Jaime II de Inglaterra

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Jaime II & VII
Rei da Inglaterra, Escócia, França e Irlanda
Rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda
Reinado 6 de fevereiro de 1685
a 11 de dezembro de 1688
Coroação 23 de abril de 1685
Predecessor Carlos II
Sucessores Guilherme III & II e Maria II
Esposas Ana Hyde
Maria de Módena
Descendência
Maria II de Inglaterra
Ana da Grã-Bretanha
Jaime Francisco Eduardo Stuart
Luísa Maria Stuart
Casa Stuart
Pai Carlos I de Inglaterra
Mãe Henriqueta Maria de França
Nascimento 14 de outubro de 1633
Palácio de St. James, Londres, Inglaterra
Morte 16 de setembro de 1701 (67 anos)
Castelo de Saint-Germain-en-Laye, Saint-Germain-en-Laye, França
Enterro Igreja dos Beneditinos, Paris, França
Religião Catolicismo Romano
Assinatura

Jaime II & VII (Londres, 14 de outubro de 1633Saint-Germain-en-Laye, 16 de setembro de 1701) foi o Rei da Inglaterra e Irlanda como Jaime II e Rei da Escócia como Jaime VII de 6 de fevereiro de 1685 até ser deposto no final de 1688 por sua filha Maria II e seu sobrinho Guilherme III & II na "Revolução Gloriosa".

O segundo filho do rei Carlos I, ele ascendeu ao trono depois da morte do irmão Carlos II. Membros da elite política e religiosa britânica suspeitavam cada vez mais que Jaime era pró-francês e pró-católico e por tramar em se tornar um monarca absoluto. Quando teve um herdeiro católico, Jaime Francisco Eduardo, as tensões explodiram e levaram nobres a chamar seu genro e sobrinho protestante, Guilherme III de Orange, para invadir a Inglaterra. Jaime fugiu na "Revolução Gloriosa" em dezembro 1688, considerando-se que assim havia abdicado do trono. Ele foi substituído por Guilherme e sua filha mais velha e protestante, Maria II. Jaime fez uma grande tentativa para recuperar suas coroas de Guilherme e Maria ao desembarcar na Irlanda em 1689, porém voltou para a França depois da derrota das forças jacobitas na Batalha do Boyne em julho de 1690. Ele viveu o resto de sua vida como pretendente em uma corte patrocinada por seu primo e aliado, o rei Luís XIV de França.

Jaime é mais lembrado por suas disputas com o parlamento inglês e por suas tentativas de criar liberdade religiosa para católicos ingleses e não-conformistas protestantes contra os desejos do establishment anglicano. Entretanto, ele continuou com a perseguição dos covenanters presbiterianos na Escócia. O parlamento, se opondo ao crescimento do absolutismo que estava ocorrendo em outros países europeus, além da perda da supremacia legal da Igreja Anglicana, viu a oposição como um modo de preservar o que consideravam como liberdades tradicionais inglesas. Essa tensão fez o reinado de quatro anos de Jaime uma disputa pela supremacia entre o parlamento e a coroa, resultando na sua deposição, na aprovação da Declaração de Direitos de 1689 e a sucessão hanoveriana.

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Nascimento[editar | editar código-fonte]

Jaime c. 1636, por Antoon van Dyck, na Royal Collection.

Jaime nasceu no dia 14 de outubro de 1633 no Palácio de St. James, Londres, o segundo filho do rei Carlos I e Henriqueta Maria de França.[1] Foi batizado por Guilherme Laud, o Arcebispo da Cantuária.[2] Jaime foi educado por tutores junto com seu irmão, Carlos, Príncipe de Gales, e os dois filhos de Jorge Villiers, 1.° Duque de Buckingham, Jorge e Francisco.[3] Aos três anos de idade, ele foi nomeado Lorde Grande Almirante; a posição era inicialmente honorária, porém tornaria-se um cargo ativo após a Restauração.[4]

Guerra civil[editar | editar código-fonte]

Jaime foi investido um Cavaleiro da Jarreteira em 1642,[5] sendo criado Duque de Iorque em 22 de janeiro de 1644.[2] Enquanto as crescentes disputas de Carlos I com o parlamento inglês levavam até a Guerra Civil Inglesa, Jaime permaneceu no território realista de Oxford.[6] Quando a cidade se rendeu após o Cerco de Oxford em 1646, os líderes do parlamento ordenaram que o duque fosse confinado no Palácio de St. James.[7] Ele escapou em 1648 com a ajuda de José Bampfield, fugindo disfarçado até Haia.[8] Quando seu pai foi executado pelos rebeldes em janeiro de 1649, os monarquistas proclamaram o irmão de Jaime como rei Carlos II de Inglaterra. Carlos II foi reconhecido pelos parlamentos da Escócia e Irlanda, sendo coroado Rei da Escócia em 1651. Apesar de ter sido proclamado rei em Jersey, Carlos não conseguiu conquistar a coroa inglesa e acabou fugindo para a França em exílio.[9]

Jaime durante o reinado de seu irmão[editar | editar código-fonte]

Casamento de Jaime[editar | editar código-fonte]

Depois da morte de Oliver Cromwell em 1658 e o subsequente colapso da Commonwealth em 1660, Carlos II foi coroado como Rei da Inglaterra em 29 de maio de 1660. Depois da coroação do irmão, Jaime foi nomeado Duque de Albany na Escócia. Ao retornar a Inglaterra, Jaime provocou controvérsia ao anunciar seu casamento com Ana Hyde, filha do ministro chefe de Carlos II, Edward Hynne.[10] Ninguém esperava que um príncipe fosse se casar com uma plebeia. Anne engravidou de Jaime e ele lhe prometeu casamento. No dia 3 de setembro de 1660, Jaime casou-se oficialmente com Anne Hyde em Londres. O primeiro filho de Jaime nasceu em menos de dois meses após o casamento, mas morreu na infância. Ao todo, eles tiveram oito filhos, sendo que só duas sobreviveram: Maria e Ana e ambas se tornaram rainhas da Inglaterra posteriormente. Em 1671, Anne morreu provavelmente de câncer no seio.

Lorde Almirante Jaime[editar | editar código-fonte]

Jaime foi designado Grande Lorde Almirante e como tal comandou a Marinha Real durante a Segunda (1665-1667) e Terceira Guerra Anglo-Holandesa (1672-1674). Depois de sua captura pelos ingleses em 1664, o território holandês de Nova Holanda foi rebatizada em homenagem a Jaime como Nova York, afinal Jaime era o Duque de Iorque. Fort Orange foi chamada de Albany em sua homenagem, por ele ser também o Duque de Albany. Jaime York também dirigiu a Real Campanhia Africana, que participou no comércio de escravos.

Conversão ao catolicismo[editar | editar código-fonte]

Jaime e sua mulher Anne Hyde converteram-se ao catolicismo em 1668 ou 1669[11] embora tenham mantido isso em segredo por algum tempo. Em 1673, com medo da crescente influência católica na corte, o Parlamento introduzem o novo Ato de Prova[12] , meio pelo qual se obligava a todos os funcionários civis e militares a tomar um juramento no qual foram requeridas rechaçar não somente a doutrina de Transubstanciação senão também denunciar certas práticas da Igreja Católica como "superstições e idolatrias", além de receber a comunhão da Igreja da Inglaterra.

Jaime recusou-se a realizar tais ações e renunciou a seu cargo de Grande Lorde Almirante e com isso sua conversão ao catolicismo ficou evidente. O rei Carlos II opôs-se a conversão de Jaime e exigiu que suas duas filhas (Maria e Ana) crescessem sob influência protestante.[13] Mas Carlos II permitiu que Jaime se casasse com uma católica.[14] Viúvo desde 1671 casou-se novamente agora com a princesa católica Maria de Módena ainda em 1673. Muitos ingleses, descrentes do catolicismo, olhavam para Maria com desconfiança, acusando-a de ser uma agente do Papa.[15]

Lei de Exclusão[editar | editar código-fonte]

Em 1677, Jaime relutante permitiu que sua filha Maria se casasse com o príncipe protestante, Guillerme III de Orange (que era também seu sobrinho).[16] Apesar da concessão, os medos de um monarca católico persistiram, intensificando-se pelos problemas de gravidez da esposa de Carlos II, Catarina de Bragança que não lhe produzia herdeiros.

Um fanático clérigo anglicano, Titus Oates, acusou falsamente Jaime e outros nobres de um "Complô Papista", no qual teria como objetivo assassinar ao rei Carlos II e colocar Jaime no trono.[17] O complô criou uma histérica reação anticatólica em todo o reino. Jaime decidiu prudentemente sair da Inglaterra rumo a Bruxelas. Em 1680 foi designado como Alto Lorde Comissionado da Escócia e tomou como residência o palácio de Holyrood em Edimburgo.

Na Inglaterra, algumas tentativas por parte de Lord Shaftesbury e outros para excluir a Jaime da linha de sucessão.[18] Alguns inclusive propuseram que a corona passasse ao filho ilegítimo de Carlos II, Jaime Scott, duque de Monmouth.[19] . Quando em 1679, a Lei de Exclusão estava para ser sancionada, Carlos II decidiu dissolver o Parlamento. A crise da Lei de Exclusão contribuiu para o desenvolvimento do sistema político bipartidário inglês; os whigs eram favoráveis a lei, enquanto oos Tories eram seus opositores. Dois novos parlamentos foram abertos em 1680 e 1681, mas foram dissolvidos pela mesma razão.

Depois da dissolução do Parlamento de 1681, não foi chamado outro. Carlos, cuja popularidade era muito alta nesse momento, permitiu que Jaime voltasse a Inglaterra em 1682. O Complô de Rye House de 1683, uma conspiração protestante que tinha como consigna assassinar Carlos e a Jaime, fracassou completamente, mas serviu para aumentar a simpatia popular do rei e seu irmão. Jaime voltou com influência no governo, convertendo-se no líder do partido Tory. Seu irmão o recolocou no posto de Grande Lorde Almirante em 1684.

Reinado de Jaime II[editar | editar código-fonte]

Ascensão ao Trono[editar | editar código-fonte]

Carlos II morreu sem descendentes legítimos, em 6 de fevereiro de 1685, e converteu-se ao catolicismo em seu leito de morte; foi sucedido por seu irmão, que reinou a Inglaterra e Irlanda como Jaime II e a Escócia como Jaime VII. Ele foi coroado na Abadia de Westminster em 23 de abril de 1685 sem sua esposa a qual não pode assistir à ceremônia "oficial" por sua religião. Mas um dia antes, em 22 de abril, foi coroado junto a sua esposa segundo os rituais católicos no Palácio de Whitehall.

Jaime II

Em um começo não houve muita oposição aberta ao novo soberano e muitos conservadores anglicanos inclusive o apoiaram. O novo Parlamento que abriu em maio de 1685 parecia favorável a Jaime II, concedendo-lhe uma generosa renda.

Rebelião Monmouth[editar | editar código-fonte]

Jaime teve que combater a Rebelião Monmouth conduzida pelo filho ilegítimo de Carlos II, Jaime Scott, duque de Monmouth. Jaime Scott se auto-proclamou rei em 20 de junho de 1685, mas foi derrotado logo na Batalha de Sedgemoor. Monmouth foi executado na Torre de Londres pouco depois (15 julho). Apesar da falta de ajuda popular a Monmouth, Jaime começou a desconfiar de seus súbditos.

Seus juízes (o mais notável dos quais foi Jorge Jeffreys) castigaram aos rebeldes de manera brutal. Os chamados "Juízes Sangrentos" de Jeffreys fizeram que o público visse o rei como um governante cruel e bárbaro. Para proteger-se contra outras rebeliões, Jaime II tentou estabelecer um poderoso exército. Ao colocar católicos romanos em altos cargo de vários regimentos entrou em conflito com o parlamento. O Parlamento entrava em recesso em novembro de 1685, não voltando a reunir-se outra vez durante o reinado de Jaime II.

Absolutismo e liberdade religiosa[editar | editar código-fonte]

A tensão religiosa se intensificou em 1686. No caso Godden vs. Hales, uns juízes da corte da câmara do rei foi forçada por Jaime II a declarar que este poderia ser dispensado das restrições religiosas impostas pelo Ato de Prova. Aproveitando a dispensa otorgada, Jaime II permitiu que alguns católicos romanos ocupassem os cargos mais altos do reino. Ele recebeu em sua corte o Núncio Papal Ferdinando d'Adda, o primeiro representante de Roma em Londres desde o reinado de Maria I. O confessor jesuíta do rei, Eduardo Petre, era um objeto especial da ira dos protestantes. Estas políticas fizeram o rei perder ajuda de seus antigos aliados, os tories.

Jaime pediu a suspensão de Henrique Compton, o anticatólico bispo de Londres, enquanto que outros anglicanos em cargos políticos foram despedidos. Na Declaração de Indulgência de 1687, Jaime II suspendeu as leis que castigavam os católicos romanos e outros dissidentes religiosos. Não está claro se Jaime publicou a Declaração para ganhar a ajuda política dos dissidentes ou se ele estava de fato defendendo a liberdade de religião. Jaime II também dissolveu definitivamente o Parlamento em 1687, para reduzir o poder da nobreza.

O rei também provocou a oposição por suas políticas em referência a Universidade de Oxford. Ele ofendeu os anglicanos permitindo que os católicos obtivessem posições importantes na Christ Church e na University College, dois dos maiores colégios de Oxford. Despediu os protestantes do Magdalen College, colocando católicos em seus lugares. Jaime acreditou no Núncio Papal e lhe concedeu cargos governamentais a quatro bispos católicos.

Revolução Gloriosa[editar | editar código-fonte]

Em abril de 1688, Jaime II re-editou a Declaração de Indulgência, subsequentemente ordenando aos cléricos anglicanos lê-la em suas igrejas.[20] Quando o Arcebispo de Canterbury, William Sancroft, e seis outros bispos (conhecidos como "Os sete bispos") fizeram uma petição pedindo a reconsideração da política religiosa do rei, eles foram presos.[21] O medo público aumentou quando a rainha Maria deu à luz um herdeiro católico, Jaime Francisco Eduardo Stuart em 10 de junho do mesmo ano.[22] Enquanto a única possibilidade de sucessão de Jaime eram suas duas filhas protestantes, anglicanos moderados viam a política pró-católica como uma temporária aberração; o nascimento do príncipe abria a possibilidade de uma dinastia católica permanente.[23] Ameaçados pela dinastia católica, muitos protestantes influentes entraram em negociação com Guilherme, o Príncipe de Orange, desde quando souberam da gravidez da rainha e com o nascimento do príncipe suas convicções foram reforçadas.[24]

Guilherme de Orange, genro de Jaime II, foi convidado a "salvar a religião protestante".

Em 30 de junho de 1688, um grupo de nobres protestantes, mais tarde conhecido como "Os Sete Imortais", convidaram o príncipe de Orange para vir à Inglaterra com um exército.[25] Em setembro, ficou claro que Guilherme iria invadir a Inglaterra.[26] Acreditando que seu exército era adequado, Jaime II recusou a ajuda de Luís XIV de França.[26] Quando Guilherme chegou em 5 de novembro de 1688, muitos políticos protestantes, juntaram-se a ele, assim como a filha de Jaime II, princesa Ana.[27] Jaime ficou furioso e desistiu de atacar o exército invasor, apesar de o seu ter superioridade numérica.[28] Em 11 de dezembro, Jaime tentou fugir para a França, mas foi capturado em Kent. Com o desejo de fazer de Jaime um mártir, Guilherme deixou-o fugir em 23 de dezembro. Jaime foi recebido pelo seu primo e aliado, Luís XIV, com um palácio e pensão.

O Parlamento declarou que como Jaime tinha fugido, ele tinha efetivamente abdicado do trono, e assim o trono estava vago.[29] Para preencher sua vaga, a filha de Jaime, Maria foi declarada rainha e esta deveria governar juntamente com seu marido, Guilherme, que se tornaria rei. O parlamento inglês foi seguido pelo escocês em 11 de abril de 1689.[30] O parlamento aprovou a Lei de Direito e acusou Jaime II de abuso de poder por entre outras coisas, ter suspendido o Ato de Prova, prender os sete bispos por somente fazer uma petição, e a imposição de punições cruéis.[31] A lei também excluía a ascensão de católicos ao trono inglês.[32]

Últimos Anos[editar | editar código-fonte]

Guerra na Irlanda[editar | editar código-fonte]

Com a ajuda das tropas francesas, Jaime chegou à Irlanda em março 1689.[33] O parlamento irlandês não seguiu o exemplo inglês, pelo contrário, declarou que Jaime ainda permanecia como rei.[34] O parlamento irlandês aprovou um ato que dava liberdade religiosa a todos católicos e protestantes na Irlanda.[35] Jaime trabalhou para erguer um exército na Irlanda, mas foi derrotado na Batalha de Boyne em 1 de julho de 1690.[36] Jaime novamente fugiu para a França e jamais retornou a Inglaterra, Escócia ou Irlanda.[36]

Morte[editar | editar código-fonte]

Na França, Jaime viveu no Castelo de Saint-Germain-en-Laye. A rainha e alguns aliados fugiram junto com Jaime.[37] Alguns tentaram restaurar Jaime no trono assassinando Guilherme III em 1696, mas a trama falhou e fez Jaime se tornar menos popular.[38] Luís XIV ofereceu a Jaime o Reino da Polônia o que ele rejeitou, pois ainda tinha esperanças de voltar ao trono inglês.

Jaime II morreu de hemorragia cerebral em 16 de setembro de 1701 no Castelo Saint-Germain-en-Laye.[39] Seu corpo foi enterrado na Capela de Santo Edmundo na Igreja de Ingleses Beneditinos na rua St. Jacques, Paris.

Títulos, estilos, honras e brasões[editar | editar código-fonte]

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

  • 14 de outubro de 1633 – 10 de maio de 1659: "Sua Alteza Real, o Duque de Iorque"[40]
  • 10 de maio de 1659 – 31 de dezembro de 1660: "Sua Alteza Real, o Duque de Iorque e Conde de Ulster"[40]
  • 31 de dezembro de 1660 –6 de fevereiro de 1685: "Sua Alteza Real, o Duque de Iorque e Albany e Conde de Ulster"[40]
  • 6 de fevereiro de 1685 – 16 de setembro de 1701: "Sua Majestade, o Rei"

Seu título oficial e completo na Inglaterra era: "Jaime Segundo, pela Graça de Deus, Rei da Inglaterra, Escócia, França e Irlanda, Defensor da Fé, etc". O título de "da França" era apenas nominal e foi usado por todos os monarcas ingleses desde Eduardo III até Jorge III. Na Escócia, ele era: "Jaime Sétimo, pela Graça de Deus, Rei da Escócia, Inglaterra, França e Irlanda, Defensor da Fé, etc".[41] Jaime também foi criado Duque da Normandia por Luís XIV de França em 31 de dezembro de 1660.[40]

Honras[editar | editar código-fonte]

Brasões[editar | editar código-fonte]

Como Duque de Iorque, o brasão de armas de Jaime eram as armas reais diferenciadas por um lambel argente de três pés arminhos.[42] Como rei, seu brasão era: esquatrelado, I e IV esquatrelado, azure três flores-de-lis or (pela França) e goles três leões passant guardant em pala (pela Inglaterra); II or um leão rampant dentro de um treassure flory-contra-flory goles (pela Escócia); III azure, uma harpa or com cordas argente (pela Irlanda).[43]

Descendência[editar | editar código-fonte]

Nome Nascimento Morte Notas
Com Ana Hyde[44]
Carlos, Duque de Cambridge 22 de outubro de 1660 5 de maio de 1661
Maria II de Inglaterra 30 de abril de 1662 28 de dezembro de 1694 Casou-se com Guilherme III & II, sem descendência.
Jaime, Duque de Cambridge 12 de julho de 1663 20 de junho de 1667
Ana da Grã-Bretanha 6 de fevereiro de 1665 1 de agosto de 1714 Casou-se com Jorge da Dinamarca, sem descendência.
Carlos, Duque de Kendal 4 de julho de 1666 22 de maio de 1667
Edgar, Duque de Cambridge 14 de setembro de 1667 8 de junho de 1671
Henriqueta 13 de janeiro de 1669 15 de novembro de 1669
Catarina 9 de fevereiro de 1671 5 de dezembro de 1671
Com Maria de Módena[44]
Catarina Laura 10 de janeiro de 1675 3 de outubro de 1676 Morreu de convulções.[45]
Isabel 28 de agosto de 1676 2 de março de 1681
Carlos, Duque de Cambridge 7 de novembro de 1677 12 de dezembro de 1677 Morreu de varíola.[45]
Isabel 1678
Carlota Maria 16 de agosto de 1682 16 de outubro de 1682 Morreu de convulções.[45]
Jame Francisco Eduardo 10 de junho de 1688 1 de janeiro de 1766 Casou-se com Maria Sobieska, com descendência.
Luísa Maria Teresa 28 de junho de 1692 20 de abril de 1712
Com Arabella Churchill[44]
Henriqueta FitzJames 1667 3 de abril de 1730 Casou-se com Henrique Waldegrave, 1.º Barão Waldegrave, com descendência.
Casou-se com Piers Butler, 3.º Visconde Galmoye, sem descendência.
Jaime FitzJames, 1.º Duque de Berwick 21 de agosto de 1670 12 de junho de 1734 Casou-se com Honora de Burgh, com descendência.
Casou-se com Ana Bulkeley, com descendência.
Henrique FitzJames agosto de 1673 dezembro de 1702 Casou-se com Maria Gabriela de Lussan, com descendência.
Arabella FitzJames 1674 7 de novembro de 1704 Tornou-se uma freira com o nome de Inácia.
Com Catarina Sedley
Catarina Darnley c. 1681 13 de março de 1743 Casou-se com Jaime Annesley, 3.º Conde de Anglesey, com descendência.
Casou-se com João Sheffield, 1.º Duque de Buckingham e Normanby, com descendência.[46]
Jaime Darnley 1684 1685
Carlos Darnley Morreu jovem.[46]

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Miller 2000, p. 1
  2. a b Callow 2000, p. 31
  3. Callow 2000, p. 34
  4. Callow 2000, p. 101; Miller 2000, p. 10
  5. Callow 2000, p. 36
  6. Callow 2000, p. 42; Miller 2000, p. 3
  7. Callow 2000, p. 45
  8. Callow 2000, pp. 48–50
  9. Royle 2004, p. 517
  10. Callow, 90
  11. Miller, 58–59; Callow, 144–145. Callow writes that Anne "made the greatest single impact upon his thinking" and that she converted shortly after the Restoration, "almost certainly before her husband." Ibid., 144.
  12. Miller, 69–71
  13. Waller, 92
  14. Waller, 16–17
  15. Waller, 30–31
  16. Miller, 84; Waller, 94–97. According to Miller, James's reaction to the agreement was "The King shall be obeyed." Miller, 84.
  17. Miller, 87
  18. Miller, 99–105
  19. Harris, 74
  20. Harris, 258–259
  21. Harris, 260–262; Prall, 312
  22. Miller 186–187; Harris, 269–272
  23. Harris, 271–272; Ashley, 110–111
  24. Waller, 43–46; Miller, 186–187
  25. Ashley, 201–202
  26. a b Miller, 190–196
  27. Waller, 236–239
  28. Miller, 201–203
  29. Miller, 209. Harris, 320–328, analyses the legal nature of the abdication; Jaime did not agree that he had abdicated.
  30. Harris, 402–407
  31. Ashley, 206–209; Harris, 329–348
  32. Harris, 349–350
  33. Miller, 222–224
  34. Miller, 226–227
  35. Harris, 440
  36. a b Harris, 446–449
  37. Miller, 235–236
  38. Miller, 238; Waller, 350
  39. Miller, 240
  40. a b c d e Weir 1996, p. 258
  41. Edinburgh, February 10. The London Gazette pp. p. 1 (16–19 de fevereiro de 1685). Página visitada em 15 de abril de 2014.
  42. Velde, François. Marks of Cadency in the British Royal Family. Heraldica. Página visitada em 15 de abril de 2014.
  43. Royal Coats of Arms: England & France - The British Royal Family. Fleur-de-lis Designs. Página visitada em 15 de abril de 2014.
  44. a b c King James II of England, and VII of Scotland > Biography. RoyaList. Página visitada em 15 de abril de 2014.
  45. a b c Weir 1996, p. 260
  46. a b Weir 1996, p. 263
  47. King James II of England, and VII of Scotland > Ancestors. Página visitada em 15 de abril de 2014.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Callow, John. The Making of King James II: The Formative Years of a King. Stroud: Sutton Publishing, Ltd, 2000. ISBN 0-7509-2398-9
  • Miller, John. James II. [S.l.]: Yale University Press, 2000. ISBN 0-300-08728-4
  • Royle, Trevor. The British Civil Wars: The Wars of the Three Kingdoms, 1638–1660. [S.l.]: Little, Brown, 2004. ISBN 0-312-29293-7
  • Weir, Alison. Britain's Royal Families: The Complete Genealogy. Londres: Random House, 1996. ISBN 0-7126-7448-9

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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