Histologia

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Uma secção de tecido pulmonar corado com hematoxilina e eosina. Esta pessoa sofre de enfisema.

Histologia (do grego hystos = tecido + logos = estudo) é o estudo dos tecidos biológicos de animais e plantas, sua formação, estrutura e função.[1] É uma importante disciplina das áreas de ciências biológicas e da saúde[2] e outras áreas correlacionadas, tais como Histofisiologia, Histoquímica, Imuno-histoquímica e Histopatologia.[1] Em Biologia, ela ainda pode ser conceitualmente dividida em Histologia Animal, com enfoque em animais, Histologia Humana, com enfoque em seres humanos, Histologia Vegetal, com enfoque em plantas, dentre outras.

A Histologia desenvolveu-se após a invenção do microscópio óptico.[2] Posteriormente, com o desenvolvimento do microscópio eletrônico, entre de outros instrumentos para visualização dos tecidos, e de técnicas, por exemplo cultura de células, permitiram um grande avanço na área.[1]

O método mais comum para estudar os tecidos é realizado por meio da preparação de lâminas histológicas.[1] Resumidamente, tal preparação envolve processos físicos e químicos de corte, fixação, desidratação, diafazinação (ou clareamento) e coloração, os quais envolvem diversos instrumentos e compostos químicos.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Nasceu com os primeiros estudiosos que se utilizaram do microscópio: Robert Hook, Malpighi, Graw, Ham, Fontana e outros; muito antes que Meyer, em 1819, desse esse nome à ciência que descreve os tecidos dos animais e dos vegetais. O termo tecido foi, contudo, introduzido por Xavier Bichat.

Métodos de estudo dos tecidos biológicos[editar | editar código-fonte]

A observação de tecidos ao microscópio óptico é feita por transparência. É necessário que o tecido seja submetido a cortes finíssimos, através da sua inclusão num bloco de parafina, para ser cortado num micrótomo. Depois de cortado, retirada a parafina e colocado numa lâmina, o corte é fixado (para não se deteriorar) e corado. É comum a utilização de corantes que destacam determinadas partes das células (como o azul de metileno e o iodo). Essas lâminas então podem ser finalmente observadas ao microscópio óptico. Esses métodos histológicos são geralmente utilizados para a observação de tecidos animais.

Os desenvolvimentos recentes na área da microscopia electrónica, a imunofluorescência e o corte por congelação permitiram um enorme avanço nesse ramo científico. Com essas novas técnicas, a aparência dos tecidos pode ser examinada, permitindo a comparação entre tecidos saudáveis e doentes, o que é bastante importante para a eficiência dos diagnósticos e prognósticos clínicos.

Artefatos[editar | editar código-fonte]

O artefato ocorre comumente em alguns preparações. É uma estrutura, por exemplo, uma bolha, ou ausência de uma estrutura, por exemplo, espaço entre camadas celulares, que acontece quando uma das etapas de preparação da lâmina histológica falha. Pode influenciar numa análise levando a uma interpretação errada do material estudado.

Tipos de tecido[editar | editar código-fonte]

Os animais são formados, pelo menos, de dois tipos de tecido: o tecido epitelial, com função de revestimento e proteção, e o tecido conjuntivo, com função principal de preenchimento. Um exemplo de animais formados de apenas dois tecidos são os poríferos. Além disso, os animais podem apresentar ainda mais dois tipos de tecidos, o tecido muscular e o tecido nervoso, como é no caso dos seres humanos e na maiorias dos outros animais. Esses quatro tipos principais de tecidos também podem apresentar outros subtipos.[1]

Os vegetais são formados por dois tipos de tecidos: o tecido meristemático e o tecido adulto. Eles são responsáveis pela formação dos demais subtipos ou simplesmente tipos de tecidos vegetais.

Subtipos de Tecido[editar | editar código-fonte]

Todos os subtipos de tecidos são originados a partir desses tipos básicos (por exemplo, as células sangüíneas são classificadas como tecido conjuntivo, já que se originam na medula óssea).

  • Endotélio: no revestimento de vasos sanguíneos e vasos linfáticos.
  • Mesotélio: no revestimento das cavidades pleural e pericárdica.
  • Mesênquima: nas células de preenchimento entre os órgãos, incluindo células de gordura, músculos, ossos, cartilagens e tendões.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f JUNQUEIRA, Luiz C. & CARNEIRO, José. Histologia Básica. 9ª Edição. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan S.A., 1999. ISBN 85-277-0516-8.
  2. a b Porto Editora (2003). Infopédia - Site de Enciclopédia e Dicionários de Porto Editora <http://www.infopedia.pt/$histologia>. Acessado em 20 de Dezembro de 2012
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