Itapema

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Município de Itapema
"Princesinha Catarinense"
Rio Perequé, na Meia Praia

Rio Perequé, na Meia Praia
Bandeira de Itapema
Brasão de Itapema
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 21 de abril de 1962 (52 anos)
Gentílico itapemense
Prefeito(a) Rodrigo Costa "Bolinha" (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itapema
Localização de Itapema em Santa Catarina
Itapema está localizado em: Brasil
Itapema
Localização de Itapema no Brasil
27° 05' 24" S 48° 36' 39" O27° 05' 24" S 48° 36' 39" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Vale do Itajaí IBGE/2008 [1]
Microrregião Itajaí IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Balneário Camboriú, Camboriú, Porto Belo e Tijucas
Distância até a capital 60 km
Características geográficas
Área 59,022 km² [2]
População 45 814 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 776,22 hab./km²
Altitude 2 m
Clima Subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,796 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 438 074,399 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 12 286,48 IBGE/2008[5]
Página oficial
Praia de Itapema, na Meia Praia
Commons
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Itapema é um município do estado de Santa Catarina, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 27º05'25" sul e a uma longitude 48º36'41" oeste, estando a uma altitude de 2 metros. Sua população é estimada em 2011 era de pouco mais de 48.000 habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

Existem duas possibilidades etimológicas para o topônimo "Itapema":

  • pode ser uma referência a um dos nomes populares do gavião-tesoura[6]
  • pode proceder da expressão tupi itápeba (pedra achatada)[7]

História[editar | editar código-fonte]

Ocupação indígena[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes conhecidos do litoral de Santa Catarina foram povos coletores, os quais foram derrotados, por volta do ano 1000, pelos índios carijós. Estes, a partir do século XVI, foram escravizados pelos colonos de origem europeia de São Vicente[8] .

Colonização açoriana[editar | editar código-fonte]

A partir de meados do século XVIII, houve a chegada de povoadores açorianos, a partir da baía de Porto Belo. Distante mais de 8 000 quilômetros de Santa Catarina, os açorianos que emigraram para o Brasil em meados do século XVIII (entre 1748-1756) têm suas origens nas ilhas Terceira, São Jorge, Pico, Faial, Graciosa e São Miguel. Os açorianos já alocados nas comunidades de São Miguel e Santo Antônio foram os responsáveis pelo povoamento da baía de Porto Belo, onde ajudaram a fundar a freguesia de Porto Belo em 18 de dezembro de 1824, depois transformada em vila em 13 de outubro de 1832.

Os descendentes desses imigrantes, no início do século XIX, povoaram a região de Itapema, dando, em 30 de dezembro de 1914, a Itapema, sua primeira estrutura administrativa, com a criação de seu Distrito Policial.

Os açorianos continuaram, nos anos posteriores a sua vinda, sua tarefa povoadora, expandindo-se para além da fronteira estadual. Os terrenos de suas moradias obedeciam ao modelo açoriano do litoral, ou seja, em forma de "espinha de peixe", onde, em perpendicular a uma via central, se estendiam, originando um área retangular. Essa área, com os casamentos dos filhos, ia se subdividindo, organizando a família no interior desta área estreita e comprida.

Uma das conseqüências desta forma de organizar o espaço estava no acesso que era dificultado pela presença seguida dos terrenos, sem vias de circulação entre eles, havendo a necessidade de um longo percurso, caso houvesse a necessidade de deslocamento para o “outro lado”.

Tem-se que em 1852, admitia-se que já moravam em áreas do atual município de Itapema cerca de 980 descendentes portugueses e açorianos. Esse dado refere-se ao número de 51 engenhos de farinha de mandioca e de açúcar existente. Era muito comum as famílias possuírem os dois tipos de engenhos. Considerando que, no litoral catarinense, a cada 3,5 famílias, correspondia a um engenho e que cada família era formada por uma média de sete pessoas, chega-se a este número aproximado.

Nomes[editar | editar código-fonte]

A primeira denominação de Itapema foi Vila de Santo Antônio de Lisboa ou Tapera, termo que estava relacionado ao modelo de suas moradias. Sua economia baseava-se na subsistência, sendo a pesca no litoral, além do plantio da mandioca e a produção de farinha, aliados a outros produtos como: milho, feijão, café, arroz e melancia.

O crescimento demográfico até meados do século XIX foi lento. A partir do fim deste mesmo século, Itapema recebe imigrantes de origem alemã, italiana e espanhola que logo acabam mesclando-se à população de origem açoriana. Esses outros povos exercem pouca influência cultural local, visto que as festividades, como a festa da padroeira – Nossa Senhora dos Navegantes – além das brincadeiras, como a Farra do Boi, Boi-de-Mamão e cantorias do Terno-de-Reis e festas do Divino foram trazidas e mantidas pelos açorianos.

A evolução político-administrativa do Município de Itapema segue passos bastante comuns àqueles municípios não planejados, passados por fases hierárquicas de importância sócio-econômica, até atingir a atual condição, ou seja, as pessoas de maior influência econômica acabam assumindo também cargos políticos representativos.[9]

Evolução[editar | editar código-fonte]

A primeira fase do município se estendeu do período em que era qualificado como arraial até 1915. A condição de arraial não tinha nenhum prestígio político-administrativo, ficando subordinado à sede da freguesia a qual pertencia, representada nesse momento por Porto Belo. A sede do arraial, conhecido como Vila de Santo Antônio de Lisboa ou Tapera, localizava-se no bairro hoje identificado como Canto da Praia, bairro esse que ainda hoje abriga a maioria dos descendentes dos primeiros povoadores do município, carregando consigo as tradições locais.

Tem-se como primeira referencia à existência da Tapera o ano de 1804 a qual é feita na planta hidrográfica da baía de Porto Belo elaborada pelo comandante da canhoneira Araguary, existente no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. No ano de 1832 identifica-se , através de um documento não especificado, o nome de José Antonio da Silva como residente na Tapera, tornando-se o morador mais antigo de que se conhece.

No ano de 1912, o arraial da Tapera, a pedido de seus moradores, recebe uma nova denominação, passando então a chamar-se Itapema. Nos anos seguintes, com o aumento populacional em consonância com o aumento da importância econômica, Itapema foi elevada à categoria de distrito de paz (freguesia) em 2 de janeiro de 1915, através da Lei Municipal n° 28 da Câmara de Porto Belo, sendo seus primeiros juízes de paz eleitos em 14 de março de 1915.

Emancipação[editar | editar código-fonte]

Durante a fase de distrito, Itapema foi incorporada ao Município de Camboriú, no período de 1923 a 1925. Com o crescimento populacional no transcorrer da primeira metade do século XX, assim como da importância econômica, Itapema insere-se dentro das condições de ser nomeada município, fato esse que efetiva-se em 13 de janeiro de 1962, através da resolução número 62 da Câmara Municipal de Porto Belo, de autoria dos vereadores, então moradores de Itapema, Olegário Bernardes e Ernesto Francisco Severino.

No dia 31 de janeiro do mesmo ano, assume o primeiro prefeito eleito em Itapema, Olegário Bernardes, que a partir de então seria a representação política de uma população inferior a 3 500 habitantes, número alcançado apenas no Censo de 1970.

O processo de ocupação da orla foi se multiplicando no decorrer dos anos, exibindo contrastes entre as casas dos moradores locais, na maioria pescadores e, as casas de veraneio ou segunda residência, graças a procura cada vez mais elevada das pessoas de Itapema enquanto espaço de referencia no lazer de sol e mar.

A partir da década de 1980, acontece um significativo crescimento no setor habitacional do país, tendo a construção civil como um dos principais agentes ativos desse setor econômico. Em consonância ao que acontece em escala nacional, Itapema também apresenta uma expansão desse setor, resultando mudanças significativas na paisagem local, vinculada a uma aceleração dos fluxos turísticos colocando o município em destaque no cenário catarinense.

Política[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 27º05'25" sul e a uma longitude 48º36'41" oeste, estando a uma altitude de 2 metros. Sua população é estimada em 2011 era de pouco mais de 46.000 habitantes.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Crescimento[editar | editar código-fonte]

Itapema é considerada a 29º maior cidade de Santa Catarina sendo que é o município que mais cresceu entre 2000 e 2010 segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010. A cidade teve um crescimento de 77,1 por cento, passando de 25 869 habitantes em 2000 para 45 814 habitantes em 2010. Itapema é o terceiro município que mais recebe turistas no Estado de Santa Catarina e vem investindo amplamente em obras de infraestrutura, saneamento básico e espaços de lazer, como, por exemplo, com a construção de um parque linear à beira-mar, na Meia Praia: o Parque Calçadão.

A Capital dos Ultraleves[editar | editar código-fonte]

Esse título deve-se ao fato de que, na área do município, tem-se o maior número de horas de voos de ultraleve do estado. Não dá para passar por Itapema sem experimentar um passeio por Meia Praia. Anualmente, é realizado na cidade o Encontro de Ultraleves, o evento é um sucesso e atrai milhares de admiradores da aviação. A Associação de Pilotos de Itapema prepara várias surpresas para o dia do encontro, como manobras radicais, exposições de aeronaves, sorteios de voos, acrobacias, paraquedismo, aeromodelismo, revoadas sobre a cidade, entre outras atrações. No ano de 2013 o evento estará em sua décima primeira edição.

Melhor Infraestrutura entre as Praias do Litoral Norte Catarinense[editar | editar código-fonte]

Itapema é a cidade com a melhor infraestrutura entre as praias no Litoral Norte de Santa Catarina. A constatação é de um guia elaborado pelo Jornal de Santa Catarina, em que mostra um comparativo entre todas as praias da região. Já no Diário Catarinense, Itapema fica atrás apenas de Jurerê Internacional, de Florianópolis, como a segunda melhor infra-estrutura de praia do Estado.

O Jornal de Santa Catarina analisou as condições de nove itens: guarda-vidas, chuveiros, banheiros públicos, acesso à praia, posto policial, calçadão, estacionamento, sinalização para turistas e iluminação. A praia com o melhor conceito fica em Itapema. A Meia Praia não teve qualquer item considerado ruim e se destaca pelo grande número de banheiros públicos e chuveiros, além do recém construído calçadão.

Em âmbito estadual, o Diário Catarinense considerou a infraestrutura como fundamental, já que facilita o acesso das pessoas à praia. Segundo o periódico, as três melhores praias em infra-estrutura são, em ordem: Jurerê Internacional, Meia Praia e a Praia Central, de Balneário Camboriú. Depois de conversar com moradores e turistas, testar os chuveiros, conferir passarelas e deques, percorrer trilhas e andar na beira do mar, foi possível reconhecer a exuberância do Litoral Catarinense.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 19 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 975.
  7. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  8. BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 18-19.
  9. FARIAS, Vilson Francisco de Farias. Itapema: natureza, história e cultura. Edição do autor. 1999
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