Jaime II da Escócia

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Jaime II
Rei dos Escoceses
Rei da Escócia
Reinado 21 de fevereiro de 1437
a 3 de agosto de 1460
Coroação 25 de março de 1437
Predecessor Jaime I
Sucessor Jaime III
Regentes
Esposa Maria de Gueldres
Descendência
Jaime III da Escócia
Alexandre, Duque de Albany
Casa Stuart
Pai Jaime I da Escócia
Mãe Joana Beaufort
Nascimento 16 de outubro de 1430
Palácio de Holyrood, Edimburgo, Escócia
Morte 3 de agosto de 1460 (29 anos)
Castelo de Roxburgo, Roxburgo, Escócia
Enterro Abadia de Holyrood, Edimburgo, Escócia
Religião Catolicismo

Jaime II (Edimburgo, 16 de outubro de 1430 – Roxburgo, 3 de agosto de 1460) foi o Rei da Escócia de 1437 até sua morte. Era filho de Jaime I e Joana Beaufort, ascendendo ao trono aos seis anos após o assassinato de seu pai.

Infância e adolescência[editar | editar código-fonte]

Ao se tornar rei, o choque pelo assassinato de seu pai Jaime I da Escócia ainda perdurava. Os assassinos foram mutilados, o menino de seis anos coroado na abadia de Holyrood dando fim à tradição que os reis, desde Kenneth I, eram coroados em Scone. Governaram os regentes do clã Douglas até 1449, quanto tomou o poder. Foi educado em Edimburgo, e mais tarde determinou que a cidade seria de novo capital da Escócia, como o é ainda hoje.

Assim que o pai morreu, sua mãe o levou para o castelo de Edimburgo, entregando-o à custodia de sir Alexander Livingstone. A Escócia naquela época era governada por dois clãs rivais, dos Chrichton e dos Livingstone. Sem um rei forte, os magnatas detinham o poder e a custódia do menino oscilou de Sir William Crichton (governador do castelo de Edimburgo) a Livingston, governador do castelo de Sirling. O 5.º Conde de Douglas foi nomeado Tenente General do Reino e a disputa passou a ser entre ele e Crichton, Chanceler. Depois de dois anos, o Lorde Chanceler Crichton se recusou as pessoa verem o menino. Joana, sua mãe, planejou mudá-lo então e deixou o castelo, chorosamente, pedindo a Crichton tomar bem conta do filho. Sem que Crichton soubesse, tinha escondido o filho rei dentro de um baú e o carregou escondido para fora das muralhas. Foi levado a Stirling para Lorde Livingstone. Antes de muito tempo, Livingstone estava usando o menino do mesmo modo e sua família começou a monopolizar cargos, poder, acesso ao Rei. Jaime era um peão, um prisioneiro nas mãos dos senhores rivais, desejosos de governar em seu nome.

A Rainha Joana acabou roubando-o de novo e voltou a Crichton. Livingstone os seguiu com seus homens e a guerra civil parecia iminente. Os dois lados foram reconciliados por alguns Bispos que os encorajaram a fazer guerra aos Douglas. O Tenente Geral Governador conde de Douglas morrera, deixando dois filhos tidos como inimigos do trono. Crichton (o guardião do castelo de Edimburgo) e Livingstone (guardião do castelo de Stirling) assassinaram o sexto conde de Douglas (bisneto de Roberto III) e seu irmão no Grande Hall de Edimburgo, onde estavam como convidados a um banquete. James II assistiu a tudo, ele que gostava tanto de seus parentes, e com ele dois de seus irmãos mais novos. A cabeça de um boi preto tinha sido trazida à mesa, no banquete. Ora, pelos costumes escoceses, o fato anunciava a morte do convidado principal. Jaime suplicou pelas vidas dos dois Douglas, mas foram degolados no que ficou sendo chamado o Jantar Negro de 1440. Tinha-se medo de um golpe, dos Douglas.

Governo enfim[editar | editar código-fonte]

Sobreviveu à luta civil da primeira metade do reinado e emergiu como um soberano, consolidando seu poder sobre a Escócia. Como único filho sobrevivente de Jaime I da Escócia, sucedeu ao trono com seis anos de idade pelo assassinato do pai (fevereiro de 1437). A forte autoridade central que o pai estabelecera rapidamente desmoronou. Na decorrente alvoroço, três famílias rivais - os Crichton, os Livington e os Douglas - lutaram para ganhar o controle do jovem rei.

Ao tomar o comando, Jaime decidiu retomar o controle sobre os magnatas, pois a Escócia se dividia entre diversos males: falta de respeito à lei, praga, peste e fome desde a morte de Jaime I. Em 1449, tomou medidas contra os Livingstons e seus aliados os chamados Douglas Negros, e depois de os vencer, tomou as terras dos Douglas em 1455, fortalecendo a posição do rei. Na luta contra o poder dos Douglas, em 1452 apunhalou ele próprio, num acesso de raiva, o oitavo conde de Douglas, Guilherme ou William, no castelo de Stirling. Era dos homens mais poderosos do país e se recusava a denunciar o quarto conde de Crawford, chamado o Conde Tigre ou Tiger Earl, e o quarto conde de Ross também quarto Senhor ou Lord of the Isles. Douglas e seus três irmãos se haviam aliado a esses chefes do Norte. Quis com isso dar um exemplo aos que perturbavam a ordem. Mandou executar também dois dos líderes entre os Livingstone. Venceu os Douglases em Arkinholm. Dois dos irmãos mais novos de Douglas cairam em batalha e Douglas fugiu para a Inglaterra e com isso, a grande Casa do Douglas Negro tinha caído, o que significou um ponto de mudança importante na sorte da monarquia escocesa.

Outro texto diz: James assumiu outros deveres ao desposar Maria de Gueldres em 1449. Sua primeira medida foi a restauração da autoridade. Tomou as propriedades da família Livingston e manteve dúbia paz com o clã dos Douglas até 1450, quando se desentendeu com Guilherme ou William, 8° conde de Douglas. Em fevereiro de 1452, condenou-o à morte. Três anos mais tarde, James demoliu os castelos da família e confiscou suas vastas terras cujo rendimento lhe permitiu criar forte governo central e aperfeiçoar a administração da justiça.

Apagam-se as dissessões a partir de 1455 embora tenha feito concessões às famílias Campbell, Gordon e Hamilton. Foi assim capaz de impor a ordem e governar em paz. Um ato de 1456 autorizava o Rei a requerir de grandes barões um carro de guerra que levasse dois canhões duplos e treinar artilheiros. Conseguiu artilharia com sua própria noiva Maria, cujo castelo - recebido como dote ao se casar com o rei - intitulado Ravenscraig, se tornou o primeiro castelo na Escócia a possuir um canhão.

Embora sempre ocupado com seus guerras, seu reinado ficou marcado por importante legislação social. Um ato de 1450 garantia a posição de um agricultor ou sobre terras passadas a outro senhor. Também é lembrado porque tentou proibir o popular jogo de golfe em 1457, decreto universalmente ignorado pelo povo.

Sua atenção se voltou para os ingleses, que recomeçaram a desejar a Escócia. Atacou postos fronteiriços em 1456 e 1460. Tinha começado a se intrometer nas lutas entre as casas de York e de Lancaster, na Inglaterra: atacou em 1460 a Inglaterra e sitiava Roxburgh. Morreu explodir um canhão que ele próprio inspecionava. Tentava recuperar dos ingleses esses dois castelos (Roxburgh e Berwick). Os canhões começavam a entrar em batalhas e ele tinha orgulho dos seus e de sua guerra mecanizada! Um de seus canhões, chamado Mons Meg, ainda se vê no castelo de Edimburgo.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Casou em julho de 1449 na abadia de Holyrood, em Edimburgo, com sua parenta Maria de Gueldres (morta em 1463) de quem teve pelo menos oito filhos. Sobrinha de Filipe o Bom Duque da Borgonha, era filha de Arnulfo II, Duque de Gueldres (por sua vez filho de João II (1385-1451) Conde e príncipe do Império, e de Maria, filha de João, senhor de Arkel, e Joana de Gueldres. Outro irmão de Arnulfo era Guilherme I, Conde de Egmont. Viúva, ela casou com Adão Hepburn.

Adquiriu alguns o dos canhões pelos quais os Países Baixos eram famosos. Ela agiu como regente durante um tempo, durante a menoridade de Jaime III, pois o marido morreu como resultado de acidente aos 30 anos. Cristã devota, fundou a igreja chamada Trinity College Church na Royal Mile de Edimburgo (c.1460).

Posteridade[editar | editar código-fonte]

  • 1- Jaime III da Escócia.
  • 2 - Alexandre Stuart, Duque de Albany.
  • 3 - John Stewart, Conde ou Earl of Mar. Morto em 1479 em Craigmillar, era conde de Mar e conde de Garioch. Preso com o irmão Alexander, duque de Albany pelo rei, em 1479. Desconfiando do irmão, que era rei mas desprezava a nobreza tradicional e queria, especialmente, evitar desafios vindos dos irmãos. Em 1479, preso com o irmão Albany no castelo de Edimburgo, ali morreu. A acusação era conspiração para arrebatar a coroa.
  • 4 - Davi (1454-1457) Conde de Morey.
  • 5 - Joana, casada com James, conde ou Earl of Morton.
  • 6 - Margarida, em 1478 noiva de Anthony Woodville (1442-1483), segundo conde ou Earl Rivers; filho de Jacquetta de Luxemburgo e Richard Woodville, viúvo de Lady Scales. Depois, com divórcio em 1520, casou com Guilherme ou William Crichton.
  • 7 - bastardo, fulano, Duque de Berwick.
  • 8 - filho, nascido e morto em 1450.
  • 9 - Mary Stewart (1451-1488). Em 1467 (divórcio em 1473) casada com Thomas Boyd (morto em 1474), Conde ou Earl de Arran. Quando Maria de Gueldres morreu, a poderosa família Boyd se tornou conselheiros de James III e tomou conta de sua pessoa. Tomás, este filho de Lord Boyd, casou com esta irmã do rei e foi peça chave para arranjar o do R. Em 1469 o Parlamento condenou os Boyd. Quando Tomas voltava com a esposa de Jaime, corria perigo de ser preso, como era um Boyd. Mary Stewart foi ao encontro do navio que os trazia e avvisou ao marido, e fugiram para a Dinamarca. Depois, em 1474, Mary Stewart casou com James (1415-1479) primeiro Lord Hamilton e dele teve dois filhos:
* A - Elizabeth Hamilton que se casou com Mateus ou Matthew Stewart (morto em 1513), segundo conde ou Earl of Lennox. Os Lennox permaneceram sempre em contacto estreito com o ramo Aubigny. Foram pais de John Stewart (morto em 1520), 3º conde de Lennox, avô de Henrique Stuart, Lord Darnley, segundo marido da Rainha Maria Stuart.
* B - James Hamilton (1475-1529) primeiro conde ou earl of Arran. Negociou em 1503 o casamento de James IV da Escócia com Margarida Tudor, filha de Henrique VII, sendo então feito conde. Preso em 1507, confiaram-lhe em 1513 o comando de uma expedição naval contra a Inglaterra, mas falhou. Ao retornar, encontrou o rival, Angus, casado com a Rainha viúva e se uniu ao partido de seu tio Alexander Stewart, duque de Albany. Presidiu o conselho da regência de 1517 a 1520. Seu filho, do mesmo nome:
* I - James Hamilton (1515 ?-22 de janeiro de 1575) foi Regente da Escócia. Casou em 1532 com Margarida Douglas. Foi 2º conde ou Earl of Arran, Duque de Châtelherault. Morto Jaime V, era o herdeiro presuntivo do trono. Quando Maria Stuart subiu ao trono, tornou-se protetor do Reino. Arranjou o casamento de Maria com o príncipe Eduardo de Gales, futuro Eduardo VI, e depois, subitamente, tomou o partido francês, repudiou o inglês e o protestantismo. Concordou, depois de resistência, em dividir a regência com Maria de Guise. Em 1559 se uniu aos Lords da Congregação e se tornou um dos governadores provisórios do Reino. Exilado de 1564 a 1569, em sua abdicação Maria Stuart o nomeou um dos regentes de seu filho Jaime VI e voltou à Escócia apoiar a causa da Rainha. Em 1573 admitiu a autoridade de James e depôs as armas.
Precedido por:
Jaime I
Rei dos Escoceses
14371460
Sucedido por:
Jaime III
Precedido por:
Alexandre Stewart
Duque de Rothesay
14311437

[1]

Referências