Re-Pa

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lider do lider

Re-Pa
Remo x Paysandu
Remo 257 vitória(s), 944 gol(s)
Paysandu 228 vitória(s), 902 gol(s)
Empates 243
Total de jogos 728
Total de gols 1 846
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Re-Pa é o nome dado a rivalidade entre Clube do Remo e Paysandu Sport Club, ambos sediados na cidade de Belém, capital do estado do Pará. O confronto também é conhecido como o Clássico Rei da Amazônia, já que envolve as duas maiores forças do futebol da Região Norte do Brasil. Provalvemente é o clássico mais disputado do futebol mundial com mais de 700 partidas realizadas.

O Clube do Remo foi fundado no dia 5 de fevereiro de 1905, originalmente com a denominação de Grupo do Remo. Como o próprio nome já diz, era um clube inicialmente voltado para as regatas. Em 1908 a agremiação foi extinta, precisando-se de mais três anos para que um conjunto de onze rapazes – o famoso Cordão dos Onze Rowers Remistas – sacramentasse a reorganização azulina. O departamento de futebol foi criado em 1913, ano do primeiro título estadual. A partir do dia 7 de agosto de 1914, passa a se chamar definitivamente pelo nome de Clube do Remo.

Já o Paysandu é fruto do inconformismo dos integrantes do Norte Clube com a decisão da Liga Paraense de Foot-Ball em não anular o empate de 1 a 1 com o Guarani, no dia 13 de novembro de 1913, acusando diversas irregularidades, resultado que beneficiou o Grupo do Remo. Liderados por Hugo de Abreu Leão, 42 desportistas decidiram extinguir o Norte Clube e fundar no dia 2 de fevereiro de 1914, o Paysandu Foot-Ball Club, que permaneceu com esse nome durante 17 dias, quando recebeu a denominação Paysandu Sport Club.

O primeiro jogo, dos mais de 700 disputados entre Remo e Paysandu ao longo dos tempos, foi realizado no dia 14 de junho de 1914, pelo Campeonato Paraense de Futebol. O Leão venceu por 2 a 1, gols de Rubilar (o primeiro da história do clássico) e Bayma (contra), com Mateus marcando para os bicolores. Os clubes tiveram as seguintes escalações:

  • Remo: Corintho; Lulu, Mustard; Galdinho, Aimée, Carlito; Macedo, Dudu, Antonico, Infante e Rubilar.
  • Paysandu: Romariz; Bayma, Silvio; Jaime, Moura Palha, Mitchel; Hugo Leão, Garcia, Guimarães, Mateus e Arthur Morais.

Inicialmente, Remo e Paysandu mantinham uma relação até certo ponto amigável. Entretanto isso mudou no dia 23 de janeiro de 1915, quando o primeiro secretário azulino, Elzemann, enviou um ofício para Antônio Barros (presidente bicolor na época), tratando da realização de uma partida cuja renda seria utilizada para ajudar financeiramente as equipes. Os bicolores enviaram um ofício-resposta, cercado de termos insultuosos à proposta azulina. Em um segundo ofício, a Diretoria do Paysandu aceitou o desafio, sem que deixasse de lado os insultos e injúrias. No dia seguinte, o Clube do Remo mandou outro ofício dando término às relações amistosas entre os times. Era o início de uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro.

Além de terem as maiores torcidas da região, os jogos entre Remo e Paysandu são conhecidos e admirados pelos grandes públicos mesmo quando os times não atravessam boa fase. A imagem do Mangueirão lotado pelo Fenômeno Azul, como é conhecida a torcida do Remo, e Fiel Bicolor, denominação dada à torcida do Paysandu, demonstra o fanatismo do torcedor paraense pelo futebol.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do jornalista Ferreira da Costa, autor dos livros "A História do Clássico Re x Pa" e "Remo x Paysandu - O Clássico mais disputado do futebol mundial - 700 jogos", fornecidos ao jornal O Liberal em 2012[1] e atualizados a partir de então, o clássico tem as seguintes estatísticas gerais:

  • Jogos: 728
  • Vitórias do Remo: 243
  • Empates: 228
  • Vitórias do Paysandu: 257
  • Total de gols: 1 846
  • Gols do Remo: 902
  • Gols do Paysandu: 944

A última partida considerada foi a vitória do Paysandu por 2x0 no dia 8 de junho de 2014.

Recordes[editar | editar código-fonte]

Goleadas

Artilheiros

  • Hélio kindim (remo): 70 gols.
  • Itaguary (Remo): 30 gols.
  • Bené (remo): 26 gols.
  • Quiba (Remo): 24 gols.
  • Carlos Alberto (remo): 23 gols.
  • Jaime (Remo): 22 gols.
  • Farias (remo) e Jeju (Remo): 21 gols.
  • arthur orelha mordida (paysandu): 19 gols.
  • Filipe (Remo): 50 gols.
  • Fabio Ricardo (remo): 40 gols
  • Yuri (paysandu): 24 gols (contra)

Maior artilheiro em um só jogo

  • Jango, do Clube do Remo, que marcou cinco gols na goleada azulina de 7 a 2 sobre o Paysandu em 1939.

Jogador que mais atuou

  • Quarentinha, que disputou 135 clássicos pelo Papão entre 1955 e 1973.

Invencibilidades[2]

Re-Pa no Campeonato Brasileiro da 1° Divisão[editar | editar código-fonte]

  • Jogos: 10.
  • Vitórias do Remo: 3.
  • Vitórias do Paysandu: 2.
  • Empates: 5.
  • Gols do Remo: 11.
  • Gols do Paysandu: 9.
  1. Remo 1 x 1 Paysandu – 18 de novembro de 1973 (Baenão).
  2. Remo 0 x 0 Paysandu – 19 de maio de 1974 (Baenão).
  3. Remo 2 x 0 Paysandu – 7 de setembro de 1975 (Baenão).
  4. Remo 5 x 2 Paysandu – 7 de setembro de 1976 (Baenão), público: 33 487.
  5. Remo 0 x 0 Paysandu – 6 de novembro de 1977 (Baenão).
  6. Remo 0 x 0 Paysandu – 26 de março de 1978 (Mangueirão), público: 34 969.
  7. Remo 0 x 1 Paysandu – 24 de fevereiro de 1985 (Mangueirão), público: 28 797.
  8. Remo 0 x 3 Paysandu – 7 de abril de 1985 (Mangueirão), público: 4 723.
  9. Remo 2 x 1 Paysandu – 7 de setembro de 1993 (Mangueirão), público: 20 253.
  10. Remo 1 x 1 Paysandu – 6 de outubro de 1993 (Mangueirão), público: 15 704.

Re-Pa no Campeonato Brasileiro Série B (2° Divisão)[editar | editar código-fonte]

  • Jogos: 14.
  • Vitórias do Remo: 4.
  • Vitórias do Paysandu: 4.
  • Empates: 6.
  • Gols do Remo: 17.
  • Gols do Paysandu: 21.
  1. Remo 0 x 2 Paysandu – 30 de setembro de 1989 (Mangueirão), público: 6 660.
  2. Remo 1 x 1 Paysandu – 29 de outubro de 1989 (Mangueirão), público: 33 487.
  3. Remo 0 x 3 Paysandu – 3 de março de 1991 (Mangueirão), público: 30 958.
  4. Remo 1 x 1 Paysandu – 3 de abril de 1991 (Mangueirão), público: 25 559.
  5. Remo 3 x 2 Paysandu – 1º de setembro de 1996 (Mangueirão), público: 11 480.
  6. Remo 1 x 1 Paysandu – 22 de setembro de 1996 (Mangueirão), público: 25 161.
  7. Remo 2 x 1 Paysandu – 17 de outubro de 1999 (Mangueirão), público: 20 036.
  8. Remo 0 x 0 Paysandu – 13 de setembro de 2000 (Mangueirão), público: 19 147.
  9. Remo 3 x 2 Paysandu – 12 de novembro de 2000 (Mangueirão), público: 23 201.
  10. Remo 1 x 1 Paysandu – 19 de novembro de 2000 (Mangueirão), público: 34 172.
  11. Remo 1 x 3 Paysandu – 9 de setembro de 2001 (Baenão), público: 8 365.
  12. Remo 1 x 1 Paysandu – 28 de outubro de 2001 (Curuzu), público: 12 972.
  13. Remo 0 x 2 Paysandu – 28 de julho de 2006 (Mangueirão), público: 24 476.
  14. Remo 3 x 1 Paysandu – 31 de outubro de 2006 (Mangueirão), público: 20 625 (pagante).

Estádios mais utilizados[editar | editar código-fonte]

O primeiro estádio utilizado em um clássico Re-Pa foi a atual Curuzu (Paysandu), em 14 de julho de 1914, na época ainda pertencente à firma Ferreira & Comandita, com um público estimado em 2 mil pessoas. No total, a Curuzu já recebeu 186 jogos.

Inaugurado em 15 de agosto de 1917, o Baenão foi durante vários anos, o principal estádio paraense. Ainda hoje é o estádio que mais vezes foi palco de um Clássico Rei da Amazônia, com um total de 201 jogos.

Desde 1978, a maioria dos clássicos passou a ser disputada no Mangueirão, por ter maior capacidade, conforto e segurança para o torcedor. Prova disso é que apesar de mais novo que os outros, o “Colosso do Benguí” já recebeu 184 clássicos.

Há ainda o Souza, de propriedade da Tuna Luso Brasileira, palco de 46 partidas entre Remo e Paysandu.

Esses dados são atualizados a partir do livro “Remo x Paysandu – O Clássico mais disputado do futebol mundial – 700 jogos”. No total, esses quatro estádios de Belém receberam 615 partidas. Os mais de 90 clássicos restantes ou foram disputados em outras cidades, ou não foi possível saber o local da partida.

Por cidades[editar | editar código-fonte]

  • 1º - Belém, 720 jogos.
  • 2º - Paramaribo (Suriname), 3 jogos.
  • 3º - Macapá, Santarém e São Luís do Maranhão, 2 jogos.
  • 4º - Cametá, Bragança, Soure, Barcarena e Castanhal, 1 jogo.

Maiores públicos[editar | editar código-fonte]

Clássicos históricos[editar | editar código-fonte]

  • O primeiro clássico ocorreu no dia 14 de junho de 1914, quando o ainda Grupo do Remo venceu o recém-fundado Paysandu Sport Club por 2 a 1, em jogo realizado no estádio da firma Ferreira & Comandita (atual Curuzu, que nesse dia celebrava a sua inauguração.
  • A primeira vitória bicolor veio em 31 de janeiro de 1915, quando o Paysandu venceu o Clube do Remo por 2 a 0, em jogo que fez parte do Festival Esportivo. Essa partida marcou a estreia dos irmãos Suiços (Abel Barros, autor dos gols, e Antônio), que deram mais consistência ao time.
  • O primeiro gol da goleada de 5 a 1 que o Remo impôs ao Paysandu, no dia 15 de outubro de 1922, foi marcado por Santana (Remo) com 1 minuto de jogo, um recorde na história do clássico.
  • No dia 16 de janeiro de 1927, foi registrada a maior vitória do Clássico Rei da Amazônia: Remo 7 x 0 Paysandu, válido pelo Campeonato Paraense de Segundos Quadros.
  • No dia 26 de maio de 1935, o Clube do Remo reinaugurou o seu estádio, com uma emocionante vitória de 5 a 4 sobre o Paysandu.
  • A goleada de 5 a 1 do Clube do Remo sobre o Paysandu no dia 3 de abril de 1938, foi o primeiro clássico pela PRC-5, Rádio Clube do Pará. Com a vitória, o Leão tomou posse da taça Importadora de Ferragens.
  • No dia 5 de março de 1939, o Clube do Remo impôs uma goleada no clássico: 7 a 2, em jogo válido pela taça Abelardo Conduru. O azulino Jango marcou 5 gols e tornou-se o maior recordista de gols em uma partida.
  • Em 1939, surgia o “Esquadrão de Aço”, denominação pela qual ficou conhecida a poderosa equipe bicolor famosa por aplicar grandes goleadas aos seus adversários. Prova disso foi a vitória de 6 a 3 no Re-Pa, dia 15 de outubro.
  • No dia 22 de julho de 1945, foi registrada a maior vitória do Clássico Rei da Amazônia: Paysandu 7 x 0 Remo, válido pelo 1º turno do Campeonato Paraense de Futebol. O curioso é que o primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0, gol de Hélio. A segunda etapa foi marcada pelo show do atacante Sóia, que marcou três gols. Completaram a goleada: Farias, Hélio e Nascimento.
  • A vitória de 2 a 0 do Paysandu sobre o Remo em 21 de dezembro de 1947 foi o penúltima partida alvi-azul no Campeonato Paraense daquele ano, que garantiu o título do pentacampeonato ao Papão, maior feito do clube na história do Parzão, com uma rodada de antecedência.
  • Em 8 de janeiro de 1950, o Remo venceu o Paysandu por 4 a 1, na segunda partida da série melhor-de-três, e sagrou-se supercampeão paraense de 1949, que acabou com um jejum de nove anos do clube sem títulos estaduais.
  • No dia 9 de fevereiro de 1958, o Paysandu conseguiu a sua 100ª vitória na história do clássico, ao vencer o Remo por 2 a 1.
  • A 100ª vitória azulina veio em 8 de dezembro de 1959, também com um placar de 2 a 1.
  • Com o empate de 3 a 3 no dia 24 de abril de 1960, num dos clássicos mais emocionantes da história, o Paysandu ficou com o título do Parazão de 1959. O árbitro José Gomes Sobrinho (RJ) denunciou o empresário Manuel Francisco (“Manu”) à direção da Federação Paraense de Desportos, acusando-o de CR$ 100 mil para uma das equipes, que ele não definiu.
  • No terceiro jogo da decisão extra do campeonato de 1961, realizado no dia 8 de abril de 1962, o Paysandu sagrou-se campeão ganhando o clássico por 1 a 0, com um gol do ponteiro-esquerdo Ércio, em chute de longa distância que desviou em um “montinho artilheiro” que enganou o goleiro reserva azulino Édgar, substituto do titular Arlindo, e entrou para o fundo das redes sacramentando o título bicolor.
  • No dia 25 de março de 1966, na Curuzu, o Paysandu deu um baile no Clube do Remo vencendo por 3 a 0, em jogo que marcou as estréias de Oberdan e Bené – o maior artilheiro bicolor de todos os tempos com 250 gols marcados –, acabando com uma invencibilidade de 27 partidas do Clube do Remo.
  • Com Danilo Alvim no comando e Amoroso no ataque, o Clube do Remo conquistou o título de campeão paraense invicto de 1960, graças ao empate de 2 a 2 com o Paysandu, no dia 14 de julho de 1968. Quando o Papão vencia por 2 a 1, o atacante azulino de muita fama no Rio de Janeiro, onde foi ganhou o apelido de “Pé de coelho”, aproveitou a falha do zagueiro bicolor Abel, partiu em disparada e chutou no contra-pé do goleiro Omar, para a festa da torcida do Leão em plena Curuzu.
  • No dia 13 de outubro de 1971, Remo e Paysandu decidiram o título do Campeonato Paraense na Curuzu. O Leão começou ganhando por 2 a 0, mas o Papão buscou o empate, forçando uma prorrogação de 30 minutos. Com gol de Moreira aos 12 minutos da segunda etapa, o Paysandu ganhou a partida por 3 a 2 e conquistou o título.
  • A goleada de 5 a 2 do Clube do Remo sobre o Paysandu no dia 7 de setembro de 1976, válido pelo Campeonato Brasileiro, levou 33 487 torcedores ao Baenão, registrando o maior público da história do estádio. Com a vitória, o Leão quebrou uma invencibilidade de 31 jogos do rival.
  • O empate de 1 a 1 do dia 3 de fevereiro de 1977 foi o primeiro clássico Re-Pa disputado fora do país. A partida ocorreu no Suriname Stadium, em Paramaribo (Suriname), válido pelo Torneio Internacional de Paramaribo.
  • Em 1978 foi oficialmente inaugurado o Mangueirão, o maior estádio da Região Norte do Brasil. Contudo, o primeiro clássico realizado neste estádio foi disputado ainda em 1977 no dia 06 de novembro, um empate em 0 a 0. O primeiro gol do clássico no Mangueirão foi marcado por Mego no dia 30 de agosto de 1978, na 3ª partida ali realizada, vitória azulina por 2 a 0.
  • No ano de 1979, o Paysandu contratou o goleador Dadá Maravilha. A estreia do jogador foi justamente em um clássico, no dia 8 de abril, que prometeu marcar o gol “sossega Leão”. Entretanto, quem começou ganhando foi o Remo através de Bira, mas o folclórico atacante cumpriu a promessa e empatou o jogo para delírio da torcida.
  • Em 1992, o Paysandu foi campeão paraense com quatro vitórias seguidas de 1 a 0 sobre o Remo. Na última partida, o Papão venceu graças ao gol de Mendonça, aos 34 minutos do 1º tempo, chutando do círculo central do gramado do Mangueirão. O golaço deu a vitória e o título ao Bicolor.
  • O empate de 0 a 0 entre Remo e Paysandu no dia 31 de janeiro de 1993, deu início à maior invencibilidade entre os principais clássicos do futebol brasileiro, se considerado o número de jogos. Foram 33 partidas (21 vitórias e 12 empates) em 4 anos, 5 meses e 24 dias.
  • No dia 29 de julho de 1993, quando o Remo vencia o Paysandu por 1 a 0 (gol de Biro-Biro, de cabeça), na Curuzu, aos 19 minutos do 1º tempo o alambrado do estádio ruiu devido à grande pressão exercida pela torcida azulina. A partida foi suspensa e repetida posteriormente no Mangueirão.
  • O último jogo do famoso Tabu ocorreu no dia 7 de maio de 1997 em um jogo inesquecível para a torcida azulina. O Paysandu vencia o jogo por 1 a 0 e o Remo estava sendo comandado por Agnaldo e Belterra, que davam orientações aos companheiros ao mesmo tempo em que jogavam pelo Leão. Os jogadores/treinadores resolveram botar o time ainda mais ofensivo e em 11 minutos o Remo impressionantemente marcou 3 gols e virou o jogo para a festa da torcida azulina.
  • No dia 11 de julho de 1999, o Mangueirão recebeu 65 mil torcedores (maior público da história do estádio e da região Norte) na final do Campeonato Paraense disputado entre Remo e Paysandu. Com gol de Aílton, aos 2 minutos do 2º tempo, o Leão venceu o jogo e conquistou o 38º título da sua história, ultrapassando o rival e tornando-se o maior campeão paraense do século XX.
  • O mais longe que o Re-Pa já chegou foi a decisão do 3º lugar do Módulo Amarelo da Copa João Havelange de 2000, que dava direito ao vencedor de disputar o Módulo Azul (Primeira Divisão). Na primeira partida, dia 12 de novembro, o Remo venceu o Paysandu por 3 a 2. No segundo jogo, dia 19, Leão e Papão não passaram de um empate em 0 a 0. O resultado beneficiou o Clube do Remo que integrou o Módulo Azul.
  • Em 3 de dezembro de 2000, o Paysandu aplicou uma sonora goleada de 4 a 1 sobre o Clube do Remo. Dois meses depois, no dia 22 de fevereiro de 2001, o Papão aplicou mais uma goleada, dessa vez por 4 a 0 em pleno estádio Baenão. Quatro meses depois, no dia 30 de junho de 2001, nova goleada por 4 a 0, de novo no estádio Baenão.
  • Na data de 4 de abril de 2004, mais uma vez o Re-Pa decidia o Campeonato Paraense de Futebol. Cerca de 50 mil pessoas presenciaram os gols de Gian e Rodrigo, dando números finais ao jogo e o título de campeão com 100% de aproveitamento ao Clube do Remo, o único a conseguir esse feito na história do profissionalismo do futebol paraense (pós-1945).
  • O jogo de número 700 do clássico mais disputado do futebol mundial ocorreu no dia 12 de abril de 2009. O Paysandu vinha numa situação melhor, tanto que o presidente Luis Omar Pinheiro afirmou que o Papão não deveria ter pena do miserável, no caso, o Clube do Remo. Contrariando as expectativas e reforçando a máxima de que em clássico não há favorito, o Leão venceu por 2 a 1, gols de Helinho e Beto, no jogo que ficou conhecido como a “Revolta dos Miseráveis”.

Livro sobre o Re-Pa[editar | editar código-fonte]

  • A História do Clássico Re x Pa, por Ferreira da Costa, edição do autor (2003).
  • Remo x Paysandu - O Clássico mais disputado do futebol mundial - 700 jogos, por Ferreira da Costa (2009)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Clássico é o mais disputado do mundo.
  2. Livro Remo x Paysandu - O Clássico mais disputado do futebol mundial - 700 jogos, 2009