Estádio Major Antônio Couto Pereira

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Estádio Couto Pereira
CP2.jpg
Parte interna do estádio evidenciando o setor "Mauá" de cadeiras.
Nome Estádio Major Antônio Couto Pereira
Características
Local Curitiba, Paraná
Gramado Bermuda 419 (105 x 68 m)
Capacidade 40.310 pessoas[1]
Construção
Data 1932
Inauguração
Data 15 de Novembro de 1932
Partida inaugural Coritiba 4-2 America-RJ
Primeiro gol Gildo (Coritiba Foot Ball Club)
Recordes
Público recorde 67.391 pessoas (público total)[2]
Data recorde 15 de maio de 1983
Partida com mais público Atlético-PR 2 x 0 Flamengo-RJ
Outras informações
Proprietário Coritiba Foot Ball Club
Administrador Coritiba Foot Ball Club
Mandante Coritiba Foot Ball Club

O Estádio Major Antônio Couto Pereira, mais conhecido simplesmente por Couto Pereira, é o segundo maior estádio de futebol do estado do Paraná, e pertence ao Coritiba Foot Ball Club. Está localizado no bairro Alto da Glória em Curitiba. Seus torcedores o chamam carinhosamente de Couto, Alto da Glória ou Gigante de Concreto Armado.

Inaugurado em 15 de novembro de 1932, em sua primeira partida de futebol, o Coritiba venceu o America-RJ por 4 a 2. Atualmente o estádio conta com capacidade para 40.310 pessoas.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O estádio conta com capacidade para 40.310 torcedores[3] . A distribuição da capacidade inclui arquibancadas do setor de visitantes - 6.162 (três anéis), o setor curva de entrada - 12.882 (três anéis), sociais inferior - 334, fim do setor mauá (próximo ao setor visitantes) - 20 (primeiro anel), cadeira social superior - 5.040, cadeira social inferior - 1.027 e cadeiras Mauá - 11.345. Entre os camarotes, um camarote visitante com 21 lugares, três camarotes superiores totalizando 39 lugares, 25 camarotes inferiores (vinte com dez lugares e cinco com 22 lugares). Com a inauguração do Setor Pro-Tork na Rua Mauá e também com a construção de uma nova saída na curva dos fundos, o Couto Pereira tem agora a capacidade oficial liberada pelo Corpo de Bombeiros como a de 40.310 espectadores.[4]

No estádio estão localizados 25 sanitários, sendo treze femininos e doze masculinos. Existem também dezesseis lanchonetes e quatro vestiários, além de estacionamento com duas mil vagas. Para a segurança existem 32 câmeras e uma central de monitoramento que acompanha a movimentação dos torcedores.

O campo possui medidas de 105 x 68 m, com grama do tipo Bermuda 419.

O estádio[editar | editar código-fonte]

Para os dirigentes dos times adversários, o Estádio Couto Pereira tem um espaço reservado junto aos torcedores do próprio time adversário, o que amplia os critérios de conforto e segurança dos visitantes. Os dirigentes do time adversário ficam acomodados num camarote exclusivo, vidros blindados e sistema de ar condicionado, frigobar e confortáveis poltronas.[carece de fontes?]

Todos os lugares do Estádio do Coritiba são numerados. Um sistema de ingressos confeccionados em meio magnético e de catracas eletrônicas possibilita a setorização do estádio, que é feita pela identificação de cores.

Na atual fase de reformas do Couto, cerca de quinze mil novas cadeiras foram afixadas em diversos setores do estádio, ampliando o conforto e a segurança dos torcedores.[carece de fontes?]

Anexa ao estádio Couto Pereira está a loja Coxa Store, uma loja que vende produtos licenciados e materiais esportivos do Coritiba e da Nike, que é a empresa patrocinadora dos materiais esportivos do Clube.

O Estádio Couto Pereira está equipado com elevadores para acesso da imprensa e autoridades às cadeiras superiores.

O maior público registrado foi de 70.000 pessoas em 5 de Agosto de 1980, na visita do Papa João Paulo II e o maior público em uma partida de futebol ocorreu em 15 de maio de 1983, em uma partida do Atlético Paranaense contra o Flamengo carioca, com um publico total de 67.391 pessoas[5] [6] .

História do estádio[editar | editar código-fonte]

Os primeiros jogos do Coritiba aconteceram no Jóquei Clube Paranaense, nos dias em que não havia corrida. Em 1916, com o apoio dos associados, o clube se transferiu para o Parque Graciosa, no bairro do Juvevê, e ficou lá até ter o contrato rescindido. Com essa rescisão, o Coritiba pagou uma boa indenização e passou a procurar um terreno para a construção de um novo estádio.

O clube era comandado na época pelo Major Antônio Couto Pereira, que dedicou sua vida inteira ao Coritiba. Foi ele quem achou o terreno do atual estádio, pago com um empréstimo de 120 contos de réis feito na Caixa, com juros de 12% ao ano.

O novo estádio, denominado de Belfort Duarte, ficou pronto em 1932, e foi inaugurado no mesmo ano, com a partida Coritiba 4×2 América, do Rio de Janeiro. O Coxa mandou seus jogos naquele estádio até 1956, quando o então presidente Arion Cornelsen anunciou que o estádio seria reformado.

Arion alegou que a torcida do Coritiba havia crescido muito na última década e que aquele era o momento certo para a ampliação do Belfort Duarte, em vista do dinheiro que o clube havia arrecadado com a Loteria Esportiva, um projeto de lei aprovado na época (PL 4387/1958) que permitia as federações e confederações esportivas a extração de verba da união através da loteria esportiva para projetos considerados de interesse público.

Em 1977, com as obras já concluídas, o nome do estádio foi alterado de Belfort Duarte para Major Antônio Couto Pereira, em homenagem ao homem que deu o pontapé inicial para que esse monumento pudesse existir.

Visão interna do estádio no setor "Amâncio Môro" de arquibancada, espaço da Torcida Organizada Império Alviverde

Reforma em 2005[editar | editar código-fonte]

Em 1 de maio de 2005 ocorreu a reabertura do Estádio Couto Pereira, que ficara fechado mais de cinco meses para a realização de inúmeras obras.[7]

O campo de jogo ganhou um novo gramado do tipo Bermuda 419, tida pelos especialistas como a melhor grama para a prática do futebol. Além do novo gramado, o Couto ganhou um novo sistema de drenagem, mais eficaz.

As medidas do gramado foram ampliadas para 109 x 72 metros, as grades que circundavam o fosso foram retiradas, tornando perfeita a visibilidade da partida de qualquer lugar do Estádio Couto Pereira.

As novas traves têm ferros de sustentação das redes um novo formato, mais adequado à segurança dos jogadores.

Os novos bancos de reservas atendem o padrão internacional de exigências estabelecidas pela FIFA, com as condições de conforto aos atletas (são bancos do tipo Recaro, padrão similar aos utilizados nos estádios do Barcelona e Ajax).

Em 2005 foram entregues 25 novos camarotes, todos de alto padrão, com TV, ar-condicionado com controle remoto, frigobar, piso em granito, banheiro individual, isolamento com vidro blindado, poltronas, atendimento de garçom via interfone, entre outros benefícios. No total, 370 pessoas podem assistir aos jogos no Couto Pereira utilizando-se dos camarotes.

Uma nova sala de imprensa foi construída, para as entrevistas antes e pós-jogo, com sistema de som, e acesso à Internet.

Passarela de troféus[editar | editar código-fonte]

O Estádio Couto Pereira tem dois espaços que homenageiam o ex-presidente Amâncio Moro e o ex-jogador do América, Belfort Duarte, que durante mais de quarenta anos cedeu seu nome para o estádio curitibano.

Estes dois espaços possuem modernas instalações com praças de alimentação. O espaço Belfort Duarte conta com uma galeria onde estarão expostas fotos e 75 dos principais troféus da história do clube. Entre eles, o de Campeão Brasileiro em 1985 e o de Campeão do Torneio do Povo, em 1973.

Painéis fotográficos gigantes com imagens de várias fases do Couto Pereira, desde sua construção, passando por várias obras, ilustram o ambiente que tem seu piso todo em granito, na cor verde labrador.

O espaço será aberto aos turistas, pois o Couto Pereira faz parte do circuito turístico de Curitiba. Os visitantes serão atendidos por funcionários que contarão a história do clube e poderão fazer uma turnê para conhecer as dependências do maior e melhor estádio do Paraná.

O projeto da galeria foi executado pelo arquiteto coxa-branca Ricardo Carvalho. Cada vitrine comporta entre doze e vinte troféus, que foram selecionados entre os principais que o clube conquistou ao longo de mais de 100 anos. Um grupo de torcedores e pesquisadores, Os Helênicos, selecionou e realizou o levantamento histórico que conta mais sobre a história vitoriosa do Coritiba. O grupo é composto pelo jornalista Vinícius Coelho, pelo pesquisador Levi Mulfort e pelos torcedores Pierre Alexandre Boulos, Guilherme Straube, Alan Roger da Silva e Maurício Pasternack.

Painéis[editar | editar código-fonte]

Vinte e dois painéis gigantes estão localizados nos anéis externos do Estádio Couto Pereira, com imagens que relembram a história do Clube Alviverde.

Em 2004 o Couto havia ganho letreiros de identificação do Estádio, feitos em aço e com iluminação especial, que permitem grande destaque do Estádio à noite.

No estacionamento, na entrada principal para o Estádio curitibano, está localizado o mastro que durante décadas esteve no gramado. O mastro foi doado em 15 de novembro de 1932 pelo conselheiro Eduardo Schinzel e será responsável por dar as boas vindas aos torcedores do Coxa. CT da Graciosa Em 1988 o presidente Bayard Osna determinou a construção de um centro de treinamento para o Coritiba. Foi adquirido um terreno na antiga estrada da Graciosa, próximo ao trevo do Atuba, cerca de nove quilômetros da sede principal, no Alto da Glória. Mas foi somente em 1995 que o segundo passo foi dado. Joel Malucelli, Sérgio Prosdócimo e Edson Mauad assumiram o Coritiba e deram início às obras.

O engenheiro José Arruda, na época Vice-presidente do clube, foi à pessoa que ficou responsável e se lançou nesse desafio com confiança e determinação, contando com o apoio de uma competente comissão de obras. A maior parte do dinheiro que viabilizou a construção veio de contribuições mensais do Conselho Deliberativo, presidido na época por Manoel Antonio de Oliveira.

Shows[editar | editar código-fonte]

O Estádio Couto Pereira já foi palco de shows de artistas nacionais e internacionais de grande porte.

1984 - Menudo.[8]

1996 - festival “Monsters of Rock”, com Iron Maiden, Helloween, Skid Row, Motorhead, Mercyful Fate, King Diamond, Biohazard, Héroes del Silencio e Raimundos.[9]

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

CT da Graciosa[editar | editar código-fonte]

O CT da Graciosa foi inaugurado no dia 20 de Dezembro de 1997. Após muita dedicação e trabalho de todos que ajudaram, o sonho se tornou realidade. Em 2002, Giovani Gionédis assumiu o clube e começou um planejamento estrutural, que se iniciou com a ampliação e modernização do patrimônio Alviverde.

O CT conta com cinco campos oficiais de futebol (70x110m), com diferenciados gramados. Além disso, três vestiários, piscina térmica, estacionamento, comitê de imprensa. Para a área médica existe uma moderna clínica de fisiologia, uma completa academia, além de clínicas de fisioterapia, psicologia e nutrição.

Corrida do Centenário[editar | editar código-fonte]

O dia 12 de outubro de 2009 foi movimentado no Coritiba. Comemorando o seu centenário, o clube promoveu vários eventos no Couto Pereira. Logo no início da manhã, às 7h30, foi dada a largada para a maratona do Centenário. Mesmo com a chuva não dando trégua, cerca de duas mil pessoas compareceram para a corrida, que foi conquistada por Ricardo Júlio do Santos, que completou o trajeto de 10km em 32 minutos.

Espaço 100 anos[editar | editar código-fonte]

Logo após o término da corrida, o clube inaugurou, em parceria com o grupo de pesquisa 'Helênicos', o Espaço 100 anos, uma espécie de museu, que conta a trajetória do Coxa, por meio de camisas, faixas de campeões, fotos e flâmulas. Cerca de seis mil torcedores foram conhecer o espaço oa longo do dia.

O Espaço 100 Anos conta com diversas exposições relacionadas a fatos históricos do clube, seus atletas e sua torcida. Localizado na rua Mauá, que passa por uma revitalização geral, o espaço e tem grama sintética aplicada ao seu piso. O projeto conta também com painéis e peças raras referentes a uniforme, ídolos e até mesmo à conquista de títulos. Atualmente, o Espaço 100 anos está aberto à visitação.

Sala das Sensações[editar | editar código-fonte]

Atração do local é a sala das sensações, um local totalmente escuro, apenas com um telão no qual passam imagens gravadas no meio da torcida no Couto Pereira, além do Green Hell, visto por cima do estádio. Com um som muito alto, a pessoa tem a impressão de estar no meio da bateria da Império Alviverde.

Estiveram presentes, como convidados especiais os ex-atletas Kruger, Pachequinho, Fedato, Toby e ex-presidentes, entre eles Aryon Cornelsen, Jacob Mehl e Giovani Gionédis.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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