Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro

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Museu Nacional
Tipo Museu de história natural e antropológica
Inauguração 6 de junho de 1818 (196 anos)
Diretor Claudia Rodrigues Ferreira de Carvalho
Website museunacional.ufrj.br
Geografia
Localidade Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
 Brasil

O Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é voltado à difusão científica e cultural atuando na interface memória e produção científica. É um dos mais importantes museus brasileiros, sendo a primeira instituição científica do país e o maior museu de história natural e antropológica da América Latina.

Criado por Dom João VI, em 6 de junho de 1818 e sediado inicialmente no Campo de Santana, serviu para atender aos interesses de promoção do progresso cultural e econômico no país. Originalmente denominado de Museu Real, foi incorporado à universidade em 1946. Está localizado no interior do Parque da Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

O palácio foi residência da família real portuguesa de 1808 a 1821, pertenceu à família imperial brasileira de 1822 a 1889, abrigou a primeira Assembléia Constituinte Republicana de 1889 a 1891 e é sede do Museu Nacional desde 1892. Ser a residência da família imperial brasileira até 1889 deu ao museu um caráter ímpar frente às outras instituições do gênero.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Palácio de São Cristóvão em 1862.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A instituição remonta ao Museu Real, fundado por Dom João VI (1816-1826) em 1818, numa iniciativa para estimular o conhecimento científico no Brasil. Inicialmente o museu abrigou coleções de materiais botânicos, de animais empalhados, de minerais, de numismática, de obras de arte e de máquinas. Herdou algumas das aves empalhadas da antiga Casa dos Pássaros, primeiro museu de história natural brasileiro, fundado pelo vice-rei Dom Luis de Vasconcelos. A primeira sede do Museu Real localizava-se no Campo de Santana, no centro da cidade, em um prédio mais tarde ocupado pelo Arquivo Nacional.[2]

Com o casamento do príncipe Dom Pedro I com a princesa Maria Leopoldina de Áustria, vieram para o Brasil importantes naturalistas europeus, como Johann Baptiste von Spix e Carl Friedrich Philipp von Martius, que trabalharam para o museu. Muitos outros pesquisadores europeus, como Auguste de Saint-Hilaire e Georg Heinrich von Langsdorff, contribuíram, ao longo do século XIX, para a coleção de exemplares naturais e etnológicos da instituição, nas respectivas expedições pelo país.

Visão lateral do Museu Nacional.

No entanto, a remoção da Corte para o Rio de Janeiro, um movimento invisível da história colonial, implicou também uma inversão completa das geografias de conhecimento dessas instituições invocada, de repente não havia metrópole para enviar as espécies e os alunos. Em 1817, a Imperatriz Leopoldina, uma princesa de Habsburgo, chegou ao Brasil com toda uma equipe de cientistas austríacos, incluindo os naturalistas Karl Friedrich von Martius e Johann Baptist von Spix, que, além da fundação de um jardim botânico, que foi anexado ao museu em 1819, imediatamente embarcaram em uma viagem de três anos para o interior, publicado como Reise nach Brasilien em Munique, em 1827. O museu nos anos seguintes operado como um mediador entre expedicionários estrangeiros, como o austríaco príncipe Maximilian von Wied-Neuwied, o barão Langsdorff russo, ou o francês Auguste de Saint-Hilaire, garantindo proteção oficial em troca de uma participação modesta das espécies eles recolhidos.

Particularmente após a declaração da Independência em 1822 e a nomeação como ministro do Tribunal de José Bonifácio de Andrada e Silva, um reformador iluminado e ele próprio um mineralogista treinados, gestores públicos e museu insistentemente reivindicado para a instituição local uma parte justa dos itens coletados - e, portanto, soltar uma briga eterna entre viajantes estrangeiros e museólogos brasileiros que atingiria o seu pico quando o Império se desfez. Posição do museu neste debate implícito na territorialidade, entretanto, foi enfraquecido pelo fato de que bem na segunda metade do século, a fim de adquirir coleções, que tinha pouca escolha mas para comprá-los de estrangeiros especialistas, como a coleção de minerais Werner, comprado do geólogo alemão Pabst von Ohain em 1818 em 12 mil réis.

Vista do Paço de São Cristóvão, por Jean-Baptiste Debret

Segundo Reinado[editar | editar código-fonte]

No decorrer do século XIX, refletindo tanto as preferências do Imperador Dom Pedro II quanto o interesse do público europeu, o Museu Nacional passou a investir nas áreas da antropologia, paleontologia e arqueologia. O próprio Imperador, um entusiasta de todos os ramos da ciência, contribuiu com diversas peças de arte egípcia, fósseis e exemplares botânicos, entre outros itens, obtidos por ele em suas viagens. Desta forma o Museu Nacional se modernizou e tornou-se o centro mais importante da América do Sul em História Natural e Ciências Humanas.

República[editar | editar código-fonte]

O Imperador ainda era uma figura muito popular no momento em que foi deposto, em 1889. Desta forma, os republicanos procuraram apagar os símbolos do Império. Um destes símbolos, o Paço de São Cristóvão, a residência oficial dos imperadores, tornou-se um local ocioso e que ainda representava o poder imperial. Então, em 1892, o Museu Nacional, com todo o seu acervo e seus pesquisadores, foi transferido da Casa dos Pássaros para o Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, onde se encontra até os dias de hoje.

Em 1946 o Museu passou a ser administrado pela então Universidade do Brasil, atual UFRJ. Os pesquisadores e laboratórios ocupam boa parte do museu e alguns prédios erguidos no Horto Botânico, na Quinta da Boa Vista. No Horto ainda encontra-se uma das maiores bibliotecas científicas do Rio de Janeiro.

Ensino[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o Museu Nacional oferece cursos de pós-graduação vinculados à UFRJ nas áreas de Antropologia Social, Arqueologia, Botânica, Geologia, Paleontologia e Zoologia

Panorama do Museu Nacional no Paço de São Cristóvão.

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Sobre o Museu Nacional
  2. Museu Nacional da UFRJ. Projeto Conhecendo Museus. Página visitada em 18 de julho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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