Passeio Público (Curitiba)

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Passeio Público de Curitiba
Portal de entrada do Passeio Público de Curitiba
Portal de entrada do Passeio Público de Curitiba
Tipo Público
Localização Curitiba, Paraná, Brasil
Tamanho 69.285 m2
Inauguração 2 de maio de 1886
Administrado por Prefeitura Municipal de Curitiba

O Passeio Público é o parque mais antigo da cidade de Curitiba, capital do estado brasileiro do Paraná. Está localizado na confluência das ruas Carlos Cavalcanti, Presidente Faria, João Gualberto e Luiz Leão, em pleno centro da cidade[1].

O "Passeio" ocupa 69.285 m2 dentro do Centro da cidade e é um dos mais importantes símbolos da capital paranaense e uma grande área verde em plena área urbana, que apresenta espécies da fauna e flora paranaenses (ou não), como: sabiá, tico-tico, chupim, sanhaço, garça branca, carvalho, jacarandá, canela, ipé-amarelo, entre outros[2].

O Passeio Público é formado por diversos lagos e ilhotas, sendo que uma delas, a Ilha da Ilusão, foi sede, em 20 de agosto de 1911, da coroação de Emiliano Perneta como "príncipe dos poetas paranaenses"[3].

Índice

[editar] Curiosidade

Com a reinauguração do "parquinho das crianças" (em julho de 2010), localizado dentro do Passeio Público, o mesmo ganhou uma réplica de um balão, em metal e com altura de 5,39m, que é uma referência ao Balão Granada que agitou a "Passeio" em 21 de maio de 1909[4]. Neste dia o Granada alçou voo, de dentro do Passeio Público e sob o comando da espanhola Maria Aida. Após 34 minutos no ar e atingir a altura de 970m o Granada terminou o seu percurso pendurado em uma das torres da Igreja Matriz (atual Catedral Basílica de Curitiba)[5].

[editar] História

Passeio Público de Curitiba e o seu portão (réplica do Le Cimetière Asnières). Foto de 1930
Passeio Público, espaço de lazer dos curitibanos desde o século XIX
Portão francês que originou os portões do Passeio Público em Curitiba
Às margens do lago no Passeio Público, espaço de lazer curitibano. Foto de 1923

O Passeio Público da cidade de Curitiba foi uma iniciativa do presidente da província, Alfredo d'Escragnolle Taunay, para contornar um sério problema da região, pois o local era um tremendo banhado. Para que a obra realmente fosse iniciada, dois baluartes e moradores da região contribuíram, e muito, nesta “empreitada”, pois a verba municipal destinada ao projeto, que era sempre discutida pelos camaristas, nunca era efetivamente disponibilizada, e assim, Ildefonso Pereira Correia e Francisco Fasce Fontana (ervateiros e empresários) abraçaram a causa. Francisco Fontana, além de doar o terreno, foi o primeiro administrador do "Passeio"[6][7][8].

O Rio Belém, que cortava a região, foi saneado com a força da engenharia, transformando-se em um plácido lago que recebeu algumas canoas para o lazer dos curitibanos.

A obra (inicial) foi adiantada para que a inauguração do parque ocorresse ainda no mandato de Taunay e assim, em 2 de maio de 1886 a população da capital ganhou o seu primeiro parque público. A “Gazeta Paranaense”, de Romário Martins, em edição desta data, pormenorizou o que representou a inauguração do Passeio Público para o povo da cidade. No dia seguinte (3 de maio de 1886) o presidente Taunay entregou o cargo e seu sucessor, Joaquim Faria Sobrinho, que arcou com as despesas para finalizar e corrigir os defeitos cometidos (defeitos esses decorrentes da pressa para a inauguração) no projeto inicial, portanto (e talvez por vaidade), Faria Sobrinho efetuou nova inauguração em 8 de agosto de 1886. O engenheiro responsável pela obra foi João Lazzarini, que lealmente iniciou e finalizou o projeto [6][9].

Na comemoração do 33° aniversário da província (19 de dezembro de 1886), foi instalada uma lâmpada elétrica no Passeio Público, tornando-se, este local, o primeiro no Paraná a ter o benefício da iluminação artificial elétrica para uso público. Esta lâmpada era alimentada por uma pequena usina geradora. A luz elétrica definitiva só veio dois anos mais tarde, quando foi inaugurada a companhia de energia elétrica [6].

Na década de 1910 foi construído, nas entradas do passeio, portões que seguiam as linhas arquitetônicas do portão do Cemitério dos Cães de Asnières (localizado a noroeste da cidade de Paris, na margem esquerda do Sena). A réplica curitibana foi idealizada pelo arquiteto alemão (radicado curitibano) Frederico Kirchgässner e esta obra foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná no ano de 1974 [10].

O “Passeio” foi o primeiro zoológico da cidade e até meados da década de 1980 era uma das sedes principais do Zoológico de Curitiba, mas atualmente o mesmo sedia unicamente o departamento administrativo de tal entidade e expõe apenas aves e outros animais de pequeno porte.

[editar] Ligações externas

[editar] Notas

  1. Daliane Nogueira (16 de maio de 2010). Passeio Público, o mais valorizado – Gazeta do Povo. Página visitada em 17 de maio de 20109.
  2. Infografia Gazeta do Povo (16 de maio de 2010). Saiba mais – Veja mais informações sobre o Passeio Público – Gazeta do Povo. Página visitada em 16 de maio de 20109.
  3. Curitiba de musas e símbolos Portal GRPCOM (Gazeta do Povo) - acessao em 3 de abril de 2011
  4. Cidades / Notícias - Parque do Passeio Público ganha réplica de balão Site parana-online: Curitiba - acessado em 29 de junho de 2010
  5. Vida e Cidadania - História - Balão Granada pousou em cima da Catedral Jornal Gazeto do Povo: Curitiba - acessado em 29 de junho de 2010
  6. a b c ANDRADE, 1997, p16.
  7. HOERNER, 2002, p155.
  8. SGANZERLA, 1996, p69.
  9. HOERNER, 2002, p156.
  10. Brasil Viagem Curitiba - acessado em 17 de maio de 2010

[editar] Bibliografia

  • LIMA, Dinarte G. de. Guia Turístico de Curitiba e do Paraná de 1987. Curitiba; Ed. Mapas e Guias, 1987. 168p
  • ANDRADE, Luis Carlos R. de. Conheça Curitiba. Curitiba, ed. Estética, 1997. 116p
  • SGANZERLA, Eduardo, RODRIGUES, Júlio C.. Curitiba. Curitiba: P.M.C., 1996. 310p
  • HOERNER Jr, Valério. Ruas e Histórias de Curitiba, 2° edição. Curitiba: Artes & Textos, 2002. 183p
  • FENIANOS, Eduardo Emílio. Centro, Aqui Nasceu Kúr`ýt`ýba: Coleção Bairros de Curitiba, vol.4. Curitiba: Ed. UniverCidade, 1996. 100p


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