Museu Paranaense

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Museu Paranaense
Tipo História Regional
Inauguração 1876
Website www.museuparanaense.pr.gov.br
Geografia
Localidade Curitiba, Paraná
 Brasil

Fundado em 25 de setembro de 1876, o Museu Paranaense é a primeira grande instituição histórica do Estado e terceira do Brasil. Está em sua sede definitiva no Palácio São Francisco, que ocupa uma área de 4.700 m², na cidade de Curitiba, capital do Paraná[1] .

Além das salas de exposições históricas do acervo, o Museu possui salas de mostras temporárias organizadas dentro de temáticas com contexto histórico e social. Possui biblioteca, auditório, laboratórios, salas para cursos e "loja cultural". Realiza sistematicamente cursos, palestras, oficinas e apresentações artísticas. Desenvolve projetos culturais voltados a vários segmentos sociais como: idosos, estudantes, professores e outros.

Pavilhão da História do Paraná[editar | editar código-fonte]

Anexo ao Museu há o "Pavilhão da História do Paraná", onde uma linha do tempo proporciona ao visitante a visão cronológica da história do Paraná, desde a pré-história até o início do século XX, com a chegada dos imigrantes. Ali são abordados aspectos como: achados arqueológicos, os indígenas, as reduções jesuíticas, o tropeirismo, a religião, o povoamento do litoral, primeiro e segundo impérios, o Ciclo do Mate, numismática, a emancipação política do Paraná, o povoamento de Curitiba, as artes, a educação, a Guerra do Paraguai, a Revolução Federalista, o Contestado e a imigração. São objetos, armas, adornos, cuidadosamente dispostos para proporcionar uma belíssima visão da história do Paraná. O visitante tem ainda a oportunidade de apreciar obras de arte de renomados artistas paranaenses, entre eles Alfredo Andersen, Arthur Nísio, Theodoro de Bona e João Turin.

A Fase Científica do Museu Paranaense[editar | editar código-fonte]

Entre 1941 e 1954 o Museu Paranaense passou por uma fase que é chamada de científica por tratar-se de um período em que a instituição se destacou por sua atuação nas áreas de zoologia, geologia e botânica. Durante essa fase foram publicados 11 volumes dos Arquivos do Museu Paranaense que traziam artigos originais de cientistas brasileiros e estrangeiros. Ao todo foram publicados mais de 2.700 páginas e quase 100 artigos científicos nesse periódico, tendo destaque a monografia de Reinhard Maack em 1945 que foi a primeira defesa formal da tese de Alfred Wegener sobre a deriva continental. Além disso, dois nomes se destacam dentro dessa fase de intensa produção científica do Museu: Jesus Santiago Moure e Frederico Waldemar Lange. Jesus Moure ocupou a direção da seção de zoologia do Museu quando tornou-se uma referência na área de sistemática de abelhas. Já Frederico Lange, diretor da seção de geologia, seria uma figura importante dentro da paleontologia, principalmente através do estudo de microfósseis. [2]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Público no lado de dentro Gazeta do Povo - acessado em 8 de maio de 2011
  2. Ardigó, Fabiano, Uma Ciência Improvável: O Museu Paranaense entre 1940 e 1960, In: Ardigó, Fabiano (Org.) Histórias de Uma Ciência Regional, São Paulo, Contexto, 2011.