Canela

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Canela
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Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Laurales
Família: Lauraceae
Género: Cinnamomum
Espécie: C. zeylanicum
Nome binomial
Cinnamomum zeylanicum
J.Presl

A caneleira (Cinnamomum zeylanicum, sinônimo C. verum) é uma pequena árvore com aproximadamente 10-15 m de altura, pertencendo à família Lauraceae. É nativa do Sri Lanka, no sul da Ásia. As folhas possuem um formato oval-longo com 7-18 cm de comprimento. As flores, que florescem em pequenos maços, são esverdeadas e possuem um odor distinto. A fruta, arroxeada, com aproximadamente 1 centímetro, produz uma única semente.

A canela é a especiaria obtida da parte interna da casca do tronco. É muito utilizada na culinária como condimento e aromatizante e na preparação de certos tipos de chocolate e licores. Na medicina, empregada como os óleos destilados, é conhecida por 'curar' resfriados. O sabor e aroma intensos vêm do aldeído cinâmico ou cinamaldeído.

Índice

[editar] Canela em pau

Paus de canela.

A melhor canela vem do Sri Lanka, porém há cultivos da planta em Tellicherry em Java, Sumatra, Caraíbas, Brasil, Vietname, Madagascar, e Egipto. A canela do Sri Lanka possui qualidade fina e tronco macio, com cor marrom amarelado, forte fragrância, gosto levemente adocicado, quente e agradável paladar aromático. Seu paladar é devido a um óleo aromático que contém cerca de 0,5 a 1% de perfume. Esse óleo essencial, como artigo comercial, é preparado retirando-se parte da casca do tronco, macerando-a em água do mar e rapidamente destilado. Possui uma coloração amarelo-dourada, com peculiar aroma de canela e paladar quente aromático. Consiste essencialmente de aldeído cinâmico e a absorção do oxigénio com o passar do tempo deixa-o mais escuro, desenvolvendo um composto em resina.

[editar] História da especiaria

A canela é conhecida desde a antiguidade e foi tão valorizada que era considerada um item a ser presenteado a monarcas e outros dignitários.

É mencionada em Êxodo 30:23, quando Moisés ordenou o uso da canela doce/salgada (em hebraico קִנָּמוֹן qinnāmôn) e cássia, e nos Provébios 7:17-18, quando o leito nupcial é perfumado com mirra, aloe vera e canela. Também se encontra mencionada por Heródoto e outros escritores clássicos.

No início do século XVI era trazida por comerciantes portugueses diretamente do Ceilão (atual Sri Lanka, no sul da Ásia), chegando um quilograma a valer dez gramas de ouro. O comércio português no Oriente foi perdido progressivamente para a Companhia das Índias Orientais, holandesa, que se assenhoreou dos entrepostos portugueses na região a partir de 1638. As margens da ilha estão repletas dessa planta, relatou um capitão holandês, e é a melhor de todo o oriente: quando uma pessoa está no litoral, pode-se sentir o aroma a oito léguas de distância.

[editar] Comparação com a cássia

Sendo uma especiaria muito mais cara do que a cássia, nativa da China e de Mianmar, normalmente a substitui. A casca do tronco de ambas as especiarias é facilmente distinguível, e suas características microscópicas também. Quando moídas e tratadas com tintura de iodo (teste para verificar o amido), um pequeno efeito pode ser visto na canela pura de boa qualidade enquanto que a cássia apresenta uma coloração azul escura.

[editar] Na medicina

Estudos da Associação de Medicamentos dos Estados Unidos (USDA) indicam que o uso de canela na quantidade de uma colher de chá diariamente reduz significantemente o açúcar no sangue e melhora a taxa de colesterol (LDL e triglicerídeos). Os efeitos, que podem ser conseguidos ao utilizar canela em chás, beneficiam também diabéticos. Não se sabe ao certo se o consumo de canela é efetiva no combate à hipertensão arterial. Há três estudos em andamento monitorando a questão do efeito na pressão sangüínea.[carece de fontes?]

[editar] Ligações externas