Giovanni Battista Belzoni

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Giovanni Battista Belzoni
Giovanni Battista Belzoni, vestido em trajes árabes.
Nome completo Giovanni Battista Belzoni
Nascimento 15 de novembro de 1778
Pádua
Morte 3 de dezembro de 1823 (45 anos)
Nigéria
Nacionalidade República de Veneza
Ocupação Explorador e pioneiro da arqueologia

Giovanni Battista Belzoni (Pádua, 15 de novembro de 1778Nigéria, 3 de dezembro de 1823) foi um explorador italiano e pioneiro da arqueologia, considerado um dos primeiros nomes da Egiptologia.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Para evitar ser alistado no exército napoleônico em 1803 refugiou-se na Inglaterra, onde trabalhou em circos devido à sua altura incomum (cerca de dois metros).

Depois de uma série de viagens pela Europa, chegou ao Egipto onde, usando noções de mecânica e hidráulica construiu uma bomba hidráulica com a esperança de vendê-la a Mehmet Ali, vice-rei do Egipto, mas não obteve sucesso. Pouco tempo depois, conseguiu ser contratado pelo britânico Henry Salt para transportar do Ramesseum ao Nilo a gigantesca estátua de Ramsés II (doze toneladas). Ajudado pela sorte, completou o trabalho em duas semanas e deixou gravada sua assinatura atrás de uma das orelhas da colossal estátua.

Começou assim, aproveitando-se da ausência total de regras, sua carreira de arqueólogo que o fez conhecido no mundo todo, mas não rico. É importante recordar que à época, o Egipto não era percorrido por "verdadeiros" arqueólogos, mas sim por aventureiros com poucos escrúpulos pagos por grande museus europeus e, principalmente, por colecionadores. Belzoni diferenciou-se de outros exploradores, pois não usava explosivos para penetrar nas tumbas.

Em poucos anos percorreu todo Egipto, chegando até a região de Assuão, descobrindo sob as areias do deserto o templo de Abu Simbel. Descobriu também a cidade de Berenice, explorou o Vale dos Reis descobrindo a tumba de Seti I, uma das mais belas do vale.

Transportou a Londres milhares de objetos, entre os quais o colossal obelisco que serviu depois a Champollion (1822) para verificar a sua decifração dos hieróglifos.

Entre suas muitas descoberta, a mais importante e conhecida foi a entrada da pirâmide de Quéfren (1818), a segunda em altura depois da pirâmide de Quéops. Visto que muitos se apropriavam de suas descobertas, deixou uma enorme assinatura no interior da câmara mortuária, onde permanece até hoje.

Scoperta da G. Belzoni, 2 marzo 1818
Incrição no interior da pirâmide de Quéfren em Guizé

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • PERETTI, Gianluigi - "Belzoni: viaggi, imprese, scoperte e vita", Edizioni GB Padova 2002
  • ZATTERIN, Marco - Il gigante del Nilo, Mondadori 2000