Praça Tiradentes (Rio de Janeiro)

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Praça Tiradentes em obras (janeiro de 2011).
Solar do Visconde do Rio Seco (antigo prédio do DETRAN).
Estátua equestre de D. Pedro I na Praça Tiradentes.
Fundição Val D'Osne: estátua "A Justiça".
Antigo Largo do Rossio do Rio de Janeiro (atual Praça Tiradentes) com o pelourinho ainda de pé. Ao fundo, o Real Teatro de São João (Debret, 1834.

A Praça Tiradentes é um logradouro localizado no Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Os séculos XVII e XVIII[editar | editar código-fonte]

O logradouro originou-se no século XVII, a partir do desmembramento do Campo de São Domingos. Inicialmente chamou-se Rossio Grande, numa referência ao Largo do Rossio de Lisboa, passando a ser chamado de Campo dos Ciganos, por ter sido ocupado por tendas de ciganos.

A partir de 1747, com a construção da Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa num terreno próximo, passou a ser conhecida como Campo da Lampadosa. No final do século XVIII, o então presidente do Senado, Antônio Petra de Bittencourt, ergueu um palacete defronte à praça (o Solar do Visconde do Rio Seco, antigo prédio do DETRAN).[1]

O século XIX[editar | editar código-fonte]

A partir de 1808 a praça passou a ser chamada de Campo do Polé, devido à instalação de um pelourinho no local.

Em 1821 o príncipe-regente, D. Pedro de Alcântara, jurou fidelidade à Constituição Portuguesa então em elaboração na sacada do Real Teatro São João (onde hoje se localiza o Teatro João Caetano), na imediação da praça, razão pela qual ela adquiriu o nome de Praça da Constituição.

Em seu centro foi inaugurada em 1862 a estátua equestre de D. Pedro I, com projeto de João Maximiano Mafra, executado pelo escultor francês Louis Rochet a mando do imperador Pedro II do Brasil. Em 1865, a praça recebeu mais quatro estátuas, em estilo clássico, representando as quatro virtudes das nações modernas: a Justiça, a Liberdade, a União e a Fidelidade,[2] em ferro fundido, da Fundição Val d'Osne.

Em 1872 nela foi inaugurado o "Theatre Franc-brésiliene", atual Teatro Carlos Gomes. Em 1890, a praça adquiriu o seu atual nome, em comemoração ao centenário da morte de Tiradentes, que aconteceria dois anos depois. Tiradentes, mártir da independência brasileira, foi executado próximo à praça, na esquina da rua Senhor dos Passos com a avenida Passos.

Do século XX aos nossos dias[editar | editar código-fonte]

Durante a efervescência cultural do final do século XIX e início do século XX, ficou conhecida por ser o "ponto cem réis" dos bondes que faziam retorno para o bairro da Muda. Durante essa época, a cantora lírica brasileira Bidu Sayão morou numa casa no número 48 da praça[3] .

Possui, em seu entorno, dois dos mais importantes teatros da capital fluminense: o Teatro Carlos Gomes [4] e o Teatro João Caetano [5] . Também em seu entorno se localizam alguns estabelecimentos tradicionais centenários, como o Real Gabinete Português de Leitura, a Sapataria Tic-Tac (que criou fama na época do pós-Segunda Guerra Mundial por se especializar em cravejar tachinhas de ferro nas extremidades do solado dos calçados), a Gafieira Estudantina, o Bar Luiz e outros já não mais existentes, como a Camisaria Progresso. Foi ainda afamado ponto de boemia e de meretrício da história da cidade, uma tradição que remontou à década de 1930, e que apenas se extinguiu no local na passagem para o século XXI.

Em fins de 2011, o restaurante "Filé Carioca", localizado nos arredores da praça, explodiu, matando 3 pessoas e ferindo 17,[6] causando grande repercussão na mídia e comoção nacional.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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