Inglaterra

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England
Inglaterra
Bandeira da Inglaterra
Brasão de armas da Inglaterra
Bandeira Brasão de armas
Lema: Dieu et mon droit
Hino nacional: God Save the Queen¹
Gentílico: inglês, inglesa

Localização da Inglatera

Localização da Inglaterra (em verde escuro)
No Reino Unido (em verde claro)
No continente europeu (em cinza escuro)
Capital Londres
1000098 09876
Cidade mais populosa Londres
Língua oficial inglês (de facto)
Governo Monarquia parlamentarista
 - Monarca do Reino Unido Elizabeth II (Isabel II em português europeu)
 - Primeiro-Ministro do Reino Unido David Cameron
Formação  
 - Formação do Estado Inglês 927 
 - Invasão Normanda e estabelecimento da atual Casa Real 25 de dezembro de 1066 
 - Tratado de União 1 de maio de 1707 
Entrada na UE 1 de janeiro de 1973
Área  
 - Total 130 395 km² (77.º)
 - Água (%) 1,34
População  
 - Estimativa de 2010 53.012.456 hab. (20.º)
 - Densidade 307 hab./km² (33.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2010
 - Total US$ 2 945 958 208 (7.º)
 - Per capita US$ 38 000 (6.º)
IDH (2006) 0,940  – muito elevado
Moeda libra esterlina (GBP)
Fuso horário +0 (UTC+0)
 - Verão (DST) +1
Cód. Internet .uk
Cód. telef. +44
¹ Oficialmente, a Inglaterra não tem um hino oficial, porém, God Save the Queen é, geralmente, o utilizado. Ver também: Hino nacional da Inglaterra.

Inglaterra (em inglês: England) é uma das nações constituintes do Reino Unido.[1] [2] [3] O país faz fronteira com a Escócia ao norte e com o País de Gales a oeste; o Mar da Irlanda está a noroeste, o Mar Celta está a sudoeste, enquanto o Mar do Norte está a leste e o Canal da Mancha, ao sul, a separa da Europa continental. A maior parte da Inglaterra compreende a parte central e sul da ilha da Grã-Bretanha, no Atlântico Norte. O país também inclui mais de 100 ilhas menores, como as Ilhas Scilly e a Ilha de Wight.

A área agora chamada de Inglaterra foi habitada por seres humanos pela primeira vez durante o período Paleolítico Superior, mas o seu nome vem dos anglos, uma das tribos germânicas que se estabeleceram durante os séculos V e VI na região. A Inglaterra tornou-se um Estado unificado em 927 d.C., e desde a Era dos Descobrimentos, que começou durante o século XV, a nação passou a ter um impacto cultural e jurídico significativo sobre o resto do mundo.[4] O idioma inglês, a Igreja Anglicana e o direito inglês (base para os sistemas legais de common law de muitos outros países ao redor do mundo) desenvolveram-se na Inglaterra, e o sistema de governo parlamentar do país tem sido amplamente adotado por outras nações.[5] A Revolução Industrial começou na Inglaterra do século XVIII, transformando sua sociedade na primeira nação industrializada do mundo.[6] A Royal Society da Inglaterra lançou as bases da ciência experimental moderna.[7]

O território da Inglaterra é, em sua maioria, composto por pequenas colinas e planícies, especialmente no centro e no sul do país. No entanto, existem planaltos no norte (por exemplo, Lake District, Peninos e Yorkshire Dales) e no sudoeste (por exemplo, Dartmoor e Cotswolds). A antiga capital da Inglaterra era Winchester até Londres assumir o posto em 1066. Hoje Londres é a maior área metropolitana no Reino Unido e a maior zona urbana da União Europeia. A população inglesa é de cerca de 51 milhões de pessoas, cerca de 84% da população do Reino Unido é majoritariamente concentrada em Londres, no sudeste e em aglomerações nas Midlands, no noroeste, no nordeste e em Yorkshire, regiões industriais que se desenvolveram durante o século XIX.

O Reino da Inglaterra, que depois de 1284 incluiu o País de Gales, era um Estado soberano até 1 de maio de 1707, quando os Atos de União colocaram em prática os termos acordados no Tratado de União do ano anterior, resultando em uma união política com o Reino da Escócia para criar o novo Reino da Grã-Bretanha.[8] [9] Em 1801, a Grã-Bretanha se uniu com o Reino da Irlanda através de outro ato da união para se tornar o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Em 1922, o Estado Livre Irlandês foi estabelecido como um domínio separado, mas uma lei de 1927 reincorporou ao reino seis condados irlandeses para criar oficialmente o atual Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, ou simplesmente Reino Unido.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Inglaterra é derivado do Inglês antigo "Engla land" (England), que significa "terra dos anglos". Os Anglos foram uma das tribos germânicas que se estabeleceram na Inglaterra durante a Alta Idade Média. Segundo o Dicionário Oxford, o primeiro uso conhecido de "Inglaterra" para se referir à parte sul da ilha da Grã-Bretanha ocorreu em 897, e sua ortografia moderna foi usada pela primeira vez em 1538.

História[editar | editar código-fonte]

Pré-História e Antiguidade[editar | editar código-fonte]

Stonehenge, um monumento megalítico do período Neolítico e da Idade do Bronze, em Wiltshire, acredita-se ter sido construído entre 2500 e 2000 a.C.

O mais antigo fóssil humano descoberto no território consta mais de 700 mil anos atrás. A descoberta foi feita no que é hoje Norfolk e Suffolk. O homem moderno chegou no território há cerca de 35 mil anos, mas devido às condições difíceis da última Era Glacial, fugiu da Grã-Bretanha para as montanhas do sul da Europa. Apenas os grandes mamíferos, como mamutes, bisões e rinocerontes, permaneceram. Há cerca de 11 mil anos, quando o gelo começou a derreter, os seres humanos voltaram a ocupar a área. Uma pesquisa genética mostrou que eles vieram do norte da Península Ibérica. O nível do mar era mais baixo do que agora, e a Grã-Bretanha estava ligada por terra à Irlanda e a Eurásia. Quando o mar subiu, há 9000 anos, foi separado da Irlanda, e da Eurásia meio século mais tarde. A Beaker Culture chegou por volta de 2500 a.C., e a elaboração de navios construídos a partir de barro e de cobre foi introduzida. Foi nessa época que os grandes monumentos do Neolítico, como Stonehenge e Avebury foram erigidos.

Durante a Idade do Ferro, os Celtas chegaram da Europa Central. O desenvolvimento de fundição de ferro permitiu a construção de arados melhores, o avanço da agricultura (por exemplo, com os campos Celtas), bem como a produção de armas mais eficazes. A sociedade era tribal, e de acordo com Ptolomeu havia cerca de 20 tribos diferentes na área, as divisões são desconhecidas. Tal como outras regiões na fronteira do Império, a Grã-Bretanha tinha apreciado por muito tempo relações comerciais com os romanos.

Os romanos conquistaram a Bretanha em 43, durante o reinado do imperador Cláudio, e a área foi incorporada ao Império Romano como província da Britânia. Em 410, com o declínio do Império Romano, os romanos deixaram a ilha para defender suas fronteiras na Europa continental.

Idade Média[editar | editar código-fonte]

Retrato da rainha Elizabeth I feito para comemorar a vitória inglesa sobre a Armada Espanhola em 1588.

A Inglaterra foi conquistada em 1066 por um exército liderado por Guilherme, o Conquistador, Duque da Normandia, um feudo do Reino da França. Os normandos originaram-se na Escandinávia e se estabeleceram na Normandia, alguns séculos depois. Eles introduziram o feudalismo e mantiveram o poder através de barões, que construíram castelos na Inglaterra. O período viu mudanças no comércio e na legislação, incluindo a assinatura da Carta Magna, uma carta jurídica utilizada para limitar o poder soberano por lei e proteger os privilégios dos homens livres.

O monasticismo católico floresceu, as universidades de Oxford e Cambridge foram fundadas com o patrocínio real. Durante o século XIV, a Inglaterra e a França se enfrentaram na Guerra dos Cem Anos. A epidemia da Peste Negra atingiu a Inglaterra, a partir de 1348, e matou metade dos seus habitantes. De 1453-1487 uma guerra civil entre dois ramos da família real, a Casa de York e a Casa de Lancaster, ficou conhecida como a Guerra das Rosas.

Idade Moderna e período contemporâneo[editar | editar código-fonte]

Durante a Guerra civil inglesa, Oliver Cromwell subiu ao poder e foi o único representante de um breve período republicano na Inglaterra. Já estabilizado no poder, decretou o Ato de Navegação, favorecendo a economia inglesa e o desenvolvimento posterior de sua marinha.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Inglaterra corresponde à maior parte dos dois terços sul da Grã-Bretanha. É limitada ao norte pela Escócia e ao oeste pelo País de Gales.

Região de North York Moors.

A maior parte da Inglaterra é coberta de colinas ("Roling Hills"), sendo mais montanhosa no norte. A linha divisora entre tipos do terreno é indicada geralmente pela linha Tees-Exe. Há também uma área de pântanos, a leste, que foi drenada para uso agrícola.

As maiores cidades da Inglaterra são:

  1. Londres: 8 000 000 habitantes.
  2. Birmingham: 1 500 000 habitantes.
  3. Liverpool: 1 300 000 habitantes.
  4. Leeds: 800 000 habitantes.
  5. Sheffield: 750 000 habitantes.

O Eurotúnel, perto de Dover, liga a Inglaterra ao continente europeu (França).

Demografia[editar | editar código-fonte]

A Inglaterra, com os seus 53 milhões de habitantes[10] , dos quais cerca de um décimo pertencem a grupos étnicos não-brancos, é a nação etnicamente mais diversificada de todo o Reino Unido.

Em 2003, a população de Londres alcançou a marca de 7,5 milhões de habitantes.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Office for National Statistics. The Countries of the UK. statistics.gov.uk. Página visitada em 1 February 2009. Cópia arquivada em 20 December 2008.
  2. Countries within a country. number-10.gov.uk. Página visitada em 1 February 2009. Cópia arquivada em 9 February 2008.
  3. Changes in the list of subdivision names and code elements (Page 11) (PDF). International Organization for Standardization. Página visitada em 1 February 2009.
  4. England – Culture. britainusa.com. Página visitada em 1 February 2009. Cópia arquivada em 16 de maio de 2008.
  5. "Country profile: United Kingdom", BBC News, news.bbc.co.uk, 26 October 2009. Página visitada em 1 February 2009.
  6. Industrial Revolution. Ace.mmu.ac.uk. Página visitada em 1 February 2009.
  7. The Royal Society. History of the Royal Society. royalsociety.org. Página visitada em 1 February 2009.
  8. William E. Burns, A Brief History of Great Britain, p. xxi
  9. Acts of Union 1707 parliament.uk, accessed 27 January 2011
  10. 2011 Census - Population and household estimates for England and Wales, March 2011 (17 de dezembro de 2012). Página visitada em 29 de dezembro de 2012.
  11. Population estimates. Office for National Statistics.
  12. Mid-2010 population estimates - Settlements in order of size General Register Office for Scotland


Política[editar | editar código-fonte]

A Inglaterra não tem nenhum governo ou corpo de representantes independente do Reino Unido.

A Inglaterra é uma Monarquia Parlamentarista, com um parlamento que possui a autoridade de criar leis e providenciar obras públicas. O chefe de estado tem uma função meramente representativa e diplomática, não possuindo qualquer gênero de poder executivo.

O regime parlamentar implica a existência de um primeiro-ministro que é eleito pela maioria do parlamento.

Atuais Mandatários

Símbolos nacionais[editar | editar código-fonte]

Bandeira[editar | editar código-fonte]

A bandeira da Inglaterra, uma das nações constituintes do Reino Unido, consiste numa cruz de São Jorge vermelha em um fundo branco. Sua origem não foi estabelecida com precisão, mas aparece como símbolo inglês desde a Idade Média. Foi a bandeira do exército britânico e insígnia da marinha mercante até 1606. De 1606 até 1801 foi usada pela marinha mercante.

Brasão[editar | editar código-fonte]

Royal Arms of England (1198-1340).svg

O brasão da Inglaterra está formado por um único campo de gules em que aparecem três leões passantes de ouro, linguados, com as garras à mostra na cor azul.

Hinos[editar | editar código-fonte]

Apesar de a Inglaterra não ter nunca adotado oficialmente um hino nacional, os que seguem são muitas vezes utilizados nessa qualidade:

  • Land of Hope and Glory - versos de A C Benson, música de Edward Elgar;
  • Jerusalem - versos de William Blake, música de Hubert Parry
  • I Vow to Thee, My Country - versos de Cecil Spring-Rice, música de Gustav Holst;
  • Nimrod - música de Edward Elgar
  • Rose of England - versos e música de Ivor Novello;
  • Heart of Oak, o hino não-oficial da Marinha Real Britânica - música de Dr. William Boyce (1711-1779), versos do famoso actor David Garrick (1716-1779), escritos em 1759.
  • God Save the Queen, o hino nacional do Reino Unido é normalmente tocado em eventos esportivos ingleses, embora "Land of Hope and Glory" tenha sido usado como hino da Inglaterra durante os Jogos da Commonwealth.

Rosa de Tudor[editar | editar código-fonte]

Tudor Rose Royal Badge of England.svg

A rosa de Tudor é um emblema heráldico tradicional da Inglaterra. As origens e o nome derivam da Casa de Tudor. A Rosa de Tudor foi adotada como emblema nacional por volta do período da guerra das rosas como símbolo da paz. É também conhecida como a rosa inglesa. Nos dias atuais uma forma estilizada da rosa de Tudor é o símbolo do consulado nacional do turismo.

Carvalho[editar | editar código-fonte]

O carvalho é outro símbolo da Inglaterra, e representa a força e a resistência. O Carvalho Real tornou-se um dos símbolos comemorativos de Carlos II de Inglaterra que, antes de fugir para o exilio depois da execução de seu pai, utilizou-se de um carvalho para esconder-se.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Atualmente a Inglaterra se divide em quatro níveis de subdivisões administrativas: regiões, condados, distritos e paróquias. Porém tradicionalmente, Inglaterra se divide em condados (shires), de constituição que tem sido algo variável. Os condados podem ser definidos para várias razões. Os condados cerimoniais são definidos pelo governo e a cada um é designado um Lord-Lieutenant. A maioria refere a um grupo de autoridades locais e frequentemente com referência geográfica.

Os condados cerimoniais da Inglaterra.
  1. Northumberland
  2. Tyne and Wear
  3. Durham
  4. Cumbria
  5. Lancashire
  6. North Yorkshire
  7. East Riding of Yorkshire
  8. South Yorkshire
  9. West Yorkshire
  10. Grande Manchester
  11. Merseyside
  12. Cheshire
  13. Derbyshire
  14. Nottinghamshire
  15. Lincolnshire
  16. Rutland
  1. Leicestershire
  2. Staffordshire
  3. Shropshire
  4. Herefordshire
  5. Worcestershire
  6. West Midlands
  7. Warwickshire
  8. Northamptonshire
  9. Cambridgeshire
  10. Norfolk
  11. Suffolk
  12. Essex
  13. Hertfordshire
  14. Bedfordshire
  15. Buckinghamshire
  16. Oxfordshire
  1. Gloucestershire
  2. Bristol
  3. Somerset
  4. Wiltshire
  5. Berkshire
  6. Grande Londres
  7. Kent
  8. East Sussex
  9. West Sussex
  10. Surrey
  11. Hampshire
  12. Isle of Wight
  13. Dorset
  14. Devon
  15. Cornwall

† condado cerimonial faz uma área maior do que o condado não-metropolitana.
Não mostrado: Cidade de Londres

Economia[editar | editar código-fonte]

A Cidade de Londres (City) é um dos principais centros comerciais e de negócios do planeta, ao lado de Nova York e Tóquio como o principal centro de finanças globais.[1]

A moeda utilizada na Inglaterra é a libra esterlina, com o símbolo £ (pound ou sterling, em inglês), uma das mais fortes moedas do mundo; os peniques (pence, em inglês, singular penny) já foram denominados "dinheiros", em português.

Uma das quatro principais economias européias, a Inglaterra é um centro líder de comércio exterior e de serviços financeiros, com o sétimo maior Produto Interno bruto do mundo,com dois trilhões de dólares, inferior apenas aos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

A Educação é obrigatória no Reino Unido dos 5 aos 16 anos de idade, sendo oferecida em escolas financiadas pelo governo (state-funded schools) ou particulares (mais conhecidas por independent, também chamadas de public schools na Inglaterra e País de Gales). As escolas britânicas se classificam também por género, podendo ser escolas para garotos, escolas para garotas ou escolas chamadas co-educacionais. Podem ser ainda day schools (escolas diárias em que os alunos apenas estudam de dia) ou boarding schools (alguns ou todos os alunos estudam e residem na escola), sendo que a maioria das escolas independentes são boarding schools. Existe ainda uma outra classificação dentro do sistema britânico, que são as Grammar schools, destinadas aos alunos mais bem dotados academicamente. De outro lado, ainda existem as escolas especiais, que atendem alunos com necessidades educativas especiais, embora o sistema regular (mainstream) acolha estes alunos em regime de educação inclusiva.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Z/Yen Limited (November 2005). The Competitive Position of London as a Global Financial Centre (PDF). CityOfLondon.gov.uk. Página visitada em 2006-09-17.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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