Sérgio Cabral Filho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Sérgio Cabral
foto não oficial do Governador
61.º Governador do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Mandato 1 de janeiro de 2007
em exercício
Antecessor(a) Rosinha Garotinho
Sucessor(a) -
Senador pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Mandato 1 de fevereiro de 2003
até 17 de dezembro de 2006
Deputado Estadual pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Mandato 15 de março de 1990
até 31 de janeiro de 2002
Vida
Nascimento 27 de janeiro de 1963 (50 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade  brasileiro(a)
Primeira-dama Divorciado1
Partido PMDB
Religião Católico2
Profissão Jornalista
Website Site oficial do Sérgio Cabral

Sérgio de Oliveira Cabral Santos Filho (Rio de Janeiro, 27 de janeiro de 1963), é um político e jornalista fluminense, atualmente governador do Estado do Rio de Janeiro. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.3

Filho do jornalista Sérgio Cabral, um dos fundadores de O Pasquim, Sérgio Cabral Filho é também jornalista formado pela Faculdade da Cidade (atual UniverCidade).

No dia 5 de julho de 2011, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou que o governador do Estado se divorciou da mulher Adriana de Lourdes Ancelmo Cabral através de pedido de dissolução amigável do casamento.

Índice

Carreira Política [editar]

Entrou na política no início dos anos 1980 na juventude do PMDB. Em 1982 foi articulador da campanha de seu pai Sérgio Cabral, em eleições para vereador. Em 1984, foi Coordenador do Comitê Pedro Ernesto em apoio a Tancredo Neves. Em março de 1987 ingressou na vida pública quando assumiu a Diretoria de Operações da TURISRIO - Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, no governo de Moreira Franco.4

Eleições para prefeito do Rio [editar]

Em 1992, se candidatou a prefeito pelo PSDB. Aproveitando a alta popularidade do então prefeito Marcello Alencar e a impopularidade de Leonel Brizola no governo do estado, Cabral lançou o slogan "Quero ser um novo Marcello sem o Brizola para atrapalhar". Por não contar com apoios expressivos, ficou nas últimas colocações.

Em 1996, foi novamente candidato a prefeito do Rio pelo PSDB, perdendo a eleição no segundo turno para Luiz Paulo Conde, então do PFL.

Em 2000, estava cotado para ser o candidato do PMDB à prefeitura do Rio de Janeiro, mas decidiu apoiar o candidato Luís Paulo Conde do PFL.

Deputado [editar]

Nas eleições de 1990, foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, sendo reeleito em 1994 e 1998.5

Em 1994, ao iniciar seu segundo mandato como deputado estadual, também pelo PSDB, mesmo partido do governador recém eleito Marcello Alencar, foi reeleito presidente da Assembleia Legislativa fluminense, cargo que ocupou até 2002. Nesta votação obteve 125 mil votos, sendo o deputado mais votado do Rio de Janeiro até então. Este fato possibilitou o ganho do cargo de presidente da Casa nos anos de 1995, 1997, 1999 e 2001.6

Em 1995, Cabral solicitou uma auditoria na Alerj, culminando na determinação do primeiro teto salarial do Brasil. Ainda na presidência da Alerj, Cabral findou com a aposentadoria especial dos parlamentares.4 Em 1999, Cabral volta para o PMDB, e ainda como presidente da ALERJ, se aproxima do então governador do estado, Anthony Garotinho.

Senador [editar]

Cabral Filho em sua última sessão no Senado, junto à colega Ideli Salvatti (PT).
Foto: Wilson Dias/ABr.

Em 2002, foi eleito senador pelo estado do Rio de Janeiro em aliança com Rosinha Garotinho (esposa de Anthony Garotinho) que ganhou a eleição para governadora. Obteve nesta votação 4,2 milhões de votos.6

Como senador, Cabral empenhou-se para aprovar o Estatuto do Idoso,6 além de presidir a Comissão do Idoso.5

Com a renúncia ao mandato de senador para assumir o governo do Estado, foi substituído no Senado por seu segundo suplente, Paulo Duque, já que o seu primeiro suplente, Regis Fitchner, assumiu a Chefia da Casa Civil do Estado.

Governador [editar]

Em 29 de outubro de 2006, com apoio dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho, foi eleito, em segundo turno, governador do Rio de Janeiro pelo PMDB, em chapa com Luís Fernando de Sousa, com 5.129.064 votos (68% dos votos válidos em todo o Estado), derrotando Denise Frossard do PPS que obteve 32% dos votos válidos. Foi empossado em 1 de janeiro de 2007.

Em outubro de 2010, foi reeleito governador, ainda no primeiro turno, com mais de 66% dos votos válidos. 7

Realizações no mandato [editar]

Cumprindo o atual mandato de governador, Sérgio Cabral priorizou as áreas de saúde e segurança pública. Na primeira, criou e instalou as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que ajudaram a desafogar as emergências dos hospitais públicos. O modelo, inclusive, passou a ser adotado pelo governo federal e até por outros países 8 . Na área de segurança pública, a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) resultou na queda significativa dos índices de criminalidade em regiões antes dominadas pelos traficantes de drogas. Na Cidade de Deus, os índices de homicídio, roubo de veículos e assalto a pedestres foram alguns dos que tiveram queda 9 . Os resultados da política de pacificação do governo Sérgio Cabral receberam elogios do New York Times, considerado o jornal mais influente do mundo 10 .

O atual governo também conseguiu colocar as finanças em dia e fazer do Rio de Janeiro o primeiro estado brasileiro a receber o "grau de investimento", atestado pela agência de risco Standard & Poor’s, a mais importante do mercado financeiro mundial 11 . O resultado só foi possível após um severo ajuste fiscal e a adoção de modernas técnicas de gestão, como a implementação do pregão eletrônico. Em 2006, na administração anterior, o governo havia realizado apenas um único pregão. No ano seguinte – o primeiro da gestão Cabral – este número saltou para 798. Em 2008, foram 1519 e em 2009, 1769 12 . O secretário de Fazenda, Joaquim Levy, deixou o cargo em maio de 2010, sendo substituído por Renato Villela13 .

Denúncias, críticas e resoluções [editar]

Durante seu mandato como presidente da ALERJ, nomeou para seu gabinete, a esposa do fiscal do governo do estado Silvana Dionízio Silveirinha Corrêa, que ficou conhecido por Silveirinha.14 15 Rodrigo Silveirinha Corrêa, suspeito de comandar um esquema de corrupção na Secretaria de Estado da Fazenda no governo Garotinho, conhecido como Propinoduto.16 17 Porém, a contratação de Silvana durou apenas um dia, e o próprio voltou atrás, afirmando ter sido um erro de seus funcionários.18 19

Em 1998, o então deputado Cabral foi denunciado pelo então governador Marcelo Alencar, junto ao Ministério Público Estadual, por improbidade administrativa (adquirir bens, no exercício do mandato, incompatíveis com o patrimônio ou a renda do agente público) cometida na compra de uma mansão no condomínio Portobello em Angra dos Reis. A investigação foi arquivada pelo subprocurador-geral de Justiça Elio Fischberg, em 1999.20 21 Em 1998, tinha declarado como patrimônio de R$ 827,8 mil.22

Cabral foi citado pelo então deputado federal André Luiz (PMDB –RJ), cassado por tentar extorquir R$ 4 milhões do empresário de jogos Carlinhos Cachoeira para tirar seu nome da CPI da LOTERJ.23 André disse a seguinte frase: Nós formamos um grupo só, Sérgio Cabral, Picciani, eu, Calazans e Paulo Melo. As gravações publicadas pela revista Veja, foram confirmadas pelo perito Ricardo Molina.24 25 26 Depois, Cabral repudiou a menção de seu nome por André Luiz.27 28

Cabral, em 2004, fez um requerimento pedindo voto de aplauso do Senado ao Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, José Milton Rodrigues29 e ao Delegado Regional Executivo, Roberto Prel,29 pelo sucesso das operações da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro. Roberto Prel era dado por muitos como certo para ser Secretário de Segurança em um eventual governo Sérgio Cabral. Mais tarde, as duas indicações de Cabral, foram presos pela operação denominada Operação Cerol, acusados de cobrar propina para proteger sonegadores de impostos.30 31 Em 2006, com a impossibilidade de se candidatar para um novo mandato à frente do estado do Rio, o casal Garotinho decide apoiar Sérgio Cabral Filho.

Em 2009, um levantamento da mesa diretora do Senado, mostrou que Cabral havia faltado a um terço das votações desde 2003, num total de 178 faltas.32 33 34

Até setembro de 2007, a média era de 1 a cada 5 dias fora do Brasil,34 totalizando uma ausência de 62 dias neste ano, sendo duas semanas de férias, na França e na ilhas Saint-Barth, no Caribe. No final do seu primeiro ano de governo Sérgio Cabral Filho contabilizou 17% do ano no exterior, ou um a cada 6,2 dias.35

Em 4 de junho de 2011, bombeiros que estavam mobilizados há meses pela elevação de seus soldos - que é o mais baixo do País - ocuparam o quartel general da corporação. O governador emitiu ordem para que o local fosse desocupado violentamente e chamou os bombeiros de Vândalos e Irresponsáveis (a despeito dos maiores danos ao quartel terem sido causados pelo BOPE, que implodiu um dos portões) 36 . A ação foi condenada pela comissão de direitos humanos da ALERJ. O congresso Nacional aprovou a anistia a todos os bombeiros punidos.37

Em 17 de junho de 2011 a queda de um helicóptero em Trancoso, Bahia, demonstrou que Sergio Cabral possui ligações pessoais com Fernando Cavendish, dono da construtora Delta.38 A empresa de Cavendish executou diversas obras para empresas estatais flumineneses sem licitação 39 .Mais tarde foi revelado que o governador foi até a Bahia em um Legacy emprestado pelo bilionário Eike Batista.

Em 29 de Janeiro de 2012, policiais militares junto com bombeiros e policiais civis fizeram uma grande manifestação com mais de 15.000 pessoas em frente ao Hotel Copacabana Palace, para reivindicaram melhores salários e condições de trabalho junto ao Governador Sergio Cabral, pois Estado do Rio de Janeiro sendo um Estado tão próspero, paga o pior salário do Brasil para seus policiais militares, civis e bombeiros.

Problemas com obras [editar]

Durante seu governo obras tiveram atrasos ou não foram concluídas como Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, obra necessária para diminuir engarrafamentos da Ponte Rio-Niterói e Rodovia Presidente Dutra: as obras iniciaram-se em 2008 com previsão de término para 2010, mas agora só ficarão prontas em 2014, e o custo dobrou de R$ 536 milhões em 2007 para mais de R$ 1 bilhão em 2012.40 . Outro grande atraso é o da Transbaixada: a obra inicialmente seria inaugurada em 2012 41 , mas o projeto atrasou. Em 2012 a Transbaixada não havia sequer sido licitada, e não há previsão da entrega da obra. Outros atrasos são a instalação de trens novos na Supervia, produzidos na China, que foram comprados em 2009 e só em 2012 viu-se o primeiro trem entrar em operação 42 ; e a extensão da Via Light até Madureira, na Zona Norte do Rio, que até hoje não saiu do papel, embora tenha sido propagandeada em 2008.43 ; e da Linha 3 do Metrô do Rio de Janeiro, entre Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, que foi propagandeada por Sérgio Cabral na campanha de seu primeiro mandato em 2006, e até hoje as obras sequer começaram. 44 45

O atraso na obras de duplicação e modernização da Estrada Rio-São Paulo ou BR-465, trás problemas de logística para o estado.46

A não-duplicação da Rodovia Rio-Santos na parte que passa por Angra dos Reis não está prevista. Já o trecho paulista da rodovia, que é administrado pelo Governo de SP, receberá duplicação em 172 km, entre Ubatuba e Bertioga.47

Condecorações [editar]

É recipiente da Medalha do Mérito Desportivo Militar48 .

Referências

  1. http://www1.folha.uol.com.br/poder/940654-sergio-cabral-e-advogada-formalizam-divorcio-consensual.shtml
  2. http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/sou-catolico-e-acredito-em-deus-diz-cabral-0402193562C49153C6
  3. Época - NOTÍCIAS - Os 100 brasileiros mais influentes de 2009. revistaepoca.globo.com. Página visitada em 20 de Dezembro de 2009.
  4. a b Sérgio Cabral. Biografia. Página visitada em 04/06/2009.
  5. a b G1. SÉRGIO CABRAL(PMDB). Página visitada em 04/06/2009.
  6. a b c Uol Eleições 2006. Campeão de votos, Cabral tenta ganhar cargo majoritário. Página visitada em 04/06/2009.
  7. http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/sergio-cabral-e-reeleito-governador-do-rio-de-janeiro.html
  8. http://extra.globo.com/geral/casosdecidade/posts/2010/04/05/rio-exporta-modelo-de-upas-para-buenos-aires-281018.asp
  9. http://ultimosegundo.ig.com.br/perspectivas2010/2009/12/21/policia+pacificadora+reduz+indices+de+criminalidade+na+cidade+de+deus++9251868.html
  10. http://www.nytimes.com/2010/01/17/world/americas/17rio.html?scp=43&sq=rio%20de%20janeiro&st=cse
  11. http://www.valoronline.com.br/?online/brasil/5/6186838/s-&-p-concede-grau-de-investimento-ao-rio-de-janeiro
  12. http://www.valoronline.com.br/?online/brasil/5/6186838/s-&-p-concede-grau-de-investimento-ao-rio-de-janeiro
  13. Joaquim Levy sai da Fazenda do Rio para assumir cargo no Banco Mundial e entra Renato Villela, site oglobo.globo.com; mas Levy foi trabalhar no Bradesco
  14. Época. Silveirinha, o Cyborg. Página visitada em 20/05/2009.
  15. Jornal Correio do Brasil. Parentes de fiscais suspeitos vão depor na CPI da Propina. Página visitada em 20/05/2009.
  16. Jornal Vale Paraibano de 15 de abro; de 2003.
  17. Conjur. TRF-2 condena 22 servidores por rombo de US$ 33,4 milhões. Página visitada em 20/05/2009.
  18. Alerj - Notícias. CABRAL NOMEIA MULHER DE SILVEIRINHA POR UM DIA. Página visitada em 21/05/2009.
  19. Alerj - Notícias. NA DATAPREV, MULHER DE SILVEIRINHA SÓ TRABALHAVA 3 HORAS E MEIA POR DIA. Página visitada em 21/05/2009.
  20. Folha de São Paulo de 29 de Abril de 2003.
  21. ISTOÉ. Marcello Alencar acusa Cabral de enriquece. Página visitada em 20/05/2009.
  22. Transparência Brasil. Jornal O Globo Rio de Janeiro, 26/06/2004. Disponível pela busca do nome Sérgio Cabral Filho, na seção Deu no jornal em 20 de maio de 2008.
  23. Tribuna Imprensa. Cassação de André Luiz é aprovada. Página visitada em 20/05/2009.
  24. Fita que compromete André Luiz é autêntica. Página visitada em 20/05/2009.
  25. Folha de São Paulo de 8 de Março de 2005.
  26. Veja on-line. Vende-se uma CPI. Página visitada em 15/05/2009.
  27. Invest News. João Paulo quer apuração de denúncia. Página visitada em 20/05/2009.
  28. Transparência Brasil. Trâmite rápido no caso André Luiz. Página visitada em 20/05/2009.
  29. a b Senado Federal. RQS - REQUERIMENTO, Nº 1242 de 2004. Página visitada em 15/05/2009.
  30. Revista Isto É de 2 de Agosto de 2006.
  31. Correio Brasiliense. Delegado Roberto Troncon substitui Menezes. Página visitada em 15/05/2009.
  32. G1. SÉRGIO CABRAL (PMDB). Página visitada em 20/05/2009.
  33. Terra. RJ: favoritos faltaram a mais de 50% das votações. Página visitada em 20/05/2009.
  34. a b Ministério da Fazenda. Cabral passou um de cada cinco dias fora do Brasil. Página visitada em 20/05/2009.
  35. Folha de São Paulo de 10 de Março de 2008.
  36. Título não preenchido, favor adicionar.
  37. Título não preenchido, favor adicionar.
  38. Título não preenchido, favor adicionar.
  39. Título não preenchido, favor adicionar.
  40. Arco Metropolitano atrasa 4 anos e dobra de preço
  41. Previsão inicial da inauguração era 2012
  42. Trens novos atrasam muito
  43. Obras prometidas
  44. Cabral ainda nem iniciou obras da Linha 3
  45. Congresso suspende repasse para Linha 3
  46. Atrasos em obras causam congestionamentos frequentes na Via Dutra
  47. Rio-Santos terá trecho duplicado em 2013
  48. Almanaque

Ligações externas [editar]

O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Sérgio Cabral Filho


Precedido por
Rosinha Garotinho
Governador do Rio de Janeiro
2007atualidade
Sucedido por
Precedido por
José Nader
Presidente da ALERJ
1995 — 2002
Sucedido por
Jorge Picciani




Ícone de esboço Este artigo sobre um político é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.