Jaime II de Inglaterra

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Jaime II & VII
Rei da Inglaterra, Escócia, França e Irlanda
Retrato por Godfrey Kneller
Rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda
Reinado 6 de fevereiro de 1685
a 11 de dezembro de 1688
Coroação 23 de abril de 1685
Predecessor Carlos II
Sucessores Guilherme III & II e Maria II
Esposas Ana Hyde (1660–1671)
Maria de Módena (1673–1701)
Descendência
Maria II de Inglaterra
Ana da Grã-Bretanha
Jaime Francisco Eduardo Stuart
Luísa Maria Stuart
Casa Stuart
Pai Carlos I de Inglaterra
Mãe Henriqueta Maria de França
Nascimento 14 de outubro de 1633
Palácio de St. James, Londres, Inglaterra
Morte 16 de setembro de 1701 (67 anos)
Castelo de Saint-Germain-en-Laye, Saint-Germain-en-Laye, Ilha de França, França
Enterro Igreja dos Beneditinos Ingleses, Paris, França
Religião Catolicismo Romano
Assinatura

Jaime II & VII (Londres, 14 de outubro de 1633Saint-Germain-en-Laye, 16 de setembro de 1701) foi o Rei da Inglaterra e Irlanda como Jaime II e Rei da Escócia como Jaime VII de 6 de fevereiro de 1685 até ser deposto no final de 1688 por sua filha Maria II e seu sobrinho Guilherme III & II na Revolução Gloriosa.

Segundo filho do rei Carlos I, ascendeu ao trono depois da morte do irmão Carlos II. No entanto, membros da elite política e religiosa britânica anglicana suspeitavam cada vez mais que Jaime era pró-francês e pró-católico e por tramar em se tornar um monarca absoluto.

Quando teve um herdeiro católico, Jaime Francisco Eduardo, as tensões explodiram e levaram nobres a chamar seu genro e sobrinho protestante, Guilherme III de Orange, para invadir a Inglaterra. Nessa altura, durante a Revolução Gloriosa, fugiu em dezembro 1688 considerando-se que assim havia abdicado do trono. Então foi substituído por sua filha mais velha e protestante, Maria II, casada com o referido Guilherme. Mais tarde, o pai fez uma grande tentativa para recuperar suas coroas ao desembarcar na Irlanda, em 1689, porém teve de voltar para a França depois da derrota das suas forças jacobitas na Batalha do Boyne em julho de 1690. Depois viveu o resto de sua vida como pretendente em uma corte artificial patrocinada por seu primo e aliado, o rei Luís XIV de França.

Jaime é mais lembrado por suas disputas com o parlamento inglês e por suas tentativas de criar liberdade religiosa para católicos ingleses e não-conformistas protestantes contra os desejos do establishment anglicano. Entretanto, ele continuou com a perseguição dos covenanters presbiterianos na Escócia. O parlamento, se opondo ao crescimento do absolutismo que estava ocorrendo em outros países europeus, além da perda da supremacia legal da Igreja Anglicana, viu a oposição como um modo de preservar o que consideravam como liberdades tradicionais inglesas. Essa tensão fez o reinado de quatro anos de Jaime uma disputa pela supremacia entre o parlamento e a coroa, resultando na sua deposição, na aprovação da Declaração de Direitos de 1689 e a sucessão hanoveriana.

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Nascimento[editar | editar código-fonte]

Jaime c. 1636, por Antoon van Dyck, na Royal Collection.

Jaime nasceu no dia 14 de outubro de 1633 no Palácio de St. James, Londres, o segundo filho do rei Carlos I e Henriqueta Maria de França.[1] Foi batizado por Guilherme Laud, o Arcebispo da Cantuária.[2] Jaime foi educado por tutores junto com seu irmão, Carlos, Príncipe de Gales, e os dois filhos de Jorge Villiers, 1.° Duque de Buckingham, Jorge e Francisco.[3] Aos três anos de idade, ele foi nomeado Lorde Grande Almirante; a posição era inicialmente honorária, porém tornaria-se um cargo ativo após a Restauração.[4]

Guerra civil[editar | editar código-fonte]

Jaime foi investido um Cavaleiro da Jarreteira em 1642,[5] sendo criado formalmente Duque de Iorque em 22 de janeiro de 1644.[2] Enquanto as crescentes disputas de Carlos I com o parlamento inglês levavam até a Guerra Civil Inglesa, Jaime permaneceu no território realista de Oxford.[6] Quando a cidade se rendeu após o Cerco de Oxford em 1646, os líderes do parlamento ordenaram que o duque fosse confinado no Palácio de St. James.[7] Ele escapou em 1648 com a ajuda de José Bampfield, fugindo disfarçado até Haia.[8] Quando seu pai foi executado pelos rebeldes em janeiro de 1649, os monarquistas proclamaram o irmão de Jaime como rei Carlos II de Inglaterra. Carlos II foi reconhecido pelos parlamentos da Escócia e Irlanda, sendo coroado Rei da Escócia em 1651. Apesar de ter sido proclamado rei em Jersey, Carlos não conseguiu conquistar a coroa inglesa e acabou fugindo para a França em exílio.[9]

Exílio na França[editar | editar código-fonte]

Como seu irmão, Jaime procurou refúgio na França, servindo no exército francês sob o comando de Henri de La Tour d'Auvergne, Visconde de Turenne, contra a Fronda e posteriormente seus aliados espanhóis. Ele teve sua primeira verdadeira experiência em batalha no exército francês onde, de acordo com um observador, "se aventurou e galantemente avançou onde qualquer coisa precisava ser feita".[10] Jaime foi expulso do país em 1656 quando Carlos fez uma aliança com a Espanha – inimiga da França – sendo forçado a deixar o exército de Turenne.[11] Ele brigou com o irmão sobre a escolha diplomática da Espanha sobre a França. Exilados e pobres, havia pouco que os irmãos pudessem fazer sobre sua situação política, e Jaime acabou viajando para Bruges e, junto com seu irmão mais novo Henrique, Duque de Gloucester, entrou no exército espanhol sob Luís II de Bourbon-Condé, lutando contra seus antigos camaradas franceses na Batalha das Dunas.[12] Durante seu serviço pela Espanha, Jaime ficou amigo de dos irmãos irlandeses católicos no séquito real, Pedro e Ricardo Talbot, afastando-se um pouco dos conselheiros anglicanos de Carlos.[13] Os franceses e espanhóis chegaram a uma paz em 1659. Duvidando das chances de seu irmão de reconquistar o trono inglês, Jaime considerou aceitar uma oferta espanhola para ser almirante na marinha.[14] Ele acabou recusando; no ano seguinte a situação na Inglaterra mudou e Carlos foi proclamado rei.[15]

Restauração[editar | editar código-fonte]

Primeiro casamento[editar | editar código-fonte]

Ana Hyde e Jaime c. 1660, por Peter Lely, na National Portrait Gallery.

Após a renuncia de Richard Cromwell ao posto de Lorde Protetor, em 1659, e o subsequente colapso da Comunidade da Inglaterra no ano seguinte, Carlos foi restaurado ao trono da Inglaterra, Escócia e Irlanda como Carlos II. Apesar de Jaime ser o herdeiro presuntivo, parecia improvável que ele herdaria a coroa já que o irmão ainda era jovem e capaz de procriar.[16]

Após isso, Jaime recebeu o título de Duque de Albany na Escócia em 31 de dezembro de 1660.[17]

Ao voltar para a Inglaterra, ele promoveu uma imediata controvérsia ao anunciar seu noivado com Ana Hyde, filha de Eduardo Hyde, o principal ministro do rei.[18] Jaime prometeu em 1659, enquanto tentava seduzi-la, se casar com ela.[19] Ana engravidou em 1660, porém ninguém esperava que um príncipe se casasse com uma comum depois da Restauração, não importando quais promessas haviam sido feitas. Apesar de praticamente todos, incluindo o pai de Ana, terem implorado para que não se casassem, eles casaram secretamente e depois passaram por uma cerimônia de matrimônio oficial em 3 de setembro de 1660. O primeiro filho, Carlos, nascido menos de dois meses depois, morreu na infância assim como outros cinco filhos e filhas.[20] Apenas duas filhas chegaram na idade adulta: Maria (nascida em 1662) e Ana (nascida em 1665).[21] Samuel Pepys, um funcionário público, escreveu que Jaime gostava de seus filhos e seu papel como pai, brincando com eles "como um pai ordinário e privado de uma criança", um contraste à parentalidade distante comum entre a realeza da época.[22] Ana era devota ao marido e o influenciava em muitas decisões.[23] Mesmo assim, manteve várias amantes, incluindo Arabella Churchill e Catarina Sedley.[24] [nota 1] Ana sofria de câncer de mama e morreu em 1671 aos 34 anos depois do nascimento de sua última filha.[26]

Cargos militares e políticos[editar | editar código-fonte]

Jaime c. 1665, por Peter Lely, na Royal Collection.

Após a Restauração, Jaime foi confirmado como Lorde Grande Almirante, um cargo que carregava as nomeações subsidiárias de Governador de Portsmouth e Lorde Protetor dos Cinque Ports.[27] Nessa função comandou a Marinha Real durante a Segunda e Terceira Guerra Anglo-Holandesa. Depois da Batalha de Medway em 1667, Jaime supervisionou o levantamento e refortificação da costa sul.[28] O respectivo cargo, combinado com suas rendas vindas de impostos de correios e vinhos (garantidos a ele por Carlos após a Restauração), deram a Jaime dinheiro suficiente para manter uma criadagem considerável.[29]

Carlos deu a Jaime em 1664 os territórios norte-americanos situados entre os rios Delaware e Connecticut. Depois de serem capturados por tropas inglesas, os antigos territórios holandeses de Novos Países Baixos e seu principal porto, Nova Amsterdã, foram renomeados para Província de Nova Iorque e a cidade com o mesmo nome de Nova Iorque em homenagem a Jaime. O duque, depois de suas fundações, deu parte da colônia aos proprietários Jorge Carteret e João Berkeley. O Forte Orange, localizado 240 quilômetros ao norte do rio Hudson, foi renomeado para Albany em homenagem ao seu título escocês. Igualmente se tornou governador da Companhia da Baía de Hudson, em 1683, porém não assumiu um papel ativo em sua administração.[20] Jaime também comandou a Real Companhia Africana, uma empresa de comércio de escravos.[30]

Em setembro de 1666, Carlos o colocou no comando das operações de combate aos incêndios após o Grande Incêndio de Londres por causa da falta de ação por parte do Lorde Prefeito sir Tomás Bloodworth. Este não era um cargo político, porém suas ações e liderança foram notáveis. "O Duque de Iorque tem conquistado o coração das pessoas com suas dores contínuas e incansáveis dia e noite para ajudar a apagar o fogo", escreveu uma testemunha em 8 de setembro.[31]

Conversão ao catolicismo[editar | editar código-fonte]

Maria de Módena c. 1675–1680, por Peter Lely, na Royal Collection.

O tempo passado na França, que o expôs às crenças e cerimônias do catolicismo, ele e sua esposa Ana ficaram atraídos por essa fé.[32] [nota 2] Ele tomou a eucaristia na Igreja Católica em 1668 ou 1669, apesar de sua conversão ter sido mantida em segredo por um tempo e ele continuar a comparecer a serviços anglicanos até 1676.[34] Apesar da conversão, Jaime continuou a se associar principalmente com anglicanos, incluindo João Churchill e Jorge Legge, além de protestantes franceses como Luís de Duras, 2.º conde de Feversham.[35]

O crescente temor de uma influência católica na corte inglesa levou o parlamento da Inglaterra a apresentar um novo Ato de Prova em 1673.[36] Sob esse ato, todos os oficiais militares e civis precisavam prestar juramento, em que eram obrigados a repudiar a doutrina da transubstanciação e denunciar certas práticas da Igreja Católica como sendo supersticiosas e idolátricas, e receber a eucaristia sob os auspícios da Igreja Anglicana.[37] Jaime se recusou a realizar as duas ações, preferindo renunciar ao posto de Lorde Grande Almirante. Assim, sua conversão ao catolicismo se tornou pública.[36]

Carlos foi contra a conversão, ordenando que as filhas de Jaime, Maria e Ana, fossem criadas como protestantes.[38] Mesmo assim, ele permitiu que o irmão se casasse com a católica Maria de Módena, uma princesa italiana de quinze anos de idade.[39] Jaime e Maria se casaram por procuração em uma cerimônia católica no dia 20 de setembro de 1673.[40] Maria chegou na Inglaterra em 21 de novembro e Nataniel Crew, o Bispo de Oxford, realizou uma breve cerimônia anglicana que apenas reconheceu o casamento católico.[41] Muitos britânicos, desconfiados do catolicismo, consideravam a nova Duquesa de Iorque e Albany como uma agente do papa.[42]

Crise da Exclusão[editar | editar código-fonte]

Jaime por Peter Lely, no Bolton Museum and Art Gallery.

Jaime aceitou relutantemente em 1677 o casamento de sua filha Maria com o protestante Guilherme III de Orange (que também era seu sobrinho, filho de sua irmã Maria, Princesa Real), cedendo depois de Carlos e Guilherme terem concordado com a união.[43] [nota 3] Persistiram os temores de uma potencial monarquia católica mesmo com o casamento protestante, intensificados pelo fato de Carlos e sua esposa Catarina de Bragança não conseguirem ter filhos. Titus Oates, um clérigo anglicano destituído, falou de um "Complô Papista" para assassinar Carlos e colocar Jaime no trono, criando uma onda de histeria anti-católica por todo o país.[45]

Na Inglaterra, Antônio Ashley Cooper, 1.º conde de Shaftesbury, ex-ministro do governo e um dos principais oponentes do catolicismo, tentou excluir Jaime da linha de sucessão.[46] Alguns membros do parlamento até propuseram que a coroa passasse para o filho ilegítimo de Carlos, Jaime Scott, Duque de Monmouth.[47] Em 1679, com o perigo de aprovação do Projeto de Lei da Exclusão, Carlos dissolveu o parlamento.[48] Outros dois parlamentos foram eleitos em 1680 e 1681, porém foram dissolvidos pelo mesmo motivo.[49] A crise contribuiu para o desenvolvimento do sistema de dois partidos: os whigs apoiavam o projeto, enquanto os tories eram contra. A sucessão permaneceu inalterada, mas Jaime foi convencido a retirar-se de órgãos políticos e aceitar um papel menor no governo do irmão.[50]

Por ordens do rei, Jaime foi para Bruxelas.[51] Ele foi nomeado Lorde Grande Comissário da Escócia, em 1680, e passou a residir no Palácio de Holyrood em Edimburgo para supervisionar o governo real.[52] Ele voltou para a Inglaterra quando Carlos ficou doente e aparentemente próximo da morte.[53] A histeria das acusações eventualmente dissipou, porém a relação de Jaime com muitos parlamentares, incluindo Tomás Osborne, Conde de Danby, um ex-aliado, foram permanentemente danificadas e um grande segmento se voltou contra ele.[54]

Reparo da imagem[editar | editar código-fonte]

Em 1683, foi descoberto um complô para assassinar Carlos e Jaime e iniciar uma revolução republicana para reestabelecer um governo no estilo cromweliano.[55] A conspiração, conhecida como "Complô da Casa de Centeio", saiu pela culatra e atingiu seus conspiradores, provocando uma onda de simpatia pelo rei e o duque.[56] Vários Whigs, incluindo Artur Capell, 1.º conde de Essex, e Jaime Scott, foram implicados. O último inicialmente confessou cumplicidade no complô, implicando outros conspiradores, porém depois voltou atrás.[55] Capell cometeu suicídio e Scott, junto com muitos outros, foi obrigado a fugir para o continente em exílio.[57] Carlos reagiu ao complô aumentando a repressão contra Whigs e dissidentes.[55] Aproveitando a nova popularidade de Jaime, o rei o convidou para voltar ao conselho privado em 1684.[58]

Reinado[editar | editar código-fonte]

Ascensão[editar | editar código-fonte]

Jaime c. 1686, por Nicolas de Largillière, no National Maritime Museum.

Carlos morreu em 6 de fevereiro de 1685.[59] Como não tinha nenhum herdeiro legítimo, foi sucedido pelo irmão que reinasse na Inglaterra e Irlanda como Jaime II e na Escócia como Jaime VII. Houve pouca oposição inicial a sua ascensão, com vários relatos de grande júbilo público pela sucessão pacífica.[60] Jaime queria proseguir rapidamente com a coroação, sendo coroado junto com Maria de Módena no dia 23 de abril na Abadia de Westminster.[61] O novo parlamento que se reuniu em maio de 1685, que acabou por ganhar o nome de "Parlamento Leal", era inicialmente favorável ao novo rei, e ele espalhou a notícia que até mesmo os antigos exclusionistas seriam perdoados se aceitassem seu reinado.[60] A maioria dos oficiais de Carlos continuaram em seus cargos, as exceções sendo as promoções dos cunhados de Jaime, Henrique e Lourenço Hyde, respectivamente os condes de Clarendon e Rochester, e o rebaixamento de Jorge Savile, 1.º marquês de Halifax.[62] O parlamento deu ao rei uma generosa pensão, incluindo todas as receitas de certos impostos e os direitos aduaneiros.[63] Jaime trabalhou mais arduamente como rei que seu irmão, porém estava menos disposto a fazer concessões quando seus conselheiros discordam.[64]

Duas rebeliões[editar | editar código-fonte]

Pouco depois de ascender ao trono, Jaime enfrentou uma rebelião no sul do Inglaterra liderada por seu sobrinho, Jaime Scott, e outra na Escócia por Arquibaldo Campbell, 9.º Conde de Argyll.[65] Os dois começaram suas expedições vindos da República dos Países Baixos, onde o sobrinho e genro de Jaime, Guilherme III de Orange, havia negligenciado prendê-los ou impedir seus esforços de recrutamento.[66] Ao chegar na Escócia, Campbell pegou recrutas principalmente de seu próprio clã, o Campbell. A rebelião foi rapidamente esmagada e Campbell foi capturado em Inchinnan no dia 18 de junho de 1685.[67] Tendo chegado com menos de trezentos homens e incapaz de convencer mais a se juntarem, ele nunca realmente foi uma ameaça a Jaime.[68] Campbell foi levado como prisioneiro até Edimburgo. Um novo julgamento não foi necessário porque ele anteriormente havia sido julgado e sentenciado a morte. O rei confirmou a sentença anterior e ordenou que fosse realizada em até três dias depois da confirmação.[69]

Jaime Scott c. 1683, por Willem Wissing, na National Portrait Gallery.

A rebelião de Scott foi coordenada com a de Campbell, porém foi mais ameaçadora a Jaime. Scott havia se proclamado rei em Lyme Regis no dia 11 de junho.[70] Ele tentou conseguir recrutas, porém foi incapaz de reunir rebeldes suficientes para derrotar o pequeno exército real com prontidão. A rebelião atacou as forças do rei durante a noite, em uma tentativa de surpresa, porém foi derrotada na Batalha de Sedgemoor. As forças de Jaime, lideradas por Luís de Duras e João Churchill, rapidamente dispersaram os mal preparados rebeldes.[71] Scott foi capturado e executado na Torre de Londres em 15 de julho.[72] Os juízes reais, mais notavelmente Jorge Jeffreys, condenaram muitos dos rebeldes a deportação e trabalho escravo nas Índias Ocidentais em uma série de julgamentos que ficaram conhecidos como "Inquéritos Sangrentos".[73] Por volta de 250 rebeldes foram executados.[72] Jeffreys intimidou testemunhas e jurados, xingando suas vítimas, exultando sobre eles e dando culpa ao benefício de toda dúvida exceto quando um substancial suborno havia sido pago. Jaime não fez nenhum esforço para verificar as brutalidades, mas sim deu um pariato a Jeffreys e o fez Lorde Chanceler em 6 de setembro de 1686.[74] Apesar das duas rebeliões terem sido derrotadas com facilidade, elas endureceram a determinação de Jaime contra seus inimigos e aumentou suas suspeitas dos holandeses.[75]

Liberdade religiosa[editar | editar código-fonte]

Para se proteger de outras rebeliões, Jaime procurou expandir o exército permanente.[76] Isso alarmou seus {{súditos]], não apenas por causa dos problemas que os soldados causavam nas cidades, mas também porque era contra a tradição inglesa manter um exército profissional em tempos de paz.[77] Ainda mais alarmante era o uso que fazia da prerrogativa real para permitir que católicos comandassem vários regimentos sem prestar o juramento previsto no Ato de Prova.[76] Quando o anteriormente favorável parlamento foi contra essas medidas, Jaime suspendeu a sessão em novembro de 1685 e passou a reinar sem parlamento.[78] Dois papéis foram encontrados em uma caixa forte no armário de Carlos no começo de 1686, escritos pelo próprio rei, listando argumentos para o catolicismo sobre o protestantismo. Jaime publicou esses papéis com uma declaração assinada com sua assinatura real, desafiando o Arcebispo da Cantuária e todo o banco episcopal anglicano a refutar os argumentos de Carlos: "Deixe-me ter uma resposta sólida, e em estilo cavalheirístico; e isso pode ter o efeito que vocês tanto desejam de levar-me para a sua igreja". O arcebispo recusou em respeito ao falecido rei.[79]

Moeda meia-coroa de Jaime cunhada em 1686.

Jaime era a favor da revogação das leis penais em seus três reinos, porém nos primeiros anos de seu reinado ele não permitiu que dissidentes recebessem amparo se não tivessem pedido antes.[80] [nota 4] O rei enviou uma carta ao parlamento escocês em sua abertura em 1685, declarando seu desejo por novas leis penais contra presbiterianos refratários e lamentou que não podia estar presente em pessoa para defendê-las. Em resposta, o parlamento aprovou um ato afirmando que "aquele que pregar em uma conventículo sob um telhado, ou compareça, tanto como pregador ou ouvinte, um conventículo ao ar livre, deve ser punido com a morte e confisco de propriedades".[81] Em março do ano seguinte, Jaime enviou uma carta ao conselho privado escocês defendendo a toleração de católicos, mas que a perseguição a presbiterianos covenanters continuasse, convoncando seus membros a Londres quando se recusaram a aceitar seus desejos. Os conselheiros explicaram que iriam conceder alívio aos católicos se uma medida similar fosse dada aos presbiterianos e se o rei prometesse não fazer nada para danificar a religião protestante. Jaime concordou até certo ponto em um alívio aos presbiterianos, porém não com a toleração completa que queria para os católicos, declarando que uma religião protestante era falsa e que não prometeria não prejudicar uma religião falsa.[82]

Jaime permitiu que católicos ocupassem os mais altos cargos dos reinos, recebendo em sua corte Ferdinando d'Adda, núncio papal, o primeiro representante de Roma em Londres desde o reinado de Maria I.[83] O confessor jesuíta do rei, Eduardo Petre, era um alvo em particular da ira protestante.[84] Quando o secretário de estado, Roberto Spencer, 2.º Conde de Sunderland, começou a substituir detentores de cargos na corte por favoritos católicos, Jaime começou a perder a confiança de muitos de seus apoiadores anglicanos. O expurgo de Spencer chegou até aos cunhados anglicanos do rei e seus apoiadores.[85] Os católicos formavam não mais que um quinto da população inglesa.[86] Jaime procurou obter uma decisão das cortes comuns inglesas em maio de 1686 que mostrava que seus poderes para dispensar atos parlamentares eram legais. Ele dispensou juízes que eram contra ele nessa questão, incluindo o procurador-geral Heneage Finch, 1.º Conde de Aylesford.[87] O caso, Godden v. Hales, afirmou seu poder,[88] com onze dos doze juízes votando a favor.[89]

Ele publicou em 1687 a Declaração de Indulgência, também conhecida como a Declaração pela Liberdade de Consciência, em que usava seu poder de dispensa para negar o efeito das leis punindo católicos e dissidentes protestantes.[90] Ele tentou ganhar apoio para sua política de tolerância ao viajar pelo leste da Inglaterra discursando. Como parte da viagem, ele discursou em Chester dizendo "suponham ... que seja feita uma lei em que todos os homens negros fossem aprisionados, não seria razoável e temos tão poucas razões para discutir com outros homens por sermos de diferentes opiniões [religiosas] do que por sermos de diferentes compleições".[91] Na mesma época, Jaime deu toleração parcial na Escócia, usando seu poder de dispensar para dar total alívio aos católicos e alívio parcial aos presbiterianos.[92]

Jaime por Godfrey Kneller, na Goverment Art Collection.

Ordenou em 1688 que a declaração fosse lida nos púlpitos de todas as igrejas anglicanas, alienando ainda mais os bispos anglicanos contra o rei. Apesar da declaração ter provacado alguns agradecimentos vindos de católicos e dissidentes, ela deixou a Igreja da Inglaterra, tradicional aliada do monarca, na difícil posição de ser forçada a erodir seus próprios privilégios.[93] Jaime provocou mais oposição quando tentou reduzir o monopólio anglicano na educação. Ele ofendeu anglicanos na Universidade de Oxford ao permitir que católicos ocupassem cargos na Christ Church e University College, duas das maiores faculdades de Oxford. Jaime também tentou forçar os Companheiros Protestantes do Magdalen College a elegerem presidente Antônio Farmer, um homem de reputação ruim que também acreditava-se ser católico,[nota 5] uma violação do código dos Companheiros de eleger um candidato de sua escolha.[97]

Em 1687, Jaime preparou-se para encher o parlamento com seus apoiadores e assim revogar os Atos de Prova e as leis penais. Ele ficou convencido por discursos de dissidentes que tinha seu apoio e poderia não mais precisar dos Tories e anglicanos. O rei instituiu um grande expurgo daqueles em cargos sob a coroa que eram contra seu plano, nomeando novos lordes-tenente e remodelando as corporações governando cidades e companhias de libré.[98] Em outubro, Jaime deu ordens para que os lordes-tenente nas províncias fizessem três perguntas padrões para todos os membros da Comissão da Paz: 1. Eles concordaram com a revogação dos Atos de Prova e as leis penais? 2. Eles ajudariam candidatos a fazer isso? 3. Eles aceitariam a Declaração de Indulgência? Durante os três primeiros meses de 1688, centenas que responderam as perguntas de forma hostil foram dispensados.[99] Corporações foram expurgadas por agentes, conhecidos como reguladores, que receberam grandes poderes discricionários na tentativa de criar uma máquina eleitoral permanentemente real.[100] A maioria dos reguladores eram batistas e os novos oficiais das cidades que recomendavam incluiam batistas, quakers, congregacionalistas, presbiterianos e católicos, além de anglicanos.[101] Finalmente, em 24 de agosto de 1688, Jaime ordenou a publicação de mandatos para uma eleição geral.[102] Porém, percebendo em setembro que Guilherme III de Orange iria invadir a Inglaterra, o rei retirou os mandatos e escreveu aos lordes-tenente para inquerir sobre alegações de abusos cometidas durante as regulações e preparações para a eleição como parte das concessões que havia feito para ganhar apoio.[103]

Revolução Gloriosa[editar | editar código-fonte]

Guilherme III de Orange c. 1688–1689, por Willem Wissing, no Rijksmuseum.

Em abril de 1688, Jaime republicou a Declaração de Indulgência, subsequentemente ordenando que clérigos anglicanos a lessem em suas igrejas.[104] Quando sete bispos, incluindo o Arcebispo da Cantuária, submeteram uma petição pedindo a reconsideração das políticas religiosas do rei, eles foram presos e julgados por difamação sediciosa.[105] O alarme público cresceu quando a rainha Maria de Módena deu à luz um herdeiro, nesse caso católico, Jaime Francisco Eduardo, no dia 10 de junho.[106] Enquanto suas únicas possíveis sucessoras eram suas duas filhas protestantes, Maria e Ana, os anglicanos viam suas políticas pró-católicas como um fenômeno temporário, porém o nascimento do príncipe abria a possibilidade de uma dinastia católica permanente; era necessário reconsiderar suas posições.[107] Ameaçados com uma sucessão católica, vários protestantes influentes afirmaram que a criança era "supositícia" e que havia sido levada ao quarto da rainha em uma penela.[108] Eles já haviam entrado em negociações com Guilherme III de Orange quando Maria de Módena havia engravidado, e o nascimento de Jaime Francico Eduardo reforçou suas convicções.[109]

João Churchill c. 1685–1690, por John Closterman, na National Portrait Gallery.

Em 30 de junho de 1688, um grupo de sete nobres protestantes convidaram Guilherme III de Orange por carta a vir a Inglaterra com um exército.[110] Em setembro, ficou claro que Guilherme pretendia invadir. Jaime, acreditando que seu próprio exército seria adequado, recusou a ajuda de Luís XIV de França, temendo que os ingleses seriam contra a assistência francesa.[111] Quando Guilherme desembarcou no dia 5 de novembro de 1688, muitos oficiais protestantes deserdaram Jaime, como João Churchill, além de sua própria filha Ana e seu marido Jorge da Dinamarca.[112] O rei perdeu a coragem e não quis atacar o exército invasor, apesar de sua superioridade numérica.[113] Em 11 de dezembro, Jaime tentou fugir para a França, supostamente jogando o Grande Selo do Reino no rio Tâmisa.[nota 6] Ele acabou sendo capturado em Kent; mais tarde, foi solto e colocado sob a proteção de guardas holandeses. Guilherme, não querendo que Jaime se tornasse um mártir, deixou que ele escapasse até a França em 23 de dezembro.[115]

Guilherme reuniu um Parlamento de Convenção no ano seguinte para decidir como lidar com a fuga de Jaime. Apesar do parlamento se recusar a depô-lo, eles declararam que o rei, tendo fugido para a França e jogado o Grande Selo no Tâmisa, tinha efetivamente abdicado e que, assim sendo, o trono estava vago.[116] [nota 7] Para preencher a vacância, Maria, a filha mais velha de Jaime, foi declarada rainha; ela governaria juntamente com seu marido Guilherme, que também seria rei. O parlamento escocês declarou em 11 de abril de 1689 que Jaime havia abandonado o trono.[118] O parlamento inglês aprovou a Declaração de Direitos de 1689 que denunciava Jaime por seus abusos no poder. Os abusos acusados incluiam a suspensão dos Atos de Prova, a acusação contra os sete bispos por meramente peticionar a coroa, o estabelecimento de um exército permanente e a imposição de punições crueis.[119] A declaração também afirmou que, a partir de então, nenhum católico poderia ascender ao trono e que nenhum monarca inglês poderia se casar com um católico.[120]

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Jaime c. 1690, autor desconhecido, na National Portrait Gallery.

Guerra na Irlanda[editar | editar código-fonte]

Com a ajuda de tropas francesas, Jaime desembarcou na Irlanda em março de 1689.[121] O parlamento irlandês não seguiu o mesmo exemplo que o inglês; declarou que Jaime permanecia como rei e aprovou um grande bill of attainder contra todos que se rebelaram contra ele.[122] A pedido de Jaime, os irlandeses aprovaram um Ato pela Liberdade de Consciência que garantia liberdade religiosa para todos os católicos e protestantes na Irlanda.[123] Ele trabalhou para construir um exército no país, porém acabou sendo derrotado na Batalha do Boyne em 1 de julho de 1690 por Guilherme, que pessoalmente liderou um exército para derrotá-lo e reafirmar o controle inglês. Jaime fugiu novamente para a França, partindo de Kinsale, nunca mais retornando para nenhum de seus antigos reinos.[124] Por ter desertado seus apoiadores irlandeses, Jaime ficou conhecido na Irlanda como Séamus an Chaca, ou "Jaime, o Merda".[125] Ao contrário da percepção popular, Breandán Ó Buachalla afirmou que a "poesia política irlandesa na maior parte do século XVIII é essencialmente poesia jacobita",[126] e tanto ele quanto Éamonn Ó Ciardha falaram que Jaime e seus sucessores jacobitas tiveram um papel central como figuras messiânicas durante o século XVIII para todas as classes sociais na Irlanda.[127]

Retorno ao exílio e morte[editar | editar código-fonte]

O Castelo de Saint-Germain-en-Laye, residência de Jaime durante seus últimos anos de vida.

Na França, foi permitido que Jaime vivesse no Castelo de Saint-Germain-en-Laye.[128] Sua esposa e alguns de seus apoiantes fugiram junto dele, incluindo João Drummond, 1.º conde de Melfort; a maioria, mas não todos, eram católicos.[129] Sua última filha, Luísa Maria Stuart, nasceu em 1692. Alguns de seus aliados na Inglaterra tentaram assassinar Guilherme para restaurá-lo em 1696, porém o plano falhou e a repercussão fez a causa de Jaime menos popular.[130] A oferta de Luís XIV para elegê-lo Rei da Polônia no mesmo ano foi rejeitada, já que Jaime temia que a aceitação da coroa polonesa (na mente do povo inglês) iria deixá-lo incapaz de ser rei da Inglaterra. Depois de Luís ter feito a paz com Guilherme, em 1697, ele deixou de oferecer muita ajuda a Jaime.[131]

Durante seus últimos anos, Jaime viveu como um austero penitente.[132] Ele escreveu um memorando ao seu filho aconselhando-o em como governar a Inglaterra, especificando que católicos deveriam possuir um secretário de estado, um comissário do tesouro e o secretário de guerra com a maioria dos oficiais do exército.[133]

Jaime morreu de hemorragia cerebral no dia 16 de setembro de 1701 em Saint-Germain-en-Laye. Seu corpo foi colocado em um caixão na Capela de Santo Edmundo na Igreja dos Beneditinos Ingleses em Paris, com a oração funerária sendo realizada por Henrique-Emanuel de Roquette. Jaime não foi enterrado, mas sim colocado em uma das capelas laterais da igreja. Velas foram mantidas acesas ao redor de seu caixão até à Revolução Francesa. Em 1734, o Arcebispo de Paris recebeu evidências para apoiar a canonização de Jaime, porém nada resultou.[134] Durante a Revolução Francesa, sua sepultura foi atacada.[135] [nota 8]

Sucessão[editar | editar código-fonte]

Jaime Francisco Eduardo c. 1712, por Alexis Simon Belle, na National Portrait Gallery.

Sua filha Maria havia morrido em 1694, enquanto que sua filha Ana ascendeu ao trono em 1702 após a morte de Guilherme. O Decreto de Estabelecimento de 1701 dizia que, no caso da extinção da linha sucessória ditada pela Declaração de Direitos, a coroa passaria para a eleitora Sofia de Hanôver e seus herdeiros protestantes. Sofia era neta do rei Jaime VI & I através de Isabel da Boémia, irmã de Carlos I. Assim, quando Ana morreu em 1714, menos de dois meses depois da morte de Sofia, a coroa foi herdada por Jorge I, filho de Sofia, Eleitor de Hanôver e primo distante de Ana.[139]

Jaime Francisco Eduardo foi reconhecido rei "Jaime III & VIII" após a morte de seu pai por Luís XIV e os apoiadores restantes de Jaime (posteriormente conhecidos como jacobitas).[140] Ele liderou um levante na Escócia em 1715, pouco depois da ascensão de Jorge I, porém foi derrotado.[141] Os jacobitas rebelaram-se novamente em 1745, durante o reinado de Jorge II, liderados por Carlos Eduardo Stuart, filho de Jaime Francisco Eduardo, porém foram derrotados novamente.[142] Desde então, nenhuma outra grande tentativa de restaurar a linhagem Stuart ocorreu. A reinvindicação de Carlos passou para seu irmão mais novo Henrique Benedito Stuart, o decano do colégio dos cardeais da Igreja Católica.[143] e hoje está em Francisco von Bayern, duque da Baviera e passará para seu irmão Max-Emanuel von Wittelsbach.

Historiografia[editar | editar código-fonte]

Análises históricas de Jaime foram um pouco revisitadas desde que historiadores whigs, liderados por Thomas Macaulay, o definiram como um absolutista cruel e seu reinado como "tirania que se aproximou de insanidade".[144] Acadêmicos posteriores, como G.M. Trevelyan e David Ogg, apesar de mais equilibrados que Thomas Macaulay, ainda caracterizavam Jaime como tirano, suas tentativas de tolerância religiosa como fraudes e seu reinado como uma aberração durante a história britânica.[145] Adolphus William Ward escreveu em 1892 para o Dictionary of National Biography que Jaime era "obviamente um fanático político e religioso", embora nunca desprovido de "uma veia de sentimento patriótico"; "sua conversão à igreja de Roma fez os objetivos de sua política de governo a emancipação de seus companheiros católicos em primeira instância, e a recuperação da Inglaterra para o catolicismo em segunda".[146]

Estátua de Jaime vestido como general romano, na Trafalgar Square. Erguida por Grinling Gibbons em 1686, originalmente no Palácio de Whitehall.

Hilaire Belloc, um católico, quebrou essa tradição em 1928, mostrando Jaime como um homem honroso e um verdadeiro defensor da liberdade de consciência, e que seus inimigos eram "homens no pequeno grupo de grandes fortunas ... que destruiram a antiga monarquia dos ingleses". Entretanto, ele observou que o rei "concluiu que a Igreja Católica era a única voz autorizada no mundo, e daí em diante ... ele não apenas manteve-se firme contra a entrega, mas em nenhuma ocasião contemplou o mínimo acordo ou por palavra modificar a impressão causada".[147] Nas décadas de 1960 e 1970, Maurice Ashley e Stuart Prall começaram a reconsiderar os motivos de Jaime ao garantir toleracia religiosa, ainda sim salientando seu governo autocrático.[148] Historiadores modernos distanciaram-se dessa escola de pensamento e pregaram a contínua marcha do progresso e democracia, com Ashley falando que a "história é, afinal, a história de seres humanos e indivíduos, além das classes e massas". Ele afirma que Jaime e Guilherme eram "homens de ideais e também de fraquezas humanas".[149] John Miller em 2000 aceitou as afirmações do absolutismo de Jaime, porém discutiu que "sua principal preocupação era de assegurar liberdade religiosa e igualdade civil para católicos. Quaisquer 'métodos' absolutistas ... eram essencialmente meios para o fim".[150] Em 2004, W. A. Speck escreveu no novo Oxford Dictionary of National Biography que "Jaime era genuinamente comprometido com a toleracia religiosa, porém também procurou aumentar o poder da coroa". Ele adicionou que, diferentemente do governo nos Países Baixos, "Jaime era muito autocrático para combinar liberdade de consciência com governo popular. Ele resistiu a qualquer controle sobre o poder do monarca. É por isso que seu coração não estava nas concessões que fez em 1688. Ele preferia viver em exílio com seus príncipios que continuar a reinar como um monarca limitado".[151]

As conclusões de Tim Harris, em seu livro de 2006, resumem a ambivalência dos estudiosos modernos com Jaime:

Em 2009, Steven Pincus confrontou essa ambivalência acadêmica. Ele afirma que o reinado de Jaime deve ser entendido dentro de um contexto de mudanças econômicas e nas políticas europeias, fazendo duas grandes asserções sobre Jaime. A primeira é que ele propositalmente "seguiu o rei-sol francês, Luís XIV, ao tentar criar um regime católico moderno. Isso envolvia não apenas catolizar a Inglaterra ... mas também criar uma aparelho de estado moderno, centralizador e estremamente burocrático". A segunda é que Jaime se desfez em 1688 não tanto pela reação protestante contra a catolização, mas sim por uma reação hostil nacional contra seu aparelho estatal, tributação e burocracia intrusiva, expressado por um grande apoio popular a invasão armada de Guilherme III de Orange. Pincus não apresenta Jaime como ingénuo, estúpido ou egoísta. Ao invés disso, ele o mostra como um monarca inteligente, pensador e estrategicamente motivado cuja visão para uma aliança e modelo autoritário político francês foram de encontro, e perderam, para visões alternativas que favoreciam o modelo econômico empreendedor holandês, temiam o poderio francês e ficaram indignados por seu autoritarismo.[153]

Scott Sowerby contrapôs a tese de Pincus em 2013. Ele percebeu que os impostos ingleses permaneceram baixos durante o reinado de Jaime, ficando em 4% da renda nacional inglesa, assim era improvável que ele conseguiria construir um estado burocrático aos moldes da França de Luís XIV, onde os impostos eram pelo menos duas vezes mais altos.[154] Sowerby também argumenta que as políticas de Jaime de toleração religiosa atrairam substancial apoio dos não-conformistas religiosos, incluindo quakers, batistas, congregacionalistas e presbiterianos, que foram conquistados pelo avanço do rei em direção a uma nova "Magna Carta pela liberdade de consciência".[155] Na opinião de Sowerby, o rei foi deposto principalmente pelos temores das elites inglesas e holandesas que Jaime pudesse estar se aliando com Luís XIV em uma suposta "liga santa" para destruir o protestantismo no norte da Europa.[156]

Títulos, estilos, honras e brasões[editar | editar código-fonte]

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

  • 14 de outubro de 1633 – 10 de maio de 1659: "Sua Alteza Real, o Duque de Iorque"[157]
  • 10 de maio de 1659 – 31 de dezembro de 1660: "Sua Alteza Real, o Duque de Iorque e Conde de Ulster"[157]
  • 31 de dezembro de 1660 – 6 de fevereiro de 1685: "Sua Alteza Real, o Duque de Iorque e Albany e Conde de Ulster"[157]
  • 6 de fevereiro de 1685 – 16 de setembro de 1701: "Sua Majestade, o Rei"

Seu título oficial e completo na Inglaterra era: "Jaime Segundo, pela Graça de Deus, Rei da Inglaterra, Escócia, França e Irlanda, Defensor da Fé, etc". O título de "da França" era apenas nominal e foi usado por todos os monarcas ingleses desde Eduardo III até Jorge III. Na Escócia, ele era: "Jaime Sétimo, pela Graça de Deus, Rei da Escócia, Inglaterra, França e Irlanda, Defensor da Fé, etc".[158] Jaime também foi criado Duque da Normandia por Luís XIV de França em 31 de dezembro de 1660.[157]

Honras[editar | editar código-fonte]

Brasões[editar | editar código-fonte]

Como Duque de Iorque, o brasão de armas de Jaime eram as armas reais diferenciadas por um lambel argente de três pés arminhos.[159] Como rei, seu brasão era: esquatrelado, I e IV esquatrelado, azure três flores-de-lis or (pela França) e goles três leões passant guardant em pala (pela Inglaterra); II or um leão rampant dentro de um treassure flory-contra-flory goles (pela Escócia); III azure, uma harpa or com cordas argente (pela Irlanda).[160]

Descendência[editar | editar código-fonte]

Nome Nascimento Morte Notas
Com Ana Hyde[161]
Carlos, Duque de Cambridge 22 de outubro de 1660 5 de maio de 1661
Maria II de Inglaterra 30 de abril de 1662 28 de dezembro de 1694 Casou-se com Guilherme III & II, sem descendência.
Jaime, Duque de Cambridge 12 de julho de 1663 20 de junho de 1667
Ana da Grã-Bretanha 6 de fevereiro de 1665 1 de agosto de 1714 Casou-se com Jorge da Dinamarca, sem descendência.
Carlos, Duque de Kendal 4 de julho de 1666 22 de maio de 1667
Edgar, Duque de Cambridge 14 de setembro de 1667 8 de junho de 1671
Henriqueta 13 de janeiro de 1669 15 de novembro de 1669
Catarina 9 de fevereiro de 1671 5 de dezembro de 1671
Com Maria de Módena[161]
Catarina Laura 10 de janeiro de 1675 3 de outubro de 1676 Morreu de convulções.[162]
Isabel 28 de agosto de 1676 2 de março de 1681
Carlos, Duque de Cambridge 7 de novembro de 1677 12 de dezembro de 1677 Morreu de varíola.[162]
Isabel 1678
Carlota Maria 16 de agosto de 1682 16 de outubro de 1682 Morreu de convulções.[162]
Jame Francisco Eduardo 10 de junho de 1688 1 de janeiro de 1766 Casou-se com Maria Sobieska, com descendência.
Luísa Maria Teresa 28 de junho de 1692 20 de abril de 1712
Com Arabella Churchill[161]
Henriqueta FitzJames 1667 3 de abril de 1730 Casou-se com Henrique Waldegrave, 1.º Barão de Waldegrave, com descendência.
Casou-se com Piers Butler, 3.º Visconde de Galmoye, sem descendência.
Jaime FitzJames, 1.º Duque de Berwick 21 de agosto de 1670 12 de junho de 1734 Casou-se com Honora de Burgh, com descendência.
Casou-se com Ana Bulkeley, com descendência.
Henrique FitzJames agosto de 1673 dezembro de 1702 Casou-se com Maria Gabriela de Lussan, com descendência.
Arabella FitzJames 1674 7 de novembro de 1704 Tornou-se uma freira com o nome de Inácia.
Com Catarina Sedley
Catarina Darnley c. 1681 13 de março de 1743 Casou-se com Jaime Annesley, 3.º Conde de Anglesey, com descendência.
Casou-se com João Sheffield, 1.º Duque de Buckingham e Normanby, com descendência.[163]
Jaime Darnley 1684 1685
Carlos Darnley Morreu jovem.[163]

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Samuel Pepys escreveu em seu diário que Jaime "olhava minha esposa poderosamente". Seu gosto por mulheres foi muitas vezes criticado, com Gilberto Burnet afirmando que as amantes de Jaime devem ter sido "dadas a ele por seus padres como uma penitência".[25]
  2. O historiador John Callow escreveu que Ana Hyd "fez o maior impacto individual sobre o seu pensamento" e que ela se converteu pouco depois da Restauração, "quase certamente antes do marido".[33]
  3. Segundo Francis C. Turner, a reação de Jaime ao acordo foi "O rei deverá ser obedecido, e eu ficaria feliz se todos os seus súditos aprendessem comigo a obedecê-lo".[44]
  4. Os covenanters não reconheciam Jaime, ou outro rei, como seu governante legítimo, assim não pediriam a ele por alívio das leis penais.[80]
  5. A exata afiliação religiosa de Antônio Farmer não é certa. Stuart Prall o chama de "simpatizante católico".[94] John Miller diz que "apesar de não ter se declarado católico, acreditava-se que não era mais anglicano".[95] Maurice Ashley não se refere a Farmer pelo nome, mas apenas como o indicado católico do rei.[96]
  6. A história tem veracidade questionada.[114]
  7. Tim Harris analisa a natureza legal da abdicação; Jaime não concordou que havia abdicado.[117]
  8. John MacLeod e Maureen Waller afirmam que todos os restos de Jaime foram perdidos.[136] Noel S. McFerran diz que as partes de seu intestino enviadas a igreja paroquial de Saint-Germain-en-Laye foram redescobertas em 1824 e são os únicos restos conhecidos.[137] David Hilliam afirma que seus restos ou foram espalhados ou perdidos, dizendo que os revolucionários que invadiram a igreja ficaram atônitos com a preservação do corpo, colocando-o em exibição pública onde milagres supostamente ocorreram. Hilliam diz que o corpo então foi mantido "acima do solo" até que o rei Jorge IV soube a respeito e pediu para que fosse enterrado na igreja paroquial em 1824.[138]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • Macaulay, Thomas Babington. The History of England from the Accession of James the Second. Londres: Longmans, 1889.
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  • Turner, Francis C.. James II. Londres: Eyre and Spottiswoode, 1948.
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  • Weir, Alison. Britain's Royal Families: The Complete Genealogy. Londres: Random House, 1996. ISBN 0-7126-7448-9.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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