Iron Maiden

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Iron Maiden
Em cima: Steve Harris (E), Dave Murray (D)
No meio: Adrian Smith (E), Bruce Dickinson (D)
Em baixo: Nicko McBrain (E), Janick Gers (D)
Informação geral
Origem Londres, Inglaterra
País  Reino Unido
Gênero(s) Heavy metal
Período em atividade 1975 - atualmente
Gravadora(s) EMI
Afiliação(ões) Urchin, Gogmagog, Samson, Praying Mantis, Psycho Motel, The Entire Population of Hackney, ASAP
Página oficial www.ironmaiden.com
Integrantes Bruce Dickinson
Dave Murray
Adrian Smith
Janick Gers
Steve Harris
Nicko McBrain
Ex-integrantes Paul Di'Anno
Blaze Bayley
Clive Burr
Dennis Stratton
Terry Rance
Ron Matthews
Dennis Wilcock
Bob Sawyer
Terry Wapram
Thunderstick
Tony Moore
Doug Sampson
Tony Parsons
Paul Todd
Paul Cairns
Paul Day

Iron Maiden é uma banda britânica de heavy metal, formada em 1975[1] pelo baixista Steve Harris, ex-integrante das bandas Gypsy's Kiss e Smiler. Originária de Londres, foi uma das principais bandas do movimento musical que ficou conhecido como NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal). O nome "Iron Maiden", homônimo de um instrumento de tortura medieval que aparece no filme O Homem da Máscara de Ferro, foi baseado na obra de Alexandre Dumas.

Com quase quatro décadas de existência, quinze álbuns de estúdio, seis álbuns ao vivo, quatorze vídeos e diversos compactos, o Iron Maiden é uma das mais importantes e bem sucedidas bandas de toda a história do heavy metal, tendo vendido mais de 100 milhões de álbuns registrados em todo o mundo.[2] Seu trabalho influenciou diversas bandas de rock e metal. São citados como influência por diversas bandas, antigas e modernas.

Em 2002, a banda recebeu o prêmio Ivor Novello em reconhecimento às realizações em um parâmetro internacional como uma das mais bem-sucedidas parcerias de composição da Inglaterra. Durante a turnê americana de 2005, foi adicionada à Calçada da Fama do Rock de Hollywood.[3] Em 2011, ganharam seu primeiro Grammy por "El Dorado".[4] A banda também está presente nas principais listas de maiores bandas de rock de todos os tempos, assim, sendo considerada pela MTV a maior banda de heavy metal de todos os tempos.[5]

O Maiden já encabeçou diversos grandes eventos, entre eles Rock in Rio, Monsters of Rock em Donington, Ozzfest, Wacken Open Air, Gods of Metal, Download Festival e os Festivais de Reading e Leeds.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Steve Harris, baixista e líder da banda.

O Iron Maiden formou-se no dia de Natal de 1975, logo após o baixista Steve Harris deixar o seu antigo grupo, Smiler. Depois de ter suas composições rejeitadas por várias bandas nas quais participava, por considera-las difíceis e complicadas demais, Steve Harris decidiu criar sua própria banda. Harris atribuiu o nome Iron Maiden inspirado no filme O Homem da Máscara de Ferro (1939) que por sua vez é baseado na obra de Alexandre Dumas, além da óbvia conexão verbal com o instrumento de tortura de mesmo nome.[7]

O início[editar | editar código-fonte]

Fachada do Cart and Horses Pub em Stratford, Londres. Nesse local o Iron Maiden fez algumas de suas primeiras apresentações.[8]

A primeira apresentação da banda aconteceu num lugar chamado St Nicks Hall, em Poplar (East End, Londres) no dia 1 de maio de 1976.[9] Depois disso, a banda continuou fazendo apresentações no Cart and Horses Pub em Maryland Point (Stratford, Londres). A formação original da banda juntava Steve Harris a Paul Day (vocal), Dave Sullivan e Terry Rance (guitarras) e Ron Matthews (bateria). Paul Day foi mais tarde substituído por Dennis Wilcock (grande admirador do Kiss) que usava fogo, maquiagem e sangue falso no palco e que trouxe Dave Murray para a banda, tendo como consequência a saída da primeira dupla de guitarristas. Murray permanece no grupo até hoje. Bob Sawyer entrou na banda no final de 1976 como segundo guitarrista; mas, como tinha desentendimentos com Murray, fez Dennis Wilcock se opor a Dave, e então Dennis sugeriu a expulsão dele. Bob não ficou para trás e por suas atitudes errôneas no palco (como fingir tocar a guitarra com os dentes), foi junto em julho de 77. Ron Matthews aguentou um pouco mais. Havia um guitarrista de uma banda chamada Hooker que o Maiden via tocar nos pubs: Terry Wapram. Após uma audição, a banda convidou-o para entrar e Wapram realizou alguns shows como único guitarrista. Pouco após isso, Ron saiu (não se sabe ao certo se por influência de Wilcock, como relatou no Early Days). Dave Murray juntou-se ao seu amigo Adrian Smith na banda Urchin em 1977, enquanto que os Iron Maiden passavam um mau bocado: Steve e Dennis chamaram Thunderstick (Barry Graham) (bateria) Tony Moore (teclado), mas após um concerto perceberam que o teclado não seria um bom substituto para a segunda guitarra. A banda ficou descontente e o clima foi ficando ruim até que após poucos ensaios, Moore decidiu sair. Nesse momento, Harris foi a um ensaio do Urchin para chamar Murray de volta para banda, o que aconteceu com sucesso. Mas Wapram, indignado porque perderia parte das atenções, não aceitou Murray de volta e foi convidado a sair. Com Murray de volta e apenas 4 integrantes, a banda decide marcar um show no Bridgehouse e outro no pub Green Man. O primeiro foi um fiasco, depois do baterista ter errado em várias músicas e gritar para o público se calar. Nessa época Wilcock já havia espalhado para alguns fãs que pretendia sair da banda, e o show havia gerado alguma expectativa em torno disso também. Foi o que aconteceu. No intervalo entre o Bridgehouse e o Green Man, Dennis não disse nada e não compareceu no pub. Harris foi até sua casa, mas o vocalista se negou a cantar um último show. Arrasado, Harris voltou para cumprir com o acordo e os Maiden se apresentaram como um trio em Abril de 78, com Harris, Murray e Thunderstick. Steve expulsou o baterista, já contando com Doug Sampson para o posto. Com esse novo trio, os Maiden passariam cerca de 6 meses ensaiando antes de tocar ao vivo ou arrumar qualquer outro integrante.

The Soundhouse Tapes (1978-79)[editar | editar código-fonte]

The Soundhouse Tapes vendeu rapidamente todas as suas 5 mil cópias, trazendo maior notoriedade para a banda, que graças ao sucesso do EP assinou contrato com a gravadora EMI.[10]

Em 1978, Harris encontrou um novo vocalista: Paul Di'Anno. A banda sempre rejeitou o punk, mas com a chegada de Paul Di'anno, que era um fã de Ramones, Sex Pistols e The Clash e um dos poucos membros dos Maiden que tiveram cabelo curto, os Maiden precisaram abrir sua sonoridade para músicas mais rápidas e mais diretas, procurando focar no heavy metal que renascia mesmo que timidamente. Durante anos a banda foi pressionada pelas gravadoras para cortar seu cabelo e sacrificar o som do Metal (segundo elas) a favor de uma imagem mais punk. Mas com Di'Anno no microfone, a banda pôde mixar os dois estilos e fazer um próprio, juntando o metal com o punk. Eles misturavam temas clássicos, ritmos de metal empolgantes e riffs de guitarra bem Hardcore e rápidos.

Os Iron Maiden foram a sensação do circuito do rock inglês de 1978. A banda tocava sem parar havia três anos, ganhando um tremendo número de fãs; mas mesmo assim até essa época, eles nunca tinham gravado nada. No ano novo de 1978, a banda gravou uma das mais famosas demo tapes da história do rock, The Soundhouse Tapes. Com apenas três faixas, a banda vendeu todas as cinco mil cópias imediatamente, e não distribuiu a demo novamente até 1996. Cópias da versão original são vendidas hoje em dia por milhares de dólares. Duas das faixas da demo, "Prowler" e "Iron Maiden", ficaram em primeiro lugar nas paradas de metal inglesa.

Em muitas das formações antigas dos Iron Maiden, Dave Murray era acompanhado de outro guitarrista, mas grande parte de 1977 e todo o ano de 1978, Murray foi o único guitarrista dos Maiden. Durante o ano de 1979 a banda teve vários segundos guitarristas sucessivos, tais como Paul Carns, Paul Todd e Tony Parsons. No fim do ano, o baterista Doug Sampson abandonou a banda por motivos de saúde. Em novembro de 1979, a banda assinou contrato com uma gravadora de renome, a EMI, uma parceria que se mantem até aos dias de hoje. Pouco antes de entrar em estúdio, Parsons foi substituído pelo guitarrista Dennis Stratton, que trouxe Clive Burr, um amigo seu, para a bateria. Murray queria trazer Adrian Smith para o grupo, mas ele estava ocupado tocando guitarra e cantando com sua banda Urchin.

Os primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Iron Maiden (1980)[editar | editar código-fonte]

Paul Di'Anno e Steve Harris abrindo apresentação do Judas Priest durante a British Steel Tour em 1980.

Iron Maiden, o primeiro álbum da banda foi lançado em 1980 e foi um sucesso comercial e de crítica. A banda abriu os concertos do Kiss na turnê europeia do álbum Unmasked, e também abriu diversos concertos do Judas Priest e tocando ao lado do UFO no Reading Festival que ocorreu naquele mesmo ano na Inglaterra. Depois da turnê do Kiss, Dennis Stratton foi despedido da banda por questões de criatividade e diferenças pessoais. Segundo Dennis, ele fora demitido porque era muito influenciado pela músicas dos Eagles e também por George Benson, não agradando Steve Harris e companhia. Segundo relatos dados por Steve Harris, Dennis não tinha a musicalidade que a banda procurava ao compor suas músicas, além de se negar a usar roupas como as que os demais membros da banda usavam.

Killers (1981)[editar | editar código-fonte]

Com a saída de Dennis, entrou na banda Adrian Smith, que trouxe uma nova melodia ao grupo. Seu estilo meio blues meio experimental era completamente o oposto da velocidade de Murray, o que deu um aspecto interessante à banda. As duas guitarras se completavam, e com eles não existia a noção de guitarra solo e guitarra base, ambos solavam e ambos tinham notoriedade na banda, dando um aspecto harmonioso de duas conduções. Esse estilo já existia em bandas como Wishbone Ash e The Allman Brothers Band, mas ganhou um nível de destaque no Iron Maiden.

Em 1981, o Maiden lançou seu segundo álbum, intitulado Killers, contendo os primeiros grandes sucessos da banda. Com o aumento de sua popularidade, eles foram introduzidos à audiência nos Estados Unidos. Killers ficou marcado como um dos álbuns mais rápidos e pesados da banda, e também foi o primeiro a ser produzido por Martin Birch, que ficaria pelos próximos sete álbuns.[11]

Anos dourados[editar | editar código-fonte]

The Number of the Beast (1982)[editar | editar código-fonte]

"Run to the Hills" foi o primeiro single de The Number of The Beast e o primeiro lançamento da banda com Bruce Dickinson. "Run To The Hills" foi um sucesso, esteve no top dez do Reino Unido e continua a ser uma das canções mais conhecidas da banda.

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Lançado em março de 1982, The Number of the Beast obteve um enorme sucesso comercial ao redor do Mundo,[12] chegando ao topo das paradas de sucesso da Inglaterra[13] e conseguindo certificação de platina somente naquele país. O álbum também marcou a chegada do atual vocalista, Bruce Dickinson.
Bruce Dickinson em 1982.

O Iron Maiden nunca foi conhecido por usar drogas, e eram extremamente perfeccionistas no palco e estúdio. O vocalista Paul Di'anno, por outro lado, sempre mostrou um comportamento autodestrutivo, particularmente no que diz respeito ao uso da cocaína, afetando consideravelmente suas apresentações.[14] Justamente quando a banda começava a ficar famosa nos Estados Unidos, Dianno foi demitido do Maiden por "não ter energia e carisma no palco".[15] Em 1982, a banda substituiu Dianno pelo vocalista do Samson, Bruce Dickinson. Bruce entrou na banda, mas exigiu ficar com cabelo comprido e disse que só iria usar as roupas que ele gostava, já demonstrando muita atitude, traço característico de sua personalidade, o que geraria algumas polêmicas anos mais tarde.

Dickinson mostrou uma diferente interpretação das canções da banda, dando-lhes um tom mais melódico. O álbum de estreia de Dickinson nos vocais do Maiden foi em 1982, com The Number of the Beast. Este se tornou o álbum mais aclamado da banda, bem como o mais vendido, com dezesseis milhões de cópias mundialmente.[16] Canções conhecidas do álbum incluem os singles "The Number of the Beast" e "Run to the Hills", bem como "Hallowed Be Thy Name", presente em todos os shows desde seu lançamento até 2012, quando a banda parou de tocá-la na "Maiden England World Tour", e "Children of the Damned". Pela primeira vez, a banda saiu em uma turnê mundial, visitando os Estados Unidos, Japão e Austrália, tocando em estádios e fazendo começar a chamada Maidenmania. Foi nessa época também que alguns grupos religiosos começaram a acusar a banda de ter um cunho satânico, afirmando que as letras do Maiden estavam repletas de cantos demoníacos, invocando o demônio e vandalizando a mente da juventude. Toda essa polêmica surgiu por causa da canção "The Number of the Beast", pois foi justamente a alusão explícita ao Número da Besta (666) que fez a trilha fazer sucesso. Mas na verdade a canção foi feita a partir de um pesadelo que o baixista Steve Harris teve após ver o filme A Profecia 2.

Nessa mesma turnê, o produtor Martin Birch se envolveu em um acidente de carro com alguns fãs. O reparo do carro foi uma bizarra coincidência, contabilizado como £666, um preço que Birch se recusou a pagar, optando pelo valor de £668.[17]

Apesar das polêmicas, o ator Patrick McGoohan não se importou em permitir que uma famosa frase sua da série, The Prisoner (O Prisioneiro), da qual era o ator principal, fosse usada no início da música de mesmo nome.

Piece of Mind (1983)[editar | editar código-fonte]

Nicko McBrain, baterista da banda desde 1982.

Após o sucesso de The Number of the Beast, a banda adquiriu prestígio internacional, ganhando status de estrelas do rock. Em dezembro de 1982, Clive Burr deixou a banda por não conseguir acompanhar o ritmo que a banda tomava e problemas pessoais. Nicko McBrain, que já era velho conhecido da banda, por abrir alguns shows com sua banda Trust, foi contratado para seu lugar como baterista.

Em janeiro de 1983, pouco após McBrain se tornar parte da banda, o grupo viajou para as Bahamas, onde gravaram o disco Piece of Mind, lançado em maio daquele ano. Com uma pegada mais psicodélica, instrumentos com som mais abafado, o álbum trazia os singles "Flight of Icarus" e "The Trooper", bem como canções mais progressivas como "To Tame A Land" e "Quest For Fire". O álbum também marcou o primeiro de três consecutivos gravados no Compass Point Studios. O álbum também parodiava as acusações de satanismo com uma mensagem escondida na canção "Still Life", que possui McBrain imitando o ditador Idi Amin Dada e arrotando, tocada de trás para frente.

Powerslave (1984)[editar | editar código-fonte]

O álbum seguinte, Powerslave (1984), também foi sucesso de vendas, e tornou-se um dos álbuns mais bem recebidos pelos fãs. Os singles "Aces High" e "2 Minutes to Midnight" foram bem sucedidos, e as faixas "Powerslave" e "Rime of the Ancient Mariner" também eram tocadas em shows . A World Slavery Tour foi a maior turnê da história do Iron Maiden, que abrangeu o biênio 1984-1985 e com aproximadamente trezentas apresentações. Nenhuma banda tinha, até então, uma produção de palco como nesta turnê, onde se tinham sarcófagos, pirâmides, esfinges, pinturas até no chão e um Eddie-múmia gigante, com mais de dez metros de altura. Live After Death (1985) representou o primeiro registro ao vivo da banda.

A banda tocou para grandes audiências na América do Sul, Ásia, Austrália e Estados Unidos, e teve suas primeiras apresentações no Brasil (para o festival Rock in Rio) e em Portugal (com shows em Porto e Cascais).

Experimentos[editar | editar código-fonte]

Somewhere in Time (1986)[editar | editar código-fonte]

A harmonização entre as duas guitarras e o baixo "galopante" são marcas registradas da banda.

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O álbum seguinte foi Somewhere in Time (1986), no qual a banda decidiu inovar, fazendo experiências utilizando guitarras sintetizadas pela primeira vez.[18] Somewhere in Time não é um álbum conceitual, porém todas as suas músicas tem uma temática relacionada a viagens, longas jornadas e tempo. O disco incluía os singles "Wasted Years" e "Stranger in a Strange Land", bem como "Heaven Can Wait", que se tornou comum em shows. A turnê que se seguiu durou nove meses, com 157 shows e nova passagem por Portugal.

Seventh Son of a Seventh Son (1988)[editar | editar código-fonte]

Em 1988, mais uma vez, a banda tentou algo diferente para o seu sétimo álbum de estúdio, Seventh Son of a Seventh Son. Este é um álbum conceitual, mostrando a história de uma criança que nasceu com dons sobrenaturais. O disco foi parcialmente baseado no livro The Seventh Son de Orson Scott Card. Foi o disco mais experimental do Maiden até hoje, e é muitas vezes lembrado como o fim dos "tempos de ouro" da banda com a saída do guitarrista Adrian Smith.

Adrian saíra alegando diferenças musicais, embora também pretendesse resgatar um antigo sonho que era o de formar sua própria banda, que resultaria no projecto A.S.A.P de 1989. Uma grande turnê se formou ao longo de 1988, tendo como bandas de abertura, Guns N' Roses, Megadeth e Metallica, durando 8 meses e 101 shows pela América do Norte e Europa. Todos os quatro singles do álbum alcançaram o top 10 da parada inglesa.

Segunda fase[editar | editar código-fonte]

No Prayer for the Dying (1990)[editar | editar código-fonte]

Janick Gers, que tocou na carreira solo de Dickinson, se uniu à banda em 1990.

Pela primeira vez em sete anos a banda teve de fazer uma mudança, e para o lugar de Adrian Smith foi chamado Janick Gers, que tinha participado no primeiro disco solo de Dickinson, Tattooed Millionaire. Em 1990 o Iron Maiden lançou No Prayer for the Dying, gravado no Barnyard Studios, no sítio de Steve Harris, e no estúdio móvel Rolling Stones Mobile Studio. Esse álbum voltou com um Maiden mais pesado e cru que os do "tempo de ouro", mas as letras foram consideradas mais fracas e simples, e a música não parecia tão desafiadora como nos álbuns passados.[19] O vocalista Bruce Dickinson também começou com algumas mudanças no timbre de voz. Mesmo com todos esses imprevistos, o álbum fez sucesso e teve diversos compactos bastante tocados como "Holy Smoke" e "Bring Your Daughter... to the Slaughter", canção composta por Bruce para o filme A Nightmare on Elm Street 5: The Dream Child que se tornou o único single do Maiden a encabeçar as paradas britânicas.

A turnê do disco durou um ano, de setembro de 1990 a setembro de 1991, e teve 118 shows pela América do Norte, Europa (inclusive Portugal) e Japão, antes da banda retornar a estúdio para gravar Fear of the Dark.

Fear of the Dark (1992)[editar | editar código-fonte]

Lançado em 1992, Fear of the Dark teve uma recepção melhor que No Prayer for the Dying, indo bem nas paradas britânicas, chegando ao 1º lugar nos charts. Os singles "Be Quick or Be Dead", "Wasting Love", e "From Here to Eternity" foram bem-sucedidos, a canção "Fear of the Dark" se tornou uma das mais conhecidas da banda e a canção anti-guerra "Afraid to Shoot Strangers" permaneceu na set list por sete anos e voltou surpreendentemente em 2012, na Maiden England World Tour[20] . Fear of the Dark foi o último álbum produzido por Martin Birch, que se aposentou em seguida.

O ápice da turnê de Fear of the Dark foi em agosto de 1992, quando a banda foi convidada novamente para ser headliner do famoso festival "Monsters of Rock", realizado em Donington, na Inglaterra. No final da apresentação do evento, o guitarrista Adrian Smith, que havia saído da banda em 1990, subiu ao palco para execução de Running Free. Mais tarde (1993) o concerto em Donington seria lançado em vídeo e EP tríplo "Live At Donington", e em Cd duplo (1998).

Mesmo com o metal perdendo espaço para o grunge em 1992, os Maiden continuavam a encher estádios em todo o mundo. A turnê do disco durou de junho a novembro de 1992, com 68 shows que passaram novamente pelo Brasil.

Em 1993, após uma nova turnê para promover o álbum ao vivo A Real Live One, Bruce Dickinson saiu do grupo para seguir sua carreira solo, querendo explorar outras vertentes do rock. Sua despedida da banda foi em 28 de agosto de 1993, sendo filmada pela BBC, transmitido para todo o mundo ao vivo e lançado em vídeo com o nome de Raising Hell. Após sua saída, foi lançado o álbum ao vivo A Real Dead One.

Mudança[editar | editar código-fonte]

Para substituir Bruce, em 1994 houve testes para escolher o novo vocalista do Iron Maiden. O vencedor da disputa foi o até então desconhecido vocalista da banda Wolfsbane (que chegou a abrir shows para o Maiden), Blaze Bayley. Blaze mostrava um vocal semelhante ao de Bruce, porém um pouco mais grave, e por isso algumas canções na banda seguiram um aspecto sombrio para combinar com seu timbre de voz.

The X Factor (1995)[editar | editar código-fonte]

Blaze Bayley, ex-Wolfsbane, gravou dois álbuns com o Iron Maiden.
"Sign of the Cross" é a faixa de abertura de The X Factor, o primeiro álbum gravado com Blaze Bayley.

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A decisão não agradou os fãs do Maiden, que já estavam acostumados com o vocal marcante de Dickinson. Após uma parada, a banda retornou em 1995 com o álbum The X Factor. Este disco tem a sonoridade mais distinta em toda a discografia da banda. O baixista Steve Harris passava por sérios problemas pessoais com seu divórcio e a morte de seu pai, o que resultou em canções obscuras, depressivas e lentas (o álbum contém quatro faixas sobre guerras). O disco teve dois singles, "Man on the Edge" e "Lord of the Flies", e a faixa de abertura, "Sign of the Cross", a última com onze minutos, cantos gregorianos e alterações bruscas de andamento, permaneceu no setlist da banda pelas próximas três turnês. A turnê passou por locais nunca visitados pelo Maiden antes como África do Sul, Israel e outros países asiáticos, e passou novamente por Brasil e Portugal.

Virtual XI (1998)[editar | editar código-fonte]

A banda gastou a maior parte do ano de 1996 viajando, voltando ao estúdio e desenvolvendo o álbum seguinte, Virtual XI. Contudo, o vocal de Bayley ainda estava bastante diferente para o gosto dos fãs do Maiden. Isso levou a grande parte do público a não comprar o álbum e Virtual XI não foi um sucesso, sendo o primeiro álbum da banda sem atingir a marca de um milhão de vendas pelo mundo,[21] o que, junto com constantes deslizes vocais ao vivo, acabou sendo a senha para a saída de Bayley. Os conflitos passaram de musicais para pessoais.

Retorno[editar | editar código-fonte]

Em 1999, Blaze Bayley se afastou da banda, aparentemente por consenso mútuo. Meses depois, a banda anunciou que Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith estavam retornando, o que significava que a formação clássica estava de volta, com a adição de Janick Gers, que Smith pediu para continuar. Logo depois do anúncio, o grupo fez uma turnê mundial, promovendo a compilação Ed Hunter.

Brave New World (2000)[editar | editar código-fonte]

Brave New World marcou a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith.

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Em 2000, o Iron Maiden gravou seu primeiro disco com seis integrantes, Brave New World. As canções são mais longas e as letras falam sobre temas obscuros e críticas sociais. O grupo ganhou uma nova legião de fãs, apesar do estilo indefinido que a banda apresentou, numa tentativa de retornar às origens do Heavy metal tradicional, e ora pendendo para algo que alguns fãs arriscam chamar de metal progressivo. Gravado em Paris, foi a primeira colaboração da banda com o produtor Kevin Shirley, que se manteve nos álbuns seguintes.

A turnê mundial foi estendida até Janeiro de 2001 com uma apresentação no famoso festival Rock in Rio, que reuniu um público estimado de 240 mil pessoas,[22] e rendeu um registro em CD e DVD. Foi o retorno do grupo ao Brasil e também ao topo das paradas, visto a má fase da era Blaze Bayley.

Dance of Death (2003)[editar | editar código-fonte]

Em 2003 foi lançado Dance of Death, que ganhou disco de ouro em diversos países[23] [24] [25] [26] [27] [28] O conjunto também conseguiu promover alguns vídeos musicais na MTV trazendo novos fãs para a banda. Tanto Brave New World quanto Dance of Death foram considerados pelo site Metal-Rules.com como os melhores álbuns de Metal de 2000 e 2003, respectivamente.[29]

Em 2005, o Maiden anunciou uma turnê em comemoração aos 25 anos do lançamento do primeiro álbum e o trigésimo aniversário da primeira formação. A banda foi para a turnê mundial para divulgar seu novo DVD, intitulado The Early Days, em que o grupo celebra as músicas do período de 1976-1983. Também foi lançado um álbum ao vivo gravado durante a turnê do Dance of Death intitulado Death on the Road, que mais tarde foi lançado em DVD.

A Matter of Life and Death (2006)[editar | editar código-fonte]

A banda durante o A Matter Of Life And Death World Tour, em 2006 (da esquerda para a direita: Steve Harris, Dave Murray, Janick Gers e Adrian Smith).

Em 2006 a banda lança o décimo quarto álbum de estúdio, A Matter of Life and Death, com canções mais longas que o habitual do Iron Maiden. O álbum traz algumas características progressivas, que a banda já vinha apresentando nos últimos álbuns, porém agora nesse álbum com maior intensidade, junto com um som mais pesado que o mostrado anteriormente pela banda. Este álbum foi considerado pela crítica especializada como um dos melhores álbuns já feito pela banda, sendo considerado pela revista Classic Rock o álbum do ano de 2006, e obtendo uma classificação de cinco estrelas (classificação máxima) da revista Kerrang!, que neste mesmo ano elegeu o Iron Maiden como banda mais importante nos 25 anos de existência da revista. Em 2007, a banda faz uma turnê batizada de A Matter of the Beast Tour, comemorando os 25 anos de lançamento do The Number of the Beast. Neste ano ainda tocam como atração principal mais uma vez no Donnington Download Festival. Em agosto de 2007 a banda anuncia a próxima turnê que se chamará Somewhere Back In Time World Tour, que vai ser uma volta ao passado, onde a banda executará apenas canções dos anos 1980 (para os fãs novos também haverá uma canção dos anos 90).

O Ed Force One (ao fundo), um Boeing 757-200 utilizado pela banda.

Em fevereiro de 2008, inicia-se a Somewhere Back In Time World Tour na India, e a bordo do Ed Force One (um Boeing 757 customizado pilotado por Bruce Dickinson), passaram por muitos países (incluindo o Brasil, em 2008 e 2009), tocando para mais de 3 milhões de pessoas em estádios e arenas. O filme Flight 666 chega aos cinemas mostrando como é a vida da banda na estrada durante a primeira perna da tour de 2008. Em 15 de março de 2009, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, a banda realizou o maior show da história do estado, tendo os organizadores estimado em 63 mil espectadores.[30]

The Final Frontier (2010)[editar | editar código-fonte]

Durante a turnê Somewhere Back In Time em 2008, Bruce Dickinson anunciou nos concertos que ainda no mesmo ano começariam os preparativos para um novo álbum. No ano seguinte, Dickinson anunciou que um novo álbum chegaria em 2010, e Harris declarou em uma entrevista que já haviam reservado um estúdio.

Em 5 de junho de 2010, o site oficial da banda revelou capa, data de lançamento e faixas do álbum The Final Frontier, bem como disponibilizou a faixa "El Dorado" para download.[31] 4 dias depois, iniciaram uma turnê mundial para promoção do álbum, The Final Frontier World Tour em Dallas, Estados Unidos. A turnê passou em 2011 pelo Brasil e por Portugal.

The Final Frontier foi lançado em agosto de 2010, e estreou no topo das paradas de 30 países.[32] [33] O álbum marcou um retorno da banda ao Compass Point Studios para as gravações.

Após concluída a turnê, a banda lançou um DVD com a apresentação no Estadio Nacional de Chile em 10 de Abril de 2011, em Santiago, com o título En Vivo!, em 26 de Março de 2012. Além do show, o DVD conta também com um documentário contando os bastidores da tour, o clipe promocional e o making of de "Satellite 15...The Final Frontier" e um vídeo da introdução dos shows.

Amostra de "El Dorado", musica escolhida para primeiro single do álbum The Final Frontier. A canção ganhou um Grammy Award, por Melhor Performance Metal de 2011.[4]

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Atividade recente (2012-presente)[editar | editar código-fonte]

Em 2012 a banda iniciou a Maiden England World Tour, em que fazem um digressão baseada no Vídeo de 1989 Maiden England. Inicialmente a turnê passou somente pela América do Norte, mas no ano seguinte eles foram à Europa e América do Sul.

No início de 2013, Steve Harris fez uma pequena tour na europeia com sua banda solo para divulgar seu álbum British Lion. Em setembro de 2013 o Iron Maiden se apresentou no Rock in Rio V como atração principal na última noite do evento. Ainda como parte da Maiden England World Tour, a banda fez a última parte da digressão em meados de 2014 pela Europa, totalizando exatos 100 shows pelo mundo.

Em setembro de 2014, Nicko McBrain e Adrian Smith foram filmados enquanto assistiam a Copa Davis de tênis em Paris,[34] o que leva a crerem que a banda está na França compondo um novo disco, já que este tem sido um costume da banda em seus últimos lançamentos.

Estilo musical[editar | editar código-fonte]

A música do Iron Maiden no geral mescla o peso do heavy metal com a velocidade do punk rock. O som é baseado em riffs de guitarra e linhas de baixo galopantes, com notas rápidas em sucessão. Muitas canções são longas e possuem diversas mudanças de estilo na música, com um casamento entre letra e instrumental.

O Iron Maiden quase nunca canta sobre drogas, sexo, bebida ou mulheres. As letras das músicas da banda são baseadas em literatura ("Brave New World" é baseada em Admirável Mundo Novo, "Flight of Icarus" no mito de Ícaro, "Rime of the Ancient Mariner" no poema homônimo), cinema ("Where Eagles Dare" vem de Desafio das Águias) e em fatos históricos ("Powerslave" é baseada nos Faraós, "Alexander the Great" na vida de "Alexandre, o Grande"), principalmente batalhas - "Run to the Hills" na guerra dos colonos americanos com os Sioux, "The Trooper" na Batalha de Balaclava, "Paschendale" na Primeira Guerra Mundial, "Aces High" e "The Longest Day" na Segunda Guerra Mundial,assim como "Two Minutes to Midnight".

Imagem e legado[editar | editar código-fonte]

O Iron Maiden está na posição 24 no ranking dos "100 Melhores Artistas de Hard Rock", segundo o canal VH1[35] e na 4ª posição das "10 Maiores Bandas de Heavy Metal de Todos os Tempos", segundo a MTV.[36] A banda recebeu um Prêmio Ivor Novello[37] e foi adicionada à Calçada da Fama de Hollywood.[3]

A banda frequentemente usa o slogan "Up the Irons" nos encartes de seus discos e vende vários conteúdos oficiais, como camisetas, contendo a frase, que fora inspirada no lema "Up the Hammers", usado pelos fãs do clube inglês West Ham United, do qual o baixista Steve Harris é fanático torcedor (possui, há décadas, um adesivo do clube em um de seus baixos).

As canções da banda já foram utilizadas em diversos videogames, incluindo Carmageddon, Grand Theft Auto: Vice City, Grand Theft Auto IV: The Lost and Damned e Tony Hawk's Pro Skater 4.[38] Elas também aparecem nas séries de jogos musicais, Rock Band,Guitar Hero e Guitar Flash

Mascote da banda[editar | editar código-fonte]

Eddie em um show do Iron Maiden.

O mascote da banda é um morto-vivo chamado Eddie the Head. Ele aparece nas capas de todos os álbuns e singles do Iron Maiden, o único single que não aparece o Eddie na capa é a canção "Wasting Love". Eddie é originalmente criação de Derek Riggs, mas já teve traços de vários artistas, como Melvyn Grant no álbum Fear of the Dark. Ele também estrelou um jogo de tiro chamado Ed Hunter, além de diversas histórias em quadrinhos.

A banda tinha originalmente uma grande máscara (Noh) de uma carriola posicionada sob a bateria nas apresentações, que por tubos soltava sangue falso (tinta vermelha) pelo nariz, sujando todo o cabelo do baterista Doug Sampson. A máscara foi batizada de "Eddie, a Cabeça" (Eddie the Head) e acabou se transformando no mascote da banda. Acabaria ganhando um corpo somente a partir da capa dos primeiros compactos.

Uma curiosidade é que o personagem do jogo Brütal Legend, Eddie Riggs tem seu primeiro nome em homenagem ao mascote, e o sobrenome em homenagem ao seu criador (Derek Riggs).

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Grammy Awards
  • 2011: Best Metal Performance (Melhor Performance de Metal) - El Dorado
BRIT Awards
  • 2009: Best British Live Act (Melhor apresentação britânica ao vivo) — Iron Maiden
  • 2007: Best British Live Act (Melhor apresentação britânica ao vivo) — Iron Maiden
  • 2011: Best British Live Act (Melhor apresentação britânica ao vivo) — Iron Maiden
  • 2012: Best British Live Act (Melhor apresentação britânica ao vivo) — Iron Maiden
Ivor Novello Awards
  • 2002: International Achievement (Sucesso Internacional) — Iron Maiden
Emma-gaala
  • 2004: Yleisöäänestys (Finlândia) - Vuoden ulkomainen artisti (Artista estrangeiro do ano) — Iron Maiden
  • 2008: Yleisöäänestys (Finlândia) - Vuoden ulkomainen artisti (Artista estrangeiro do ano) — Iron Maiden
Kerrang! Awards
  • 2005: Kerrang! Hall of Fame (Calçada da Fama Kerrang!) — Iron Maiden
  • 2013: Kerrang! Inspiration – Iron Maiden
Metal Hammer Awards
  • 2004: Best U.K. Live Act (Melhor Apresentação Ao Vivo) — Iron Maiden
  • 2008: Best U.K. Band (Melhor Banda Britânica) — Iron Maiden
  • 2008: Icon Award — Eddie the Head
  • 2007: Best U.K. Band (Melhor Banda Britânica) - Iron Maiden
  • 2011: Best U.K. Band (Melhor Banda Britânica) - Iron Maiden
  • 2004: Best U.K. Band (Melhor Banda Britânica) - Iron Maiden
  • 2009: Best U.K. Band (Melhor Banda Britânica) - Iron Maiden
  • 2009: Best U.K. Live Act (Melhor Apresentação Ao Vivo) — Iron Maiden
  • 2009: Golden Gods Award — Iron Maiden
  • 2010: Best Live Band: German MH - Iron Maiden
  • 2011: Best UK Band (Melhor Banda Britânica) – Iron Maiden
  • 2012: Best Event – Iron Maiden's UK Tour
Metal Storm Awards
  • 2006: Best Heavy Metal Album (Melhor Álbum de Heavy Metal) — A Matter of Life and Death
SXSW Film Festival
  • 2009: 24 Beats Per Second — Flight 666
Classic Rock Roll of Honour Awards
  • 2006: Album Of The Year (Álbum do ano) — A Matter Of Life And Death, Iron Maiden
  • 2006: Vip Award Special — Rod Smallwood, Iron Maiden
  • 2009: Band of the year (Banda do ano) — Iron Maiden
BBC Heavy Metal World Cup
  • 2009: The Winner: Iron Maiden — Greatest Metal Band Of All Time (Melhor Banda de Metal de Todos os Tempos)[39]
Juno Award
  • 2010: DVD of the Year (DVD do Ano) — Iron Maiden: Flight 666 (Sam Dunn and Scott McFydden)[40]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Turnês[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Iron Maiden - History (em inglês). Visitado em 14 de julho de 2010. "1979 After 3 years playing sporadic pub gigs with various line-ups changing around founder, song writer and bass player Steve Harris, by mid-1979 Iron Maiden are Steve, Paul Di'Anno (vocals), Dave Murray (guitar) and Doug Sampson (drums)"
  2. Título não preenchido, favor adicionar.
  3. a b Rockwalk - Iron Maiden (em inglês). Visitado em 14 de julho de 2010.
  4. a b Iron Maiden: banda ganha seu primeiro Grammy Awards Whiplash (14 Fevereiro 2011). Visitado em 2 December 2010.
  5. The Greatest Metal Bands Of All Time. (em inglês). Visitado em 02 de Abril de 2008.
  6. Reading Festival - History (em inglês). Visitado em 14 de julho de 2010.
  7. Barton, Geoff (27 de outubro de 1970). Blood and Iron: HM from the punky East End and nothing to do with Margaret Thatcher, sez Deaf Barton (em inglês) Sounds NWOBHM.com. Visitado em 11 de janeiro de 2013. Cópia arquivada em 29-06-2007.
  8. Bushell, Garry; Halfin, Ross. In: Garry. Running Free, The Official Story of Iron Maiden (em ). 2. ed. [S.l.]: Zomba Books, 1985. p. 9. ISBN 0-946391-84-X. Visitado em 13 de janeiro de 2012.
  9. The History Of Iron Maiden – Part 1: The Early Days [DVD]. EMI.
  10. whiplash.net - A história da gravação de “The Soundhouse Tapes”, do Iron Maiden
  11. All Music - Killers
  12. Wall, Mick; Ling, Dave (2001). Iron Maiden, the Authorized Biography (2nd ed.). Editora Sanctuary. p. 228. ISBN 1-86074-287-4.
  13. ironmaiden.com The Number of The Beast]
  14. Siva, Shan. "Paul Di'anno", BattleHelm.com;
  15. Wall, Mick; Ling, Dave (2001). Iron Maiden, the Authorized Biography (second ed.). Editora Sanctuary. p. 32. ISBN 1-86074-287-4.
  16. Pfanner, Eric. "Die-Hard Fans Follow Iron Maiden Into the Digital Age", The New York Times, 2010-09-05. Página visitada em 2010-09-07.
  17. Iron Maiden: fatos estranhos na gravação de "The Number Of The Beast", Whiplash.net
  18. Greg Prato "Somewhere in Time - Review"
  19. No Prayer for the Dying - All Music
  20. Iron Maiden Brasil. Visitado em 14 de dezembro de 2012.
  21. sputnikmusic - Iron Maiden Virtual XI
  22. Rock in Rio III - Whiplash
  23. Gold/Platin-Datenbank (em alemão) Bundesverband Musikindustrie. Visitado em 28 September 2008.
  24. Iron Maiden – Artist chart history Argentina Capif. Visitado em 2009-04-30.
  25. ABPD
  26. ZPAV gold certification list. Retrieved December 29, 2008.
  27. BPI
  28. Swedish Albums Chart
  29. Best of 2003 - METAL RULES
  30. Show do Iron Maiden bate recorde de público em SP
  31. Iron Maiden.com - El Dorado
  32. The Final Frontier Chart Positions Iron Maiden official Facebook page.
  33. IRON MAIDEN's 'The Final Frontier' Tops U.K., Finnish Charts Blabbermouth (August 22, 2010). Visitado em August 22, 2010.
  34. Iron Maiden: Banda em Paris compondo um novo álbum? whiplash.net. Visitado em 08/10/2014.
  35. 100 Greatest Artists of Hard Rock (Site oficial) (em inglês) VH1. Visitado em 7 de outubro de 2006.
  36. The Greatest Metal Bands of All Time (Site oficial) (em inglês) MTV (2006). Visitado em 7 de outubro de 2006.
  37. Iron Maiden honoured with Ivor Novello award (Official Website) Sanctuary Group (18 de setembro de 2002). Visitado em 11 de outubro de 2006.
  38. Madden ‘10? More like Maiden ‘10! Game Soundtrack Revealed (em inglês) Metal Insider (27-07-2009). Visitado em 11 de novembro de 2009.
  39. Iron Maiden Profile Metal Hammer (13 de novembro de 2009).
  40. Iron Maiden Juno Award Juno Award (4 de abril de 2009).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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