Largo do Machado

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Largo do Machado: em primeiro plano a estátua de Nossa Senhora da Glória; ao fundo a igreja de Nossa Senhora da Glória.
Largo do Machado. Ao fundo, a academia da terceira idade, o chafariz e a Igreja de Nossa Senhora da Glória.

O Largo do Machado é um largo situado no bairro do Catete[1] , na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Abriga a entrada da estação de metrô homônima.

Os serviços e o comércio são a principal força econômica do Largo do Machado, que é frequentado todos os dias por milhares de pessoas das mais variadas classes sociais. Suas vizinhanças abrigam estabelecimentos tradicionais, como a Rotisseria Sírio-libanesa (na Galeria Condor), o Cinema São Luís (na Galeria São Luís) e o Colégio Estadual Amaro Cavalcanti. A rigor, é formado por duas praças: o nome da maior delas continua, oficialmente, sendo Praça Duque de Caxias, estando o Largo do Machado propriamente dito localizado ao lado da Rua do Catete. Porém tal distinção, na prática, é ignorada pela população, que chama indistintamente as duas praças de Largo do Machado. Embora tranquilo e seguro durante o dia, existem relatos de episódios de violência à noite no largo[2] [3] [4] [5] [6] [7] .

História[editar | editar código-fonte]

Originalmente, a região ocupada pelo largo era uma lagoa, a Lagoa do Suruí, também chamada Lagoa da Carioca ou de Sacopiranha[8] , que era alimentada pelo Rio Carioca. Por sua vez, a lagoa alimentava o Rio Catete. Posteriormente, a lagoa foi aterrada, dando lugar ao Campo das Pitangueiras. Num dado momento, sua denominação mudou para Campo das Laranjeiras. No século XVII, era conhecido como Campo das Boitangas ("boitanga" era um tipo de cobra)[9] . No início do século XVIII, passou a ser chamado Campo ou Largo do Machado, em referência ao oleiro André Nogueira Machado, proprietário de terras no local. Existe um mito popular equivocado que o nome seria devido a um açougueiro do largo que havia retratado um machado em frente a seu estabelecimento, como forma de publicidade[10] .

A partir de 1843 passou a chamar-se Largo da Glória, por causa da Igreja de Nossa Senhora da Glória (não confundir com a Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro), que foi edificada em frente ao largo ao longo de meados do século. Em 1869, o largo foi renomeado Praça Duque de Caxias, em homenagem ao famoso militar brasileiro[11] . Em 1899, foi instalada, na praça, uma estátua em homenagem ao duque[12] . Em 1953, porém, a estátua foi transferida para seu endereço atual, o Panteão Duque de Caxias, na Avenida Presidente Vargas, em frente ao Palácio Duque de Caxias[13] . Nessa década, o largo foi reformado segundo projeto paisagístico de Roberto Burle Marx[14] .

Na década de 1970, a construção da Estação Largo do Machado do metrô obrigou a transferência do tradicional Café Lamas, que se localizava ao lado do largo, no local atualmente ocupado pela Galeria São Luís, para seu endereço atual, na Rua Marquês de Abrantes. Em 2011, a prefeitura instalou um conjunto de equipamentos de ginástica para a terceira idade no centro do largo[15] .

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Campos, Alexandre; Silva, Da Costa. Dicionário de curiosidades do Rio de Janeiro. São Paulo: Comércio e Importação de Livros, 1965

Ligações externas[editar | editar código-fonte]