Itaboraí

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Município de Itaboraí
"Cidade dos Novos Horizontes"
"Cidade Cachoeira"
Vista parcial de Itaboraí

Vista parcial de Itaboraí
Bandeira de Itaboraí
Brasão de Itaboraí
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 16 de agosto de 1696 (318 anos)
Emancipação 22 de maio de 1833 (181 anos)
Gentílico itaboraiense
Prefeito(a) Helil Cardozo[1] (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itaboraí
Localização de Itaboraí no Rio de Janeiro
Itaboraí está localizado em: Brasil
Itaboraí
Localização de Itaboraí no Brasil
22° 44' 51" S 42° 51' 21" O22° 44' 51" S 42° 51' 21" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2013[2]
Microrregião Rio de Janeiro IBGE/2013[2]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Guapimirim, Cachoeiras de Macacu, Tanguá, Maricá e São Gonçalo
Distância até a capital 45 km
Características geográficas
Área 430,374 km² [3]
População 225 263 hab. estatísticas IBGE/2013[4]
Densidade 523,41 hab./km²
Altitude 17 m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,693 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 2 618 852 mil IBGE/2011[6]
PIB per capita R$ 11 884,86 IBGE/2011[7]
Página oficial

Itaboraí é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º44'40" de latitude sul e 42º51'34" de longitude oeste, a 46 metros de altitude. A sua população estimada em 2013 foi de 225 263 habitantes.[4]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Itaboraí" é uma palavra de origem tupi que admite duas etimologias:

  • "rio da pedra bonita", através da junção dos termos itá (pedra), porã (bonita) e 'y (rio)[8]
  • "rio das pedras brilhantes", através da junção de itá (pedra), berab (brilhante) e y (rio).[9]

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, povos de língua tupi procedentes dos vales dos rios Madeira e Xingu, na margem direita do rio Amazonas, invadiram a maior parte do atual litoral brasileiro, expulsando seus habitantes anteriores, falantes de línguas pertencentes ao tronco linguístico macro-jê, para o interior do continente. No século 16, quando os portugueses chegaram à região da baía de Guanabara, esta era ocupada por um desses povos tupis: os tupinambás, também chamados tamoios.[10] Os índios tamoios que habitavam a região da atual Itaboraí foram reunidos no aldeamento jesuíta de São Barnabé.[11]

Ao mesmo tempo, a região começou a ser ocupada por colonizadores portugueses, que, nela, implantaram engenhos de açúcar baseados no trabalho escravo de índios e negros. Em 1612, foi construída uma capela dedicada a santo Antônio. Em 1672, foi inaugurada a capela de São João Batista. Em 1696, foi fundada a freguesia de São João Batista de Itaboraí. Em 1697, foi fundada a vila de Santo Antônio de Sá.

De 1700 a 1800, a freguesia de São João de Itaboraí apresentou um notável desenvolvimento. Em 1759, os jesuítas foram expulsos da região e o aldeamento de São Barnabé passou para administração leiga.[12] Em 1778, a freguesia de São João de Itaboraí era a mais importante da vila de Santo Antônio de Sá, considerada um grande centro agrícola. Em 1780, grande parte do açúcar produzido pelos oitenta engenhos das freguesias próximas era embarcado em caixas de madeira nos catorze barcos pertencentes ao porto (daí o nome Porto das Caixas). O açúcar era também embalado em cerâmicas produzidas nas próprias fazendas, o que gerou a tradição das olarias que persiste até hoje no município.

Em 1829, a freguesia de São João de Itaboraí foi atingida por uma epidemia de malária, causando muitas mortes e grande prejuízo para a região. Em 15 de janeiro de 1833, através de um Decreto Imperial, a freguesia foi elevada à categoria de Vila e, a 22 de maio do mesmo ano, instalou-se a primeira Câmara de Vereadores (daí, o nome da atual avenida 22 de Maio).

A partir de 1850, os transportes fluviais foram gradualmente substituídos pelos ferroviários e, em 23 de abril de 1860, com a inauguração do primeiro trecho da Estrada de Ferro Niterói-Cantagalo, Itaboraí consolidou a sua importância econômica, pois recebia toda a produção de gêneros do nordeste fluminense pela ferrovia e a enviava em embarcações pelo Rio Aldeia até o Rio Macacu, deste seguinte até a Baía de Guanabara para ser comercializada. Contudo, a Vila de Santo Antônio de Sá começou a entrar em decadência, pois perdia a sua condição de entreposto comercial.

Em 5 de julho de 1874, foi inaugurada a Estrada Ferro-Carril Niteroiense, partindo de Maruí, em Niterói, até Porto das Caixas. A estrada fazia a ligação de Nova Friburgo e Cantagalo diretamente ao porto da capital da província, Niterói, substituindo o transporte fluvial realizado através de Porto das Caixas. A construção da estrada foi uma das principais causas do declínio do porto e, por consequência, da Vila de São João de Itaboraí – este último, também agravado pela libertação dos escravos em 1888, que levou muitos fazendeiros à falência.

No século 20, entre as décadas de 1920 e 1980, teve grande destaque, na economia do município, a produção de laranjas, quando o município ganhou a alcunha de "terra da laranja" por ser o segundo maior produtor nacional dessa fruta. Apesar do início da construção do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (COMPERJ) no início do século 21, Itaboraí, hoje, ainda é um município rural, possuindo grande parte de seu território ocupado por propriedades rurais.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Itaboraí possui clima tropical, chuvoso no verão e seco no inverno. Sua temperatura média anual é de 25°C.

Vegetação
Avenida no centro da cidade.

A vegetação atual do município é composta em maior parte por pastagens, mata de encosta, mangues e brejos. Os remanescentes de matas são observados nos setores mais íngremes e elevados nas serras do Barbosão e do Lagarto. São matas tipicamente secundárias resultantes da regeneração natural, pois concentraram muita exploração de madeira para a obtenção de carvão e lenha no passado. No restante do município, as matas encontram-se muito fragmentadas e aparecem em locais isolados.

Os manguezais ocupam grande parte da desembocadura dos rios que desaguam na baía de Guanabara em áreas de pouco declive cortadas pelos rios Macacu e Guaxindiba.

Relevo

As características do relevo do município são bem peculiares entre si. As maiores altitudes da cidade são encontradas na serra do Barbosão, a leste, na divisa com Tanguá; nas serras do Lagarto e Cassorotiba do Sul, na divisa com o município de Maricá. Nas demais localidades, no norte e no oeste do município, predominam as planícies, onde estão concentrados os rios que convergem para a baía de Guanabara. Entre as planícies e as serras, observa-se um relevo suavemente ondulado, com morros que raramente ultrapassam os cinquenta metros.

Economia[editar | editar código-fonte]

Igreja São Pedro Apóstolo.

As principais atividades econômicas do município são:

Esporte[editar | editar código-fonte]

A cidade possui o estádio municipal Alziro de Almeida (Alzirão), com capacidade para 4.000 espectadores. A principal agremiação futebolística da cidade é a Associação Desportiva Itaboraí, que se sagrou vice-campeã estadual do antigo estado do Rio de Janeiro em 1977.

Alguns itaboraienses ilustres[editar | editar código-fonte]

Dentre os nascidos em Itaboraí, destacam-se:

Referências

  1. Eleições 2012 (7 de outubro de 2012). Candidatos a Prefeito Itaboraí/RJ. Página visitada em 4 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais (19 de julho de 2013). Divisão Territorial do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 4 de dezembro de 2013.
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). Área territorial oficial. Página visitada em 9 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2014.
  4. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2013). Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data em 1º de julho de 2013. Página visitada em 9 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2013.
  5. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). Ranking IDH-M Municípios 2010. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Página visitada em 4 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013.
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2011). Produto Interno Bruto dos Municípios - 2011 » PIB a preços correntes » Comparação entre os Municípios: Rio de Janeiro. Página visitada em 9 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2014.
  7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2011). Produto Interno Bruto dos Municípios - 2011 » PIB a preços correntes » Comparação entre os Municípios: Rio de Janeiro. Página visitada em 9 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2014.
  8. BRAGANÇA JR. A. A. A morfologia sufixal indígena na formação de topônimos do estado do Rio de Janeiro. Disponível em http://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit01/sliit01_29-48.html. Acesso em 20 de janeiro de 2013.
  9. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 571.
  10. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  11. Jornal da Unicamp. Disponível em http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/novembro2002/unihoje_ju197pag5b.html. Acesso em 4 de janeiro de 2014.
  12. Jornal da Unicamp. Disponível em http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/novembro2002/unihoje_ju197pag5b.html. Acesso em 4 de janeiro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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