Alexandre III da Escócia

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Coroação de Alexandre III em Scone.

Alexandre III da Escócia, cognominado o Glorioso, (Roxburgh, 4 de setembro de 124119 de março de 1286) foi Rei da Escócia, da Casa de Dunkeld, de 1249 até sua morte.

Caiu do cavalo numa escarpa em Kinghorn, que cavalgava durante uma noite tempestuosa, indo ao encontro da esposa e está sepultado na abadia de Melrose. Foi o Rei da Escócia, da Casa de Dunkeld, a partir de 1249. Subiu ao trono em 1249, sucedendo ao pai, Alexandre II da Escócia, coroado em Scone quanto tinha oito anos. Durante sua menoridade, a regência foi atribuída a um grupo de nobres, com a consequente instabilidade política.

Foi um reinado de progresso econômico, pois comprou da Noruega em 1266 a ilha de Man e as Hébridas. A Escócia, que já contava com 400 mil habitantes, gozava então de bastante prosperidade, pois Berwick enriquecia com o comércio exterior, exportavam-se lã, peles, peixe.

Durante sua adolescência, estabeleceu boas relações com seu cunhado Eduardo I da Inglaterra.

Sua vida pessoal foi trágica, pois a mulher e dois filhos morreram antes dele. Meses antes de morrer, tinha casado pela segunda vez para assegurar descendência, mas morreu logo depois. A morte inesperada faria subir ao trono Margarida da Noruega, com apenas três anos, provocando a guerra civil da geração seguinte.

Teve um reinado próspero e pacífico, embora houvesse lutas contra o rei da Noruega sobre as ilhas Hébridas internas. A propriedade das ilhas ocidentais ou Western Isles foi seu primeiro problema depois da coroação. O conde de Ross tinha declarado guerra ao rei Haakon da Noruega para tentar recuperar a posse das ilhas. O que atemorizou o povo que ainda recordava das ferozes incursões dos vikings até o século XIII. Haakon partiu da Noruega em 1263 com frota de mais de 100 navios de carvalho sólido com um dragão dourado na popa e proa, uma visão impressionante. Os astrônomos confirmaram que o dia depois do de sua chegada às Órcadas houve eclipse total do sol. Os soldados da Noruega consideravam eclipses como maus presságios nas Haakon continuou. Alexandre enquanto isso tinha reforçado os castelos do litoral e reunido grande exército onde esperava que Haakon desembarcaria. Esperou, sabendo da possibilidade de tempestades em setembro e em outubro. Aconteceu mesmo uma grande tempestade e os noruegueses acreditaram ter sido desencadeada por feitiçaria das bruxas escocesas. Já os escoceses acreditaram ter sido causada por Santa Margarida da Escócia, protegendo o país. Na batalha que se seguiu, os homens de Haakon tinham sido tão dizimados pelas tempestades que ele resolveu voltar a sua terra. Morreu pouco depois e Alexandre III assinou um tratado com seu sucessor, Magnus: por este tratado de Perth, Alexandre recuperou o controlo das Ilhas Ocidentais mediante 4000 marcos pagos aos noruegueses e mais 1000 anuais por período indefinido. Os pagamentos anuais continuaram até o século XIV. As Órcadas e Shetland permaneceram sob controle dos noruegueses e demoraram muito até se tornarem parte da Escócia.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Em 26 de dezembro de 1251, aos dez anos, foi casado na Catedral de Iorque com Margarida de Inglaterra, filha do rei Henrique III de Inglaterra e de Leanor da Provença. Nascera ela no castelo de Windsor em setembro de 1240 e morreu em 26 de fevereiro de 1275 no Castelo de Cuper, Fife; está sepultada na Abadia de Dumferline. Era assim irmã de Eduardo I. Tiveram três filhos. Em 1285 casou com Iolanda de Dreux (que morreu em 1322), condessa de Montfort-L'Amaury, filha de Roberto IV, Conde de Dreux. Ficaram casados apenas cinco meses pois, cavalgando a seu encontro de noite em Kinghorn (Fife) durante uma tempestade, contra o conselho dos que o cercavam, o cavalo tropeçou e o jogou por um despenhadeiro onde morreu.

Posteridade[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Alexandre II
Rei da Escócia
1249 - 1286
Sucedido por
Margarida