Balneário Camboriú

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Balneário Camboriú
"BC"
"Camboriú"
Vista do Centro a partir da Barra Norte

Vista do Centro a partir da Barra Norte
Bandeira de Balneário Camboriú
Brasão de Balneário Camboriú
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 20 de julho de 1964 (50 anos)
Gentílico balneo-camboriuense
Prefeito(a) Edson Renato Dias - Piriquito (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Balneário Camboriú
Localização de Balneário Camboriú em Santa Catarina
Balneário Camboriú está localizado em: Brasil
Balneário Camboriú
Localização de Balneário Camboriú no Brasil
26° 59' 27" S 48° 38' 06" O26° 59' 27" S 48° 38' 06" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Vale do Itajaí IBGE/2008 [1]
Microrregião Itajaí IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Camboriú, Itajaí e Itapema
Distância até a capital 80 km
Características geográficas
Área 46,489 km² (BR: 5495º)[2]
População 121 900 hab. estimativa IBGE/2013[3]
Densidade 2 622,13 hab./km²
Altitude 2 m
Clima Mesotérmico úmido com verões quentes Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,845 muito alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 2 405 738 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 21 722,63 IBGE/2011[5]
Página oficial

Balneário Camboriú é um município da Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, no litoral norte do estado de Santa Catarina, no Brasil. Possui, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no ano de 2010, uma população de 108 089 habitantes[3] , sendo o 11º município mais populoso do estado e o 2º menor em área total.

Destaca-se como o município com maior densidade demográfica de Santa Catarina, com mais de 2 350 habitantes por quilômetro quadrado. Balneário Camboriú possui uma das maiores densidades de prédios do Brasil. Apesar de possuir pouco mais de 100 000 habitantes, sua estrutura de edifícios comporta aproximadamente 1 000 000 de pessoas, marca frequentemente ultrapassada na alta temporada. Balneário Camboriú foi eleito o município com melhor qualidade de vida do litoral catarinense, sendo a segunda do estado, ficando atrás apenas de Florianópolis[6] .

Topônimo[editar | editar código-fonte]

Há duas versões quanto à origem do topônimo Camboriú. Uma de origem popular, devido a uma acentuada curva no rio perto da foz, diz que, quando indagados por alguém à procura de uma pessoa, os moradores dali diziam: "camba o rio", vocábulo muito usado pelos pescadores da região. A segunda versão (e mais aceitável) é a do padre Raulino Reitz: mapas bem antigos assinalam o nome rio Camboriú antes da haver povoamento de origem europeia na área; o topônimo Camboriú viria, então, do tupi, formado pela aglutinação das palavras kamuri (robalo) e 'y (rio). Segundo essa versão, portanto, "Camboriú" significaria "rio dos robalos"[7] .

História[editar | editar código-fonte]

Vista da orla marítima da cidade

Os primeiros habitantes da região foram povos coletores, os quais foram derrotados, por volta do ano 1000, pelos índios carijós. Estes, por sua vez, foram escravizados, a partir do século XVI, pelos colonos de origem europeia de São Vicente[8] . A ocupação de origem europeia da região começou com a chegada do açoriano Baltasar Pinto Corrêa. O povoamento de origem europeia da região teve início em 1758, quando luso-açorianos e algumas famílias procedentes de Porto Belo se estabeleceram no local denominado Nossa Senhora do Bonsucesso, mais tarde, denominado Barra.

Em 1836, chegou ao local Thomaz Francisco Garcia com sua família e alguns escravos. Daí a antiga denominação de Garcia, pela qual o lugarejo era conhecido. Em 1848, passou a ser distrito da cidade de Itajaí, chamado de Bairro da Barra, com a construção da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Em 1884, foi desmembrado de Itajaí, originando a cidade de Camboriú. Atraídas pela fertilidade do solo e pelo clima, vieram famílias de origem alemã, procedentes do vale do Itajaí.

Em 1930, pela situação geográfica privilegiada, iniciou-se fase de ocupação da região preferida pelos banhistas, e, dois anos depois, foi construído o primeiro hotel, na confluência das avenidas Central e Atlântica.

A criação do município de Balneário Camboriú ocorreu apenas em 1964, quando se emancipou de Camboriú, passando a ter o mesmo nome, mas com o adjetivo "Balneário" incorporado no nome. Em 1964, o distrito obteve autonomia, passando a município com o topônimo de Balneário de Camboriú, alterado, em 1979, para Balneário Camboriú.

Atualmente, a população é uma mistura de descendentes de alemães, poloneses, portugueses e italianos.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Balneário Camboriú tem sua origem cultural na base luso-açoriana. Entre as manifestações locais, estavam: Folguedo do Boi-de-Mamão, Cantorias de Terno-de-Reis, tecelagem em tear de pente-liço, cerâmica artesanal ou louçaria de barro, fabricação de farinha de mandioca em engenho, pesca artesanal de tainha, brincadeira do boi. Na gastronomia, estavam as derivações de pratos a base de do mar e farinha de mandioca, como a sopa de siri, pirão com peixe, tainha escalada (tainha cortada pelo dorso, salgada e seca ao sol, assada na grelha), sopa e bolinho de peixe, sardinha frita, em conserva ou a jato. Essas manifestações ainda são percebidas no Bairro da Barra e nas praias do sul.

Devido à migração de pessoas motivadas pela vida no litoral, a partir da década de 1960, houve um significativo aumento demográfico, agregando outras apropriações culturais às manifestações locais, contribuindo para a formação da diversidade cultural da cidade, principalmente na região central.

Hoje, é comum a prática de bocha na praia entre as pessoas de mais idade, e atividades aeróbicas como caminhada, corrida, passeios de bicicleta para os moradores da região central. Durante o verão, o município é tomado por turistas do Paraná, Rio Grande do Sul, Chile e Argentina, que, no alto verão, são em maior número que os próprios moradores. Além da praia, a vida noturna é bastante importante.

O município é conhecido nacionalmente pelos eventos de triatlo e semelhantes (como o Mundialito de Fast Triathlon e o Mundial de Mountain Bike).

A parte sul da cidade, bem como seus arredores, é muito conhecida pelas casas sertanejas e baladas mundialmente conhecidas, como a Green Valley.

Capela de Santo Amaro[editar | editar código-fonte]

A Capela de Santo Amaro, antiga Igreja Matriz do Bom Sucesso, ajuda a contar história da região. É uma edificação singela, quase desprovida de ostentação, seguindo em linhas gerais o "modelo original" da Igreja Jesuíta de Nossa Senhora das Graças de Olinda (Pernambuco), que serviu de base para a arquitetura luso-brasileira até o limiar do século XX. Tombada como Ptrimônio Histórico pelo Estado de Santa Catarina através do Decreto 2 992, de 25 de junho de 1998, e pelo município de Balneário Camboriú pelo Decreto 3 007, de 10 de setembro de 1998, a Capela passou por intervenção de restauro no ano de 2008, com recursos estatuais e municipais. Sua construção foi autorizada no início do século XIX, mas especula-se que somente no ano de 1849 a obra foi iniciada, no antigo "arraial do Bom Sucesso". A assimetria nas paredes laterais, as vigas de arranque na parte posterior da edificação, a diferença de materiais e a incomum mudança de Matriz para Capela indícios que o projeto original foi descartado, e a obra continuada de forma mais simplificada. Segundo a história oral resgatada na comunidade, isso se deve ao fato da comunidade ter encontrado recursos naturais potencialmente mais rentáveis rio acima, mudando a sede para onde hoje é o município de Camboriú, do qual Balneário Camboriú se emancipou em 1964. A Capela situa-se no Bairro da Barra, em frente à Praça dos Pescadores e da Escola de Arte e Artesanato sediada na Casa Linhares.

Casa Linhares[editar | editar código-fonte]

A Casa Linhares, remanescente nos anos 1950, é uma edificação em alvenaria, de dois pavimentos, com telhado de quatro-águas, sustentado por vigas de madeira maciça falquejada, que no linguajar local significa "cortada à facão". A história que envolve a casa reforça a riqueza do local. Construída para moradia do casal Ademar Linhares e Néia Bastos, com recursos de uma boa negociação do café da região, teve suas telhas especialmente encomendadas com a primeira forma da Cerâmica Bastos (Camboriú). Ademar Linhares, montou a primeira mercearia do local, que abastecia todas as famílias que moravam nas praias agrestes. Posteriormente, a casa abrigou a primeira farmácia da Barra, e uma barbearia e hoje abriga a sede da Escola de Arte e Artesanato "Cantando, Dançando e Tecendo nossa História", devido a suas características estéticas, históricas e por sua localização, em frente à Capela de Santo Amaro e da Praça dos Pescadores.

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Sede do Executivo Municipal

Distrito criado com a denominação de Praia de Camboríu, pela lei municipal número dezoito, de 20 de outubro de 1954, subordinado ao município de Camboriú.

No quadro fixado para vigorar no período de 1954 a 1958, o distrito de Praia de Camboriú figura no município de Camboriú.

Elevado à categoria de município com a denominação de Balneário de Camboriú, pela lei estadual 960, de 8 de abril de 1964, desmembrado de Camboriú. Sede no antigo distrito de Praia do Camboriú. Constituído do distrito-sede. Instalado em 20 de julho de 1964.

Pela lei estadual 5 630, de 20 de novembro de 1979, o município de Balneário de Camboriú passou a denominar-se Balneário Camboriú.

Relação dos Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Distrito Praia de Camboriú - criação 1959 1º Intendente - Olávio Mafra Cardoso 2º Intendente - Florentino Mafra Cardoso 3º Intendente - Paulo Wilerich

Município de Balneário Camboriú Instalação 1964

Administração: 1964 - Evaldo Schaefer - Foi nomeado pelo Governo do Estado de Santa Catarina para ser Prefeito provisório. Sua missão foi de organizar o Município que seria emancipado de Camboriú, isso datava 29 de maio de 1964. Tomou posse no dia 20 de julho de 1964. Foi prefeito nomeado pelo governo do Estado até 12 de dezembro de 1964, entrando para a história como prefeito nomeado. Organizou o serviço público, o sistema de contabilidade e preparou a legislação tributária, de pessoal e de posturas, posteriormente, aprovadas pela Câmara Municipal. Permaneceu no cargo aproximadamente um ano. Dotado de grande inteligência e capacidade, era especialista em organizar novos municípios. Foi fundador de uma Organização Catarinense de Assistência Técnica aos Municípios. Faleceu em 1° de Maio de 1971, aos 74 anos.

Administração:1964/1965 - Aldo Novaes - Aldo Novaes foi funcionário da CELESC, tendo iniciado na EMPRESUL da qual foi transferido para esta cidade. Foi eleito vereador em Camboriú, no ano de 1961, e durante este mandato propôs o Projeto de Emancipação de Balneário Camboriú. Para se entender um pouco desta parte da história, recorda-se da “memorável sessão” que foi tumultuada, devido à resistência de alguns vereadores da sede (Camboriú), principalmente Francisco Barreto que liderava os demais contra a emancipação. Para se chegar ao consenso foram necessárias mais duas sessões extraordinárias. Finalmente, em votação secreta, aprovou-se o projeto do vereador Aldo Novaes, por cinco votos a favor e dois contra. O projeto seguiu para a Assembleia Legislativa, em Florianópolis, e foi sancionada a Lei nº 960, de 8 de abril de 1964, criando assim o “Município de Balneário Camboriú”. Em dezembro de 1964, Aldo foi nomeado pelo governador Celso Ramos para o cargo de Prefeito Provisório, sucedendo a Evaldo Schaefer. Sua administração foi de dezembro de 1964 a novembro de 1965, quando então, assumiu o primeiro Prefeito eleito pelo povo: Higino João Pio.

Administração: 1965/1969 - Higino João Pio - Foi o 1º prefeito eleito de Balneário Camboriú. Exerceu a função no período de 15 de novembro de 1965 a 3 de março de 1969. Na época não existia o cargo de vice-prefeito. As eleições aconteceram em 3 de outubro de 1965, onde os partidos políticos União Democrática Nacional (UDN) e Partido Social Democrático (PSD) lançaram seus candidatos a Prefeito de Balneário Camboriú. Pela UDN concorreu Paulo Wilerich e pelo PSD Higino João Pio, sendo este eleito. Fato que marcou a história da cidade, pois foi o primeiro Prefeito eleito. Assim, iniciava-se o primeiro período dos poderes executivo e legislativo municipais. Foi durante o seu governo que as ruas da cidade receberam a numeração par e ímpar, até hoje utilizadas, o que promoveu uma significativa organização no sistema viário da cidade. Sua administração foi interrompida motivada pelo seu trágico falecimento. Proprietário do Hotel Pio, além de uma casa comercial, homem público sensível às necessidades dos pouco favorecidos economicamente.

Administração: 1969 - Álvaro Antônio da Silva - Álvaro é filho de pioneiros, seus pais vieram para Balneário Camboriú em 1940. Foi eleito vereador na 1ª Legislatura, no período de 15 de novembro de 1965 a 31 de janeiro de 1970. Foi presidente da Câmara de Vereadores no período de 1969 a 1970. Foi prefeito interino por ocasião da morte do prefeito Higino João Pio, no período de 4 de março a setembro de 1969. Fundou a primeira Escola Técnica de Comércio Bruno Silva. Ocupou vários cargos de confiança na esfera estadual e municipal. Durante sua administração realizou as seguintes obras: construção da Garagem da Prefeitura; construção da Escola Várzea do Ranchinho e da Escola Isolada do Barranco (Bairro Vila Real - hoje desativada); abertura da Rua 904 até Avenida do Estado; Biblioteca Pública Municipal Machado de Assis; melhoria da pavimentação em algumas ruas e na infra-estrutura existente; aquisição de caminhões, máquinas e equipamentos (mobiliário).

Administração: 1969/1970 - Interventor Federal - Egon Alberto Stein - Foi nomeado Interventor Federal, em Balneário Camboriú, por ocasião do trágico falecimento do Prefeito Higino João Pio. O período da Intervenção foi de setembro de 1969 a janeiro de 1970. Possuidor de um currículo invejável, vive em Blumenau onde dirige sua empresa de construção civil. Egon chegou a traçar importantes projetos visando à preservação futura das praias que mais despertavam atenção em todo o território nacional, na época. Mas não deu tempo para colocar em prática sua intenção. Passou o cargo ao prefeito eleito Armando César Ghislandi.

Administração: 1970/1973 e 1977/1983 - Armando César Ghislandi - Aos vinte e seis anos de idade ordenou-se sacerdote católico, tendo sido pároco na cidade de Penha/SC. Após vinte anos, desligou-se do sacerdócio e começou a lecionar em escolas. Foi Diretor da Faculdade de Filosofia da Universidade do Vale do Itajaí. Em 1965 foi nomeado Exator de Rendas Estaduais (Coletor Estadual), tendo sido o 1º Exator da cidade de Balneário Camboriú. Atuante professor do Colégio Agrícola de Camboriú e Associação de Ensino Bruno Silva de Balneário Camboriú. Ingressou na política partidária em 1960, quando foi eleito presidente do diretório municipal do Partido Social Democrático (PSD). Em 30 de novembro de 1969, elegeu-se Prefeito Municipal de Balneário Camboriú com Domingos Fonseca de Vice-Prefeito. Seu primeiro mandato foi no período de 1° de fevereiro de 1970 a 31 de janeiro de 1973. Foi novamente candidato a Prefeito nas eleições de 15 de novembro de 1976 com Alberto Pereira de Vice-Prefeito, assumindo novamente a prefeitura no período de 1 de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983. Foi um homem íntegro e dedicado à Educação na sua gestão. Foi o administrador a quem coube organizar a estrutura municipal de turismo com a criação da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo. Grande liderança política, excelente orador, o que lhe deu condições de ser por duas vezes Prefeito de Balneário Camboriú. Em seu governo realizou a abertura da 3ª Avenida e outros grandes empreendimentos administrativos. Faleceu no dia 15 de abril de 2005, após dois anos enfermo. Seu sepultamento deu-se no dia 16 de abril, no Cemitério Parque dos Crisântemos, em Itajaí, com grande acompanhamento e honras oficiais do município.

Administração: 1973/1977 - Gilberto Américo Meirinho - Foi o terceiro prefeito eleito na história de Balneário Camboriú, levando consigo Wilson Vieira dos Santos como vice-prefeito. Natural de Itajaí/SC, Gilberto Américo Meirinho nasceu em 12 de outubro de 1929. Casado com Zenir Rebelo Meirinho, o casal tem duas filhas, genros e netos. Atualmente, reside aqui em Balneário Camboriú e é possuidor de um dos mais vastos currículos. Foi bancário, cooperativista, industrial, armador do setor de pesca, além de incorporador. Seu mandato como Prefeito compreendeu o período de 1° de fevereiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977. Quando Prefeito, foi idealizador da CITUR Rodo-Feira, hoje Parque Cyro Gevaerd. Foi ele, também, quem deu início à construção do atual prédio da prefeitura municipal e sua administração sobressaiu-se pela elaboração de planos e projetos. Foi Vice-Prefeito do Conselho de Eletrificação Rural de Santa Catarina e Conselheiro da CELESC. Também foi Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento das Estâncias e Centros Turísticos. Recebeu inúmeros títulos e condecorações, destacando-se a Medalha do Serviço Nacional de Opinião Pública, Prefeito da Comunidade de Melhor evolução, Honra ao Mérito do Ministério de Educação e Cultura e Reconhecimento Público, como homem de turismo de Santa Catarina.

Administração: 1983/1988 - Haroldo Schultz - Foi eleito Prefeito Municipal no período de 1 de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988. Sucedeu Armando César Ghislandi no seu segundo mandato. Veio para Balneário Camboriú, na década de 1960, com a esposa Renate e filhos. Do primeiro matrimônio nasceram seis filhos: Orlando, Melânia, Osmar, Mariana, Miriam e Marlene. Ao chegar na cidade, desenvolveu o trabalho com construção civil e logo estabeleceu a Construtora e Incorporadora H. Schultz. Elegeu-se Prefeito com apoio de Armando César Ghislandi. Durante seu governo realizou grandes obras, como a rede de esgoto e saneamento básico.

Administração: 1989/1992 – 1997/2000 e 2001/2004 - Leonel Arcângelo Pavan - Ele construiu em pouco mais de vinte anos, uma próspera e vertiginosa carreira política. Foi vereador, três vezes prefeito de Balneário Camboriú, deputado federal, senador da República e, atualmente, vice-governador do Estado de Santa Catarina. Foi eleito vereador no período de 1 de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988. Foi prefeito municipal nos períodos de 1 de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992, de 1 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000 e de 1 de janeiro de 2001 a 5 de abril de 2002. Foi eleito deputado federal no período de 1992 a 1996. Renunciou ao cargo de prefeito em 5 de abril de 2002 para se candidatar a uma vaga no Senado Federal, na qual se elegeu em 2002. Em 2004 se candidatou a vice-governador do Estado, assumindo em 2005. Algumas das obras que Pavan realizou quando esteve frente à Prefeitura Municipal foram: reurbanização da 3ª Avenida (drenagem pluvial, iluminação e pavimentação asfáltica); pavimentação asfáltica em muitas ruas da cidade; construção do Núcleo de Atendimento ao Idoso (NAI); construção e iluminação de várias quadras de esporte nas escolas; construção do Mercado do Pescador; Linha de Acesso as Praias (Interpraias); construção de pista de Skate; ampliação de Unidades de Ensino; construção de casas populares em parceria com a Caixa Econômica Federal; entre inúmeras obras efetuadas no governo de Leonel Pavan.

Administração: 1993/1996 - Luiz Vilmar de Castro - Iniciou sua militância político partidária no antigo MDB, atuando com destaque na campanha eleitoral de 1982, na qual se engajou nas candidaturas de Ademar Silva a prefeito da cidade e Jaison Barreto a governador do Estado. Foi eleito vereador no ano de 1988 e assumiu no período de 1 de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992. No ano de 1990 assumiu a Secretaria Municipal de Educação e realizou um compromisso de campanha eleitoral que foi a construção do Centro Integrado de Ensino Público – CIEP. Foi eleito presidente do diretório municipal do PDT, cargo do qual licenciou-se para ser candidato a prefeito da Força da Frente Popular. Foi eleito prefeito municipal no período de 1 de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996. Em sua administração como prefeito, foi afastado do cargo no período de 29 de março de 1996 a 14 de junho de 1996. Então, em 14 de junho de 1996 reassumiu o cargo de prefeito, sob mandado judicial, para terminar seu mandato.

Administração: 29/03 a 14 de junho de 1996 - Luiz Eduardo Cherem - Luiz Eduardo Cherem é formado em Odontologia pela UFSC e pós-graduado em Cirurgia Buco-Maxilo-Facial pela PUC-RS. Reside em Balneário Camboriú desde 1986. Começou a interessar-se pela vida política em 1986, devido sua profunda preocupação com as questões ambientais, foi fundador e Vice-Presidente da Associação Ecológica do Vale do Rio Camboriú e Presidente do Partido Verde, pelo qual se elegeu Vereador em 1988. Foi relator da Lei Orgânica do Município em 1989. Durante o mandato de Vereador foi um dos responsáveis pela criação da Secretaria do Meio Ambiente. É filiado ao PSDB desde 1990. Foi Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de 1989 a 1990. Foi eleito Vereador no período de 1 de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992 e Vice-Prefeito no período de 1 de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996. Assumiu a Prefeitura no período de 29 de março a 14 de junho de 1996, devido ao afastamento do prefeito Luiz Vilmar de Castro, que retornou ao cargo sob mandado judicial. Candidatou-se a deputado estadual, mas não se elegeu. Foi assessor parlamentar e secretário municipal da saúde e de obras. Foi eleito deputado estadual em 2002. No ano de 2006, a história se repete e Dado Cherem se elege deputado estadual de Santa Catarina pelo PSDB. Atualmente exerce a função de secretário estadual da saúde. Dentre os vários projetos desenvolvidos em sua passagem pela Secretaria de Saúde devem ser destacados:*NAI (Núcleo de Assistência ao Idoso) – Posto de saúde multidisciplinar voltado ao atendimento da terceira idade; *PAI (Posto de Atenção Infantil) – Posto de saúde temático em forma da Arca de Noé visando o atendimento da criança e do adolescente com ênfase na preservação da gravidez precoce e no combate as drogas; *CEO (Centro de Especialidades Odontológicas) – Unidade odontológica multidisciplinar com atendimento gratuito, entre outras.

Administração: 2002/2004 e 2005/2008 - Rubens Spernau - Rubens Spernau vive em Balneário Camboriú desde 1979. Em 1982, formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina. Trabalha na área de estruturas. Em 1989, foi Secretário de Obras (1ª Administração de Leonel Pavan – Partido Democrático Trabalhista). Em 1992, com a criação da Secretaria de Planejamento, acumulou as duas pastas. Em 1993, no governo de Luiz Vilmar de Castro (Partido Democrático Trabalhista), assumiu o cargo de Secretário de Planejamento. Em 1994 pediu exoneração do cargo. Esteve afastado da administração pública até 1997, quando retornou à prefeitura na 2ª Administração de Leonel Arcângelo Pavan (Partido Democrático Trabalhista) ocupando o cargo de Secretário de Planejamento. No ano de 2000 ,foi eleito Vice-Prefeito de Balneário Camboriú, pela Coligação Partido Democrático Trabalhista, Partido da Social-Democracia Brasileira, Partido Liberal, Partido Verde e Partido Trabalhista Brasileiro. No dia 5 de abril de 2002, assumiu como prefeito em substituição à candidatura de Leonel Pavan ao Senado. Em 2004, criou a Escola de Arte e Artesanato e a Fundação Cultural de Balneário Camboriú. Assumiu o município em 1 de janeiro de 2005. Sua administração promoveu um significativo desenvolvimento estrutural na cidade. Grandes e importantes obras foram inauguradas, como por exemplo: o Centro de Fisioterapia e Reabilitação; nova sede da Biblioteca Pública Municipal e Arquivo Histórico; o Restauro da Capela de Santo Amaro; Molhe da Barra Sul; reforma e ampliação da Escola Municipal Armando César Ghisland; construção dos Centros Educacionais Municipais Dona Lili, Ariribá, Nova Esperança e Vereador Santa; postos de saúde; o Hospital Municipal Ruth Cardoso, entre outras importantes ações. O município recebeu o título de "Capital Catarinense do Turismo".

Administração: 2009/2012 - Edson Renato Dias

Etnias[editar | editar código-fonte]

A população balneo-camboriuense é caracterizada por ser pouco etnicamente miscigenada. É possível observar na cidade uma forte presença de pessoas brancas descendentes sobretudo de alemães, mas também de italianos, espanhóis, polonenses e portugueses. Juntos, a população branca da cidade, de qualquer etnia, representam mais de 92% da população de Balneário Camboriú. A população negra é numericamente reduzida, representando 0,3% da população. Entretanto, a população de pessoas pardas vem aumentando nos últimos anos (em torno de 7%), com a vinda de migrantes de outras regiões do país à procura de novas oportunidades profissionais e melhores condições de vida e renda. Já a presença de pessoas de etnia oriental é rara, porém verificável.

Cor/Raça Percentagem
Branca 92,5%
Negra 0,3%
Parda 6,4%
Amarela 0,9%

Fonte: Censo 2000

Economia[editar | editar código-fonte]

Complexo Turístico Cristo Luz, segundo maior monumento turístico do Brasil, com 33 metros de altura, localizado no alto do Morro da Cruz

As principais atividades econômicas do município são a prestação de serviços, a indústria, o turismo e a construção civil.

Entre os equipamentos turísticos, temos na Barra Sul do município, um teleférico que agrega o Complexo Turístico UNIPRAIAS e que liga a Praia Central à Praia das Laranjeiras e a demais praias da região sul de Balneário Camboriú: Taquaras, Taquarinhas, Pinho, Estaleiro e Estaleirinho. Pinho é a primeira praia de nudismo oficial do Brasil. Essas praias são interligadas por uma estrada denominada Linha de Acesso às Praias (LAP), mais conhecida como Interpraias, que se estende até os limites do município de Itapema.

Balneário Camboriú oferece uma boa estrutura de apoio ao turismo, contando com mais de 100 hotéis, gastronomia variada e de qualidade, comércio forte e prestação de serviços.

A atividade da construção civil é supervalorizada, com média de 3 000 reais o metro quadrado. A ocupação dá-se por edificações comerciais e residenciais, contando com cerca de 1 035 edifícios de classes média e alta. O município conta com cerca de 350 imobiliárias.

Durante o ano, a procura por Balneário Camboriú é feita não apenas por brasileiros, mas também por turistas da América Latina, América do Norte e alguns países da Europa.

Clima[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Balneário Camboriú
J F M A M J J A S O N D
 
 
177
 
29
20
 
 
201
 
28
20
 
 
159
 
28
19
 
 
126
 
25
16
 
 
104
 
23
14
 
 
71
 
20
12
 
 
82
 
20
12
 
 
100
 
21
13
 
 
112
 
21
14
 
 
147
 
23
15
 
 
110
 
26
17
 
 
137
 
28
19
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Tempo Agora
Temperatura da água do mar de Balneário Camboriu

A temperatura da água do mar para esta região de Balneario Camboriu varia de dezesseis graus centígrados em média (no inverno) para 24,4°C em média (no verão), sendo que no outono e na primavera fica em torno dos 21°C. Os meses mais quentes são Fevereiro e Março.

O clima é considerado ameno e, na classificação de Köppen, é do Tipo Cfa (mesotérmico úmido com verões quentes). No verão, embora quente, com uma sensação térmica podendo chegar até quarenta graus centígrados, porém sua temperatura dificilmente ultrapassa os 33°C, sendo que a média da temperatura no verão na cidade é de 25°C. Já no inverno, o clima muda completamente, grandes massas de ar polar chegam a cidade, deixando o clima na maioria dos dias nublados e a temperatura média não ultrapassando os catorze graus centígrados nas madrugadas mais frias, podendo ser observadas temperaturas entre zero e quatro graus centígrados.

A média de chuva na cidade é de 1 500 mm, não havendo uma estação seca. Porém, há anos com mais indícios de chuva do que outros, por causa do fenômeno El Niño. Os anos que têm a presença desse fenômeno têm índices pluviométricos muito superiores à média. Já os anos que têm o fenômeno La Niña têm índices pluviométricos mais reduzidos e invernos muito mais rigorosos, podendo ocorrer indícios de geada nas áreas afastadas do centro e nas partes mais elevadas dos morros.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. a b Balneário Camboriú - SC. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 12 de fevereiro de 2012.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 31 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 10 de junho de 2014.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  7. NAVARRO. E. A. Método moderno de tupi antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p. 183
  8. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 18,19.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Balneário Camboriú