Tropeognathus mesembrinus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa


Como ler uma caixa taxonómicaTropeognathus mesembrinus
Ocorrência: Cretáceo Inferior
Fóssil exposto no Museum Mensch und Natur

Fóssil exposto no Museum Mensch und Natur
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Pterosauria
Família: Anhangueridae
Género: Tropeognathus
Wellnhofer, 1987
Espécie: T. mesembrinus
Nome binomial
Tropeognathus mesembrinus
Wellnhofer, 1987

Tropeognathus mesembrinus é uma espécie fóssil de pterossauro da família Anhangueridae do período Cretáceo encontrado no Brasil. É a única espécie descrita para o gênero Tropeognathus.

Nomenclatura e taxonomia[editar | editar código-fonte]

A espécie foi descrita por Peter Wellnhofer em 1987 como Tropeognathus mesembrinus.[1] Em 1988, Alexander Kellner e Díogenes Campos reclassificaram a espécie para o gênero Anhanguera.[2] Andre Veldmeijer, em 1998, recombinou a espécie para o gênero Coloborhynchus.[3] Em 2000, Kellner e Tomida reconheceram a validade do Tropeognathus.[4] Michael Fastnacht, em 2001, recombinou a espécie para o gênero Criorhynchus.[5] Unwin demonstrou que o gênero Criorhynchus não era válido, sinonimizando-o com o Ornithocheirus, fazendo com que a espécie fosse recombinada para Ornithocheirus mesembrinus,[6] [7] , embora alguns pesquisadores contestem sua conclusão e continuam a reconhecer o Criorhynchus como válido.[8] Devido ao estado fragmentário do holótipo do Ornithocheirus simus para comparações morfológicas, alguns pesquisadores consideram o gênero Tropeognathus como válido.[9] [10]

Uma segunda espécie, Tropeognathus robustus, foi descrita por Peter Wellnhofer em 1987,[1] sendo recombinada para o gênero Anhanguera em 2000[4] e para o Colorhynchus em 2001.[5] O status taxonômico da espécie não está totalmente resolvido, sendo ambas as recombinações, A. robustus[9] e C. robustus,[11] [8] usadas na literatura especializada.

Descoberta[editar | editar código-fonte]

Em 2013, foi publicado um artigo sobre um espécime encontrado na Chapada do Araripe, na formação Romualdo, com uma envergadura superior a oito metros, sendo considerado o maior pterossauro já encontrado na Gondwana.[12]

Referências

  1. a b WELLNHOFER, P.. (1987). "New crested pterosaurs from the Lower Cretaceous of Brazil". Mitteilungen der Bayerischen staatssammlung für Paläontologie und Historische geologie 27: 175-186.
  2. KELLNER, A.W.A.; CAMPOS, D.A.. (1988). "Sobre um novo pterossauro com crista sagital da Bacia do Araripe, Cretáceo Inferior do Nordeste do Brasil". Aanais da Academia Brasileira de Ciências 60: 460-469.
  3. VELDMEIJER, A.J. (1998). The Leiden specimen of Coloborhynchus (Pterosauria). In: Jagt, J.W.M, P.H. Lam-bers, E.W.A. Mulder & A.S. Schulp. Eds. 1998. Third European Workshop on Vertebrate Palaeontology, Maastricht, 6–9 May 1998, Programme and Abstracts, Field guide. – Maastricht, Natuurhistorisch Museum Maastricht: 69.
  4. a b KELLNER, A.W.A.; TOMIDA, Y.. (2000). "Description of a new species of Anhangueridae (Pterodactyloidea) with comments on the pterosaur fauna from the Santana Formation (aptian-albian), Northeastern Brazil". Tokyo, National science Museum: 1-135.
  5. a b FASTNACHT, M.. (2001). "First record of Coloborhynchus (Pterosauria) from the Santana Formation (Lower Cretaceous) of the Chapada do Araripe, Brazil". Paläontologische Zeitschrift 75: 23-36.
  6. UNWIN, D.M.. (2001). "An overview of the pterosaur assemblage from the Cambridge greensand (Cretaceous) of Eastern England". Mitteilungen aus dem Museum für Naturkunde in Berlin, Geowissenschaftlische Reihe 4: 189-221.
  7. UNWIN, D.M.. In: BUFFETAUT, E.; MAZIN, J.-M. (eds.). Evolution and Palaeobiology of Pterosaurs. Geological Society Special Publication 217. London: Geological Society, 2003. Seção On the phylogeny and evolutionary history of pterosaurs. 139–190 pp.
  8. a b VELDMEIJER, A.J.; MEIJER, H.J.M.; SIGNORE, M.. (2006). "Coloborhynchus from the Lower Cretaceous Santana Formation, Brazil (Pterosauria, Pterodactyloidea, Anhangueridae); an unpdate". PalArch, vertebrate palaeontology 3 (2): 1-29.
  9. a b RODRIGUES, T.; KELLNER, A.W.A.. (2008). "Review of the pterodactyloid pterosaur Coloborhynchus". Zitteliana, B 28: 219-228.
  10. PINHEIRO, F.L.; SCHULTZ, C.L.; MARTINS NETO, R.G.; ANDRADE, J.A.F.. (2012). "What is “Pricesaurus megalodon”? reassessment of an enigmatic pterosaur". Revista Brasileira de Paleontologia 15 (3): 264-272.
  11. VELDMEIJER, A.J.. (2002). "Pterosaurs from the Lower Cretaceous of Brazil in the Stuttgart collection". Stuttgarter Beiträge zur Naturkunde Serie B (Geologie und Paläontologie) 327.
  12. KELLNER, A.W.A.; CAMPOS, D.A.; SAYÃO, J.M.; SARAIVA, A.A.F.; RODRIGUES, T.; OLIVEIRA, G.; CRUZ, L.A.; COSTA, F.R.; SILVA, H.P.; FERREIRA, J.S.. (2013). "The largest flying reptile from Gondwana: a new specimen of Tropeognathus cf. T. mesembrinus Wellnhofer, 1987 (Pterodactyloidea, Anhangueridae) and other large pterosaurs from the Romualdo Formation, Lower Cretaceous, Brazil" 85 (1): 113-135.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]