Atletiba

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Atletiba
Atlético-PR 113 vitória(s), 496 gol(s)
Coritiba 138 vitória(s), 547 gol(s)
Empates 110
Total de jogos 361
Total de gols 1 043
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Atletiba é o confronto entre o Clube Atlético Paranaense, Campeão Brasileiro de 2001 e o Coritiba Football Club, Campeão Brasileiro de 1985, clubes da cidade de Curitiba, PR.[2]

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro Atletiba oficial considerado válido para as estatísticas se deu em 8 de junho de 1924[3] , no Parque Graciosa, pelo Campeonato Paranaense, em que o Coritiba goleou o Atlético pelo placar de 6 a 3.[4] De acordo com atleticanos, o primeiro confronto teria ocorrido anteriormente, em 20 de abril de 1924, logo após a fundação do Atlético, numa disputa de trinta minutos em que venceu o estreante por 2 a 0[5] . A validade de tal exibição é contestada pois não se tratava de uma partida oficial com noventa minutos de duração.[6]

Inicialmente, a rivalidade tinha base nas origens destes clubes, com cada um deles representando uma camada social, sendo o Coritiba marcadamente o clube dos alemães e o Atlético da aristocracia curitibana.

Com o passar dos anos, a rivalidade foi aumentando, fruto dos inúmeros jogos decisivos que disputaram estes dois rivais, os tornando as maiores torcidas do Paraná.

A primeira vez que o clássico Atletiba decidiu o Campeonato Paranaense de Futebol foi em 1941, com vitória do Coritiba por 1 a 0. Em 1943, o Atlético deu o troco, com duas vitórias por 3 a 2 nos jogos que lhe deram o bicampeonato paranense em 1942/1943 e em 1945 nova vitória atleticana: 2 a 1.

Em 1968, um gol de Paulo Vechio no último minuto deu o empate por 1 a 1 que garantiu ao Coritiba o título deste ano e começou a mudar a história deste clássico. Em 1969, o Coritiba foi bicampeão e o Atlético conquistou o Campeonato Paranaense em 1970.

No período áureo do Coritiba, as vitórias sobre o Atlético foram muitas, no entanto só ocorreram em final de campeonato nos anos em 1972. Outros dois empates, em 1983 (1 a 1) e em 1990 (2 a 2) deram o título para o Atlético, que conquistou mais dois campeonatos em 1998 e em 2000.

Em 2004 os clubes protagonizaram uma emocionante final. No primeiro jogo, vitória do Coritiba por 2 a 1 no Couto Pereira. No segundo jogo, uma brilhante alternância no placar fez com que o título trocasse de mãos 4 vezes durante o jogo, ficando definitivamente com o Coritiba após empate no final da partida. E, em 2005, foi a vez do Atlético conquistar o título ganhando no tempo regulamentar (1 a 0) e depois na decisão por pênaltis, quando venceu por 4 a 2, com um ex-jogador do Coritiba (Lima) fazendo o gol do título para os atleticanos. Após três anos, em 2008 um Atletiba novamente decide o campeonato paranaense, resultando no título para o Coritiba.

No domingo, dia 20 de fevereiro de 2011 em jogo pelo Campeonato Paranaense e no Alto da Glória, o atleta Nieto, jogador do Clube Atlético Paranaense, marcou o milésimo gol da história do clássico maior do Paraná (foi o 1° gol do rubro negro aos 46 minutos do primeiro tempo do jogo), porém, seu time foi derrotado por 4 x 2 para o Coritiba[7] .

O Atletiba de n° 349, realizado no dia 22 de fevereiro de 2012 teve as seguintes particularidades. Foi o primeiro clássico realizado com a presença de apenas uma torcida, neste caso, como o mandante do jogo foi o rubro negro, apenas a sua torcida foi autorizada a acompanhar o confronto e com a realização de obras na Arena da Baixada, o Atlético realizou o seu mando de jogo no estádio Durival de Brito e Silva, sendo que neste estádio faziam 35 anos que não era realizado um atletiba, pois o último ocorreu no dia 23 de janeiro de 1977[8] [9] .

Um dos duelos mais movimentados e emocionantes dos Atletibas, ocorreu em 14 de março de 1971 e para um público de mais de 30.000 torcedores no estadio Belfort Duarte (antigo nome do estadio do Alto da Glória). Este jogo terminou com o placar de 4 a 3 para o rubro negro, depois de estar perdendo por 2 a 0[10] [11] .

Clássicos decisivos[editar | editar código-fonte]

O clássico das duas maiores forças futebolisticas do Paraná, foram jogos decisivos para o campeonato estadual em dezessete vezes. Até o momento, são 10 títulos do Coritiba e sete do Atlético, sendo[12] :

Iniciou-se em 1941 e a última ocorreu em 2013. Listamos, a seguir, os Atletibas decisivos:

  • 1941, campeão - Coritiba[12] ;
  • 1943, campeão - Atlético[12] ;
  • 1945, campeão - Atlético[12] ;
  • 1968, campeão - Coritiba[12] ;
  • 1972, campeão - Coritiba[12] ;
  • 1978, campeão - Coritiba[12] ;
  • 1983, campeão - Atlético[12] ;
  • 1990, campeão - Atlético[12] ;
  • 1998, campeão - Atlético[12] ;
  • 2000, campeão - Atlético[12] ;
  • 2004, campeão - Coritiba[12] ;
  • 2005, campeão - Atlético[12] ;
  • 2008, campeão - Coritiba[12] ;
  • 2010, campeão - Coritiba[12] ;
  • 2011, campeão - Coritiba[12] ;
  • 2012, campeão - Coritiba[12] ;
  • 2013, campeão - Coritiba.

Em 1927 e 1973, Coritiba e Atlético terminaram o competição como campeão e vice, porém, não se enfrentaram numa final em virtude do regulamento do campeonato[12] .

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Estatística dos Atletibas
Número de jogos 361
Vítórias do Coritiba 138
Vitórias do Atlético 113
Empates 110
Número de gols 1043
Gols marcados pelo Coritiba 547
Gols marcados pelo Atlético 496

Ver Anexo:Resultados dos Atletibas[editar | editar código-fonte]

Maiores goleadas[editar | editar código-fonte]

Atletibas com mais gols[editar | editar código-fonte]

Maiores goleadores em um só confronto[editar | editar código-fonte]

  • Ninho, em 8 de junho de 1924, fez quatro gols para o Coritiba, que venceu por 6x3
  • Guará, em 15 de julho de 1946, fez quatro gols para o Atlético, que venceu por 4x2
  • Erádio, em 17 de março de 1954, fez quatro gols para o Atlético, que venceu por 4x3
  • Também fizeram três gols em um mesmo Atletiba: Lóthar, Pizzattinho, Neno, Baby, Ivo, Renatinho, Marciano e Brandão (pelo Coritiba) e Marreco, Renato, Rui, Neno, Villalba e Walter (pelo Atlético)

Maiores públicos do Atletiba[editar | editar código-fonte]

Maiores públicos
  1. Coritiba 0 x 0 Atlético - 55.164, em 17 de dezembro de 1978 no Couto Pereira
  2. Coritiba 3 x 0 Atlético - 52.028, em 1 de maio de 1990 no Couto Pereira
  3. Coritiba 0 x 0 Atlético - 47.307, em 13 de dezembro de 1978, no Couto Pereira
  4. Coritiba 0 x 0 Atlético - 46.217, em 10 de dezembro de 1978 no Couto Pereira
  5. Atlético 2 x 1 Coritiba - 44.475, em 11 de junho de 1998 no Estádio do Pinheirão
  6. Coritiba 1 x 1 Atlético - 42.410, em 18 de dezembro de 1983 no Couto Pereira
  7. Coritiba 2 x 1 Atlético - 40.876, em 1 de maio de 1989, no Couto Pereira
  8. Coritiba 1 x 1 Atlético - 40.536, em 16 de abril de 1972, no Couto Pereira
  9. Coritiba 1 x 1 Atlético - 39.800, em 11 de junho de 2000, no Couto Pereira
  10. Coritiba 1 x 1 Atlético - 37.782, em 31 de agosto de 1977, no Couto Pereira

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Em um dos Atletibas de 1925, o atleta alviverde Ninho lança a bola na área e o arqueiro atleticano a segura, mas não evita o choque com os atacantes coritibanos Gy e Pandu, que o empurram para dentro do gol (prática válida naquela época, pois o goleiro podia sofrer carga sem que isto fosse considerado uma infração à regra). O gol foi validado, mas, quem seria seu autor? Optou-se por Ninho, último atleta do Coritiba a tocar na bola.

Até 1949, os jogadores não utilizavam número nas camisas e, para piorar, os jornais não tinham acesso às súmulas oficiais das partidas. Por isso, os autores dos gols citados nos diversos jornais em circulação nem sempre coincidiam, sendo necessária uma análise detalhada dos relatos sobre o jogo, para se chegar a uma conclusão.

Em 1946, um Atletiba teve duração de apenas 8 minutos e, por isso, não é contabilizado por alguns pesquisadores. Como a partida valia pelo campeonato Paranaense, foi contabilizada.

Em 1948, o Coritiba venceu o clássico por 2 a 1, mas, na sequência, o Atlético recorreu ao STJD, que anulou a partida. Para efeito de campeonato, essa partida não teve validade, mas, como a mesma aconteceu de fato, ela foi contabilizada.

Coritiba e Atlético se enfrentaram 17 vezes em torneios de exibição, em partidas com duração reduzida. Por serem não oficiais, elas foram desconsideradas (ver tópico "Partidas não computadas").

Era prática muito comum, até a década de 1960, a realização de partidas amistosas em que havia a disputa de uma taça. Por isso, considerou-se "Torneio" apenas aquelas disputas em que, além da dupla Atletiba, havia pelo menos mais uma equipe envolvida.

Atletibas disputados pela "Copa Sesquicentenário" foram contabilizados, pois apesar das duas equipes utilizarem atletas reservas ou de categorias de base, poderiam ter utilizado os seus elencos titulares.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Atletiba outubro de 2014 Rádio Povo
  2. ATLETIBA, a Paixão das Multidões, de Vinicius Coelho e Carneiro Neto, 1994, Prefeitura Municipal de Curitiba.
  3. Atletiba britânico Jornal Gazeta do Povo - edição comemorativa de n° 30.000 - acessado em 8 de dezembro de 2012
  4. Atletiba 1 Site do Coritiba
  5. História dos Atletibas Site Scribd - acessado em 26 de janeiro de 2012
  6. Atletiba 1 Site do Coritiba
  7. Coritiba vence Atlético por 4 a 2 e é campeão do 1º turno Caderno Esportes - GRPCOM - 20 de fevereiro de 2011
  8. Em jogo empolgante, primeiro Atletiba de torcida única não sai do 0 a 0 Globo Esporte.com
  9. Ministério Público diz que Atletiba de uma torcida "rasga Estatuto do Torcedor" Jornal Gazeta do Povo
  10. Altetiba histórico de 1971 Paraná-Online
  11. Atletiba 4 Número de jogos
  12. a b c d e f g h i j k l m n o p q r Atletiba decisivos nos estaduais Página do Portal de Notícias Parana-Online — acessado em 25 de agosto de 2014
  13. Atletiba 3 Site do Coritiba

Ligações externas[editar | editar código-fonte]