Maria II de Inglaterra

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Maria II (ou Mary II)
Rainha da Inglaterra, da Irlanda e da Escócia
Maria II
Reinado 13 de fevereiro de 168928 de dezembro de 1694
Coroação 11 de abril de 1689
Nascimento 30 de abril de 1662
Palácio St. James, Londres
Antecessor Jaime II
Sucessor Guilherme III
Consorte Guilherme III
Dinastia Stuart
Pai Jaime II
Mãe Anne Hyde

Maria II de Inglaterra nasceu no Palácio de St. James, em Londres, no dia 30 de Abril de 1662 e morreu no Palácio de Kensington, na mesma cidade, em 28 de Dezembro de 1694, de varíola, aos 32 anos apenas. Está sepultada na abadia de Westminster. Membro da casa de Stuart foi Rainha de Inglaterra e Rainha da Escócia de 1689 até à sua morte.

Educada como protestante, Maria sucedeu ao pai, o rei católico Jaime II Stuart deposto durante a Revolução Gloriosa. Governou em conjunto com o marido Guilherme de Orange e ao morrer o marido ficou sendo rei sozinho, passando depois o trono à irmã de Maria II, Ana I.

Índice

[editar] Primeiros Anos

Maria, nasceu no Palácio St. James wm Londres em 30 de abril de 1662, era a filha mais velha de Jaime, na época Duque de York (e mais tarde rei Jaime II da Inglaterra) e sua primeira mulher, Anne Hyde.[1] O tio de Maria foi também rei da Inglaterra, Carlos II; seu avô paterno, Edward Hyde, serviu por um longo período como conselheiro chefe de Carlos II.[2] Embora sua mãe tenha tido oito filhos, somente Maira e sua irmã Ana sobrevieram até a idade adulta.[3]

O Duque de York converteu-se ao Catolicismo em 1668 ou 1669, mas tanto Maria e Ana permaneceram protestantes por exigência do na época rei da Ingalerra, Carlos II.[4] A mãe de Maria morreu em 1671; seu pai casou-se novamente em 1673 com a católica Mary de Modena, também conhecida como Mary Beatrice d'Este.[5]

Aos 15 anos, Princesa Maria tornou-se noiva do protestante, Guilherme, o príncipe de Orange. Guilherme era filha de sua tia, Maria Henriqueta Stuart (uma das filhas e Carlos II), e Príncipe Guilerme II de Nassau. A princípio, Carlos II opôs-se a aliança com a Holanda; ele preferia que Maria se casasse com o herdeiro do trono francês, o delfim Luís; mas sob pressão do parlamento inglês e como uma aliança com uam França católica não era politicamente favorável, ele aprovou a união.[6] Pressionado pelo parlamento, o Duque de York concordou com o casamento.[7] Os primos, Maria e Guilherme, casaram-se em Londres em 4 de novembro de 1677.

Maria foi à Holanda, onde ela morou com Guilherme. Embora ela fosse devotada ao marido, o casamento foi infeliz; engravidou três vezes mas terminando em aborto em nati-morto, a falta de um filho foi uma das maiores infelicidades da vida de Maria. Devido a sua personalidade, Maria era muito popular entre os holândeses, mas seu marido era frio e mantinha um caso com Elizabeth Villiers, uma das damas de companhia de Maria.[7]

[editar] A Revolução Gloriosa

Ver artigo principal: Revolução Gloriosa
Maria II, Rainha da Inglaterra, da Irlanda e da Escócia
Maria II, Rainha da Inglaterra, da Irlanda e da Escócia

Após a morte de Carlos II sem deixar herdeiros legítimos em 1685 o Duque de York torna-se rei sendo coroado com Jaime II de Inglaterra e Irlanda, e como James VII na Escócia. Jaime II, o pai de Maria, tinha uma polêmica política religiosa; suas tentativas de garantir a liberdade religiosa aos não anglicanos não foi bem recebida por muitos.

Mutios políticos e nobres protestantes entraram em negociações com o marido de Maria em 1687. Quando Jaime fez a Declaração de Indulgência sua popularidade caiu mais ainda. O medo entre os protestanes aumentou mais ainda quando a mulher de Jaime II, deu a luz a um menino, James Francis Edward em junho de 1688. Para os protestantes, diferentemente de Maria e Ana, o menino poderia crescer sob influência católica.

Em 30 de junho, os Sete Imortais secretamente pediram que Guilherme viesse a Inglaterra com um exército.[8] A príncipio, Guilherme ficou relutante; ele tinha ciúmes da posição de Maria como herdeira ao trono inglês e temia que ela ficasse mais poderosa que ele. Maria, entretanto, convenceu seu marido dizendo não se importar muito com o poder político.[9] Guilherme concordou em invadir a Inglaterra alegando que o faria por um parlamento livre. Ele chegou à Inglaterra em 5 de novembro. Sem apoio, Jaime II não foi capaz de salvar seu trono.[10] Em 11 de dezembro, o rei derrotado fogiu mas foi capturado. Na sua segunda tentativa de fuga em 23 de dezembro, Jaime escapou para a França.

Em 1689, uma Convenção Parlamentar foi feita para determinar um apropriado curso da ação.[11] Guilherme de Orange sentia-se inseguro; ele desejava reinar como Rei, ao invés de uma função de mero consorte da rainha. O único precedente de uma monarquia conjunta aconteceu no século XVI: quando a rainha Maria I casou-se com o príncipe espanhol Filipe, porém ele só permaneceu como rei durante a vida de Maria I. Guilherme, entretanto, queria permanecer como rei mesmo depois da morte de sua mulher. Embora uma declaração desse somente a ela o poder, Maria permaneceu leal ao marido recusando tal declaração.[11]

Em 13 de fevereiro de 1689, o Parlamento aprovou a Declaração de Direito, na qual julgou que Jaime, por ter fugido em 11 de dezembro de 1688, tinha abidicado do trono, chegando a conclusão que o trono tinha se tornado vazio.[11][12] O parlamento então ofereceu a coroa a Guilherme e Maria como monarcas conjuntos. A declaração não só excluia James Francis mas também como a todos seus decendentes e a todos católicos.

O Bispo de Londres, Henry Compton, coroou Guilherme e Maria na Abadia de Westminster em 11 de abril de 1689. Normalmente, a cerimônia de coroação era feita pelo Arcebispo da Cantuária (também conhecido como Arcebispo de Canterbury) mas o Arcebispo da época, William Sancroft, embora anglicano, recusou-se a reconhecer a validade da destronação de Jaime II.[13][14] No mesmo dia da coroação, o Parlamento da Escócia declarou que Jaime não era mais seu rei. A coroa escocesa foi oferecida a Gulherme e Maria e em 11 de maio, eles a aceitaram.

Mesmo depois desta declaração escocesa houve um certo apoio a Jaime II na Escócia. John Graham, Visconde de Dundee, juntou um exército e venceu a Batalha de Killiecrankie em 27 de julho de 1689, porém perdeu a decisiva Batalha de Dunkeld.[15][16]

[editar] Reinado

Em dezembro de 1689, o Parlamento aporva o mais importante documento constitucional na história da Inglaterra, a Bill of Rights. Esta medida confirma muitas das já feitas na Declaração de Direito anteriormente; estabelece restrições na prerrogativa real; declara entre outras coisas que o Soberano não pode sispender leis aporvadas pelo Parlamento, elevar taxas sem o consentimento parlamentar, interferir nas eleições parlamentares.[17]

O Bill of Rights também estabeleceu que o próximo na linha de sucessão ao trono inglês. Primeiro seria qualquer filho de Guilherme III e Maria I e caso eles não tivessem filhos seria Ana, irmã de Maria I, ou qualquer filho desta. E por último qualquer filho de Guilherme III com um casamento após a morte da rainha.[17]

Inicialemnte, Guilherme III permaneceu ausente da Inglaterra, primeiro brigando contra os Jacobitas na Irlanda. Enquanto Guilherme estava ausente, Maria II governou o reino. Sua primeira ação foi mandar prender seu próprio tio, Henry Hyde, por tramar a restauração de Jaime II. Em 1692, ela demitiu e prendeu o influente John Churchill, 1.° Duque de Marlborough pelas mesma acusações do seu tio; a demissão de um modo diminuiu a popularidade de Maria II e arranhou o relacionamento com sua irmã, Ana que era bem próxima da mullher de Churchill.[18] Anne appeared at court with Sarah, obviously supporting the disgraced Churchill, which led to Mary angrily demanding that Anne dismiss Sarah and vacate her lodgings. Mary later failed to visit Anne during her pregnancy and relations remained strained until Mary's death.[1]

Embora Guilherme tivesse vencido os irlandeses jacobitas em 1692, ele continuou em campanhas, no geral, ele ficava fora entre a primavera e o outono de cada ano. Enquanto o marido estava fora, Maria II agia sob os conselhos dele e enquanto ele estava na Inglaterra, ela não interferia em questões políticas deixando tudo na mão do marido.[18][17]

[editar] Morte

Maria II morreu de varíola no Palácio de Kensington em 28 de dezembro de 1694 e foi enterrada na Abadia de Westminster.[18][19] Até a sua morte, o compositor Henry Purcell foi contratado para escrever uma música para seu funeral, intitulada Music for the Funeral of Queen Mary.[20]

[editar] Referências

  1. 1,0 1,1 The House Of Stuart: William III and Mary II. English Monarchs (2004). Página visitada em 18 Setembro, 2006.
  2. "Edward Hyde, 1st Earl of Clarendon". Columbia Electronic Encyclopedia. (2000). Columbia University Press. 
  3. Anne Hyde. David Nash Ford's Royal Berkshire History (2005). Página visitada em 18 September, 2006.
  4. The House Of Stuart: James II. English Monarchs (2004). Página visitada em 18 de setembro, 2006.
  5. James II and VII. The Jacobite Heritage (1997). Página visitada em 18 de setembro, 2006.
  6. John Pollock. The Policy of Charles II and James II. (1667–87.).
  7. 7,0 7,1 Nicholas Seager, University of Nottingham (2006-02-09). "Reign of King William III". The Literary Encyclopedia. The Literary Dictionary Company. Retrieved on 19 de setembro 2006. 
  8. Donald E. Wilkes Jr. and Matthew Kramer (1997). The Glorious Revolution of 1688:Chronology. Página visitada em 18 September, 2006.
  9. "Mary II (Quote from History of my own Time. G Burnet (1883) Oxford.)". Encyclopædia Britannica (11th Ed.). (1911). London: Cambridge University Press. 
  10. James II. The Royal Household. Página visitada em 19 September, 2006.
  11. 11,0 11,1 11,2 (1742) “King James' Parliament: The succession of William and Mary”, The History and Proceedings of the House of Commons : volume 2. British History Online, 255-77. Retrieved on 19 September.
  12. William III and Mary II. The Royal Household. Página visitada em 18 September, 2006.
  13. "William Sancroft". Encyclopædia Britannica. (2006). Encyclopædia Britannica Online. Retrieved on 21 September. 
  14. Historic England - Archbishops of Canterbury. The History of England. Página visitada em 18 September, 2006.
  15. "John Graham of Claverhouse, 1st viscount of Dundee". Encyclopædia Britannica. (2006). Encyclopædia Britannica Online. Retrieved on 21 September. 
  16. The Contemplator's Short History of "Bonnie Dundee" John Graham, Earl of Claverhouse, Viscount of Dundee. Página visitada em 20 September, 2006.
  17. 17,0 17,1 17,2 Bill of Rights (1689). Página visitada em 19 September, 2006.
  18. Erro de citação Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas ne
  19. Historic Figures: Mary II of Orange (1662–94). BBC. Página visitada em 19 September, 2006.
  20. Music for Queen Mary. The Public Library of Cincinnati and Hamilton County. Página visitada em 18 September, 2006.


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