Praça da República (Rio de Janeiro)
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Nota: Para outros significados de Praça da República, veja Praça da República.
A Praça da República, conhecida também como Campo de Santana, é um logradouro situado no Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. O nome da praça é uma referência ao fato de se localizar nas proximidades de onde ocorreu a Proclamação da República do Brasil em 1889.
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[editar] História
[editar] Origem
Nos tempos coloniais, a região atualmente ocupada pela praça era um grande pântano. Com o tempo, a região foi sendo aterrada. O "Campo da Cidade" ou "Campo de São Domingos" passou a ser um marco divisório entre o Centro da cidade e a zona rural.
Em 1753, era chamado de "Campo de Santana", nome originado da igreja nele construída, local de grande afluência de devotos, que foi demolida em 1854 para dar lugar à primeira estação ferroviária urbana do Brasil, a Estação Dom Pedro II. Em 1941, no lugar da antiga estação, foi inaugurada a atual Estação Central do Brasil.
No seu entorno, foram erguidos outros edifícios: o do Comando do Exército (1811), a sede da Prefeitura, a sede do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, a Escola Municipal Rivadávia Correia, a Casa da Moeda do Brasil (1863) - atual Arquivo Nacional, a Rádio MEC, a faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Igreja de São Gonçalo Garcia e São Jorge.
A região foi palco de momentos marcantes da história do país, como a aclamação do imperador Pedro I do Brasil, a Proclamação da República Brasileira (a casa de Deodoro da Fonseca ficava em frente ao Campo de Santana) e os protestos da Revolta da Vacina.
[editar] Estrutura atual
Em 1942, com a construção da Avenida Presidente Vargas, que derrubou algumas das construções do entorno, a praça foi dividida em duas. Do lado do Palácio Duque de Caxias, reconstrução do Comando do Exército datada de 1937 e sede do Comando Militar do Leste do Exército brasileiro, foi construído o Panteão Duque de Caxias. Em todos os desfiles das comemorações da Independência do Brasil, ali é montado o palanque das autoridades. No lado oposto, ficam os jardins do Campo de Santana, grande passeio público arborizado e urbanizado no início do século XIX. A sua reforma iniciou-se em 1873 e foi completada em 1880, seguindo projeto do paisagista francês Auguste François Marie Glaziou. Na área, é possível encontrar diversas espécies de animais vivendo em liberdade, como cutias, galinhas-d'angola, gatos, patos-do-mato e pavões[1].
Atualmente, a praça encontra, em suas extremidades, as ruas que dão fim à Saara, a Rua Frei Caneca, a Rua Moncorvo Filho (próximo ao campus da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro), além da Avenida Presidente Vargas.