza Erundina, mal iluminado, e com algumas arquibancadas tubulares e de madeira, a pista era menor com cerca de 521 m, e mais larga em relação a passarela antiga, fica estipulado o fim de 1h 20min de desfile, e passa a ser em 1h 10min. Outra mudança foi o fim do quesito Letra do Samba, que assim juntava-se com melodia e se tornava Samba-Enredo. A estreia ficou por conta da Passo de Ouro, que em 1997 se fundiu com a X-9 Paulistana, mais 1991, foi marcado mais uma vez pelo salto em qualidade das escolas, talvez a maior evolução daquela noite ficou claro no desfile de Nenê de Vila Matilde com Tito Arantes de carnavalesco, e pela Leandro de Itaquera com Pedrinho Pinotti, ambas escolas da Zona Leste vieram com alegorias grandes e bem acabadas, mais o azar ficou por conta da escola da Vila Matilde que pegou um verdadeiro "pé d'água", que prejudicou muito o desfile, e o mais interessante e que a chuva parou no fim do desfile da escola. Já a Leandro teve sua melhor colocação no grupo especial até hoje, um 4º lugar. As favoritas da noite eram Vai-Vai, Rosas de Ouro que trazia o enredo "De Piloto de Fogão, a Chefe da Nação", homenageando as mulheres e a escola Camisa Verde e Branco que trazia o tema "Combustível da Ilusão", alusão a Cerveja, correndo por fora veio a escola Leandro de Itaquera, mostrando um crescimento muito rápido. O resultado foi um empate entra Camisa e Rosas novamente.

Para 1992 fica abolido o sistema de sorteio por qualificação, a azarada foi a Rosas de Ouro, que ainda teve que pegar a arquibancada fria, mais não foi bem isso que vimos ao longo do desfile. Na maior homenagem que a nossa cidade recebeu no carnaval a Rosas tira Tito Arantes da Nenê, e com o enredo Non Dvcor Dvco - Qual é a Minha Cara? a escola canta um dos sambas mais lindos de toda história de nosso carnaval e de remate, emociona toda passarela, com uma evolução perfeita e excelente conjunto de fantasias, a escola fica com um merecido campeonato, apesar de ter problemas nas notas. Escolas como Camisa Verde e Branco e Nenê de Vila Matilde, reclamaram muito esse título, a ponto de Seo Nenê rasgar notas, e o Camisa ir a justiça.

Em 1993 houve várias mudanças em relação a estrutura do Sambódromo, começa as obras nas arquibancadas A, os setores C,D e E passam por reformas, e trocado os refletores,e a pista fica mais iluminada. Chegadas do acesso vem Imperador do Ipiranga, que não participava desde 1988 e Acadêmicos do Tucuruvi, não houve rebaixamento em 1992 graças aos problemas com as notas, a LIGA decide manter Colorado do Brás e Barroca Zona Sul. As trocas foram a saída de Osvaldinho na Nenê, para o cargo de carnavalesco chega Renato, a Gaviões da Fiel conta com Raul Diniz, Pedrinho Pinotti sai do Leandro de Itaquera e vai para o Colorado do Brás. No microfone aparece Serginho K.T na Imperador, Djalma Pires no Tucuruvi, Armando da Mangueira, Márcia Ynaiá e Dom Marcos no Nenê. O Barroca traz um grupo de pagode para o microfone o Arte Final. Sendo assim o ano fica marcado por vários fatos, o primeiro acontece no Imperador, com uma série de problemas no transporte dos carros até o Anhembi, muitas alegorias desfilam com problemas, a escola que deveria vir com 10 alegorias vem com 6. O Mocidade Alegre, que traz um argentino para o cargo de carnavalesco, cantando sobre o Líbano, também tem problemas, como resultado a escola tenta afastar as grades que marcam o tamanho certo da avenida, causando briga entre os diretores de harmonia da escola com outros diretores das diversas escolas. Mais com um samba muito bonito e de melodia perfeita a escola perde o título graças a uma punição. A Gaviões da Fiel, mostra pela primeira vez sinais de sua grandeza, com uma comissão extremamente luxuosa, e com alegorias bem acabadas, contando a história da chave ao longo dos tempos, a escola perde também por detalhes. Camisa Verde, Rosas e Vai-Vai novamente apontam como favoritas. Como resultado um empate entre Vai-Vai e Camisa, rivais no passado, cantam juntos no estacionamento do Anhembi.

Em 1994, ficará marcado para sempre no nosso samba, por inúmeros fatores, o primeiro foi a saída de Thobias da Vai-Vai. Desde 1986 no microfone da escola, ele briga com diretores e fica sem cargo para 1994. A chuva torrencial que caiu no Anhembi, causando infinitos problemas a todas agremiações, e a indefinição dos pontos, mais de 70% das escolas tiveram descontos. E também contamos com JURADOS VIP, Ronaldo Ésper, Pedro de Lara entre outros, avaliam nosso desfile. De tão confuso sobem para este ano duas estreantes Unidos de São Miguel e Primeira da Aclimação, uma traz Gogó do Gato no microfone e Mestre Lagrila no comando da bateria, e a outra traz um conhecido das Eliminatórias mais desconhecido do público geral até então Lello Garoto.

No começar dos desfiles chega a Unidos de São Miguel, uma escola enorme da Zona Leste mas que nunca havia conseguido desfilar com as maiores da cidade, com um belo samba e fantasias com um relativo luxo, faz uma boa estreia. A Primeira da Aclimação, cantando o Vinho faz um dos piores desfiles que o Anhembi já viu, com alegorias extremamente ruins, mal feitas, e fantasias terríveis, a escola contou somente com a garra, a bateria teve vários erros a ponto de no fim do desfile o presidente vir as lágrimas. A terceira a desfilar é Unidos do Peruche, com um enredo que contava a história da visita de Xangô ao Reino de Oyó, a escola sofre com um verdadeiro dilúvio, perde vários carros ao longo da passarela, praticamente começa a se desintegrar pela avenida, estoura o tempo e perde 14 pontos, causando a indignação do presidente Osmar. Mocidade Alegre, traz para a avenida o apelo pela junção dos povos latinos americanos, mais uma que conta com infinitos problemas, carros deixados na concentração e muitos problemas de harmonia. Chega talvez uma das mais prejudicadas naquele ano, a Leandro de Itaquera, fazendo um desfile de raça, canta o Tietê, passa inteira na avenida, sem problema algum, com belas fantasias e uma primorosa apresentação de Eliana de Lima, mais graças ao pouco entendimento dos jurados vip, que tinham tendência a ajudar as escolas mais tradicionais, a Leandro nem sequer brigou pelo título, merecendo ao menos um 3º lugar a escola fica em 5º muito distante da 4ª Mocidade Alegre.

Tentando reeditar a apresentação de 1993, onde fez uma apresentação maravilhosa alcançando uma vaga no desfile das campeãs, a Acadêmicos do Tucuruvi, vem com o enredo falando das Calçadas da Lapa, integrantes vem segurando as letras à frente da escola no lugar do abre-alas que quebrou momentos antes de entrar na pista, com uma evolução completamente estranha, onde os integrantes não ocupavam toda a avenida, a escola praticamente faz um dos piores desfiles de toda história da era Anhembi, com apenas 2 carros desfilando (onde o previsto eram 7). A próxima era a Rosas de Ouro, cantando um samba em homenagem a cantora Angela Maria intitulado "Sapoti", o desfile foi marcado pelas alegorias incompletas, muito integrante desfilando sem fantasia completa, a troca de ordem das alas, dois carros quebrados, leva o título sem merecer, contou com a sorte das notas 10 dadas pelos "Jurados Vip". A Camisa Verde e Branco, traz o enredo falando sobre o sonho do povo em ser sempre jovem, mais uma escola que conta com alegorias quebradas, e muitas falhas gerais, fica num 3º lugar muito contestado.

A polêmica maior fica por conta da Vai-Vai, com alegorias se desfazendo pela pista, erros graves de Agnaldo Amaral, atravessadas da bateria, a escola canta Inã-Gbé, perde 17 pontos por estouro de tempo e porque a comitiva da LIGA alega que a escola apresentou riscos ao público com os 3 pirofagistas que vinham a frente da comissão de frente soltando chamas. Pela lógica, 3 integrantes centrados no meio da pista e a frente da escola, sem proximidade alguma com materiais inflamáveis, não representariam riscos ao público. Mas, ainda sim, a LIGA impõe uma punição severa que obriga a escola a abrir ata para punir a Barroca, escapando assim do rebaixamento.

A 10º a ir para a pista é a Nenê de Vila Matilde, a escola leva uma relativa sorte, por pegar apenas uma garoa durante o desfile, outro fator sorte foi a de vir sem plumas, mais toda em acetato, o que ajudou no fator chuva, a única falha foi não ter apresentado o enredo no tempo certo, perdendo 2 pontos. Chega num sexto lugar muito contestado, prejudicada também pelos "Jurados Vip".

A 11ª a ir para a pista é a Barroca Zona Sul, contando com um céu azul, após uma noite de chuva a escola tem um revés triste, a Porta Bandeira 1 desfila sem pavilhão, com um conjunto muito simples, mereceria o rebaixamento em causas normais, mais foi claramente prejudicada por uma jogada de bastidores, onde foi punida por 2 pontos por um dos merendeiros estar sem a camisa de identificação da escola. Rebaixamento até hoje muito contestado no mundo do samba.

Por último fechando a noite vem Gaviões da Fiel com o dia plenamente claro, a escola conta a história do Fumo ao longo dos tempos, traz um conjunto lindo, belas fantasias e harmonia impecável, foi prejudicada por um jurado que deu nota 6 em harmonia e nota 7 em bateria, tirando a expectativa de título. Até hoje integrantes protestam muito e dizem que os verdadeiros campeões de 94 foram eles!

A lição que se tirou de 94 foi grande, a primeira foi a construção de alegorias, que deixaram de ser construídas somente sobre os eixos, começou a se usar chassis para a estrutura. A 2ª foi o uso de materiais melhores e mais resistentes a água. A partir de 94, as punições começaram a ser pequenas, e foi revisto todo regulamento.

Em 1995, a Gaviões da Fiel Torcida ganha seu primeiro título com um dos sambas enredo com reconhecimento "Coisa boa é pra sempre" que falava sobre a infância. A Gaviões da Fiel emocionou o Brasil todo com o samba e o desfile, que é tido como um dos maiores da história do carnaval de São Paulo. Outra escola que emocionou a avenida foi a Nenê de Vila Matilde, que vinha mordida dos últimos anos, e cantou "Eu Te Amo", levando o Anhembi ao delírio no amanhecer. O problema é que a escola entrou com muito tempo de atraso, pois a Liga disse ter tocado o alarme avisando que o desfile da escola havia começado, mas que os componentes não ouviram porque a bateria estava tocando alto demais. Ao permanecer por cerca de metade do tempo hábil de desfile esperando para entrar na avenida, a Nenê perdeu muito tempo, mas conseguiu terminar o desfile no tempo correto. A escola foi prejudicada pela correria e terminou só com um 6º lugar, mas com certeza brigaria com a Gaviões da Fiel pelo título daquele ano. Outro fato importante foi o surgimento de uma novata, X-9 Paulistana, que anos depois entraria para o grupo das grandes.

Em 1996, a Vai-Vai ganhava mais um título com "A rainha, a noite transforma", falando sobre a rainha da noite - Lilian Gonçalves. O título deste ano foi incontestável com uma grande apresentação da Escola da Bela Vista. O outro fato importante do ano foi a queda do Camisa Verde e Branco, que assustou o mundo do samba, a escola teve problemas dentro e fora da avenida, e acabou sendo rebaixada juntamente com a Pérola Negra que veio com o enredo ”Navegar é preciso”. O destaque cômico foi para a Nenê, que tinha planos ambiciosos de entrar com a maior águia no abre-alas de todos os seus carnavais, mas as asas da ave (de 6 metros cada uma) não passaram pelo 1º arco do sambódromo, e a águia entrou na avenida sem asas.

1997 foi o ano da novata antes citada, estando só desde 95 no Grupo Especial a X-9 Paulistana, com "Amazônia, a dama do universo" ganhou seu primeiro título, título para alguns merecido e para outros contestável, pois aquele ano foi um ano de grandes desfiles por parte de duas das mais tradicionais escolas de São Paulo, Nenê e Vai-Vai. A escola da Zona Leste trouxe para a avenida "Narciso Negro" que é tido como um hino para os negros da cidade de São Paulo, e um dos grandes sambas da escola, mas ficou com o terceiro lugar. Falando sobre Minas Gerais e a Inconfidência Mineira, a Vai-Vai também sacudiu a avenida, e abocanhou um vice-campeonato.

O carnaval de 98 teve como grande vencedora a Vai-Vai, com "Banzai Vai-Vai", relativo aos 90 anos da Imigração Japonesa para o Brasil. É tido com o maior desfile da história da escola até o momento. O Camisa naquele ano voltava ao grupo das grandes, e falando sobre a Fotografia chegou ao 3º lugar, mostrando a força da escola da Barra Funda. A Mocidade Alegre veio com o enredo "Essas Maravilhosas Mulheres Ousadas" e um desfile ousado chegou ao 4º lugar. Já a Nenê mordida de 97, fez uma homenagem a Estação Primeira de Mangueira, a grande rival de sua madrinha Portela, no Rio de Janeiro. Com direito a bateria de um surdo só e velha-guarda da verde e rosa, a escola chegou ao vice-campeonato.

O carnaval de 99 foi o maior até então. Mas, no geral duas escolas se destacaram, Vai-Vai e Nenê novamente. A escola da Bela Vista cantou "Nostradamus" e com um desfile de forte impacto visual, conhecido como "o desfile das caveiras", a escola chegou ao título. A Nenê arrastou a arquibancada falando sobre seus 50 anos, e saiu como grande favorita, liderou a apuração, mas perdeu no quesito alegoria por causa de uma escultura quebrada. A surpresa ficou por conta da Gaviões da Fiel, que acabou dividindo o título com a Saracura, e sobrou para a Nenê a terceira colocação.

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

No Carnaval de 2000, numa proposta inovadora até então: a história do Brasil foi dividida em 14 partes, e cada escola contaria uma parte. O Carnaval teve duas campeãs novamente: Vai-Vai (que ganhou o tri) com "Vai-Vai Brasil" relativa ao período de 1985-2000, e X-9 Paulistana com "Quem é você? Café", relativo ao período do ciclo do café. Num carnaval disputadíssimo, a Vai-Vai que encerrou os desfiles no segundo dia levantou o público e com um desfile perfeito levou o caneco mais uma vez. Já a X-9 fez um desfilo técnico, e tido como frio, mas chegou ao seu objetivo. Destaques daquele ano Gaviões da Fiel e Leandro. Esta última saiu como grande favorita fazendo um desfile surpreendente, o que despertou o sonho na comunidade da Zona Leste de ganhar o primeiro título tão esperado, mas a escola perdeu nos últimos quesitos, e a derrota ocasionou a saída da intérprete Eliane de Lima.

O Carnaval de 2001 foi até então o maior. Com duas campeãs, Vai-Vai (tetra) e o grande destaque do ano, a Nenê. Depois de 4 carnavais batendo na trave, a escola quebrou um jejum de 15 anos. A saracura falou de luz, e a Nenê cantou a participação do negro na história levantando a arquibancada no final do segundo dia de desfiles. Destaques do ano vão para Leandro de Itaquera, que levou uma serpente de mais de 100 metros para a avenida, o que prejudicou a evolução da escola, dando a ela só um 8º lugar, e Tucuruvi que fez um desfile aclamado por toda a cidade, falando sobre o nosso carnaval, mas que teve problema com um carro ao final de desfile, que ficou no meio da passarela, tirando a possibilidade de chegar ao desfile das campeãs e ao título. Gaviões da Fiel e Rosas fizeram desfiles bem elogiados pela crítica, já a Mocidade apresentou um samba confuso e não agradou.

Em 2002, a Gaviões da Fiel venceu o Carnaval com o enredo "Xeque Mate", com o destaque para o Camisa, que ganhou o vice-campeonato com um enredo sobre o número 4, levando a festa para a Barra Funda. Nenê, Rosas e Leandro também foram bem elogiadas nesse ano. A X-9 perdeu 6 pontos por atraso no desfile, o que lhe custou o título, pois empatou em pontos com a Gaviões da Fiel, punição até hoje lamentada pela comunidade que se autoproclamou campeã e acrescentou mais uma estrela ao seu brasão. Retornava ao Grupo Especial um destaque dos anos seguintes, a Unidos de Vila Maria.

Em 2003, a Gaviões da Fiel venceu e conquistou o bicampeonato, com o enredo "As Cinco Deusas Encantadas na Corte do Rei Gavião", que falava sobre as cinco regiões brasileiras. Um dos destaques para esse ano foi o empate entre a Águia de Ouro e a Império de Casa Verde, ambas ficariam entre as escolas que cairiam. Como não havia critérios de desempate até então, foi decidido que nenhuma cairia, passando São Paulo ter 16 escolas de samba no grupo de elite. Mas o grande destaque do ano foi a Mocidade que fez um desfile que ajudou a reescrever a história do carnaval paulistano. Falando sobre a água, a escola da Zona Norte levantou o público e levou o vice, depois de alguns anos de baixas colocações. A Leandro de Itaquera gerou polêmica ao trazer em uma jaula no abre-alas encenações de sexo. O Camisa Verde também foi destaque com um grande desfile que levou a arquibancada ao delírio.

Em 2004, uma surpresa, o Império de Casa Verde com seu enredo "O Novo Espelho de Narciso. Um Delírio Sobre os Heróis da Mitologia Paulistana", conquistava um expressivo terceiro lugar, a frente de escolas tradicionais e favoritas naquele ano, como a 4ª colocada Nenê e a 5ª colocada Rosas. A Gaviões da Fiel conseguiu um feito inédito: ser rebaixada após um bicampeonato, por causa de um dos episódios mais trágicos do carnaval paulistano, uma quebra assustadora de um carro. Vai-Vai também sofre um grande golpe e perde colocações, terminando numa 11ª colocação inexplicável. Quem venceu foi a Mocidade Alegre, falando sobre São Paulo (tema único), com o enredo "Do Além-mar à Terra da Garoa… Salve esta gente boa.", um dos desfiles tidos como o mais aclamado da história por público e crítica. Outro destaque foi a Imperador do Ipiranga, que teve um samba considerados um dos melhores do carnaval da São Paulo até então.

Em 2005, um ano de surpresas, o histórico samba-enredo do Império de Casa Verde "Brasil: Se Deus é por nós, quem será contra nós", que falava sobre o fim do mundo mas com alguma esperança, deu para a escola seu primeiro e inesperado título do carnaval paulistano. Ganhou polêmica devido a uma "apologia ao crime", quando em um de seus carros tinha uma escultura do bicheiro e patrocinador da escola: Francisco Plumari Júnior, mas conhecido como Chico Ronda, falecido no ano anterior. Outra surpresa ficou por conta do Rosas de Ouro, que foi um dos grandes destaques daquele ano. Apresentando "Mar de Rosas", um dos grandes desfiles do carnaval da cidade, a escola amargou inexplicavelmente o 7º lugar. Vila Maria também foi destaque e surpresa com seu primeiro grande desfile no Grupo Especial. Mocidade emocionou mas não levou, falando sobre Clara Nunes. Outra surpresa ficou por conta da Nenê, que também apontada como favorita levou somente o 9º lugar, pior colocação da história da escola até o momento. Mas a maior surpresa veio da Bela Vista. O Vai-Vai que saiu como franca favorita ao título (ao lado do Rosas), falou sobre a imortalidade. A escola do Bixiga arrastou o público mas amargou um quinto lugar, o que causou revolta na sua comunidade, que se negou a desfilar nas campeãs. Os resultados desse ano causaram uma briga entre os presidentes de Império e Vai-Vai ao final da apuração. Rebaixadas as duas escolas da Zona Sul, Imperador do Ipiranga que teve uma carro quebrado e a Barroca que por uma falha de evolução prejudicou o belo desempenho no ano que lançou o mestre de bateria mais novo, Thiago de 21 anos.

Em 2006, veio o bicampeonato do Império, com o enredo "Do Boi Místico ao Boi Real - De Garcia D'Ávila ao Nelore - O Boi que come capim - A Saga pecuária do Brasil para o Mundo". O título foi contestado por muitas agremiações e críticos, pois até erro de português no samba-enredo nota 30 foi encontrado. Vai-Vai novamente levanta a multidão e leva o vice com o enredo "São Vicente. Aqui começou o Brasil". Mocidade Alegre emociona, é favorita mas fica com o terceiro. O destaque da escola naquele ano foi a Rainha da Bateria Nani Moreira, famosa em todo o Brasil por suas performances, acabou sofrendo um acidente pirotécnico com sua fantasia que pegou fogo na avenida e teve queimaduras graves, mas continuou sambando até o final. Nenê que prometia alegorias grandiosas, teve problemas com peso e uma quebra sequencial de 4 carros levou a escola ao 11º lugar. Para diminuir o número de escolas para o ano seguinte, a Liga decide rebaixar 4 escolas, entre elas 3 grandes, Leandro, Camisa e Gaviões da Fiel. A Leandro apresenta um samba tido como um dos melhores, mas faz um desfile médio, e num carnaval disputadíssimo acabou caindo. O tradicional Camisa, emociona o público falando sobre o vinho, mas leva um nota 8,5 de bateria, o que acaba rebaixando a escola. A Gaviões da Fiel é rebaixada novamente, e novamente em último lugar. A Mancha Verde desfilou sozinha no grupo de escolas de samba desportivas, sendo campeã e única no gênero pois a Gaviões da Fiel conseguiu na justiça o direito de se desligar de tal grupo e disputar o título com as outras agremiações, mas a escola alviverde faz um dos desfiles mais emocionantes da era sambódromo.

Em 2007, a bicampeã Império faz um desfile triunfal com o enredo "Glórias e Conquistas - A Força do Império está no salto do Tigre", apostando no luxo e gigantismo a escola é tida como favoritíssima ao título do ano, mas amargou um quinto lugar. A Unidos de Vila Maria conquista seu melhor resultado em toda sua história: um expressivo 2° lugar com o enredo "Vila Maria: Canta, Encanta com a minha história… Cubatão a rainha das serras". Com um desfile que emociona o público e conquista a crítica a Vila perde por pouco. O vencedor foi a Mocidade, com o enredo "Posso ser Inocente, Debochado e Irreverente… Afinal, Sou o Riso Dessa Gente", surpreendendo a maioria dos críticos. Um grande destaque deste ano foi a Águia de Ouro, que vinha apresentando bons desfiles anteriormente, mas chegou ao seu ápice em 2007. falando sobre artesanato, a escola da Pompeia levantou a arquibancada de um forma nunca vista na década de 2000, foi indicada como favorita pela crítica, e liderou boa parte da apuração, mas perdeu no quesito Evolução, e ficou com o 4º lugar.

Em 2008, a Vai-Vai vence pela décima terceira vez, com o enredo "Acorda Brasil! A saída é ter esperança". A agremiação da Bela Vista levou todo o público à loucura, que correspondeu fazendo uma emocionante e espontânea coreografia na arquibancada, nunca vista antes no carnaval brasileiro. Outra favorita era a Vila Maria, que como o Império no ano anterior apostou no gigantismo, trazendo o maior carro alegórico da história do carnaval brasileiro. Com muito luxo e um samba contagiante a Vila conquista o público, mas leva só o terceiro lugar com o enredo "Irashai-Mase, milênios de cultura e sabedoria no centenário da imigração japonesa". A Mocidade ganha o vice, retomando o enredo sobre a Cidade de São Paulo, e a Tom Maior tem seu melhor resultado, um 5º lugar, com o mesmo tema. Rosas de Ouro também leva o status de favorita, falando sobre perfume, com muito luxo e interação do público, a escola conquista um lugar nas campeãs. A Gaviões da Fiel faz um péssimo desfile, considerado pelos críticos pior do que os de 2004 e 2006, mas levanta a arquibancada e se mantém no Grupo Especial. Águia de Ouro sofre com a quebra de um carro, e acaba sendo rebaixada. A esperada volta do Camisa decepciona, e a escola acaba rebaixada pela 3ª vez em sua história. Algumas escolas de samba se sentiram coagidas com o resultado inesperado gerado pelos descartes de notas na apuração, alegando que se não houvesse tal critério, o resultado de classificação seria diferente, e por esse motivo as escolas de samba Vai-Vai, Gaviões da Fiel, Império de Casa Verde, Pérola Negra, Mancha Verde, Imperador do Ipiranga, Unidos do Peruche, Dragões da Real e Camisa Verde e Branco se unem e criam uma entidade paralela a liga das escolas de samba de São Paulo, a Super-Liga.

Em 2009, a Mocidade vence com o enredo "Da chama da razão ao palco das emoções… sou a máquina, sou a vida… sou o coração pulsando forte na avenida", com luxo e raça a escola leva o caneco. A Vai-Vai foi com um tema atual "Mens sana et corpore sano - O Milênio da Superação", que falava sobre saúde e higiene, mas acabou em segundo. Rosas de Ouro e Gaviões da Fiel Torcida, conquistaram seus melhores resultados desde 2004. Mas os grandes destaques do ano foram Pérola Negra e Tom Maior, escolas que apresentaram sambas impecáveis, desfiles emocionantes e plasticamente perfeitos, mas acabaram em 9º e 11º lugar, respectivamente. O destaque negativo ficou por conta das tradicionais: O Camisa não conseguiu acesso para o Grupo Especial , A Unidos do Peruche amargou o último lugar e caiu. Mas o maior choque foi a queda de umas das maiores escolas de samba do carnaval brasileiro, a Nenê de Vila Matilde. A escola da Zona Leste sofreu com problemas internos como brigas com o carnavalesco, quebras de carros, inversão nas alas e falta de fantasias. Nem o melhor samba do ano "60 anos - coração guerreiro, a grande refazenda do samba"(que falava sobre os 60 anos da escola) e a bateria mais famosa de São Paulo, que tiraram as maiores notas , foram suficientes para segurar a escola, que disputou o carnaval 2010 no acesso, pela primeira vez em sua história.

Em 2010, A Rosas de Ouro se sagra campeã e conquista seu sétimo título, com o enredo "Cacau: um grão precioso que virou chocolate, e sem dúvida. se transformou no melhor presente!", terminando com a pontuação máxima (270 pontos). Uma grande polêmica se criou em torno do desfile da escola, envolvendo a agremiação, a Rede Globo e a marca de chocolates Cacau Show, graças a um suposto Merchandising que existiria no samba e no título do enredo da escola. Versos da música e o título do desfile foram trocados.[8]

A Mocidade Alegre era favorita, ganhou o Troféu Nota 10 e ainda levantou as arquibancadas com o enredo sobre o espelho mas só ficou com o vice-campeonato. O Vai-Vai que fez um belo desfile já no amanhecer de sábado, conseguiu alegrar o público com seu enredo comemorativo aos seus 80 anos de fundação e também de Copas do Mundo, conseguindo a 3º colocação. Surpresa foi a Mancha Verde que com o enredo "Aos Mestres com Carinho! Mancha Verde Ensina Como Criar Identidade" fez um desfile tecnicamente perfeito, conseguiu a melhor colocação de sua história, um expressivo 4º lugar, ficando a frente da coirmã Gaviões das Fiel que ficou na 5º colocação, enaltecendo o centenário do Corinthians, trouxe em seu desfiles vários jogadores do clube e até a estrela Ronaldo. Um episódio desagradável acorreu durante a apuração quando integrantes da escola não gostaram de algumas notas baixas dadas e começaram uma confusão onde a apuração teve que ser paralisada por alguns minutos.[9]

A Acadêmicos do Tucuruvi surpreendeu, fez o melhor desfile de sua história sendo cotada ao título, mas por notas baixas no quesito evolução a escola da Zona Norte acabou na 8º colocação com o enredo "São Luis do Maranhão - Um Universo de Encantos e Magias". Imperador do Ipiranga e Leandro de Itaquera foram rebaixadas. No Grupo de Acesso o favoritismo da Nenê de Vila Matilde se confirmou e a escola se sagrou campeã, voltando para o Grupo Especial junto com a Unidos do Peruche. Outras escolas se destacaram, como a Dragões da Real e o Camisa Verde e Branco. A grande surpresa da noite de domingo foi a Uirapuru da Mooca que fez um desfile sem glamour mas conquistou o sambódromo com um samba irreverente e a bateria ousada, falando sobre os Estados Unidos da América.

O primeiro dia do desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba de São Paulo de 2011 foi marcado para iniciar as 23 horas e 15 minutos da sexta-feira, dia 4 de março de 2011. O desfile das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo de 2011, aconteceu nos dias 4 de março e 5 de março de 2011, marcando os 20 anos do Sambódromo do Anhembi na zona norte da capital paulista. Participaram 14 escolas de samba, desfilando da sexta para o sábado as escolas Unidos do Peruche, Tom Maior, Tucuruvi, Rosas de Ouro (campeã do ano anterior), Mancha Verde, Vai-Vai e Pérola Negra, e do sábado para o domingo as escolas Nenê de Vila Matilde, Águia de Ouro, Mocidade Alegre, Vila Maria, X-9 Paulistana, Gaviões da Fiel e Império de Casa Verde, na ordem. Vai-Vai, Pérola Negra, Gaviões da Fiel e Império de Casa Verde desfilaram com o dia claro. O carnaval foi marcado por alegorias gigantescas, fantasias luxuosas, sambas impactantes, enredos dos mais variados e o grande apoio do público, que lotou as arquibancadas e ovacionou as escolas de samba. Vai-Vai, Império de Casa Verde, Vila Maria, X-9 Paulistana e Nenê de Vila Matilde realizaram o maior desfile de suas histórias sendo consideradas fortes candidatas ao título. Vai-Vai realizou o mais emocionante desfile da história do Anhembi, levantando o público com a homenagem ao maestro João Carlos Martins, e saindo do sambódromo com gritos de "é campeã!".

Após a apuração do carnaval 2012, onde após tumulto houve invasão da área julgadora, a escola de samba Império de Casa Verde foi punida com a perda da subvenção pela Prefeitura[10] . A Liga, com a nova política de regionalização da Rede Globo, que definiu que o desfile não será transmitido para o Rio de Janeiro, assim como já acontece no Rio Grande do Sul, formalizou que não haverá o rebaixamento para o Grupo De Acesso [11] .

A confusão no carnaval paulista levou o jornal Folha de São Paulo a promover, em sua coluna Tendências e Debates, de sábado, 25 de fevereiro de 2012, um debate entre dois especialistas, com a seguinte questão: As torcidas organizadas devem participar do carnaval paulista?. Respondeu NÃO Fernando Capez, promotor de Justiça licenciado e deputado estadual pelo PSDB, e SIM Vanderlei de Lima, filósofo e estudioso de Torcidas Organizadas. O debate foi interessante e deve ser lido.

Em 2013, participaram do carnaval paulistano entre 40 a 50 blocos de rua independentes, além dos que integram a programação da prefeitura -12 ligados à Abasp (Associação das Bandas Carnavalescas de São Paulo) e mais dez do Pholia na Luz, organizado pela ABBC (Associação de Bandas, Blocos e Cordões Carnavalescos de São Paulo).[12]

Em 2014, um decreto da Prefeitura de São Paulo, assinado por Fernando Haddad, regulamentou o Carnaval de rua na cidade, após alguns anos renegado e até proibido em gestões anteriores.[13] [14]

Escolas de Samba Desportivas - Agremiações Oriundas de Torcidas Organizadas[editar | editar código-fonte]

Antes de se falar em Escolas de Sambas Desportivas, teríamos que regressar nos anos 30 e 40, quando Bailes de Carnaval e Blocos oriundos de equipes de Futebol Amador e Profissional, desfilavam em caráter oficial pelos bairros da cidade, e até oficialmente pela prefeitura.

Durante a Década de 1970 surgiram Entidades Carnavalescas que fariam muito sucesso no futuro, como a Gaviões da Fiel multicampeã desfilando pela categoria dos blocos em São Paulo, na mesma década surgiram a TUSP (Torcida Uniformizada do São Paulo), a TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras), que não acompanharam com muito sucesso, a força que a Gaviões já obtinha.

No fim da década de 1980, como argumento, a Liga-SP presidida então por Leandro Alves (Seu Leandro (Atualmente presidente da Leandro de Itaquera)), decide dar uma chance para a Gaviões da Fiel se tornar escola. e em 1988 outorga o acesso direto por premiação, ou seja, a Gaviões por ser campeã desde sua fundação, perdendo apenas em um ano,se tornaria escola de samba e ganharia uma vaga no Grupo 1 (Hoje Grupo de Acesso), no Carnaval de 1989 a escola com apenas 1 ano de vida, ratifica sua força e sobe ao Grupo Especial para o Carnaval de 1990.

Em 1991 a Mancha Verde e a TUP (afastada do Carnaval), são convidadas a desfilar na Águia de Ouro, a torcida do Palmeiras então adere a escola, e assim começa a ajudar a entidade no crescimento em detrimento ao sucesso da Gaviões. A Mancha manipula uma tentativa de golpe em meados de 1993 na presidência da Águia, mais graças a uma manobra do então presidente Sidnei Carrioulo, a "Ala da Mancha" é expulsa e assim a ideia de ter uma escola própria amadurece. Em 1995 após a conquista do título da Gaviões, Paulo Serdan, então Presidente da Mancha Verde vai a público e anuncia a criação do Bloco Carnavalesco Mancha Verde. Porem o nascimento já é ameaçado com a dissolvência da Torcida Organizada, graças a Briga no Pacaembu na fatídica final da Supercopa de Futebol Júnior, a Gaviões conseguiu sua não extinção com uma ação na justiça, alegando que não poderia ser dissolvida pois não era mais um torcida, e sim um GRÊMIO RECREATIVO CULTURAL, a Mancha usou do mesmo artifício, não perdeu o então Bloco Carnavalesco, e assim desde 1995 venceu todos os grupos que passou, se tornou escola, quando em 2004 garantiu pela primeira vez a vaga no sonhado Grupo Especial.

A Malungos Independentes (Antiga Independente), começa a observar o sucesso das torcidas rivais, e arruma uma saída para voltar aos estádios, cria um bloco em 1997, e outorga sua refundação, começa como bloco na Vaga Pleiteante, até em 2003, quando já era escola uma semana antes do Carnaval, integrantes que estavam no Anhembi entram em conflitos com integrantes oriundos do bloco Pavilhão 9 que desfilava no Anhembi naquele dia, na fuga do crime, os integrantes passaram em frente a quadra da Mancha Verde, que fazia o ultimo ensaio daquele ano, matando um integrante, e ferindo mais dois. Num dos episódios mais tristes do Carnaval Brasileiro, a escola é expulsa do Carnaval Paulistano por tempo indeterminado.

Porem nesse meio tempo surgiram varias entidades como a Torcida Jovem do Santos, TUP, Camisa 12 e Dragões da Real

Em 2004, a Mancha Verde tornou-se campeã do grupo de acesso paulistano, ascendendo para a divisão de elite do Carnaval, mas naquele ano, surpreendentemente, a atual campeã Gaviões da Fiel acabou rebaixada. O termo "escola de samba desportiva" surgiria definitivamente em 2006, quando, com o retorno da Gaviões da Fiel ao grupo principal, o regulamento previamente aprovado previa a criação do "Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas", que abrigaria todas as escolas desportivas que chegassem ao Grupo Especial. Elas então deveriam disputar uma competição em separado, num desfile à parte. Através de acordos e decisões judiciais, ambas as escolas participaram da competição principal em 2006 e 2007 (nesse último ano apenas a Mancha desfilou entre as grandes pois a Gaviões da Fiel novamente havia sido rebaixada). Ainda assim, a LigaSP não reconhece as colocações da Mancha entre as outras 14 escolas que participaram do desfile principal, colocando-a numa categoria à parte, onde competiu sozinha e foi declarada bicampeã. Para 2008, o Grupo das Esportivas foi oficialmente extinto.

Esses acontecimentos foram uma tentativa da LigaSP de excluir da competição as duas escolas ligadas a torcidas, por medo de que as brigas entre torcidas organizadas, muito comuns nos estádios de futebol, pudessem se espalhar pelo sambódromo e prejudicar o evento. Até hoje, no entanto, não se tem notícias de incidentes graves e as diretorias de Mancha e Gaviões da Fiel mantém um bom relacionamento.

Dentre todas as escolas de samba esportivas, somente a Gaviões da Fiel foi campeã do Grupo Especial, tendo 4 títulos. Em 1995 a escola ganhou seu primeiro título com um samba enredo que, até hoje, é cantado pelos amantes do carnaval.

No ano de 2011, a Dragões da Real foi campeã do Grupo de Acesso e garantiu sua participação inédita no desfile do Grupo Especial de 2012, fazendo com que três escolas ligadas a times de futebol tivessem direito de desfilar na elite do carnaval paulistano.

Corte real[editar | editar código-fonte]

Rainha do carnaval[editar | editar código-fonte]

A Rainha do Carnaval de São Paulo é a passista que tem o dever de cortejar a folia, junto com o Rei Momo, na referida cidade. Cada cidade onde o carnaval ocorre possui um concurso de Rainha do Carnaval, sendo assim cada um possui as suas regras. Nas cidades em que ocorrem os desfiles de escolas de samba, como São Paulo (cidade), as Rainhas do Carnaval são geralmente candidatas provenientes das escolas ou de ateliês e equipes especializados em formar passistas. Nestes mesmos concursos as princesas são geralmente as segundas e terceiras colocadas, podendo ser 1ª Princesa e 2ª Princesa, respectivamente. Algumas delas após o reinado se tornam rainhas ou madrinhas de bateria, assim como algumas rainhas ou madrinhas de bateria que se elegem rainhas e princesas do Carnaval representando suas escolas.

Referências

  1. a b Sua Pesquisa. Carnaval.
  2. a b c d e Zélia Lopes da Silva (dezembro de 2012). A memória dos carnavais afro-paulistanos na cidade de São Paulo nas décadas de 20 e 30 do século XX pp. 37-68. Página visitada em 10/05/2014. Cópia arquivada em 10/05/2014.
  3. Jornal USP ano XXII no.790
  4. Mônica Reolom (27 de fevereiro de 2014). Cordões resgatam folias do passado (em português). O Estado de S.Paulo. Página visitada em 02 de março, 2014.
  5. 27/12/1935 - Acervo Folha de São Paulo - http://acervo.folha.com.br/resultados/buscade_talhada/?all_words=&commit.x=39&commit.y=12&date[day]=&date[month]=&date[year]=&fdm=1&fdn=1&final_date=&fsp=on&group_id=0&initial_date=&page=142&phrase=Escola+de+Samba&theme_id=0&utf8=%E2%9C%93&without_words=&words=
  6. Jornal Folha da Noite (Acervo Folha de São Paulo 17/2/1941)
  7. Acervo Folha - Folha da Manhã (6/2/1942)
  8. Globo faz Rosas de Ouro mexer em samba-enredo
  9. Apuração das escolas de SP é marcada por tensão e brigas
  10. VEJA (12/04/2012). Império da Casa Verde perde verba da prefeitura para 2013. 14:23. Página visitada em 29/09/2012.
  11. Liga-SP: não haverá descenso e subida de escolas no acesso
  12. Daniel Tremel (27 de janeiro de 2013). Para botar o bloco na rua (em português). Folha de S.Paulo. Página visitada em 02 de março, 2014.
  13. Bárbara Ferreira Santos (06 de fevereiro de 2014). Carnaval de Rua de São Paulo vai ter mais de um mês de duração (em português). O Estado de S.Paulo. Página visitada em 02 de março, 2014.
  14. Haddad regulamenta Carnaval de rua em São Paulo (em português). Veja São Paulo (17 de fevereiro de 2014). Página visitada em 02 de março, 2014.
  15. Jurados escolhem corte do Carnaval de São Paulo para 2005: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u102533.shtml
  16. São Paulo elege corte do Carnaval 2006: http://carnaval2006.terra.com.br/interna/0,,OI835347-EI6242,00.html
  17. Rei e Rainha do Carnaval 2007 são eleitos em SP: http://carnaval2007.terra.com.br/interna/0,,OI1346529-EI8196,00-Rei+e+rainha+do+Carnaval+sao+eleitos+em+SP.html
  18. São Paulo elege Rei Momo e Rainha do Carnaval 2008: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,sao-paulo-elege-rei-momo-e-a-rainha-do-carnaval-2008,104758,0.htm
  19. Corte do Carnaval 2009 de São Paulo: http://www.studiomoderno.com/det_noticias.php?codigo=92
  20. São Paulo elege Rei Momo, Rainha e Princesas do Carnaval 2010: http://noticias.r7.com/sao-paulo/fotos/corte-do-carnaval-paulista-elege-rainha-rei-momo-e-princesas.html
  21. São Paulo elege Rainha do Carnaval e Rei Momo de 2011 http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/sao-paulo-elege-rainha-do-carnaval-e-rei-momo-de-2011-20110108.html
  22. Rei Momo e Rainha do Carnaval são eleitos em São Paulo: http://entretenimento.uol.com.br/album/eleicao-corte-carnaval-2012_album.htm
  23. Corte elege Rei Momo e Rainha do Carnaval 2013 de São Paulo: http://carnaval.uol.com.br/2013/noticias/redacao/2013/01/18/corte-elege-rei-momo-e-rainha-do-carnaval-2013-de-sao-paulo.htm
  24. Terra (17/01/2014). Rei Momo, Rainha e Princesas do Carnaval 2014 são coroados em SP. Página visitada em 18/01/2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]