Tory

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Tories
Fundação 1678
Dissolução 1834
Sede  Inglaterra
Sucessor Partido Conservador
Afiliação nacional Inglaterra
Afiliação internacional Nenhuma
Política do Reino Unido
Partidos políticos
Eleições

Tory é o nome do antigo partido de tendência conservadora do Reino Unido, que reunia a aristocracia britânica. No princípio, tinha conotações depreciativas já que procede da palavra irlandesa thairide ou tóraighe que significava bandoleiro, homem armado que se dedicava ao roubo e a pilhagem, mas, que pode ser traduzido apenas por pertencer a um bando.

Considera-se que esta agremiação foi fundada por Thomas Osborne, Conde de Danby e Lord Chanceler com Carlos II. Considera-se que introduziu seu uso na política inglesa na raiz da crise que suscitou a lei de exclusão de 1678 - 1681. Os whigs eram aqueles que apoiavam a exclusão de Jaime II, convertido ao catolicismo, dos tronos da Escócia, Inglaterra e Irlanda, enquanto os tories nascido dos Abhorrers eram quem lhe apoiava.

Os ataques de Jaime II à Igreja da Inglaterra levou a alguns tories a apoiar a Revolução Gloriosa de 1688, mas em sua maioria se opuseram a troca dinástica. Estes eram considerados os jacobitas.

Os tories sofreram uma transformação fundamental sob a influência de Robert Peel, que em seu Manifesto de Tamworth de 1834 delineou uma nova filosofia conservadora de reforma social conservando os aspectos que considerou mais positivos. Deste momento em diante as administrações de Peel foram consideradas bem mais conservadoras que tories, mas este antigo termo seguiu sendo usado na política inglesa.

Visão global[editar | editar código-fonte]

Os primeiros tories surgiram em 1678 na Inglaterra, quando se opuseram ao apoio dos whigs à Lei de Exclusão que partia deserdar o herdeiro presuntivo Jaime, duque de Iorque (que se tornaria Jaime II e VII). Este partido deixou de existir como uma entidade política organizada no início dos anos 1760, embora tenha sido usada como um termo de auto-descrição por alguns escritores políticos.

Algumas décadas mais tarde, um novo partido tory subiria ao poder entre 1783 e 1830, com William Pitt, o Novo seguido por Robert Jenkinson, 2.º Conde de Liverpool.[1]

O conde de Liverpool foi sucedido por seu colega tory, Arthur Wellesley, 1.º Duque de Wellington, cujo mandato inclui a Emancipação Católica, o que ocorreu principalmente devido à eleição de Daniel O'Connell como MP Católica da Irlanda. Quando os whigs posteriormente recuperaram o controle, o Ato de Reforma de 1832 removeu os burgos podres, muitos dos quais eram controlados por tories.

Na seguinte eleição geral, as fileiras conservadoras foram reduzidas para 180 deputados. Sob a liderança de Robert Peel, o Manifesto de Tamworth foi emitido, que começou a transformar a tories no Partido Conservador. No entanto, Peel perdeu muitos dos seus apoiantes, revogando as Corn Laws, fazendo com que o partido se separassem.[1] Uma facção, liderada pelo conde de Derby e Benjamin Disraeli, sobreviveu para se tornar o Partido Conservador moderno, cujos membros são, por vezes, ainda referidos como tories.[1]

Primeiros-ministros tories[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Cooke, Alistair. A Brief History of the Conservatives (em inglês). [S.l.]: Conservative Research Department, 2008. Página visitada em 19 de outubro de 2013. PDF

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Vázquez, E., Aguilera, C., y Olmeda, C., “Diccionario Histórico y Artístico” en La expansión de Gran Bretaña, Sarpe, 1985. ISBN 84-7291-890-4

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  "Whig and Tory". Encyclopædia Britannica (11th). (1911).